Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 4 de outubro de 2009

Manual do H1N1

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Gripe A

Manual do H1N1

Perguntas e respostas que explicam tudo sobre o vírus que está a assustar o mundo. Tire aqui as suas dúvidas e mantenha-se a par das notícias sobre a ameaça de pandemia

18:40 Sexta-feira, 8 de Mai de 2009


O QUE DISTINGUE O A (H1N1) DO VÍRUS QUE CAUSA A GRIPE SAZONAL?

O vírus influenza A (H1N1) é um novo subtipo do vírus da gripe que afecta os humanos. Contém genes dos vírus do porco, das aves e das pessoas, numa combinação única. É esta a principal característica que o distingue do vírus causador da gripe normal.

OS SINTOMAS DESTA GRIPE SÃO DIFERENTES DOS DA GRIPE SAZONAL?

Os sintomas - febre alta, tosse, arrepios de frio, fadiga, dores no corpo, na cabeça e na garganta, vómitos e diarreia - coincidem com os da gripe sazonal, mas a componente gastrointestinal surge particularmente acentuada.

QUAL O PERÍODO DE INCUBAÇÃO DO VÍRUS E O DE CONTÁGIO?

O vírus pode ficar no organismo de 24 a 48 horas, até que apareçam os primeiros sintomas. O contágio ocorre ainda antes do aparecimento dos sintomas, e até sete dias após o início dos mesmos.

COMO SE PROPAGA?

O vírus passa de pessoa para pessoa, através do ar. O contágio só é eficaz em distâncias inferiores a um metro. Os espirros, a tosse, as secreções nasais ou dos olhos são as formas de o vírus se espalhar. Tocar numa superfície contaminada e de seguida mexer nos olhos, boca ou nariz também pode levar à disseminação do vírus.

COMO NOS PODEMOS PROTEGER?

Lavando as mãos com sabão, várias vezes por dia. Deve-se evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca. É importante comer bem, dormir o necessário e gerir o stresse, para manter o sistema imunitário de boa saúde e pronto a combater o vírus.

QUAIS SÃO OS VÍRUS MAIS PERIGOSOS?

Aqueles com grande capacidade de invadir diferentes órgãos, facilidade em multiplicar-se e de se disseminar. Tipicamente, os vírus influenza A, cujo reservatório natural são as aves aquáticas, são mais agressivos.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A NOVA ESTIRPE A (H1N1) E A GRIPE DOS PORCOS E A DAS AVES?

A nova estirpe apresenta genes característicos dos humanos, dos porcos e das aves, pelo que é capaz de atingir cada uma destas três espécies. A gripe dos porcos afecta preferencialmente estes animais, enquanto a das aves está adaptada a estas espécies. No caso da gripe das aves provocada pelo vírus H5N1, ocorreu transmissão destes animais para as pessoas, em situações de contacto muito próximo, e nunca ficou provada a transmissão pessoa a pessoa.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO H1N1?

Numa primeira fase, o diagnóstico faz-se pelos sintomas sugestivos de gripe. A prova final apenas surge após um exame laboratorial a material colhido no nariz. O teste implica uma análise genética ao vírus, de forma a que este seja completamente caracterizado.

HÁ MEDICAMENTOS PARA TRATAR A GRIPE?

Há quatro antivirais, mas nem todos são eficazes para a totalidade dos vírus. No caso da gripe H1N1, o vírus é sensível aos medicamentos Tamiflu e Relenza. As substâncias impedem a sua replicação no organismo, tornando mais curto o período de duração da doença, diminuindo a severidade dos sintomas e estancando o contágio. É forçoso que sejam tomadas nas primeiras 24 a 48 horas após o aparecimentos dos sintomas iniciais.

HÁ RISCO DE APARECIMENTO DE RESISTÊNCIA AOS MEDICAMENTOS?

Se não forem seguidas as indicações terapêuticas, há um sério risco de o vírus se ir adaptando aos medicamentos e de ganhar resistências. Este processo é semelhante ao que acontece com as bactérias e os antibióticos, e traduz-se numa adaptação dos organismos ao meio ambiente.

QUANTO TEMPO O VÍRUS SOBREVIVE FORA DO CORPO?

Varia muito, de acordo com as condições de humidade e temperatura. Estima-se que não sobreviva mais do que algumas horas.

FAZ SENTIDO TOMAR MEDICAMENTOS PREVENTIVAMENTE?

A estratégia adoptada depende do contexto epidemiológico. Em Espanha, por exemplo, país com fortes ligações ao México, onde tudo começou, existem dezenas de casos confirmados e foi verificada a transmissão secundária os infectados e as pessoas que com eles mantiveram contacto tomam, profilacticamente, os antivirais. Em Portugal, o único caso confirmado da infecção (até ao fecho da edição, na terça-feira, 5) não tomou qualquer medicação, já que apresentou uma forma muito ligeira da doença.

A VACINA PARA A GRIPE SAZONAL É EFICAZ CONTRA O A (H1N1)?

Quando existe uma coincidência total entre a estirpe causadora da gripe e a que faz parte da vacina, a protecção ultrapassa os 90 por cento. Se a coincidência não é total, mas parcial, ocorre uma certa protecção, dita cruzada. Na última vacina sazonal, estava incluída uma estirpe de um vírus H1N1. É de prever, portanto, que as pessoas imunizadas sejam mais resistentes a esta nova estirpe do que aquelas que não foram vacinadas.

QUANTAS PESSOAS MORREM NA GRIPE SAZONAL EM PORTUGAL?

A época de gripe coincide com os meses do Outono e do Inverno. A mortalidade pode variar entre zero e muitos milhares. Em 2008/09 ocorreram cerca de 1 500 óbitos associados à gripe 80% dos casos correspondendo a idosos. No ano anterior, a mortalidade foi próxima de zero. Em média, há 2 400 mortes anuais, em Portugal, causadas por gripe. Valores muito acima da média aconteceram em 1998/99, com mais de 5 mil mortos. Regra geral, há uma relação directa entre a percentagem da população afectada e a mortalidade.

SE MORREU TÃO POUCA GENTE ATÉ AGORA, PORQUE É QUE ESTÃO A SER TOMADAS TANTAS MEDIDAS?

As precauções foram accionadas por se tratar de uma introdução rápida de um novo vírus causador de gripe nos humanos. O facto de se tratar de um organismo desconhecido, para o qual ninguém no mundo apresenta imunidade, fez temer o surgimento de uma nova pandemia. Um vírus novo tem a capacidade de infectar pessoas mesmo fora do período sazonal da gripe, ou seja, de atingir os dois hemisférios em simultâneo.

ESTÁ PREVISTO O APARECIMENTO DE UMA VACINA?

Há a possibilidade de esta nova estirpe ser incluída na vacina para a gripe sazonal. A decisão ficará dependente do que se passar nos próximos meses, no hemisfério sul. Os cientistas precisam de perceber se esta estirpe será dominante relativamente às estirpes circulantes. De qualquer modo, a produção de uma vacina tardará, pelo menos, três meses.

FONTES: Centro de Controlo de Doenças; Filipe Froes, pneumologista e consultor da Direcção-Geral de Saúde; European Centre for Disease Prevention and Control; Gabriela Gomes, epidemiologista do Instituto Gulbenkian de Ciência

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Palavras-chave gripe a gripe suína

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sábado, 13 de junho de 2009

Pandemias de gripe já se registram há mais de 300 anos

Mundo | 13.06.2009

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A pandemia da chamada gripe suína é a primeira deste século. Pandemias de gripe, no entanto, já se detectam há mais de 300 anos. Em apenas um ano, a gripe espanhola provocou a morte de 20 a 50 milhões de pessoas em 1918.

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Após ter sido identificada pela primeira vez no México, em abril último, a chamada gripe suína espalhou, em pouco tempo, medo por todo o mundo. Na última quinta-feira (11/06), a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o alerta pandêmico para o nível máximo (6), o que caracteriza a doença como pandemia global.

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Ao todo, por volta de 27 mil pessoas foram contaminadas mundialmente pelo vírus A (H1N1). Também na Alemanha é crescente o número de casos. No momento, o número de contaminações registradas no país é superior a 100. "O mundo está na fase inicial da primeira pandemia de gripe do século 21", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

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A pandemia relativa à gripe suína é a primeira deste século, mas não a primeira da história. Durante o século 20 e em séculos anteriores, houve sempre pandemias semelhantes.

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Pandemias de gripe

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Em 1968, a gripe de Hong Kong espalhou medo e terror pelo mundo e levou consigo um milhão de pessoas. Em 1957, morreram até dois milhões de pessoas – principalmente idosos e crianças – vítimas da gripe asiática.

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Dezenas de crianças foram infectadas com vírus da gripe suína em escola internacional de Düsseldorf

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Dezenas de crianças foram infectadas com vírus da gripe suína em escola internacional de Düsseldorf

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Já o caso da gripe espanhola foi bem particular. Não somente pelo grande número de mortes de pessoas jovens, mas também por ter provocado mais vítimas do que a peste medieval. O nome da gripe deveu-se ao fato de a mídia espanhola de ter sido a primeira a registrá-la.

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O vírus, no entanto, surgiu nos Estados Unidos, onde em um campo de treinamento militar, em 1918, soldados foram infectados com o agente patogênico. Posteriormente, eles levaram o vírus para a França, de onde se espalhou para o resto da Europa e o mundo. O balanço foi triste. A gripe provocou, em apenas um ano, a morte de 20 a 50 milhões de pessoas.

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Da mesma forma que nos dias atuais, o vírus de antigamente nasceu da mistura de vírus aviários, suínos e humanos. O sistema imunológico humano não reconhece o novo vírus. Por esse motivo, ele é perigoso não somente para idosos e enfermos, mas também para pessoas jovens e saudáveis.

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Especialista prevê novas infecções

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O diretor do Instituto de Doenças Infecciosas e Medicina Tropical da Universidade Ludwig Maximiliam de Munique, Thomas Löscher, explicou à Deutsche Welle que existiriam também outros motivos para o grande número de vítimas da gripe espanhola.

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Segundo Löscher, a gripe espanhola surgiu em um período onde parte do mundo estava em guerra e que, possivelmente, isso também contribuiu para o número elevado de mortes, já que muitos sofriam de fraqueza devido à desnutrição. Muitos especialistas são da opinião, explicou, que hoje o número de mortos não seria tão grande, pois naquela época, não havia medicamentos nem vacinas.

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No caso do novo vírus proveniente do México, há indícios de que um tratamento é clinicamente eficaz, caso seja feito o quanto antes, já no primeiro dia da doença. Não existem, no entanto, dados confiáveis que evidenciem tal hipótese, explicou.

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O especialista disse que medicamentos modernos podem, felizmente, evitar que o vírus da gripe suína provoque a morte de milhões de pessoas, como foi o caso da gripe espanhola. Löscher acredita, todavia, que muitas pessoas ainda serão infectadas pelo vírus A (H1N1).

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Autora: Anne Kleinknecht

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