Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 19 de novembro de 2011

Gallery Art New YorkWELCOME »-(¯`v´¯)-» Comunidade · East New York, New York


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Clássicos AFTER Vik Muniz

 Ignez Ferraz, arquitetura & design


Por Ignez Ferraz
“The mystery of the world is the visible, not the invisible” OSCAR WILDE


VIK MUNIZ – Narciso after Caravaggio
.Já era fã há vários anos do trabalho de Vik Muniz (desde suas séries de chocolate de 1997), quando tive a oportunidade de ver ‘ao vivo e a cores’ seu “Narciso after Caravaggio” no MoMa, em dezembro de 2007


Vik consegue iludir nosso olhar como se a imagem de Narciso estivesse perfeitamente espelhada, quando, na verdade, na linha d’água apenas algumas peças o sejam. No restante da obra, assimetria. Esta série composta com sucata urbana é realizada numa escala muito superior à foto, onde são utilizadas correções na imagem.


As obras-primas da Renascença com suas complexas perspectivas tiveram um impacto determinante em Vik. As referências do artista estão sempre ligadas à história da arte através de metáforas e citações. "Minha preocupação é entender como as pessoas reconhecem essas obras, como elas as experimentam.”


CARAVAGGIO – Narcissus
Na Mitologia Grega, Narciso ou O Auto-Admirador era um herói famoso por sua beleza. Ele pensava ser semelhante a um deus, comparável à Dionísio e Apolo. Das várias versões do seu mito, a de Ovídeo sobreviveu: encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, mirando-se na água. Quando as ninfas foram buscar o corpo, encontraram apenas uma flor no seu lugar - o narciso. Vik comenta que, se naquela época existisse a fotografia, talvez a tragédia tivesse sido evitada.


Caravaggio foi o inventor do chiaroscuro (leiam sobre a técnica em FILM & ART) e, a meu ver, o melhor pintor da Renascença Italiana.




CARAVAGGIO – Medusa
Outra ‘apropriação’ (leiam explicação sobre o termo em “Espanha: roteiro de analogias”) de Caravaggio por Vik e ainda com referência à Mitologia Grega é Medusa, uma das três divindades Górgonas. Porém, ao contrário das suas irmãs, era mortal. Sua extrema beleza aborrecia à deusa Afrodite, que, para castigá-la, a transformou em monstro com serpentes em vez dos seus belos cabelos. Seu olhar petrificava quem a olhasse diretamente. Perseu foi encarregado de decepá-la, mas Medusa, mesmo depois de morta, ainda seria capaz de petrificar quem a fitasse nos olhos, tal era a dimensão do seu poder.





VIK MUNIZ – Medusa Marinara (after Caravaggio)
Bem humorado, Vik transforma a tragédia grega numa obra lúdica (leiam “Design lúdico” e curtam como neste ramo também podemos brincar), brincando sobre o próprio prato de comida.



As imagens e o que há por trás delas sempre o atraíram. Filho único de classe média da Zona Norte de São Paulo, Vik desenhava para passar o tempo solitário. Um dia ganhou uma enciclopédia do pai e resolveu reproduzir as impressões dos livros. Aos 22 anos partiu para os Estados Unidos. Para ele, a FOTOGRAFIA acabou sendo o suporte ideal para as experiências em que combina escultura, pintura e desenho.


A fotografia simboliza objetos reais, restaurados na memória. Ela não apresenta o desgaste do tempo como esculturas ou templos gregos que Vik visitou. Para ele, a foto não inclui sentimentos ou história – são apenas formas e texturas, perfeitas nos seus detalhes.


"Sorriam!, nos ordenou o fotógrafo, e obedecemos prontamente. Com quatro anos eu não questionava porque deveria sorrir sem estar feliz. Aparentemente, meus pais também não. Sorrir para a câmera parece estar imbuído de um código genético, pois até os cegos o fazem.”


VIK MUNIZ – Mona Lisa after Leonardo da Vinci
Ainda na fase de manipulação de alimentos como geléias e pastas de amendoim, eu me pergunto: como o artista conseguiu retratar o mais famoso e enigmático sorriso da história das Artes com apenas pouquíssimas pinceladas doces?



DA VINCI – Mona Lisa
Esta obra é uma das que mais sofreram interferências de outros artistas ao longo dos anos. (Nota)


“Pela sua proteção reflexiva é virtualmente impossível fotografar a Mona Lisa sem fotografar-se a si mesmo. Uma impossibilidade que também pode ser percebida como a forma mais curiosa de auto–retrato”, explana Vik.


A dobradinha obras clássicas & molhos iniciou-se com o uso do chocolate syrup... "Usei chocolate por muitos motivos", conta. "Ele sempre esteve ligado à idéia de sexo ou luxúria. Freud poderia explicar muitos desses desejos inconscientes, por isso minha primeira imagem da série é dele", diz. "Além disso, nunca conheci ninguém que não gostasse de chocolate." Mas o mais impressionante desta técnica é que o quadro tem que ficar pronto e fotografado em menos de uma hora, para que o material não endureça e perca o brilho. Para isso ele desenha numa escala bem menor e amplia fotograficamente.


VIK MUNIZ – O naufrágio do Medusa after Gericault


GERICAULT - The Raft of the Medusa
Antes conhecida por “Scene of a Shipwreck”, “The Raft of the Medusa” foi uma sensação no Salão de Paris de 1819, e sobreviveu como uma das jóias do Louvre. Muitos não acreditavam ter sido baseada em fatos reais, mas em 1890, uma expedição arqueológica francesa descobriu no local do naufrágio artefatos suficientes que comprovaram o afundamento do navio.


P.S. Vik Muniz é o nono artista a participar do evento “Artist's Choice”, uma série de exposições nas quais os artistas são curadores, selecionando obras dentro do vasto acervo do MoMA. Sua expô terminou em 23 de fevereiro de 2009.


Nota: Usar esta importante obra para mediar culturas não é novidade. Sua (re)interpretação mais famosa é a de Duchamp, que lhe acrescentou bigode e cavanhaque.(Leia mais sobre este artista e sua ligação com o surrealismo em “Magritte”)


 

domingo, 25 de julho de 2010

Caravaggio contra o tempo

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Ípsilon

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Público - 08.06.2010 - Sérgio Costa Andrade, em Roma, com Luís Miguel Queirós


Os santos deste mestre do barroco são da mesma carne dos pecadores e os seus anjos têm sexo - a assinalar o 4.º centenário da morte de Caravaggio, um mestre que ajudou a fundar a pintura moderna, Roma está a expor a maior reunião jamais realizada dos seus quadros, nas Escuderias do Quirinal.
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Tem sido sempre um a corrida contra o tempo, e agora mais do que nunca, porque já só há mais uma semana para ver a exposição que está a confirmar-se como "o acontecimento artístico do ano" em Roma. 
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Trata-se da exposição comemorativa dos 400 anos da morte de Caravaggio (1571-1610), que está nas Escuderias do Quirinal, mesmo ao lado do palácio presidencial na capital italiana, só até ao próximo domingo.

Quando a visitámos, há pouco mais de uma semana, o cartão de jornalista poupou-nos a uma longa fila de pessoas aguardando a sua vez durante horas sob o sol quente do Mediterrâneo. Mas não evitou que, já dentro da galeria, tivéssemos que fazer também longos compassos de espera atrás das pequenas multidões que se detinham frente a cada uma das pouco mais de vinte obras do grande pintor nascido em Milão. As filas têm sido, aliás, uma constante desde que a exposição foi inaugurada ano dia 20 de Fevereiro, quando já se acumulavam 50 mil reservas para ver Caravaggio.

Mesmo que, pouco tempo antes, muitas obras do pintor tivessem sido também exibidas em Roma na exposição Caravaggio-Bacon, na Galeria Borghese (2 de Outubro de 2009 a 24 de Janeiro de 2010). O que é que este pintor que marcou a transição do maneirismo para o barroco tem de especial que atrai assim multidões? "É o pintor do diabo", comentava um visitante perante o impressivo quadro David com a Cabeça de Golias (1610), esse mesmo em que, dizem os especialistas, o próprio Caravaggio se auto-retratou no rosto do gigante decapitado pelo jovem rei que conquistou Jerusalém. Nele, David manifesta mais compaixão do que júbilo pela morte do inimigo, cuja expressão está paralisada num esgar de dor. A tela David com a Cabeça de Golias - que, juntamente com A Anunciação (1608), fecha o percurso da exposição no Quirinal, na segunda das duas alas que ela ocupa - foi pintada no último ano de vida do pintor, que nessa altura e desde 1606 andava fugido pelo Sul da península itálica (com passagens por Nápoles, Malta e Sicília), tentando escapar a uma condenação à morte por ter assassinado um jovem numa rixa com arma branca. As armas, que Caravaggio manejava tão bem como o pincel, eram o outro instrumento que melhor expressava a energia deste homemiconoclasta e um pouco rufia, que viveu depressa, morreu jovem (aos 38 anos), mas que não terá tido um cadáver bonito, já que foi vitimado pela malária numa praia da Toscana - as reais circunstâncias da sua morte estão ainda por apurar de forma fidedigna
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Michelangelo Merisi, que ficaria conhecido por Caravaggio por ter vivido a infância na localidade com o mesmo nome, na região de Milão, em 1571, iniciou-se na pintura em oficinas da sua terra e depois em Veneza. Mas seria a sua fixação em Roma, em 1592, que viria a confirmar a sua vocação e a abrir horizontes para a sua arte e carreira. Na cidade dos Papas, desenvolve a sua aptidão e o seu interesse pela ilustração de temas do cristianismo junto de mestres como Lorenzo, "o Siciliano" eAntiveduto Grammatica, este um pintor maneirista protobarroco que haveria de marcar o percurso do jovem artista. Três anos depois de chegar a Roma, Caravaggio conhece o cardeal Francesco Maria del Monte (1549-1627), figura eminente da aristocracia eclesiástica e política, que se torna no seu mecenas. É ao longo da década de 90 que pinta uma série de quadros em que avultam Jogadores de Cartas (1594), Os Músicos (1595), Cabeça de Medusa (1597) e Cesta de Frutas (1599) - este último abrindo, juntamente com Rapaz com Cesta de Frutas (1593), a exposição no Quirinal. 
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São obras que definem desde logo um novo estilo de utilização da cor, no jogo claro-escuro e numa inovadora utilização dramática da iluminação. "Caravaggio é um dos fundadores da pintura moderna", diz Vítor Serrão, especialista em História da Arte e professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em simultâneo com os trabalhos sobre esta temática secular, Caravaggio vai encenando também a mitologia cristã, dando expressão nova a inúmeras figuras e episódios do Velho e do Novo Testamento. A Anunciação, sucessivas representações de João Baptista, desde 1602 (quando o pinta ainda criança, corpo e sexo nus e expostos com um realismo até aí nunca ousado, até o representar na idade adulta e na sua decapitação a pedido de Salomé), e quadros como Judite e Holofernes, Adoração dos Pastores, Flagelação de Cristo, A Deposição e Conversão de Saulo (todos visíveis na exposição do Quirinal) são algumas das obras com que o pintor celebrou a iconografia católica.
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"Caravaggio acredita piamente nos valores cristãos", nota Vítor Serrão, mas realça o facto, absolutamente inovador para a época, de o fazer na linha do "cristianismo primitivo, mais ecuménico e mais democrático". Interessa-lhe mostrar "o drama humano" através de "gentevulgar" e, para isso, Caravaggio recorre à gente da rua e à margem da sociedade - bêbados, prostitutas, delinquentes e outros membros do bas-fond - para serem modelo dessas cenas religiosas. É uma pintura que faz "um aprofundamento radical do realismo", que assume a (sua)contemporaneidade e que contrasta com a pintura efabulativa italiana da época, acrescenta Vítor Serrão.
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Também Paulo Cunha e Silva, conselheiro cultural da Embaixada Portuguesa junto do Palácio do Quirinal, realça esta "marca carnal" na pintura de Caravaggio. E explica que foi essa característica que, de certo modo, justificou a associação da obra do pintor barroco com a do ritânico Francis Bacon (1909-1992), na exposição realizada no final do ano passado no Palácio Borghese. Caravaggio-Bacon sugere-nos "um confronto óbvio, desde logo por aquilo a que poderíamos chamar o império da carne que os dois dominam", mas também pela presença, na obra de ambos, daquilo a que o médico, professor e diplomata designa como "uma ontologia do vulgar". Paulo Cunha e Silva refere-se também ao recurso que tanto Caravaggio como o pintor britânico do século XX fazem a modelos da marginalidade social para essa "promoção da carne".
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"Este convívio com a marginalidade que os dois praticavam à saciedade levou-os a transformar o vulgar num novo ser, numa nova entidade", acrescenta o conselheiro cultural e ex-presidente do Instituto das Artes. E defende que, na exposição que antecedeu a do Quirinal, foi óbvio que Bacon "perdeu" no confronto com Caravaggio, no sentido em que este "cria um império positivo", ao passo que o britânico cria "um império negativo". "Para os dois, a carne é central, mas Caravaggio sacraliza-a e Bacon bestializa-a", explicita Paulo Cunha e Silva, não querendo, com isso, significar que o italiano seja melhor que o autor da série em torno do Papa Inocêncio X. Não pondo em causa a importância da exposição em exibição em Roma - que é a mais extensiva alguma vez realizada sobre a obra do pintor, que continua a ser alvo de muita discussão, nomeadamente no que diz respeito à autenticação dos seus quadros -, Paulo Cunha e Silva considera, contudo, que o melhor lugar para ver a obra de Caravaggio é nas igrejas. "Trata-se de um autor muito site specific", diz, referindo-se às múltiplas obras que o milanês pintou correspondendo a encomendas para lugares específicos. Este facto constitui, curiosamente, uma boa alternativa para quem não conseguir visitar, até ao próximo domingo, a exposição do 4.º centenário da morte de Caravaggio (que passa no dia 18 de Julho, e que está também a ser assinalado com outras exposições espalhadas por Itália, e inúmeras iniciativas de investigação sobre aspectos ainda obscuros da sua biografia e obra). É que a capital italiana continua a dispor de um "roteiro Caravaggio" invejável, por entre igrejas, palácios e museus.
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Algumas dessas obras estão actualmente na exposição do Quirinal (que reúne quadros vindos de instituições de todo o mundo, de Nova Iorque a Berlim, de Dublin a Florença, do Texas ao Vaticano). Mas quem não puder arranjar tempo (ou bilhete) para visitá-la, poderá, bem junto à Praça Navona no centro histórico de Roma, entrar na Basílica de Santo Agostinho e aí admirar, calmamente, a Madonna dos Peregrinos (ou do Loreto). Ou, mesmo ao lado, na Igreja de S. Luís dos Franceses, ver o tríptico com que Caravaggio decorou uma das capelas, entre 1599-1602, uma encomenda que lhe foi proporcionada pela intervenção do Cardeal Del Monte. A Vocação, Martírio e São Mateus e o Anjo são, juntamente com a Madonna, obras que expressam bem aquilo que é a quinta-essência da arte de Caravaggio: o realismo e a verdade com que impregnou os seus quadros (onde os anjos têm sexo). Na Madonna dos Peregrinos, o pormenor que nos surge em primeiro plano é o dos pés nus, sujos e gretados de um homem ajoelhado aos pés da Virgem com Jesus ao colo, também ela uma mulher do mundo real, e usando um manto vermelho - quando a cor da iconografia tradicional da representação da Virgem era o azul... E também a utilização das cores vivas e do claro-escuro - os feixes de luz como elemento de dramatização da cena, seja o Anjo a deitar a mão a São Mateus prostrado no chão, seja Cristo a fazer o chamamento do futuro Evangelista quando este se encontrava a jogar numa mesa de taberna...

Essa luz que fez Caravaggio vencer a sua corrida contra o tempo. 


Madonna de Loreto

De Wikipedia, a enciclopedia livre

Madonna de Loreto ou dos Peregrinos
(
Madonna dei Loreto ou dei Pellegrini)
Caravaggio, 1604
Pintura ao óleo - Barroco
260 cm × 150 cm
Sant'Agostino, Roma, Itália
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Madonna de Loreto é um quadro de Michelangelo Merisi dá Caravaggio, feito em 1604 por ordem de Ermete Cavalletti, que o desejava para sua capilla familiar na basílica de Sant'Agostino. A pintura é de um carácter votivo, afastado da natureza morrida própria de Caravaggio. A virgen tem uma pose muito pouco religiosa, pois o modelo era a prostituta conhecida como «Lena», comum nos quadros de Caravaggio. A obra chegou no tempo do Jubileo Contrarreformista de 1600, pelo que o pintor foi duramente criticado e até tachado de herege.
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== Bibliografía utilizada CARRASAT, Patricia: Maestros da pintura, Spes Editorial, S.L.2005. ISBN 84-8332-597-7

Referências em linha

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De Wikipedia, a enciclopedia livre

    Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 062.jpg
    Dimensões desta vista prévia: 586 × 599 píxeles


    Menino com um cesto de frutas, h. 1593. Óleo sobre lienzo, 67 x 53 cm. Galería Borghese, Roma.

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    Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 069.jpg
    Dimensões desta vista prévia: 394 × 600 píxeles
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    A morte da virgen. 1601 - 1606. Óleo sobre lienzo, 396 x 245 cm. Museu do Louvre, Paris.
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    Ficheiro:Amor Victorious.jpg
    Dimensões desta vista prévia: 439 × 600 píxeles
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    O amor vitorioso. 1602 - 1603. óleo sobre lienzo. 156 x 113 cm. Gemäldegalerie, Berlim. Caravaggio mostra a Cupido acima de todos os poderes terrenales: guerra, música, ciência, governo.
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    Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 052.jpg
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    Ficheiro:Judith Beheading Holofernes by Caravaggio.jpg
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    Ficheiro:Caravaggio.emmaus.750pix.jpg
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    Os discípulos de Emaús, 1601. Óleo sobre teia, 139 x 195 cm. National Gallery de Londres.
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    quarta-feira, 21 de julho de 2010

    A arte e a rebeldia de Caravaggio

    Vermelho - 19 de Julho de 2010 - 0h01


    Mazé Leite *

    Neste domingo, 18 de julho, completaram-se exatos 400 anos da morte de um dos maiores gênios da pintura: Michelangelo Merisi Da Caravaggio, ou simplesmente Caravaggio. Revolucionário em seu tempo, subverteu as regras estéticas impostas pelo Concílio de Trento.

    Os MúsicosMichelangelo Merisi nasceu no povoado de Caravaggio, na lombardia italiana, em 29/09/1571. Seus pais, Fermo Merisi e Lucia Oratori, morreram cedo. Com apenas 12 anos, foi enviado para estudar no atelier de Simoni Peterzano, que se dizia discípulo de Ticiano (1488-1576). Passou quatro anos vivendo e estudando no atelier desse mestre. Com ele, aprendeu o tratamento das cores segundo o método de Ticiano e o naturalismo da escola pictórica lombarda.
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    Tendo rompido com seu mestre, parte para Veneza onde observou obras de Ticiano, e a técnica do sfumato de Leonardo da Vinci (1452-1519). A atitude artística do jovem pintor já era de rebeldia contra os convencionalismos de sua época. E o homem Caravaggio também era atraído por brigões, beberrões e vagabundos, freqüentando prostíbulos, jogos e se envolvendo em todo tipo de confusão, inclusive com os sbirri, a polícia. Era um homem agoniado, inquieto.
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    Mas seu destino era Roma, a cidade que atraía artistas de todo canto, devido à demanda da igreja católica que transformava a cidade num canteiro de obras, com o objetivo de ser o centro da cristandade e do mundo civilizado. Artistas de toda a Europa afluíam à cidade, participando das discussões sobre pintura, estudando os mestres.
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    Chegando à cidade, foi morar na casa do monsenhor Pandolfo Puzzi, onde viveu em condições tão frugais que apelidou o padre de “monsenhor salada”. Caravaggio perambulava pela cidade, percorrendo ateliês em busca de trabalho. Necessitado, pintava até três quadros por dia, que vendia muito barato. Com o passar do tempo, foi ficando conhecido e, segundo o biógrafo Gilles Lambert, Caravaggio alternava com seus amigos “sessões de trabalho, de festas e de diversões no submundo”. Era amigo de homossexuais e prostitutas, muitos dos quais posaram para ele em seu atelier. Seus modelos eram esses marginalizados, em quem o artista via o desespero da luta cotidiana pela sobrevivência em um ambiente dominado pela miséria. Em plena Roma, a cidade dos papas e cardeais cercados de riqueza e opulência!
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    No começo, Caravaggio se recusou a pintar quadros com temas religiosos. Mas logo, aconselhado por colegas, viu que essa era uma forma de sobreviver e pintou “São Francisco recebendo os estigmas”, de 1595, considerada a pioneira e a que melhor expressa a estética da arte barroca. Em geral os quadros eram encomendados por ricos burgueses que com eles presenteavam as igrejas, mas muitos de seus quadros foram recusados pelos padres. Nota-se que, nele, a transcendência do divino não surge como um além separado do mundo, mas como realidade da alma humana.
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    Em maio de 1606, em meio a uma briga de jogo, Caravaggio matou um colega. Condenado à morte, fugiu para Nápoles, depois indo para a ilha de Malta. De lá, fugiu para a Sicília, após agredir um cavaleiro da Ordem de Malta. Cansado, doente, ansioso pelo indulto que o permitiria voltar a Roma para continuar seu trabalho, foi detido no Porto Ercole, por engano, e levado à fortaleza da cidade. Lambert diz que ele foi visto, já livre da prisão, “atarantado, faminto, enfermo, extenuado em busca de um barco” que o levasse de volta a Roma. Estava infectado por feridas e com febre. E assim morreu no dia 18 de julho de 1610, antes de receber a notícia de seu indulto.
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    Fora essa vida inquieta e atribulada, Caravaggio foi um pintor original. O aspecto mais notável de sua obra é o tratamento do claro-escuro. Consiste em projetar a luz sobre as figuras com um contraste intenso e brusco com as sombras, o que marca o início de uma das grandes conquistas da pintura barroca. Outra característica primordial de seu estilo é o realismo enfático como reação ao idealismo renascentista. Ao invés de pintar figuras, mesmo as religiosas, com ar solene ou suave, conforme os ditames da igreja, ele as trata com um realismo quase insolente, usando como modelos, o povo das ruas. Um bom exemplo, entre inúmeros outros, é o quadro O Enterro da Virgem. A figura de Maria foi inspirada no cadáver de uma prostituta afogada no rio Tibre e com o ventre inchado. Maria Madalena foi retratada muitas vezes a partir do modelo de uma jovem amante do pintor, assim como seus vários “João Batista” teve como modelo um rapaz amante de Caravaggio, que era bissexual.
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    As personagens principais dos quadros de Caravaggio estão sempre localizados na obscuridade: um cômodo sombrio, um exterior noturno ou simplesmente um fundo escuro. Uma luz poderosa que provém de um ponto da parte superior da tela envolve os personagens à maneira de um projetor de luz sobre uma cena de teatro. O coração da cena é especialmente iluminado e os contrastes produzidos por essa maneira de pintar conferem uma atmosfera dramática ao quadro.
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    Edward Gombrich, em seu livro História da Arte, diz que Caravaggio queria a verdade, acima de tudo. Por isso não tinha respeito pela beleza idealizada de seu tempo. No quadro São Tomé, os três apóstolos parecem trabalhadores comuns, com os rostos curtidos pelo tempo, testas enrugadas. Ele queria copiar a natureza, fosse ela bela ou feia e fez todo o possível para que as figuras dos textos bíblicos parecessem reais.
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    Sem Caravaggio não haveria – como diz o crítico de arte Roberto Longhi – “Ribera, Vermeer, La Tour, Rembrandt. E Delacroix, Courbet e Manet teriam pintado de outra maneira”. Poucos artistas têm fascinado a posteridade de artistas e encorajado a ousadia criativa como ele o fez.
    * Artista plástica, membro do Atelier de Arte Realista de Maurício Takiguthi, designer gráfica. Graduanda em Letras pela FFLCH-USP. Membro da coordenação da Seção Paulista da Fundação Maurício Grabois.
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    • A arte e a rebeldia de Caravaggio

      20/07/2010 18h36
      Boa noite, Gostei muito do artigo de Mazé. A leitura fluiu e nem senti que houvera chegado ao fim. Fiquei desejosa de ler mais. Não sou formada em Artes. Sou professora de Língua Portuguesa e preciso, é claro, de contextualizar os movimentos literários também com as obras artíticas de cada um deles. Assim conheci Caravaggio, além de uma ida ao MASP, onde vi quadros dele em exposição, os quais me apaixonaram. O que Mazé expôs em seu artigo veio acrescentar mais ainda ao que (muito pouco) eu sabia, além de ter-me deixado fascinada, forma como ela termina seu artigo. Excelente. Vou ler os outros artigos com certeza.Rose.
      Rosângela Maria Pires
      Guararema - SP
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    Caravaggio, 1604 Pintura ao óleo - Barroco 128 cm × 97 cm Galería Nacional de Arte Antiga, Roma, Itália
    San Francisco em oração
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    San Francesco in meditazione)


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    São Tomé, o Incrédulo, pintura de Caravaggio, seculo XVI

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    Os jogadores de Cartas - Caravaggio
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    .Crucificação de S. Pedro - Caravaggio
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    Caravaggio

    (Caravaggio, Lombardia, 1573 - Porto Ercole, 1610)
     
    Pintor italiano. Homem de vida airada, Michelangelo Merisi estuda inicialmente em Milão com o maneirista Peterzano, contra cuja estética reage asperamente. Autodidacta no que se segue, a sua pintura suscita violentas reacções. Mas apesar das críticas dos artistas, o público aprecia as suas telas rugosas, encrespadas de pastosidades e dominadas pelo que a partir dele se chama «tenebrismo». Estabelece-se em Roma até que, obrigado a fugir por se ter envolvido numa sangrenta rixa, se refugia em Nápoles (1606). Percorre o Sul do país perseguido pela justiça até que vai para Malta (1607), onde é recebido na Ordem de S. João. Encarcerado um ano mais tarde por ofensas a um cavaleiro da ordem, consegue fugir para a Sicília e, dali, para Messina (1609). Regressa a Nápoles, até onde o perseguem os seus inimigos malteses, que o deixam gravemente ferido. Amnistiado por Roma, dirige-se a Porto Ercole, onde é detido por erro. Uma vez libertado, morre obscuramente (segundo certas versões, de umas febres).  
    A atitude artística deste pintor é de franca rebeldia contra os convencionalismos do momento. O estranho realismo de Caravaggio consiste não em copiar e observar a natureza, mas em contrapor o valor moral da prática ao valor intelectual da teoria.
    O aspecto mais notável da sua obra é o tratamento da luz, que recebe o nome de tenebrismo. Consiste em projectar a luz sobre as formas com violência e em contraste intenso e brusco com as sombras. O seu precoce domínio dos efeitos claro-escuro (Caravaggio morre em 1610) marca o início de uma das grandes conquistas da pintura barroca. Outra característica primordial do estilo de Caravaggio é o naturalismo exacerbado como reacção face ao idealismo renascentista. Naturalismo que, por outro lado, não está em duelo com a grandiosidade da composição.  
    A este interesse naturalista respondem quadros de costumes como Mulher a Tocar o Alaúde e Jogadores de Cartas, pintados na sua primeira época. A plenitude do seu estilo encontra-se em cenas religiosas que trata com um naturalismo e um realismo quase insolentes. Tal é o caso de O Santo Enterro e de O Enterro da Virgem. Nesta última obra, a figura da Virgem é inspirada no cadáver de uma mulher afogada no Tibre e com o ventre inchado. A exposição pública deste quadro numa igreja choca com o gosto classicista imperante em Roma, e tem que ser retirado  
    A influência de Caravaggio sente-se poderosamente em Itália e no resto da Europa durante todo o século xvii, e os seus seguidores continuam a cultivar o tenebrismo e o naturalismo no século seguinte.
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    http://www.vidaslusofonas.pt/caravaggio.htm
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    bruceraa | 16 de maio de 2008
    Vida e obra. Matéria do Programa Grandes Pintores que fala de maneira simples e direta sobre toda a vida e a obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio
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    jankarlo74 | 6 de julho de 2007
    Visions of a dark soul - Music by Therion
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    cbsection8 | 2 de novembro de 2006
    A video of the work of caravaggio. His dark and foreboding genius. The video was made with TrakaxPC , which is a free video and music editing software application. Music: Boards of Canada - Slow this bird down. - The dark genius of Caravaggio
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    sexta-feira, 6 de novembro de 2009

    Caravaggio, Goya e Botticelli - Oito mitos: aprendizagens


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    Ícone de canal

    aletheiarj
    5 de Maio de 2007
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    Através de oito obras destes três mestres da pintura vamos visitar sentimentos de abandono, perdas amorosas, o desamor que nos paralisa, o desconhecimento do outro, passagens que, ainda que dolorossas, precisam ser feitas, tristezas e alegrias, situações do cotidiano que nos afetam e para os quais pensamos não haver saída. Os mitos nos apontam caminhos, possíveis soluções. Que tal aprender com eles?
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    sábado, 31 de outubro de 2009

    Caravaggio. The Complete Works of a genius beyond his time

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Sublime Beauty and Dramatic Action

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    The complete œuvre of the dark genius who revolutionized European painting — and remains as controversial 400 years after his death
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    Caravaggio, or more accurately Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), was a legend even in his own lifetime. Celebrated by some for his naturalism and his revolutionary pictorial inventions, he was considered by others to have destroyed painting. Few other artists have provoked such controversy and so many contradictory interpretations right up to modern times.
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    This work offers a comprehensive new examination of Caravaggio's entire œuvre, with a catalogue raisonné of his works. Five introductory chapters analyse his artistic career from his training in Lombard Milan and his triumphal rise in papal Rome, up to his dramatic final years in Naples, Malta and Sicily. The spotlight thereby falls upon the radical nature and innovative force of Caravaggio's art and its influence in all of Europe.
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    Our understanding of Caravaggio's work has been substantially broadened in recent decades by major exhibitions, restoration campaigns, new attributions and archival discoveries. The new catalogue raisonné offers a detailed overview of the artist's entire œuvre based on the latest research. Every painting is reproduced in large-scale format, with spectacular details that offer dramatic close-ups and set new standards in print quality.
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    About the author:
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    Sebastian Schütze was a longtime research fellow at the Bibliotheca Hertziana (Max Planck Institute for Art History) in Rome. He is a member of the academic board of the Istituto Italiano per gli Studi Filosofici in Naples and of the Institut européen d’histoire de la République des Lettres in Paris. From 2003 to 2009 he held the Bader Chair in Southern Baroque Art at Queen’s University in Kingston. In 2009 he was appointed Professor of Early Modern Art History at Vienna University
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    Taschen
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    Caravaggio

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Caravaggio - A genius beyond his time


    Notorious bad boy of Italian Baroque painting, Caravaggio (1571-1610) is finally getting the recognition he deserves. Though his name may be familiar to all of us, his work has been habitually detested and forced into obscurity. Not only was his theatrical realism unfashionable in his time, but his sacrilegious subject matter and use of lower class models were violently scorned.

    Caravaggio's great work had the misfortune of enduring centuries of disrepute. It wasn't until the end of the 19th century that he was rediscovered and, quite posthumously, deemed a great master. He is now considered the most important painter of the early Baroque period; without him there would have been no Ribera, Zurbarán, Velázquez, Vermeer or Georges de la Tour. Franz Hals, Rembrandt, Delacroix, and Manet would have been different.

    In this new book you'll find over 50 of Caravaggio's best paintings; we think you'll agree that he was a genius beyond his time.

    About the Series:
    Every book in TASCHEN's Basic Art Series features:
    • a detailed chronological summary of the artist's life and work, covering the cultural and historical importance of the artist
    • approximately 100 color illustrations with explanatory captions
    • a concise biography


    About the editor:
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    Gilles Néret (1933–2005) was an art historian, journalist, writer and museum correspondent. He organized several art retrospectives in Japan and founded the SEIBU museum and the Wildenstein Gallery in Tokyo. He directed art reviews such as L'Œil and Connaissance des Arts and received the Elie Faure Prize in 1981 for his publications. His TASCHEN titles include Salvador Dalí: The Paintings, Matisse, and Erotica Universalis.