Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Paço da Quinta Real de Caxias em acelerada degradação

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foto Ricardo Campos

Palácio sob tutela militar vandalizado e a cair aos bocados em Caxias
Milhares de azulejos do século XVIII foram roubados nos últimos anos de um palácio mandado construir por um irmão de D. João VI. Paço Real de Caxias está à beira da ruína e depende do Ministério da Defesa.

Em resposta ao PÚBLICO ao fim do dia, o gabinete do ministro informou que “ainda não houve tempo para analisar a situação dos imóveis que são propriedade do Ministério da Defesa, e deste em concreto”. O porta-voz de Azeredo Lopes acrescentou que vai ser pedida informação aos serviços por forma a  tomar as medidas que for possível.
Em 2012, o anterior Governo decidiu vender em hasta pública o Paço Real de Caxias, bem como outros imóveis militares, intenção que não se concretizou até agora. 
Os jardins do paço foram recuperados pela Câmara de Oeiras, com base num protocolo celebrado com o Ministério da Defesa em 1986, mas a sua pretensão de ficar com o palácio não foi atendida pelo Governo. Embora também já revelem sinais de algum abandono por parte do município, os jardins estão abertos ao público desde há vários anos.
http://www.publico.pt/local/noticia/palacio-sob-tutela-militar-vandalizado-e-a-cair-aos-bocados-em-caxias-1718150

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Governo classifica 40 edifícios e conjuntos arquitectónicos


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A Biblioteca Nacional e as gares marítimas de Alcântara e Rocha do Conde de Óbidos foram classificadas


O edifício da Biblioteca Nacional, de 1969 RUI GAUDÊNCIO

Através da secretaria de Estado da Cultura, o Governo classificou 40 edifícios e conjuntos arquitectónicos de todo o país como monumentos de interesse público, segundo portarias publicadas esta segunda-feira em Diário da República.
Da lista fazem parte, entre outros, o edifício e jardins envolventes da Biblioteca Nacional de Portugal, no Campo Grande, em Lisboa, cujas instalações remontam a 1969, a Casa da Moeda e Valores Selados, também na capital, o Quartel de Santo Ovídio, na Praça da República, construído em 1790 no Porto por decreto régio da rainha D. Maria I e que albergou, entre 1993 e 2006 o Comando e Quartel-General da Região Militar do Norte ou o Estádio 1º de Maio, em Braga.


A relação de monumentos classificados integra ainda imóveis e quintas de diversas épocas e estilos arquitetónicos e várias igrejas e capelas situadas de norte a sul do território nacional.


Incluem-se ainda na lista, em Lisboa, as gares marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos, o Bairro Estrela D’Ouro, um conjunto habitacional de “carácter económico”, situado na freguesia da Graça ou o centro comercial do Restelo, projetado pelo arquiteto Raul Chorão Ramalho e construído entre 1949 e 1956, “por iniciativa camarária, destinando-se a suprir a falta de estabelecimentos comerciais”, naquela zona da cidade, lê-se no DR.


No norte do país, no distrito de Braga, foram classificados, entre outros, o Castelo de Castro (freguesia de Carrazedo, concelho de Amares) e o Santuário do Bom Despacho, na freguesia de Cervães, concelho de Vila Verde.


No centro, a Casa Arte Nova, em Pombal, Leiria e o Teatro da Trindade, em Buarcos, Figueira da Foz, uma réplica, em miniatura, do congénere lisboeta, são alguns dos edifícios que passaram a monumento de interesse público.


No sul do país destaque para a Ponte Velha de Terena, no concelho do Alandroal (Évora), construída em meados do século XVI e uma das pontes históricas do Alentejo, o Tanque Romano da Herdade do Correio-Mor (freguesia de Caia e São Pedro, concelho de Elvas, distrito de Portalegre) ou o edifício do Café Aliança, erguido na década de 1930 na baixa da cidade de Faro.     

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Fortaleza da Torre Velha, em Almada, passa a Monumento Nacional







sábado, 22 de setembro de 2012

Galerias romanas da Rua da Prata abrem a visitas por três dias


fugas




 (com vídeo de Joana Bougard)

-notícias

Por Carla B. Ribeiro
21.09.2012





Uma vez por ano, podem ser visitadas as galerias romanas da Rua da Prata, em Lisboa. Chegou a hora: abrem de 28 a 30 de Setembro.
A abertura anual das galerias, na R. da Conceição (ao n.º 77), costuma levar milhares em romaria ao local, e este ano não deverá ser excepção: o espaço é de acesso livre, das 10h às 18h, sendo a visita em grupos e acompanhada por técnicos do Museu da Cidade.
Paralelamente, há propostas de percursos - As Águas Termais de Alfama, A Cerca Velha, Registos de Santos em Alfama e Na Cidade com Rafael Bordalo Pinheiro - e visitas guiadas ao Museu do Teatro Romano. Inscrições obrigatórias nos números 217513209 ou 217513210.
A abertura ocorre no âmbito das Jornadas Europeias do Património, este ano sob o tema "O Futuro da Memória" e cujas actividades se estendem um pouco por todo o país. 


Baixa romana
A visita às galerias faz-se através de um alçapão que se abre no meio da rua da Conceição, entre eléctricos e automóveis. O passeio é curto e labiríntico por estas escuras e tropicalmente húmidas galerias do tempo do imperador Augusto (séc. I d.C.). Sob elas continua algum mistério: permaneceram escondidas da História durante séculos até o terramoto de 1755 as revelar (a descoberta data de 1771). Hoje, dá-se por quase certo que são criptopórticos, construções em abóboda que os romanos usavam em terras instáveis para servirem de plataforma de suporte a outras edificações, e que terão estado também ligadas a actividades portuárias e comerciais.

Por Luís J. Santos e Joana Bourgard (vídeo)
Uma vez por ano, é certa a romaria de milhares de pessoas ao submundo da Lisboa romana, em plena Baixa. As Galerias Romanas da Rua da Prata abriram a visitas gratuitas de 23 a 25 de Setembro, integradas nas Jornadas Europeias do Património. E nós fomos espiá-las. Uma visita às entranhas da cidade para revisitar dois milénios de história.

Uma vez por ano, é certa a romaria de milhares de pessoas ao submundo da Lisboa romana, em plena Baixa. As Galerias Romanas da Rua da Prata abrem a visitas gratuitas de 23 a 25 de Setembro, integradas nas Jornadas Europeias do Património. Antecipámo-nos e já fomos espiá-las. Uma visita às entranhas da cidade para revisitar dois milénios de história.


Subitamente, um alçapão no meio da rua da Conceição em pleno bulício da Baixa, entre eléctricos e automóveis. Descem-se meia dúzia de degraus ínfimos, desaparece-se da face da terra, encolhe-se o corpo e Lisboa parece desaparecer - mas não, é apenas mais uma das camadas da cidade, aqui em versão Olisipo, a denominação romana da capital lusa.
Meia dúzia de degraus são o suficiente para darmos por nós a viajar dois milénios durante um pequeno passeio por uma parte destas escuras e tropicalmente húmidas galerias do tempo do imperador Augusto (séc. I d.C.), que, por mais estudadas, parecem eternizar-se numa aura de mistério e exercerem um fascínio contínuo sobre os milhares de visitantes que fazem fila durante os únicos três dias por ano em que abrem ao público - de 23 a 25 de Setembro, integradas nas Jornadas Europeias do Património.
"Cuidado com a cabeça", vai avisando o nosso guia, o arqueólogo António Marques, do Museu da Cidade. E cuidado com os pés e onde se encosta, avisamos nós: as galerias, do tempo do imperador Augusto, permanecem inundadas ao longo de todo o ano e só quando se aproxima a época das visitas é que chega o corpo dos bombeiros para drená-las, operação que antes demorava dias e actualmente é despachada numa noite. Mas a água é omipresente e, obviamente, há um elevado grau de humidade.
Nós passeámos ainda com a equipa de técnicos a ultimar os preparativos para receber os visitantes, incluindo cuidados com a rede eléctrica, que este ano, informa Marques, precisou de mais trabalhos que noutros períodos, incluindo substituição de tubagens, mas os visitantes, por estes dias - em grupos de 20 e em visitas em redor dos 20 minutos -  já deverão ter tudo pronto à sua espera.
As galerias permaneceram séculos escondidas da História até que o terramoto de 1755, ao mesmo tempo que destruía sem compaixão boa parte de Lisboa, as revelou, vai contando o nosso guia. A descoberta data de 1771. Desde essa altura, foram alvo das mais diversas teorias, incluindo julgarem-se termas, fórum municipal ou possuírem "águas milagrosas" para curar certas maleitas. Hoje, dá-se por quase certo que são criptopórticos, construções em abóboda que os romanos usavam em terras instáveis para servirem de plataforma de suporte a outras edificações, e que terão estado também ligadas a actividades portuárias e comerciais.
Entre tanto trabalho pós-terramoto, pouca importância se deu à preservação desta parte importante da história alfacinha e lusa: apenas foi salvo um pedestal romano onde uma inscrição em latim assinala Esculápio, o deus da Medicina. Já as estruturas romanas foram adaptadas para alicerçar a construção pombalina superior. As visitas regulares, a estras outrora conhecidas como Conservas de Água da Rua da Prata, começaram já década de 80 do século passado, sendo agora habitual a sua abertura integrada na semana das anuais Jornadas do Património - a não ser que as águas subam tanto que impeçam a visita, o que já sucedeu. Como não há lugar a reservas, o cenário repete-se todo o ano: muita gente à espera em fila pela vizinha rua dos Correeiros acima.
Durante a visita, a uma parte das galerias - já que existe outra parte conhecida mas cortada a visitas por uma parede do caneiro da rua da Prata - vamo-nos desviando de poças e paredes húmidas e seguindo os passos e ensinamentos do nosso guia. Quem espera do passeio toda uma revelação monumental, poderá ficar seriamente desiludido. Trata-se mais de uma lição de história in loco. Com a particularidade de ser dada entre paredes milenares e podermos cheirar as entranhas da Baixa enquanto sentimos e ouvimos vinda de cima a sua vida, particularmente a cadência do icónico eléctrico 28 que cruza o sistema vital do centro histórico alfacinha.
O passeio faz-se na semipenumbra, com focos teatrais, pela rede de galerias perpendiculares. Vão-se espiando pequenas celas escuras, que deverão ter servido de áreas de armazenamento, núcleos de água, arcos em cantaria, até ao clímax aquático: a Galerias das Nascentes, que é também chamada de "Olhos de Água". Uma galeria com uma fractura contínua de onde brota incessantemente toda a água que invade o espaço. E daqui nascia um poço, o "poço das águas santas", o tal de onde, ainda no século XIX, a população ia encher bilhas de "águas milagrosas". E de onde vêm estas águas? "Dos níveis freáticos que correm por baixo da cidade", explica o arqueólogo, "das ribeiras da Almirante Reis e Avenida da Liberdade que antigamente corriam a céu aberto".    
Além da lição de história, do feito por fim conseguido de penetrar nas galerias e dos pés e roupa mais ou menos húmidos conforme a sorte ou a falta de jeito, há que ter em conta também a experiência, seguramente inesquecível para quem não tem nada a ver com trabalhos subterrâneos por Lisboa, de descer e subir das profundezas no meio de uma rua da Baixa com, no nosso caso, o 28 a vibrar ao lado da cabeça. 
Para complementar a visita, sugere-se um salto ao vizinho Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros, em edifício do banco Millenium BCP - Rua dos Correeiros, nº 9. Dias 23 e 24 de Setembro está aberto até às 22h (desde as 10h); dia 25 das 10h às 12h e das 14h às 18h. O núcleo integra estruturas arqueológicas da cidade, descobertas durante escavações.
Galerias Romanas da Rua da Prata
Rua da Conceição (a rua do eléctrico, junto ao nº 77)

Visitas: Gratuitas. Dias 23, 24 e 25 das 10h às 18h
Informações: Divisão de Museus e Palácios da Câmara Municipal de Lisboa. Tel. 217513200. www.museudacidade.pt
Percursos temáticos: Além da visita às Galerias, de 23 a 25 de Setembro (10h - 18h, sem marcação prévia), integradas nas Jornadas Europeias do Património, este ano sob o tema "Património e Paisagem, o Museu da Cidade propõe ainda um vasto leque de percursos temáticos, incluindo "As Águas Termais de Alfama"; A "Cerca Velha" de Lisboa; "Registos de Santos em Alfama"; "Na Cidade com Rafael Bordalo Pinheiro"; Visitas guiadas ao Museu do Teatro Romano - "O Teatro na Paisagem de Olisipo". Percursos com marcação prévia (Tel.: 217513209 - 217513210) e com número limite de inscrições.





Enviado por  em 07/03/2009
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quinta-feira, 8 de março de 2012

Património fílmico da Tobis classificado como tesouro nacional


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Sendo classificado como "tesouro nacional", o património da Tobis não pode sair do país
Sendo classificado como "tesouro nacional", o património da Tobis não pode sair do país (Nuno Oliveira)



07.03.2012 - 14:04 Por Cláudia Carvalho





A decisão do Governo surge depois de a Filmdrehtsich, empresa de capitais 100% angolanos, ter comprado as áreas de pós-produção digital e recuperação de arquivo da Tobis, que detém os históricos estúdios portugueses. O património fílmico e imobiliário continua nas mãos do Estado, ganhando agora maior protecção com este estatuto.


O registo de classificação admite três categorias de bens móveis que, hierarquicamente, reflectem o seu valor patrimonial, podendo os bens ser classificados como de interesse nacional (recebendo a designação de “tesouro nacional”), de interesse público e de interesse municipal.



Segundo a Lei de Bases do Património Cultural (107/2001), a classificação apenas se aplica a bens portadores de interesse relevante para a realidade cultural portuguesa e que, como tal, mereçam ser objecto de especial protecção e valorização, que pela sua originalidade, autenticidade e raridade representam testemunhos materiais da nossa memória colectiva. 



Agora que o património da Tobis foi classificado como “tesouro nacional”, não poderá ser alienado para o estrangeiro, sendo necessária uma autorização do Governo caso tenha de sair temporariamente.



Actualmente existem cerca de 400 bens classificados como de interesse nacional, que tanto podem ser peças unitárias como conjuntos, como é o caso da Sala do Tesouro do Museu Nacional de Arqueologia, por exemplo.




A decisão do Governo surge depois de a Filmdrehtsich, empresa de capitais 100% angolanos, ter comprado as áreas de pós-produção digital e recuperação de arquivo da Tobis, que detém os históricos estúdios portugueses. O património fílmico e imobiliário continua nas mãos do Estado, ganhando agora maior protecção com este estatuto.


O registo de classificação admite três categorias de bens móveis que, hierarquicamente, reflectem o seu valor patrimonial, podendo os bens ser classificados como de interesse nacional (recebendo a designação de “tesouro nacional”), de interesse público e de interesse municipal.



Segundo a Lei de Bases do Património Cultural (107/2001), a classificação apenas se aplica a bens portadores de interesse relevante para a realidade cultural portuguesa e que, como tal, mereçam ser objecto de especial protecção e valorização, que pela sua originalidade, autenticidade e raridade representam testemunhos materiais da nossa memória colectiva. 



Agora que o património da Tobis foi classificado como “tesouro nacional”, não poderá ser alienado para o estrangeiro, sendo necessária uma autorização do Governo caso tenha de sair temporariamente.



Actualmente existem cerca de 400 bens classificados como de interesse nacional, que tanto podem ser peças unitárias como conjuntos, como é o caso da Sala do Tesouro do Museu Nacional de Arqueologia, por exemplo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bairro Alto de "interesse público"


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Bairro Alto de "interesse público"

O Bairro Alto, em Lisboa, foi classificado como conjunto de interesse público. Um bairro que manteve a estrutura inicial do século 16.

2010-07-16 09:31:26 RTP1
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Host

Sara Tamulonis
 

Barrio Alto - Lisbon

Plenty of history, good shopping, and numerous nightlife spots including Fado bars.
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Visit Portugal - From the castle to Bairro Alto

Attracted to the atmosphere of Lisbon's old neighbourhoods? Take a tram ride to various belvederes and admire the magnificent views across the river in various parts of the city.
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oscarcarvalho | 2 de Junho de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
As ruas do Bairro Alto grafitadas.
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sevenpedro | 14 de Março de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Programa da RTP2 sociedade civil de 12/03/08 sobre o encerramento dos bares mais cedo, em que fazem um apontamento sobre graffiti.
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Lisbon, Bairro Alto and graffiti / post graffiti participative approach.
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valpard | 20 de Maio de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 4 utilizadores que não gostaram deste vídeo 
Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades, é uma zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, com casas seculares e pequeno comércio tradicional. Construído mais ou menos em plano octogonal em finais do século XVI, o Bairro Alto é um dos mais pitorescos da cidade, sendo delimitado a oeste pela Rua do Século, a este pela Rua da Misericórdia, a norte pela Rua D. Pedro V e a sul pela Rua do Loreto e Largo do Calhariz. O Bairro Alto divide-se pela freguesia da Encarnação e de Santa Catarina.
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Desde os anos 80 que é a zona mais conhecida da noite lisboeta, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de fado, local onde se situavam também quase todos os órgãos de imprensa de distribuição nacional. Nos últimos 20 anos adquiriu uma vida muito própria e característica, onde se cruzam diferentes gerações na procura de divertimento nocturno.
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Parte dos prédios foram ou estão a ser recuperados, mantendo-se a traça original dos mesmos, o que veio permitir a instalação de novos e alternativos espaços comerciais, encontrando-se desde lojas multimarca e ateliers a lojas de tatuagens e piercing.
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Aos poucos verifica-se também que passou a ser procurado como um lugar para viver, estando a sua população a ser renovada e rejuvenescida.
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Durante o Século XIX e até ao terceiro quartel do Século XX, o bairro abrigava as sedes dos principais jornais e tipografias do país. Ainda hoje é possível encontrar ecos desse tempo em nomes de ruas como a Rua Diário de Notícias ou a Rua do Século. Este bairro, um dos mais intelectuais da capital, frequentado e habitado por jornalistas, escritores e estudantes, a um passo do Chiado, era também lugar de tascas de marinheiros, de lugares de má fama e de muita prostituição. Vitorino Nemésio faz alusões a este ambiente no romance Mau tempo no canal.
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O edifício onde nasceu o Diário de Notícias foi mais tarde ocupado por A Capital (diário extinto em 2005), sendo hoje mais conhecido por «Edifício A Capital». Foi neste prédio que a companhia de teatro Artistas Unidos esteve sediada durante muito tempo. A companhia abandonou o espaço há alguns anos, uma vez que a Câmara Municipal vai proceder a obras de reabilitação.

Bairro Alto (literally upper quarter in Portuguese) is an area of central Lisbon, Portugal.
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The first terrain division occurred around 1500, when the court of D.Manuel I moved from the castle to the royal palace in Terreiro do Paço. The need for housing led the king to force farmers to resign their lands.[1] Nowadays, it functions as a residential, shopping and entertainment district. Bairro Alto is one of the oldest districts of Lisbon. Dozens of fado singing clubs animated the area. All the major Portuguese newspapers had their offices in there. Prostitution was visible and considerable.
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Since the 1990s, Bairro Alto went through major changes. Lisbon's city council made extensive repairs, and dozens of new restaurants, clubs and trendy shops were opened. Many young people moved into the area. Cars were banned (except for residents and emergency vehicles). Today, Bairro Alto (or just Bairro) is the heart of Lisbon's youth culture and nightlife. Lisbon's punk, gay, heavy metal music, goth, hip hop and reggae scenes all have the Bairro as their home, due to the number of clubs and bars dedicated to each of them. During daytime, the Bairro is a traditional district where older people shop for groceries, and the younger generations visit art galleries like Zé dos Bois, bookshops like Ler Devagar or arty gift shops like Hold Me.
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Despite the heavy police presence, illegal drugs are sold in the streets.[2] In 1995, a group of far-right skinheads attacked and killed Alcino Monteiro, a Portuguese citizen of African origin.[3][4][5][6][7] This zone struggles with a problem of vandalism, with graffiti destroying historical buildings, such as the place of death of Fernando Pessoa and Almada Negreiros.
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