Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Criança, TV e batata frita Sidnei Liberal

Colunas

Vermelho - 28 de Julho de 2010 - 0h10

Criança, TV e batata frita

Sidnei Liberal *

15% das nossas crianças já são consideradas obesas e 30% estão acima do peso normal para a idade. Em todo o mundo, pelo menos 42 milhões de crianças com menos de 5 anos estarão obesas ou acima do peso até o fim deste ano de 2010. Destas, quase 34 milhões vivem em paises em desenvolvimento, como o Brasil. São dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgados em matéria de Carolina Khodr, especial para o Diário de Pernambuco1de 17/07/2010.  Outro dado a ser avaliado: 50% da publicidade na TV são dirigidas às crianças. É aí onde a criança é estimulada ao uso do refrigerante, que contém cerca de 3 colheres de sopa de açúcar. Há outra colher para cada bola de sorvete. Cada biscoito recheado contém 60% do seu peso em açúcar.
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Cifras preocupantes de gordura saturada dão a cremosidade e o sabor aos biscoitos recheados, aos sorvetes, salsichas e pizzas. O sal de uma Coca-cola “zero”, de um salgadinho, pizza, salsicha, altera o equilíbrio hídrico do organismo da criança, com retenção de líquido e aumento do peso corpóreo e da pressão arterial. O aumento do consumo de refeições industrializadas e de alimentos com excessos de açúcar, sal e gordura é um risco para a saúde e assusta os especialistas. São os riscos que a publicidade desses tipos de produtos agora é obrigada a deixar claro ao consumidor. É a nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quem diz.
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Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostra uma progressiva queda no consumo de alimentos saudáveis, substituídos por produtos industrializados e refeições prontas. São estes os novos vilões de uma alimentação inadequada, por excesso de açúcar, sal e gordura, que, consumidos com frequência, são responsáveis por sérios problemas de saúde. Informações que justificam as novas regras da Anvisa, que introduzem veiculações de alertas nos comerciais de televisão e rádio. Um texto como “o produto tal contém muito açúcar e, consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e cárie dentária”, será corriqueiro em nossas guloseimas.
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Além disso, a Anvisa estabeleceu limites para os constituintes de cada classe de alimentos. Assim, num pacote de 100 gramas de biscoitos recheados, que contém cerca de 60gramas de açúcar, a doçura não pode mais passar de 15 gramas. Nos salgados, o limite de gordura saturada passa a ser de 5%. De sal (sódio), apenas 0,4%. Razões sobram ao governo para incidir numa desordem alimentar que, de acordo com a OMS, leva mais de 45% da população brasileira ao excesso de peso e cerca de 20% à obesidade. Excesso de peso e má alimentação desencadeiam problemas cardiovasculares, responsáveis principais pelos óbitos no País.
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Como explica a Anvisa, os brasileiros, especialmente os jovens, “são muito influenciados pelas propagandas. A iniciativa da Anvisa visa a proteger os consumidores da omissão de informações e da indução ao consumo exagerado”. E "os alertas nas propagandas vão possibilitar a reflexão do consumidor, para que ocorra uma mudança de comportamento, desestimulando os excessos. Essa medida reflete a capacidade e o dever do Estado de proteger a população".
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Informa Carolina Khodr que em sua última assembleia, realizada em Genebra, 2010, a OMS “recomendou que os países adotassem medidas para reduzir o impacto da propaganda de alimentos pouco nutritivos sobre as crianças, já que as escolhas delas influenciam em até 80% as compras feitas pela família”. As crianças, segundo fonte da Fundação Oswaldo Cruz, “são estimuladas por sons, cores e imagens, são tentadas pelas logomarcas e seduzidas pelos presentes oferecidos com os alimentos". Como conseqüência, altos riscos de alterações metabólicas, obesidade, hipertensão arterial.
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Há na matéria do bravo e eterno Diário de Pernambuco uma pequena menção à responsabilidade compartilhada da mídia, em especial a Televisão, por este risco à saúde dos nossos adultos e da nossa infância. A preocupação é procedente e não poderia estar ausente do debate nacional no atual cenário eleitoral. Pautar sua discussão, entretanto, não é fácil. É o que demonstra a irada reação dos donos do poder midiático a um programa prévio de uma das candidaturas a presidência, por conter indícios de discussão sobre o papel dos meios de comunicação no Brasil. À luta, pais!
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(1) http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/07/17/brasil6_0.asp
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domingo, 11 de julho de 2010

Cuba tem menor índice de mortalidade infantil da América Latina

América Latina

Vermelho - 7 de Julho de 2010 - 15h49

Apesar do bloqueio econômico e comercial que os Estados Unidos mantêm contra Cuba, o país caribenho goza do menor índice de mortalidade infantil até o primeiro ano de vida na América Latina. A conquista se deve aos massivos planos de saúde e bem-estar social que governo da Ilha implementa para o benefício de sua população.

Nesse sentido, o presidente da Associação Mundial de Pediatria, Chok-wan Chan, afirmou, na semana passada em Cuba, que os indicadores de mortalidade infantil de Cuba são melhores que em países desenvolvidos com rendas muito mais elevadas.

Chan assegurou durante sua explanação na Oficina Internacional “Experiência em Atenção à Saúde Infantil”, que as estatísticas cubanas desse setor são superiores se comparadas às dos Estados Unidos.

Considerou também que Cuba é um bom exemplo de realização de indicadores positivos, como o desenvolvimento em seu sistema de saúde universal e gratuito, o nível educacional alcançado por toda a população e a atitude pró-ativa de seus profissionais.

Segundo informou o portal de notícias internacionais TeleSur, a diretora do Departamento de Saúde Infantil e de Adolescentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Elizabeth Mason, afirmou que somente o sistema de saúde da Inglaterra pode ter resultados tão positivos com o de Cuba.

Ela disse também que a OMS está trabalhando conjuntamente com o Ministério da Saúde Pública da Ilha para contar esta história – de maneira que se possa utilizar a experiência cubana para ajudar outros países da região, registrou o site Cubadebate.

Mesmo com o bloqueio econômico e comercial imposto pelos EUA, que trouxe perdas a milhares de cubanos, além de limitar o acesso a medicamentos e outros recursos, Cuba registra uma taxa de mortalidade infantil de 4,8 crianças para cada 1.000 nascidas vivas.

De acordo com fontes oficiais cubanas, o bloqueio tem causado um dano econômico a Cuba de aproximadamente US$ 96 bilhões – o que representaria, no câmbio atual, cerca de US$ 236 bilhões.

Cuba fechou o ano de 2009 com uma taxa de mortalidade infantil de 4,8 crianças por cada mil nascidas vivas, em meio à pandemia provocada pelo vírus da Gripe A. Os resultados obtidos representam a segunda menor taxa na história do país, depois de 2007.

Há municípios no interior de Cuba que conseguiram reduzir a taxa de mortalidade infantil até um ano de vida a zero. A Gripe A mostrou sua maior força contra as gestantes e recém-nascidos (os primeiros 42 dias depois do parto), as crianças menores de um ano de idade e as pessoas com enfermidades crônicas.

Em outubro de 2009, a diretora geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, também manifestou que sua visita à Ilha era de grande importância “para ver e aprender sobre os excelentes esforços que o sistema de saúde cubana, o trabalho que desenvolvem na atenção primária e nas comunidades, a igualdade e acesso para todos à assistência médica”.

A principal causa de mortalidade neonatal em 2009 esteve relacionado com as crianças nascidas muito abaixo do peso e menores de um ano que morreram como consequência de anomalias congênitas. Em 1962, Cuba tinha uma taxa de mortalidade infantil de 41,7 falecimentos por cada mil crianças nascida vivas. Atualmente, a Ilha se posiciona acima do Canadá (6), Estados Unidos (7) e Chile (7), na América, de acordo com documento Situação Mundial da Infância 2010, da UNICEF.

Fonte: Agência Bolivariana de Notícias


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sábado, 28 de novembro de 2009

A Verdade por Detrás da Grpe Suína (H1N1) ?


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Médica finlandesa defende teoria

"Não é a gripe suína que é perigosa, são as vacinas"

por DN 23 Outubro 2009

Entre as muitas teorias que têm surgido sobre o novo vírus da gripe A (H1N1), a de Rauni Kilde, ex-directora clínica da província finlandesa da Lapónia, é inédita: defende que a OMS mente nas estatísticas que apresenta e que as “elites” estão concertadas para reduzir a população mundial a dois terços.
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Numa entrevista que circula na Internet há algumas semanas, a médica Rauni Kilde (informações biográficas abaixo), questionada sobre a gripe A, declara que a informação que existe sobre o novo vírus H1N1 é “autêntico lixo”. Kilde é peremptória: “Não é a gripe suína que é perigosa, são as vacinas”.
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Numa entrevista de quase sete minutos, Kilde começa por dizer que a humanidade desconhece os efeitos dos alimentos transgénicos ou da utilização dos telemóveis na saúde, e que tudo se resume a uma estratégia concertada das “elites” para reduzir a população mundial a pelo menos dois terços ou “até em cinco mil milhões” de pessoas.
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"Eliminar a próxima geração" 
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Segundo Rauni Kilde, “por detrás de tudo está a diminuição da população mundial” e o objectivo é “colocar milhões nos bolsos de quem difunde [as vacinas]”.
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A médica fala em Donald Rumsfeld, que foi director da Gilead Sciences, Inc., a empresa detentora da patente do medicamento Tamiflu, e que tem sido apontado como detentor de acções da empresa.
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Kilde acredita que as recomendações para vacinar primeiro grávidas e crianças têm como propósito “eliminar a próxima geração”.
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A médica refere-se ainda à epidemia de uma variante da gripe suína que surgiu na década de 70, nos Estados Unidos da América, que envolveu uma grande campanha de vacinação. Kilde refere que os EUA "deixaram a vacinação após três semanas porque havia muita gente a morrer e com danos neurológicos" e que "se asseguraram de que as pessoas não são compensadas pelos danos sofridos".


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"Campanha de medo" 
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"Os Governos estão a lançar uma propaganda de medo nos 'mass media'. Todos os media dizem que vai ser terrível. É propaganda e as pessoas assustam-se", defende Rauni Kilde, sustentando ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estará a obrigar as pessoas a serem vacinadas "à força" e que a organização só terá activado o alerta de uma pandemia de nível seis para esse efeito. "Vê-se em qualquer país do mundo: as pessoas não estão doentes", declarou.
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Rauni Kilde acredita ainda que a OMS divulga números "falsos" e que quem sai beneficiado desta "estratégia" são as grandes farmacêuticas.
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Plano e recomendações do Ministério da Saúde Português 
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Sem olhar às teorias divulgadas, a OMS continua preocupada em avaliar a evolução do vírus e, em Portugal, a primeira fase de vacinação contra a gripe A começa segunda-feira com 54 mil doses disponíveis. As doses serão administradas a um número restrito de pessoas dentro do grupo A de vacinação contra a gripe, o primeiro de três identificados pelas autoridades.
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Nesta primeira fase de vacinação são considerados prioritários os profissionais de saúde, grávidas nos segundo e terceiro trimestres de gestação com patologia associada e titulares de órgãos de soberania e profissionais que desempenhem funções consideradas essenciais para o funcionamento do país.
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As vacinas, explicou a ministra da Saúde Ana Jorge, vão chegar a Portugal quinzenalmente e estas primeiras 54 mil doses serão distribuídas pelas cinco regiões de saúde, sendo esperado que até chegar um novo lote de vacinas estas estejam já todas ministradas.
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O Ministério da Saúde e a Direcção-Geral da Saúde definiram que estes grupos-alvo de vacinação correspondem a 30 por cento da população.
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Segundo a ministra, as estimativas apontam para vacinação de 360 mil pessoas no grupo A, um milhão no B e os restantes no C, até perfazer três milhões. A vacinação de todo o grupo A há deverá demorar mais de um mês.
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Portugal adquiriu seis milhões de doses de vacina contra a gripe A (H1N1) para a vacinação de três milhões de pessoas.
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Cada pessoa deverá levar duas doses da vacina, sendo a segunda administrada com um intervalo mínimo de três semanas.
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Em relação aos órgãos de soberania, Ana Jorge não especificou quem é considerado imprescindível, mas já no que respeita aos profissionais de saúde a ministra referiu que podem ser, por exemplo, os profissionais dos cuidados intensivos, os que desenvolvem uma técnica única que mais ninguém faz, assim como os que garantem o funcionamento da Linha Saúde 24.
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Quem é Rauni Kilde?
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Nascida em 1939, na Finlândia, Rauni-Leena Luukanen-Kilde formou-se em medicina. Figura controversa, foi directora clínica da região finlandesa da Lapónia e retirou-se em 1986, depois de um acidente de automóvel em que diz ter sido raptada por extraterrestres. Desde então, tem escrito vários livros e artigos sobre OVNIS, como “Os meus cem encontros com extraterrestres” e vive na Noruega.
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A UFO-Norway (associação norueguesa para estudo dos OVNIS) fez um comunicado, disponível na Internet, em que se demarca totalmente da visão de Kilde sobre os Objectos Voadores Não Identificados e a acusa de assumir uma postura de “desinformação” face ao fenómeno.
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Uma das suas teorias mais polémicas é a de que a circulação sanguínea nos extraterrestres ocorre de forma horizontal; Kilde também defende que os Estados Unidos têm um programa de implantação de microchips em recém-nascidos para controlo cognitivo das mentes dos cidadãos.
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sábado, 13 de junho de 2009

Pandemias de gripe já se registram há mais de 300 anos

Mundo | 13.06.2009

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A pandemia da chamada gripe suína é a primeira deste século. Pandemias de gripe, no entanto, já se detectam há mais de 300 anos. Em apenas um ano, a gripe espanhola provocou a morte de 20 a 50 milhões de pessoas em 1918.

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Após ter sido identificada pela primeira vez no México, em abril último, a chamada gripe suína espalhou, em pouco tempo, medo por todo o mundo. Na última quinta-feira (11/06), a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o alerta pandêmico para o nível máximo (6), o que caracteriza a doença como pandemia global.

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Ao todo, por volta de 27 mil pessoas foram contaminadas mundialmente pelo vírus A (H1N1). Também na Alemanha é crescente o número de casos. No momento, o número de contaminações registradas no país é superior a 100. "O mundo está na fase inicial da primeira pandemia de gripe do século 21", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

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A pandemia relativa à gripe suína é a primeira deste século, mas não a primeira da história. Durante o século 20 e em séculos anteriores, houve sempre pandemias semelhantes.

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Pandemias de gripe

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Em 1968, a gripe de Hong Kong espalhou medo e terror pelo mundo e levou consigo um milhão de pessoas. Em 1957, morreram até dois milhões de pessoas – principalmente idosos e crianças – vítimas da gripe asiática.

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Dezenas de crianças foram infectadas com vírus da gripe suína em escola internacional de Düsseldorf

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Já o caso da gripe espanhola foi bem particular. Não somente pelo grande número de mortes de pessoas jovens, mas também por ter provocado mais vítimas do que a peste medieval. O nome da gripe deveu-se ao fato de a mídia espanhola de ter sido a primeira a registrá-la.

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O vírus, no entanto, surgiu nos Estados Unidos, onde em um campo de treinamento militar, em 1918, soldados foram infectados com o agente patogênico. Posteriormente, eles levaram o vírus para a França, de onde se espalhou para o resto da Europa e o mundo. O balanço foi triste. A gripe provocou, em apenas um ano, a morte de 20 a 50 milhões de pessoas.

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Da mesma forma que nos dias atuais, o vírus de antigamente nasceu da mistura de vírus aviários, suínos e humanos. O sistema imunológico humano não reconhece o novo vírus. Por esse motivo, ele é perigoso não somente para idosos e enfermos, mas também para pessoas jovens e saudáveis.

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Especialista prevê novas infecções

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O diretor do Instituto de Doenças Infecciosas e Medicina Tropical da Universidade Ludwig Maximiliam de Munique, Thomas Löscher, explicou à Deutsche Welle que existiriam também outros motivos para o grande número de vítimas da gripe espanhola.

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Segundo Löscher, a gripe espanhola surgiu em um período onde parte do mundo estava em guerra e que, possivelmente, isso também contribuiu para o número elevado de mortes, já que muitos sofriam de fraqueza devido à desnutrição. Muitos especialistas são da opinião, explicou, que hoje o número de mortos não seria tão grande, pois naquela época, não havia medicamentos nem vacinas.

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No caso do novo vírus proveniente do México, há indícios de que um tratamento é clinicamente eficaz, caso seja feito o quanto antes, já no primeiro dia da doença. Não existem, no entanto, dados confiáveis que evidenciem tal hipótese, explicou.

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O especialista disse que medicamentos modernos podem, felizmente, evitar que o vírus da gripe suína provoque a morte de milhões de pessoas, como foi o caso da gripe espanhola. Löscher acredita, todavia, que muitas pessoas ainda serão infectadas pelo vírus A (H1N1).

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Autora: Anne Kleinknecht

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