Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Alterações Climáticas, Causas e Consequências


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nelasport | 5 de Junho de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Video do greenpeace para comemorar o dia mundial do ambiente
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Artista2009 | 9 de Junho de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo 
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samkf125 | 2 de Setembro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
O que nos estamos a fazer ao planeta terra
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eduardonogpavan | 11 de Novembro de 2006 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 6 utilizadores que não gostaram deste vídeo
É um trabalho de biologia baseado no filme que discute o aquecimento global e suas consequências.
Música:
Creed - What if
http://br.youtube.com/watch?v=pEijnCA...
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Defontanezi | 29 de Setembro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Trabalho de Geografia por...Andressa Fontanezi, Bruna Giovanna Neri santos Jéssica Andrade Silva
Alunas do Colégio Metodista (2008)
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milete93 | 27 de Outubro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
o que o homem esta fazendo? Não faz sentido pra ninguem!
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Adeiltuu | 24 de Agosto de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Este vídeo mostrará a falta e o desperdicio de água no planeta Terra.
Portanto seja um guardião da água.
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qwertrol | 24 de Agosto de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 6 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Terra... Planeta Água???

 
 Poluição da água
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rehnata | 30 de Setembro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Trabalho sobre poluição da agua...
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cesarphilcoabm | 23 de Agosto de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
vídeo de consciencialização da poluição do solo
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rafaelleaoMT | 9 de Julho de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 6 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Este video mostra várias imagens dá poluição do nosso planeta, tem também alguns vídeos que mostra o que vem acontecendo com o nosso planeta, e por fim algumas imagens de belas paisagens. Neste video contém conteúdo da "National Geographic"
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juninhogrande | 15 de Janeiro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 4 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Carta Escrita no Ano 2070...
Um apelo a humanidade para por um fim
ao descaso com o planeta, antes que isso ponha um fim em nós!!!
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domingo, 6 de junho de 2010

Portugal - Especialistas dizem que gestão de resíduos é uma das áreas ambientais mais desenvolvidas do país


05.06.2010
Lusa 





A gestão de resíduos é uma das áreas do Ambiente mais desenvolvidas em Portugal que, nos equipamentos eléctricos e electrónicos, está mesmo entre os cinco países da União Europeia mais eficientes na recolha e valorização, segundo dois especialistas.
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A propósito do Dia Mundial do Ambiente, que hoje se assinala, a presidente da Quercus, Susana Fonseca, disse que, na área dos resíduos, foram “dados alguns passos em termos de conseguir resolver problemas de lixeiras e passar a ter aterros, embora também sejam um problema, e de apostar na reciclagem”.

O director geral da Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos (Amb3E), Fernando Lamy da Fontoura, defendeu que, no fluxo específico de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, “Portugal está entre os cinco países mais eficientes na recolha e valorização de resíduos da União Europeia”.

Em todos os aspectos do Ambiente “tem havido um avanço muito significativo. A parte dos resíduos, e em particular os fluxos especiais de resíduos, tem sido o sector que mais evolução tem tido no país”, salientou.

O responsável chama, no entanto, a atenção para a dificuldade de fazer comparações, já que “o desenvolvimento económico dos países é diferente. Para um sueco recolher quatro quilos por habitante e por ano é muitíssimo fácil porque eles até já estão a recolher 20 quilos. [Os romenos] nem colocam no mercado quatro quilos por habitante e por ano”.

A situação não é a mesma para todos os tipos de recolha e “há outros resíduos em que estamos mais atrasados, [como os] resíduos orgânicos urbanos, o seu tratamento está a melhorar muito todos os anos, mas ainda não nos podemos comparar com os países mais desenvolvidos da Europa”, salientou Fernando Lamy da Fontoura.

Susana Fonseca explicou que, a partir do exemplo da Sociedade Ponto Verde, que promove a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, foram criados vários fluxos, o que “ajuda a resolver a forma como é gerido o resíduo”.

A componente prevenção não registou os mesmos avanços que o tratamento de resíduos, alertou a presidente da Quercus. No Ambiente, “na origem de grande parte dos problemas de hoje [está] a questão da produção e consumo, ou seja, a forma como produzimos, sem respeitar a biodiversidade, e os recursos que gastamos”, defendeu, especificando que problemas como as alterações climáticas, a produção de resíduos ou as questões relacionadas com a água estão associados àqueles comportamentos.

Já para Fernando Lamy da Fontoura, os objectivos relacionados com o consumo de energia ou com a tentativa de evitar o desperdício energético não estão a ser concretizados da mesma forma que na área dos resíduos. “Fala-se muito, mas ainda se têm conseguido poucos avanços. O desperdício é brutal no consumo de energia e isso vai sair-nos muito caro, particularmente em Portugal, onde fontes energéticas são tão escassas, temos sol e vento e mais nada”, disse o director geral da Amb3E”, salientando que “é uma matéria em que ainda há tanto para fazer”.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

BP reconhece falhanço da manobra “top kill” para estancar derrame no golfo do México

Próxima táctica envolve um robot submarino para pôr uma “tampa” no poço

30.05.2010 - 12:09 Por Dulce Furtado
A nova tentativa da BP de parar o maciço derrame petrolífero de uma das suas plataformas no golfo do México falhou, desfazendo as esperanças numa solução expedita para o maior desastre do género nos Estados Unidos.
A baía em que o Mississípi encontra o Golfo do México 
A baía em que o Mississípi encontra o Golfo do México (Jeffrey Dubinsky/Reuters)

Já com crude espalhado ao longo de mais de 110 quilómetros na direcção da costa do Louisiana, e 40 dias passados desde a explosão e afundamento da plataforma (em que morreram 11 pessoas), a BP põe agora expectativas em novas estratégias para parar o derrame, tendo gasto nas tácticas anteriores já cerca de 940 milhões de dólares.

O falhanço da manobra “top kill” – em marcha desde quarta-feira e que consistiu em injectar lama e desperdícios na ruptura aberta no poço – foi assumido ao fim de 72 horas de observação dos resultados. “Não fomos capazes de parar o derrame”, concedeu o chefe de operações da empresa, Doug Suttles, em conferência de imprensa ontem à noite.

“Isto assusta toda a gente, o facto de não conseguirmos estancar o fluxo de crude que sai do poço, o facto de ainda não termos tido êxito”, afirmou. Por três vezes a BP tentou tamponar a ruptura, tendo injectado mais de 30 mil barris de lama no poço, a uma média de 80 barris por minuto, mas sem qualquer sucesso.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, que enfrenta cada vez mais fortes críticas pelo que é visto como “uma resposta lenta” da Administração ao desastre, avaliou ontem à noite que o continuado fluxo de crude “enfurece tanto quanto parte o coração”.

“Continuaremos a lançar mão de todos e quaisquer meios responsáveis para parar este derrame até que estejam prontos os dois poços de apoio que estão agora a ser construídos”, afirmou em comunicado divulgado após ter sido anunciado o falhanço da manobra “top kill”. Obama fez questão de sublinhar que demorarão meses até àqueles poços estarem operacionais – e para os quais serão “desviadas” as golfadas de crude do poço que explodiu.

Sem garantias
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O próximo passo de solução mais rápida, agora que o “top kill” foi oficialmente abandonado, consiste num sistema que dá pelo nome de “pacote de tamponamento submarino” (LMRP) e envolve o uso de um robot subaquático para serrar e extrair o tubo com fuga e substitui-lo por uma tampa. Todo o material necessário para esta operação já se encontra no local e deverá entrar em marcha muito em breve, prevendo-se que a manobra demore quatro dias a ser executada.

A BP foi desde já avisando que não há garantias de que este novo método seja bem-sucedido, uma vez que tal operação jamais foi tentada à profundidade de cinco mil pés, que é onde se encontra a fuga do poço – o qual continua a “vomitar” crude a cerca de 12 mil barris por dia para as águas do golfo do México.

Antes, a empresa tentara colocar uma “cobertura” de umas 125 toneladas de peso sobre o derrame, a qual acabou bloqueada por cristais de gelo. A estratégia seguinte, de instalar um longo tubo para “aspirar” parte do crude derramado também não produziu resultados de monta. Só mesmo as explosões e queimas controladas de crude, assim como o uso de dispersantes – feitas logo nos primeiros dias, mas com consequências profundamente negativas sobre o ambiente e a vida marinha local –, permitiram durante algum tempo dar uma resposta muito parcial ao volume de crude derramado.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Bagua, o genocído indígena executado por Alan Garcia



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Quem são e como vivem os povos indígenas peruanos que em Junho passado foram vítimas de uma selvática repressão genocida, executada a mando das multinacionais que lhes cobiçam o território pelo servil Alan Garcia?

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Por Hugo Blanco


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“Diz-se que os homens não choram ou não devem chorar, sou um homem de fato e de direito, na minha vida só chorei em três ocasiões, quando morreram os meus pais e dois dos meus irmãos mais velhos, mas ontem à noite quando vi a reportagem de inimigos íntimos e recordando aquilo de que fui testemunha durante a tarde de ontem, confesso que me pus a chorar como uma criança.”

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Começo por assinalar uma diferença entre a “modernidade” e a cosmovisão indígena: O mundo civilizado vê o passado como uma coisa ultrapassada. “Primitivo” tem uma conotação pejorativa. O que é moderno, o que é mais recente, é o melhor.

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No meu idioma, o quechua, “Ñaupaq” significa “futuro” e ao mesmo tempo “passado”. “Qhepa” significa “posterior”, no espaço e no tempo.

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Hoje vemos que “o progresso” está conduzindo à extinção da espécie humana através do aquecimento global e de muitas outras formas de ataque à natureza.

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Quem são os povos amazômicos?

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A população amazômica peruana engloba 11% da população. Habita a mais extensa das três regiões naturais do Peru, o norte, o centro e o sul oriental. Fala dezenas de línguas e é composta por dezenas de nacionalidades.

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Os habitantes da selva sul-americana são os indígenas menos contaminados pela “civilização” cuja etapa actual é o capitalismo neoliberal.


Não foram conquistados pelos incas, nem dominados pelos invasores espanhóis. O indígena serrano rebelde, Juan Santos Atawallpa, ao ser atacado pelas tropas espanholas, refugiou-se na selva, no seio desses povos, de que aprendera uma das línguas, e as forças coloniais não conseguiram vencê-lo.

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Na época da exploração da borracha o capitalismo entrou pela selva onde reduziu à escravidão e massacrou as populações nativas, por isso muitas delas mantêm-se até hoje num isolamento voluntário, não desejando qualquer contacto com a “civilização”.

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Os irmãos amazômicos não partilham dos preconceitos de origem religiosa do “mundo civilizado” de tapar o Corpo com trapos mesmo que o calor seja intenso. A forte ofensiva moral dos missionários religiosos e as leis que defendem esses preconceitos conseguiram que alguns deles tenham que tapar algumas partes do corpo, principalmente quando vão à cidade.

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Sentem-se parte integrante da Mãe Natureza e respeitam-na profundamente. Quando têm que cultivar, não fazem sementeiras de um só produto. Limpam um local do bosque, colocam nele diversas plantas de textura diferente, de ciclo vital diferente, juntas, imitando a natureza. Um palto ou abacate e, enroscada nele uma cabaça, ao lado um plátano, milho, yuca (mandioca), uma palmeira de frutos comestíveis. Ao fim de algum tempo devolvem esse lugar à natureza e arranjam outro local para cultivo.

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Saem para caçar e colher, caçam quando vêem alguma coisa que valha a pena caçar, passam pela plantação, se vêm que há qualquer coisa madura, apanham-na, se reparam que é preciso fazer qualquer arranjo, fazem-no, ao fim de algum tempo regressam a casa, não se pode dizer se estão a passear ou a trabalhar.

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Bebem a água dos rios e dos regatos e também se alimentam de peixes.

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Até os indígenas serranos, mais contaminados pela “civilização”, classificam-nos de ociosos, não querem “progredir”, apenas querem viver bem.

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Habitam cabanas coletivas. Não há “partidos” nem votações, a sua organização social e política é a comunidade. Não é um chefe que manda, quem manda é uma personagem coletiva, a comunidade.

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Já ali viviam milénios antes da invasão europeia, milénios antes da constituição do estado peruano que nunca os consultou para elaborar as suas leis com as quais os ataca agora pretendendo exterminá-los.

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As empresas multinacionais

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Esta vida aprazível como parte da natureza está agora a ser agredida pela voracidade das empresas multinacionais. Extractoras de petróleo, gás e minerais. Depredadoras dos bosques.

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Essas empresas, como reza a religião neoliberal, não se importam com a agressão à natureza nem com a extinção da espécie humana, a única coisa que lhes interessa é a obtenção da maior quantidade possível de dinheiro no espaço de tempo mais curto.

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Envenenam a água dos rios, derrubam as árvores para as transformar em madeira: Matam a selva amazômica, mãe dos nativos amazômicos. E isso acabará por matá-los também.

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Há abundante legislação peruana que os protege, entre outras o convénio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que é uma lei de nível constitucional visto que foi aprovada pelo Congresso. Esse convénio estipula que qualquer disposição sobre os territórios indígenas deve ser sujeita a consulta às comunidades. Também existem leis de protecção do meio ambiente.

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Mas a legislação peruana não passa de um pequeno obstáculo para as grandes companhias que, através do suborno, conseguem pôr ao ser serviço todo o estado peruano: o presidente da República, a maioria parlamentar, o poder judicial, as forças armadas, a polícia, etc. Os meios de comunicação também estão nas mãos delas.

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Ao serviço dessas empresas que são os seus amos, Alan Garcia elaborou a teoria do “cão do hortelão”. Defende que os pequenos camponeses ou as comunidades indígenas, como não têm grande capital para investir, devem deixar o caminho livre às grandes companhias depredadoras da natureza, como as companhias mineiras na serra e as extractoras de hidrocarbonetos na selva. Em todo o território nacional devem deixar o caminho livre às grandes companhias agroindustriais que matam o solo com o monocultivo e os agroquímicos e que trabalham produtos de exportação e não para o mercado interno. Segundo ele, é essa a política que é precisa para que o Peru progrida. Para implementar essa política obteve autorização do poder legislativo para legislar, segundo afirma, para nos adequarmos ao Tratado de Comércio Livre (TCL) com os EUA.

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Essa legislação foi uma catadupa de decretos-lei contra a organização comunal de indígenas da serra e da selva que impede a pilhagem imperialista e abriu as portas à depredação da natureza com o envenenamento dos rios, a esterilização do solo com o monocultivo agroindustrial com utilização de agroquímicos e o derrube da selva com a extração de hidrocarbonetos e madeira.

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Por falta de espaço não poderei fazer uma análise desses decretos-lei, quem o desejar deve procurar outras fontes.

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Reação indígena

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Naturalmente, os indígenas da serra e da selva reagiram contra esse ataque e desencadearam muitas lutas corajosas.

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Mas é inquestionável que os indígenas menos contaminados, os que conservam melhor os princípios indígenas de amor pela natureza, de coletivismo, de “mandar obedecendo”, de “viver bem”, são os amazômicos, que estão à cabeça das lutas.

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A maior organização dos indígenas amazômicos é a Associação Interétnica da Selva Peruana (AIDESEP) que tem bases no norte, no centro e no sul da amazômia peruana.

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Exige a anulação dos decretos-lei que afetam as suas vidas através da contaminação dos rios e o derrube de árvores dos bosques.

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O seu método de luta consiste na interrupção das vias de transporte terrestre, na interrupção do transporte fluvial, muito utilizado pelas empresas multinacionais, na ocupação de instalações, e dos campos de aviação. Quando chega a repressão, recuam e denunciam que o que o governo quer é repressão em vez de diálogo.

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Em Agosto do ano passado obtiveram uma vitória conseguindo que o congresso anulasse dois decretos-lei antiamazômicos.

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Este ano iniciaram a luta a 9 de Abril. O governo utilizou artimanhas para evitar discutir com eles. E com outras artimanhas impediu que o parlamento discutisse a inconstitucionalidade de um decreto-lei que a comissão parlamentar, encarregada de o estudar, considerou anticonstitucional.

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5 de Junho

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Alan Garcia escolheu o 5 de Junho, dia mundial do meio ambiente, para descarregar a sua raiva anti-ecológica contra os defensores da Amazômia.

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Utilizou o corpo de polícia especializado na repressão dos movimento sociais, a Direcção de Operações Especiais (DIROES).

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Foram atacados os irmãos awajun e wampis que estavam a bloquear a estrada perto da povoação de Bagua. Às 5 da manhã começou o massacre por meio de helicópteros e por terra. Não se sabe quantos são os mortos. Os polícias não autorizaram a assistência aos feridos, aos que eram presos, nem a recolha dos cadáveres pelos familiares.

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Dou a palavra a Juan, que esteve em Bagua:

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Por questões puramente laborais, tive ontem a oportunidade e o “privilégio” de estar durante algumas horas nas cidades de Bagua Chica e Bagua Grande, o ambiente que se respira é tenebroso, as “histórias” que se contam são macabras e mesmo inverosímeis, mas as pessoas que as contam são pessoas que viveram o terror, são testemunhas privilegiadas da outra realidade que o Peru oficial e os meios de comunicação estão a tentar esconder, porque tive a oportunidade de ver diversos repórteres dos canais 2, 4, 5, 7, 9, etc. etc. mas não se disse nada sobre o que as pessoas, testemunhas presenciais, repetem com insistência e mesmo com cansaço sobre a matança que ocorreu na sexta-feira, dia 5.

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Dizem os habitantes de Bagua, praticamente todos com quem conversei, que após os confrontos, e controlada a situação, os cadáveres dos nativos ficaram espalhados por toda a estrada e nas imediações da Curva del Diablo, a polícia assumiu o controlo, declarou de imediato a hora de recolher, começou a empilhar os cadáveres, a cremação foi feita em plena estrada, outros foram levados para locais indeterminados, desconhecidos, metidos em bolsas e transportados para os helicópteros da polícia que, em número de 3, apoiaram a operação. Muitos destes cadáveres de humildes peruanos foram lançados aos rios Marañón e Utcubamba, os mestiços de Bagua Chica e Bagua Grande calculam um mínimo de 200 a 300 mortos civis.

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Diz-se que os homens não choram ou não devem chorar, sou um homem de facto e de direito, na minha vida só chorei em três ocasiões, quando morreram os meus pais e dois dos meus irmãos mais velhos, mas ontem à noite quando vi a reportagem de inimigos íntimos e recordando aquilo de que fui testemunha durante a tarde de ontem, confesso que me pus a chorar como uma criança.

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Para mim não há distinção entre mortos bons e maus, tanto nativos como polícias, são seres humanos, os únicos culpados deste terrível crime contra a humanidade são os políticos, muito especialmente a APRA e os fujimoristas.

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Amigos e compatriotas, não fiquemos indiferentes à dor dos nossos irmãos nativos amazômicos, façamos chegar o nosso protesto aos meios de comunicação que manipulam, escondem e distorcem as informações, exijamos que os responsáveis políticos do governos aprista sejam punidos, que os decretos sejam anulados na sua totalidade!!! Já!!!

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Muito obrigado por terem lido a minha experiência.

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A Associação Pró Direitos Humanos (APRODEH) noticia: “Familiares e amigos procuram pessoas que poderão estar refugiadas. Procuram-nas em Bagua Grande, Bagua Chica e no quartel militar El Milagro e não as encontram”. Chama a atenção para “a pouca ou nenhuma informação que as autoridades dão aos familiares”. Além disso, a APRODEH informou da existência de 133 detidos e de 189 feridos.

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Referiu também que as pessoas detidas no quartel El Milagro, se encontram nesta instalação militar desde há 7 dias sem um papel de detenção que justifique essa privação da liberdade. Comprovaram-se maus tratos a alguns dos detidos.

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Os irmãos amazômicos defenderam-se com lanças e flechas; depois usaram as armas retiradas aos agressores. A raiva fez com que ocupassem uma instalação petrolífera em que capturaram um grupo de polícias que foram levados para a selva, e executaram alguns deles.

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A população mestiça urbana de Bagua, indignada com o massacre, assaltou o local da APRA, o partido do governo e escritórios públicos, queimando veículos. A polícia assassinou vários moradores, entre eles crianças.

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O governo decretou a suspensão de direitos e hora de recolher a partir das 3 da tarde. Auxiliados por estas medidas, os polícias entraram nas casas para capturar nativos nelas refugiados. Muitos deles tiveram que refugiar-se na igreja.

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Não se sabe o número de presos e estes não podem ter ajuda de advogados.

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Referem-se centenas de desaparecidos.

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Solidariedade

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Felizmente a solidariedade é comovente.

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No Peru organizou-se uma frente de solidariedade.

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No dia 11 houve manifestações de protesto pelo massacre em diversas cidades do país: em Lima, que tradicionalmente se encontra de costas viradas para o Peru profundo, referem-se 4000 pessoas, que fizeram a marcha sob a ameaça de 2500 polícias, houve confronto perto do local do congresso da república. Em Arequipa, mais de 6 mil, na zona de La Joya, bloquearam a estrada Panamericana. Em Puno houve paralisação de actividades, foi atacada a sede do partido do governo. Houve manifestações em Piura, Chiclayo, Tarapoto, Pucallpa, Cusco, Moquegua e muitas outras cidades.

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No estrangeiro, são numerosas as ações de protesto em frente das embaixadas peruanas, temos notícias de Nova Iorque, Los Angeles, Madrid, Barcelona, Paris, Grécia, Montreal, Costa Rica, Bélgica, entre outras

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A encarregada de assuntos indígenas da ONU fez ouvir a sua voz de protesto.

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A Corte Interamericana dos Direitos Humanos também se manifestou.

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Há periódicos estrangeiros que denunciam o massacre, como La Jornada de México.

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A cólera aumenta com as declarações de Alan Garcia à imprensa europeia de que os nativos não são cidadãos de primeira categoria.

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A selva continua em movimento em Yurimaguas, na zona Machiguenga del Cusco e noutras regiões.

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Os irmãos amazômicos e os que os apoiam exigem a anulação dos decretos-lei 1090. 1064 e outros, que abrem as portas à depredação da selva.

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Apesar de a comissão do parlamento, encarregada do assunto, ser a fvor da anulação de alguns decretos-lei por serem anticonstitucionais, a câmara optou por não os discutir e declará-los “em suspenso”, como queria a APRA. Sete congressistas que protestaram por esta irregularidade foram suspensos por 120 dias, de modo que a ultra direita do parlamento (APRA, Unida Nacional e o fujimorismo) terá nas mãos a eleição da próxima mesa diretiva do parlamento.

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O governo criou uma “mesa de diálogo” onde está excluído o organismo representativo dos indígenas amazômicos, a AIDESEP, cujo dirigente teve que se refugiar na embaixada da Nicarágua, pois o governo acusa-o dos crimes de 5 de Junho ordenados por Alan García.

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A luta amazômica vai continuar, exigindo respeito pela selva.

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Os nativos amazômicos sabem que o que está em disputa é a sua própria sobrevivência.

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Esperamos que a população mundial tome consciência de que eles estão a lutar em defesa de toda a espécie humana, já que a selva amazômica é o pulmão do mundo.

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Nota:
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5 de Junho: Dia mundial do Meio Ambiente. 5 de Junho de 2009: Alan García massacra os defensores do Meio Ambiente.

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* Hugo Blanco é membro do Conselho Editorial de SINPERMISO.

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Este texto foi publicado em www.sinpermiso.info

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Tradução de Margarida Ferreira, para odiario.info

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O Diario.info
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in Vermelho - 9 DE AGOSTO DE 2009 - 15h51
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

MUDANÇA CLIMÁTICA: é campo fértil para biopirataria


15-Jul-2009
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Companhias biotecnológicas costumam patentear cultivos geneticamente modificados para suportar a pressão da mudança climática, sem se importarem com o fato de prejudicar os agricultores tradicionais que, em muitas ocasiões, haviam desenvolvido antes tais inovações.
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“As características resistentes ao clima que os gigantes da biotecnologia estão patenteando evoluíram através de séculos” pelas mãos de várias gerações de agricultores, disse à IPS a ambientalista Vandana Shiva, radicada em Nova Délhi.
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Ao perceber uma mera oportunidade de negócios na mudança climática, as companhias que desenvolvem transgênicos acumulam “um desastre após outro”, disse Shiva. “Com esta nova forma de biopirataria, a indústria da biotecnologia se mostra como a salvadora, e leva governos e público a crerem que, se não for por elas, não haverá sementes resistentes” à mudança climática, acrescentou. Ao reivindicar como próprios “todos os cultivos e todas as características” resistentes à mudança climática com suas patentes, “a indústria fecha outras opções futuras de adaptação” ao aquecimento do planeta, disse Shiva.
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A ambientalista citou quatro empresas (a alemã Basf Bayer, a suíça Syngenta e as norte-americanas Monsanto e DuPont) como líderes no jogo de monopolizar os genes que permitem aos cultivos suportar efeitos da mudança climática, como inundações, secas, invasão de água salgada, calor e radiações ultravioletas mais fortes. Em 2001, a organização Navdanya, da qual Shiva é ativista, desafiou com sucesso a propriedade de atributos que a corporação norte-americana RiceTec reclamava para sua variedade de arroz basmati, aromático e de grão longo. Após ficar demonstrado que essa variedade continha material genético desenvolvido antes pelos agricultores, o Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos não aceitou a solicitação da companhia.
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De modo semelhante, Navdanya, junto com Greenpeace Internacional e a organização de camponeses indianos Bharat Krishak Samaj, conseguiu a revogação em 2004 das patentes obtidas para a variedade indiana de trigo Nap Hal pela Monsanto, a maior corporação mundial de sementes. Um anúncio dessa empresa diz: “Nove milhões de pessoas para alimentar. Um clima que muda. O que fazer?” depois afirma que os transgênicos são a resposta, embora países em desenvolvimento os rejeitem em favor de uma agricultura tradicional, baseada no armazenamento de sementes depois das colheitas, e não em sua compra.
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Navdanya divulgou no mês passado uma lista de centenas de cultivos resistentes ao clima desenvolvidos por comunidades em vários Estados indianos, mas cujas patentes foram tramitadas por empresas de biotecnologia. A divulgação do informe intitulado “Biopirataria de cultivos resistentes ao clima” responde à exclusão das inovações dos agricultores tradicionais dos planos governamentais de ação em matéria de mudança climática, mas que inclui a biotecnologia. Os governos do Sul se pronunciaram por não ceder aos países do Norte a patente de tecnologias amigáveis com o meio ambiente, como ficou manifesto nas negociações sobre mudança climática dos dias 11 e 12 de junho em Bonn, afirmou Shiva.
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China e o Grupo dos 77, que reúne 130 países em desenvolvimento, propuseram “dar todos os passos necessários para excluir obrigatoriamente a expedição de patentes para tecnologias amigáveis com o clima” em poder de 24 nações industriais e “que podem ser usadas para adaptação à mudança climática ou sua minimização”. Esta proposta do G-77 é uma de várias apresentadas por países em desenvolvimento para vencer as barreiras que as patentes representam para a transferência de tecnologias necessárias para a adaptação à mudança climática e sua mitigação.
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A Bolívia, por exemplo, propõe “revogar nas nações em desenvolvimento todas as patentes existentes sobre tecnologias essenciais/urgentes e ambientalmente sãs para uma adaptaçao à mudança climática”. Por outro lado, os países industriais – em particular Austrália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Suíça – insistem em regimes de propriedade intelectual fortes, e rechaça, inclusive, as exceções já acordadas no contexto da organização Mundial do Comércio.
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O não-governamental Grupo ETC, que defende os pequenos agricultores desde Ottawa, alertou no ano passado que os gigantes biotecnológicos utilizam a mudança climática para melhorar sua posição no mercado de sementes. Esta preocupação ficou evidente durante as negociações de Bonn, com a proposta de criar um comitê, um painel assessor ou organismo designado para “abordar de maneira pró-ativa as patentes e questões relacionadas de direitos de propriedade intelectual”, de modo a “garantir tanto a maior inovação quanto o maior acesso a tecnologias para a mitigação e a adaptação”.
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Nova Délhi, 07/07/2009 - IPS/Envolverde (FIN/2009)
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in Esquerda.net
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Greenpeace denuncia os gigantes da electrónica mais poluentes

Arko Datta/Reuters
Em último lugar encontra-se a empresa Nintendo – que, apesar de tudo, começou a erradicar parcialmente os elementos poluentes das suas consolas – seguida da Fujitsu, em penúltimo




















Relatório “Guide to Greener Electronics” apresentado hoje

01.07.2009 - 14h17 PÚBLICO
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A mais recente edição do guia da Greepeace que faz o “ranking” dos gigantes da electrónica que mais poluem o ambiente – “Guide to Greener Electronics” –, hoje tornado público, revela que os três gigantes mundiais, a Hewlett Packard (HP), a Dell e a Lenovo, não conseguiram melhorar os seus produtos, apesar das promessas que fizeram no passado para erradicar da produção materiais poluentes como o cloreto de polivinila (PVC) e retardantes brominados de chama (BFR).
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“A Greenpeace leva os compromissos voluntários muito a sério e quer tornar as empresas reféns das suas promessas. Não há desculpa para estes retrocessos e não há razão nenhuma para as empresas não se verem livres dos PVC e dos BFR”, indicou hoje em comunicado o activista da Greenpeace responsável pelo combate ao lixo tóxico, Tom Dowdall.
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A organização ecologista alerta para o facto de o PVC – o tipo de plástico mais tóxico – poder contaminar os humanos (pode dar origem a toxinas cancerígenas quando queimado) e o Ambiente durante todo o seu ciclo de vida. Já os BFR são altamente resistentes à degradação no meio ambiente e expõem os utilizadores dos produtos a um perigo acrescido aquando do seu manuseamento.
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Com o aumento, nas últimas décadas, do chamado e-waste (lixo electrónico), os trabalhadores que lidam com este problema estão sujeitos a diversos riscos. Eliminando estas substâncias assegura-se um melhor processo de e-reciclagem.
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Indexado na 14ª posição (o top é encimado pelas empresas menos poluentes), a HP acabou por adiar os seus compromissos feitos em 2007 de deixar de lado os PVC e os BFR da sua linha de produção (excluindo as linhas de impressoras e de servidores) entre 2009 e 2011. A marca continua a não ter no mercado nenhum produto livre daquelas substâncias poluentes, refere a Greenpeace.
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A HP foi avisada para o facto de não ter retirado esses produtos tóxicos da linha de produção dos seus portáteis na semana passada, quando activistas da Greenpeace amontoaram lixo electrónico à porta do quartel-general chinês da empresa. Hoje mesmo, os escritórios holandeses foram igualmente surpreendidos pelos membros da mesma organização ambientalista, que mostraram aos funcionários fotografias da poluição que os seus computadores estão a causar em África e na Ásia.
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A Lenovo, a Dell e a Acer aparecem, ainda assim, à frente da HP porque já introduziram no mercado produtos que estão livres (ou usam em quantidades menores) de PVC e BFR. De todas as formas, estas três marcas foram as que, na opinião da Greenpeace, se destacar da pior maneira possível, por terem quebrado promessas feitas em ocasiões anteriores.
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Nos primeiros lugares do top – de empresas menos poluentes – estão a Nokia (em primeiro), a Samsung (2º) e a Sony Ericsson (3º). A LG Electronics, a Toshiba e a Motorola sobem, respectivamente, para o quarto, quinto e sexto lugares. A Sony baixa do 5º para o 12º lugar, alegando a Greenpeace que isso se deve à má “performance” ao nível da reciclagem de lixo electrónico.
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As novas linhas de computadores da Apple – praticamente livres de PVC e BFR – demonstram que é possível, tecnicamente e industrialmente, produzir alternativas a estas substâncias tóxicas, indica a organização ambientalista, que, apesar de tudo, coloca esta multinacional na metade inferior da tabela.
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Em último lugar encontra-se a empresa Nintendo – que, apesar de tudo, começou a erradicar parcialmente os elementos poluentes das suas consolas – seguida da Fujitsu, em penúltimo.
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in Público .

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