Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Homenagem a Jorge Amado leva símbolo comunista para a Sapucaí


21 DE FEVEREIRO DE 2012 - 9H51 


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A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro na madrugada de segunda (19) foi de muitas homenagens no Sambódromo. A Renascer de Jacarepaguá foi a primeira a desfilar e levou para a Avenida as cores fortes das telas do pintor pernambucano Romero Britto. A Mocidade Independente de Padre Miguel levou tintas, grafite, espelhos para homenagear o pintor brasileiro Cândido Portinari com o enredo "Por Ti, Portinari".


Já a escola Imperatriz Leopoldinense cantou a obra de Jorge Amado e trouxe um carrossel na comissão de frente com os capitães de areia, personagens de uma das maiores obras do escritor. O grupo evoluiu com movimentos em um carrossel para lembrar as aventuras dos meninos que, na década de 30, roubavam para sobreviver pelas ruas de Salvador. A coreografia é de Alex Neoral e foi aplaudida pelo público nas arquibancadas. 

"O mar de Yemanjá e a coroa de Oxalá" foi o tema do carro abre-alas. Ele representou o mar, fonte de inspiração para o escritor. A segunda alegoria retratava um dos pontos mais conhecidos da Bahia, a Igreja do Bonfim. 

O terceiro carro foi preparado para lembrar a formação do jovem escritor e para apresentar a riqueza cultural do povo brasileiro. A quarta alegoria lembrou "O Mercado Popular". Ele fez referência aos trabalhadores e aos quitutes da culinária baiana. Algumas das obras mais conhecidas do escritor ganharam forma no quinto carro da escola, "Crônicas de uma cidade do interior". Personagens como Quincas Berro D'Água, Gabriela e Dona Flor foram representados em esculturas. 

A escola também relembrou a luta do comunista Jorge Amado — eleito em 1945 deputado federal pelo Partido Comunista. A Ala Engajamento Político retratou a convicção ideológica de um dos maiores escritores brasileiros e levou para a Sapucaí a bandeira do Brasil e a foice e o martelo. 


Informações das agências

Urariano Mota: carnaval em três dias


21 DE FEVEREIRO DE 2012 - 11H47 


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No primeiro deles, era domingo de carnaval 1958 em Água Fria. Ali, em frente ao Cinema Império, no largo do bairro, passavam mulheres, meninos, homens, piratas, colombinas, vedetes, palhaços, toureiros, zorros, ursos, lança-perfumes, bisnagas, perfumes, promessas de corpos nus que não podíamos pegar. 

Por Urariano Mota





Havia um suor bom onde se colavam os confetes, umas peles abrasadas, uns sovacos mal raspados que eram em si mesmos fetiches do sexo feminino, esbarrando-se num fogo que desejava a tudo queimar, ardendo até a alma pobre da gente.

Era uma explosão de braços e pernas no frevo, uma multidão revolta, uma humanidade negra, mulata, branca, revoltada, que se anunciava, e não sabíamos: atenção, menino, atenção, infância: “nós passaremos”. 

Acaso sabíamos que nem sombra de sêmen e amor restaria no corpo imperioso, flamante daquela mulher endemoninhada? Que suas coxas não seriam eternas, sabíamos? Ah, mas pressentíamos, e sem ciência aprendida, somente com o saber da urgência do nosso sangue, com a percepção transmitida de gente a gente, que corria a multidão, que vem de gerações desde que o homem se fez na terra, gritávamos:

“Felinto, Pedro Salgado,
Guilherme, Fenelon,
Cadê teus blocos famosos?
Bloco das Flores, Andaluzas,
Pirilampos, Apois-Fum,
Dos carnavais saudosos?

Na alta madrugada
O coro entoava
Do bloco a marcha-regresso
Que era o sucesso
Dos tempos ideais
Do velho Raul Morais:
‘Adeus, adeus, ó minha gente,
que já cantamos bastante..’
E Recife adormecia
Ficava a sonhar
Ao som da triste melodia....” 

Então vinham os acordes, letais. Que em letras de fogo deveriam estar gravados.


No segundo dia, é segunda-feira de carnaval em 2005. Eu me recupero de uma cirurgia, que se não foi ruim, fora ruim sem dúvida. Sentado espiono os blocos que passam na rua. O som dos metais, o chamamento à desordem é uma ordem lá fora. As fantasias e os mascarados passam como os navios e os trens passam, como o gozo proibido e negado passa. A música do frevo estoura em todo o ar e paisagem como uma perseguição. Assim sentado, sinto-me como o personagem de Hitchcock, o fotógrafo Jeff, de Janela Indiscreta.

A vida é irônica. No fim de 2004, eu havia dito à mulher e aos filhos, como todos os anos repito e reclamo: “O próximo carnaval eu não brinco. Chega! Quero distância desse barulho”, e a trincar os dentes acrescentara, como todos os anos: “eu não suporto mais tamanha agitação. Chega!”. Deus me ouviu. À sua maneira me ouviu: aqui estou, longe da folia, conforme o desejo inicial, mas sob estrita recomendação médica, incapaz absoluto de pular, de saltar, tão frágil quanto o homem de vidro, aquele em que se transformou O licenciado Vidraça, de Cervantes. “Este ano eu não brinco”, dissera, e os deuses me ouviram. Então ouço uma canção na rua, “neste carnaval, quá-quá-quá-quá, meu prazer é gargalhar”. 

Ouvia isso e o paradoxo vinha: agora que não podia sair, brincar, pular, beber, beber até cair, agora que estava na paz do recolhimento, agora que ganhava o privilégio de ser evitado pelos alegres foliões, justamente agora sentia uma falta extraordinária de carnaval. No momento em que podia ficar em casa a ler e a ouvir música suave, ah, como desejava “Olinda, quero cantar”, como me acendia o desejo de estar na multidão, com os metais a gritar o mais alto frevo, ah, como desejava receber cotoveladas e empurrões à altura do rim, da cicatriz no ventre! Ah, como e quanto desejava mergulhar de cabeça no álcool, na cachaça, no sol quente, no azul luminoso, mergulhar até virar éter, lança-perfume, porque forte era a consciência do quanto breve e estúpida era, é a nossa existência. 

Agora, hoje, no terceiro dia são vésperas do carnaval de 2012. A casa se enche de máscaras, coroas de pano de rei, coroa de latão de rainha. E mais licor de jenipapo, de caju e de laranja-cravo. Um filho chega do Rio, louco e ansioso por Olinda, a filha vai para um bloco de jovens na Cidade Alta. À minha revelia, a senhora esposa é toda preparação para os urgentes, alegres e felizes três próximos dias. Por mim, não, eu não brincava, sem dúvida. Por mim, eu me recolhia para altos estudos, leituras, silêncio e meditações. Mas como vou decepcioná-los? É coisa muito feia atrapalhar a felicidade dos outros. E depois, não sou mais, como antes, um convalescente sem câmera a imitar o fotógrafo de Janela Indiscreta. Chega. Por enquanto, a fantasia é outra.

*Urariano Mota é jornalista e escritor

Fonte: Direto da Redação

Vitor Hugo Soares ~ Carnaval e Política: o frevo de Deus e do Diabo


20 DE FEVEREIRO DE 2012 - 10H45 

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Antenado e polêmico que só ele, Caetano Veloso compôs para tomar conta das ruas de Salvador, Rio de Janeiro e do País, no Carnaval de 1973, um frevo chamado Deus e o Diabo. Canto de resistência, através da música e da poesia, em tempos temerários - assim eram os daquela folia - mas de uma atualidade "estarrecedora", para usar expressão da presidente Dilma, em visita às obras de transposição das águas do Rio São Francisco, durante as greves de PMs na Bahia e no Rio de Janeiro.


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PMs fazem ronda no Carnaval de Salvador
Por Vitor Hugo Soares*

Um frevo daqueles de rachar, como é típico dos frevos de verdade, mas sem o tom dogmático e incendiário tão freqüente nas cantigas de protesto daquela década, de choro e ranger de dentes. Muitas delas, diga-se a bem da verdade, entoadas a plenos pulmões pelo autor destas linhas nas ruas, becos e ladeiras da capital baiana em outros carnavais.

Além de antenado e provocador, Caetano Veloso é também um visionário. Este dom do artista é o que mais impressiona agora quando escuto, quase 40 anos depois - agora em CD - Deus e o Diabo, gravado no disco antológico Muitos carnavais, que guardo como uma de minhas preciosidades musicais preferidas.

Escutemos com atenção o filho de dona Canô. Olhos e ouvidos ligados principalmente na letra, apesar da zoada ensurdecedora em explosões de decibéis que faz lá fora, na rápida substituição da barulheira dos helicópteros da Força Nacional de Segurança sobrevoando Salvador, em voos rasantes nos dias da greve dos policiais militares. Movimento tão estranho em seu começo quanto no final surpreendente.


"Você tenha ou não tenha medo/ nego, nega, o carnaval chegou/ Mais cedo ou mais tarde acabo/ de cabo a rabo com essa transação de pavor/ o carnaval é invenção do diabo/ Que Deus abençoou/ Deus e o Diabo no Rio de Janeiro/ Cidade de São Salvador".

Fantástica antevisão de Caetano neste frevo de encher as medidas. Leiam as notícias destes últimos dias nos jornais impressos, mas principalmente nos sites e blogs. Vejam as imagens na televisão em cores e ao vivo - nos horários mais nobres na Band, na TVS, na Rede TV, na Globo - e confira com seus próprios olhos, para depois não dizer que eu estou inventando.

"Você queira ou não queira, nego, nega, o carnaval chegou", canta Caetano no vídeo do You Tube que escuto enquanto batuco estas linhas, sobre os insondáveis segredos da política e do extraordinário poder do carnaval, principalmente no eixo Rio-Bahia. Nos principais circuitos está instalada a folia de sempre, depois de andar ameaçada pelas estratégias do medo disseminadas nas duas pontas da corda esticada ao extremo.

Nas ruas das duas capitais carnavalescas por excelência e no resto do País, o tempo parece ter mudado da água para o vinho. Salvo pelos policiais que lideraram a greve, presos em Bangu 1 e na Cadeia Pública de Salvador, somados ao desassossego de seus familiares, advogados e raros políticos que cobram informações mais transparentes sobre o estranho desfecho do movimento, é quase como se nada tivesse acontecido.

Agora é o que se vê e se ouve nas duas maiores folias do País: por falha na estratégia dos PMs em greve que ocuparam a Assembleia Legislativa da Bahia e de lá ameaçaram acabar o carnaval em Salvador e no Rio - um erro fatal; ou talvez pelos ameaçados interesses grandiosos abrigados na organização e promoção da maior festa brasileira - políticos, empresariais, culturais e governamentais.

Golpe à greve

Tudo junto contribuiu, cada um à sua maneira, para golpear a greve (transformada em "motim"), com incrível eficácia e rapidez incomum em ações de governo e de estado. A tempo de limpar e preparar as ruas para o carnaval de 2012 passar e transmitir imagens bem mais agradáveis para o mundo, sobretudo aos olhos do poder.

"Não se grile/ a Rua Chile sempre chega pra quem quer/ Qual é!, Qual é!, Qual é!/ Quem pode, pode/ Quem não pode vira bode/ Foge pra Praça da Sé./ Cidades Maravilhosas/ Cheias de encantos mil/ Cidades maravilhosas/ dos pulmões do meu Brasil".

Em tempo: O governador petista Jaques Wagner passa metade do carnaval em Salvador e a outra metade no Rio de Janeiro, sua terra natal. Vai ao Sambódromo para, ao lado do colega peemedebista Sérgio Cabral, ver o desfile da Portela e de mais duas Escolas que neste Carnaval cantam "as maravilhas da Bahia". Os PMs e Bombeiros, depois da greve (ou motim?) cuidam da segurança dos foliões e dos muitos negócios envolvidos na festa. Até a presidente Dilma decidiu passar o Carnaval na Bahia.

Na Base Naval de Aratu, é verdade, mas tão próxima dos camarotes e dos trios, que pode não resistir à tentação de aparecer em uma destas grandes locomotivas atuais da folia baiana. A conferir.

Grande Caetano Veloso!

*Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site-blog "Bahia em Pauta".

Fonte: Terra

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Felipe Carrilho _ Carnaval: de Nice ao Brasil


19 DE FEVEREIRO DE 2012 - 9H19 


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Em seu pioneiro livro “Carnavais, Malandros e Heróis”, o antropólogo Roberto DaMatta definiu o Carnaval brasileiro como “um momento em que se pode totalizar todo um conjunto de gestos, atitudes e relações que são vividas e percebidas como instituindo e constituindo o nosso próprio coração”. A folia seria, em outras palavras, uma das nossas instituições identitárias, “que fazem do Brasil, o Brasil”.

Por Felipe Carrilho*


Cena de Carnaval, O Minueto, pintura de Giovanni Domenico, sec 18
Cena de Carnaval, O Minueto, pintura de Giovanni Domenico, sec 18
Atualmente, a palavra “carnaval” surge tão revestida de brasilidade que a maioria das pessoas deixa escapar o fio do seu lastro histórico. É como se o festejo fosse um elemento inato da nossa nacionalidade.

Mas o Carnaval é um fenômeno de longa duração. No século 19, era sinônimo de Nice e, no século 18, estava associado a Roma e Veneza, cidades que fervilhavam durante essa estação festiva, repletas de visitantes. E mesmo muito antes disso, já era uma das principais manifestações populares da Europa.

Os estudiosos, no entanto, não chegaram a um consenso a respeito da interpretação desse festival. Uma ala afirma que o Carnaval europeu é, originariamente, um ritual essencialmente cristão, e que o apelo ao consumo de carne, bebidas, e a ênfase na sexualidade são explicados pela necessidade de se abster dessas atividades no período subsequente.

Outros enxergam o Carnaval sob a ótica das tradições pagãs. Essa festa seria, assim, um resquício de antigos rituais agrários de fertilidade. Decorreria disso, o realce dos elementos fálicos, como salsichas e narizes compridos, símbolos da fecundidade almejada.

Para o renomado teórico literário russo, Mikhail Bakhtin, o Carnaval é, ainda, uma encenação do “mundo de pernas para o ar”, um momento em que o normalmente proibido é permitido ou até mesmo obrigatório. Funcionando como uma “válvula de escape” – ao autorizar, além dos prazeres da carne, a crítica às autoridades – o festejo teria o poder de garantir um funcionamento razoavelmente ordeiro da sociedade no restante do ano.

Essas tradições europeias atravessaram o Atlântico e chegaram ao Novo Mundo no século 16, principalmente às regiões colonizadas por católicos do Mediterrâneo. Por aqui se transformaram, ganhando contornos de outras culturas, principalmente das africanas. No caso brasileiro, isso fica evidente na importância da dança e dos instrumentos de percussão.

O Carnaval, assim, foi interpretado como uma das mais importantes expressões culturais, ao lado do futebol, do que Gilberto Freyre chamou de democracia racial. O próprio samba, espécie de ritmo oficial da nossa folia, representa, basicamente, uma síntese das intersecções rítmicas e harmônicas entre gêneros europeus, como a polca, e os batuques africanos, principalmente das populações de origem banto.

Além disso, se, por um lado, as alegorias do nosso Carnaval são tributárias de procissões de outrora, como as de Florença e Nuremberg – que contavam com carros alegremente decorados – por outro, as fantasias de nossas alas não escondem o parentesco com as vestimentas rituais do candomblé, sendo a tradicional ala das baianas – obrigatória tanto no desfile oficial das escolas de samba do Rio, quanto no de São Paulo – um indício inequívoco dessa realidade.

É também verdade que a ideia de democracia racial vem sofrendo duras críticas dentro e fora da academia, como nos movimentos sociais de afirmação negra. A questão central é o fato de Freyre amenizar, em sua obra, as tensões e os conflitos decorrentes dessas interações culturais históricas. Assim, numa interpretação ingênua da história do Carnaval, poderíamos ignorar, por exemplo, que, antes de se tornar um símbolo da nossa identidade, o sambista era visto como um infrator e que, ao portar um pandeiro na rua, poderia ser preso.

No intuito de superar por completo essas mazelas, vivemos um novo tempo, de descoberta e valorização da cultura popular. E, às vésperas dessa celebração nacional, outra frase do livro de Roberto DaMatta costuma dar samba: “No Carnaval, ensaiamos viver com mais liberdade”.

*Felipe Dias Carrilho é historiador e autor do livro Futebol, uma janela para o “Brasil – As relações entre o futebol e a sociedade brasileira”

Fonte: O Escrevinhador

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Zelia Barbosa - Zelão


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Enviado por  em 04/01/2011
Zelia Barbosa - Zelão

Todo morro entendeu
quando Zelão chorou
ninguém riu, ninguém brincou
e era Carnaval

No fogo de um barracão
só se cozinha ilusão
restos que a feira deixou
e ainda é pouco só.

Mas assim mesmo Zelão
dizia sempre a sorrir
um pobre ajuda outro pobre
até melhorar

Chovem, chovem,
e a chuva botou sem barraco
no chão
nem foi possível
salvar violão
que acompanhou morro abaixo
a canção
das coisas todas
que a chuva levou
pedaços tristes do seu coração

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Vidám Farsangfarka Kőszegen


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Xevva
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Vidám Farsangfarka Kős
zegen. Gódor József fotói. Zene - Matyi és a hegedűs 50 pengő (karaoke) Képtár a Farsangfarkáról itt: http://picasaweb.google.hu/...  
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Enviado por E.B. (hi5) -
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Assunto: O carnaval duma pequena cidade
Data: 19/Fev 12:24
Dizem adeus a Inverno (costume popular na Húngria).

Bjos mil da Judite
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Trailer for the movie "Black Orpheus"


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toddyboy

Trailer for the movie "Black Orpheus"   
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Orfeu Negro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura a peça teatral de Vinícius de Moraes, consulte Orfeu da Conceição.

Orfeu negro
Orfeu negro (PT/BR)
[[Ficheiro:
|200x200px]]
Orfeu Negro
Brasil Brasil
Bandeira da França França
Itália Itália

1959 ı  cor ı  100 min 
Produção
Direção Marcel Camus
Roteiro/Guião Marcel Camus
Vinícius de Moraes
Jacques Viot
Elenco Breno Mello
Marpessa Dawn
Lourdes de Oliveira
Léa Garcia
Género drama
Idioma original português

IMDb
Orfeu negro é um filme ítalo-franco-brasileiro (fr: Orphée Noir; it: Orfeo negro) de 1959, do gênero drama, dirigido por Marcel Camus. O roteiro do filme foi adaptado por Camus e Jacques Viot a partir da peça teatral Orfeu da Conceição, do poeta Vinícius de Moraes.

Índice

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Sinopse

O enredo é inspirado na mitologia grega, na história de Orfeu e Eurídice. A adaptação ambientou a obra no Brasil, em uma favela do Rio de Janeiro, na época do Carnaval. Eurídice vem fugida do sertão nordestino para morar na favela com sua prima Serafina. Ela tem medo de um homem que está perseguindo-a e quer matá-la, ela não sabe o motivo, mais pensa que esse homem talvez gostou dela e ela não deu confiança, e agora quer se vingar. Ela apaixona-se perdidamente por Orfeu, que é noivo da bela e sedutora Mira. O tempo passa, Mira passa a perseguir Eurídice, com ciúmes. Serafina ajuda a prima a namorar Orfeu. Eurídice conhece o carnaval caroca ao lado de Orfeu, mas sempre se apavora e corre quando vê que o tal homem está perto. Um dia ela revela tudo a Orfeu. Ele a protege e diz que vai ficar ao seu lado. O namoro deles é puro e inocente, sem malícia. Passa o tempo. Um dia, se divertindo no último dia de carnaval, Eurídice teme que o homem apareça, e acha melhor voltar para a favela, que fica perto. Ela entra num beco escuro, para subir a favela, mas ela não conhece bem o local e fica assustada. O homem a encontra e a persegue. Ela sai correndo deseperada e entra num galpão velho. Orfeu vai atrás, pois a viu correr. Ela pula as madeiras, para fugir. Orfeu grita seu nome. Ela grita o nome dele. Orfeu e o homem brigam fisicamente. Eurídice cai e se pendura num fio. O homem vê e não perde tempo: ao perceber que é um fio de alta voltagem, ele liga a tensão e Eurídice morre eletrocutada! Orfeu não crê no que vira: uma mulher carbonizada, saindo fumaça. Nem mais o rosto de Eurídice aparecia! Ele fica desolado. A ambulãncia chega e leva o corpo ao IML. Ele não pode ir junto. Quarta-feiras de cinza e Orfeu só sabe chorar. Ele vai atrás do corpo e acha. Ele sequestra-o e leva a favela. Mira vê e começa a bater e brigar. Sem querer, ele cai da ribanceira com o corpo morto nos braços e morre também! O amor verdadeiro que uniu esse casal por um curto período de tempo resistiu a morte!

Elenco principal

Principais prêmios e indicações

Filmreel-icon.svg A Wikipédia possui o portal:


Portal Cinema
Festival de Cannes 1959 (França)

Oscar 1960 (EUA)
  • Vencedor na categoria de melhor filme em língua estrangeira (francês/diretor).

Globo de Ouro 1960 (EUA)
  • Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro (França).

BAFTA 1961 (Reino Unido)
  • Indicado na categoria de melhor filme em língua estrangeira (Brasil, França e Itália/produção).

Curiosidades

Ligações externas

Orfeu Negro 1959 - trailler


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vuego620

music by Jobim & Bonfa   
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Black Orpheus

From Wikipedia, the free encyclopedia

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Black Orpheus
(Orfeu Negro)

original movie poster
Directed by Marcel Camus
Produced by Sacha Gordine
Written by Marcel Camus
Vinicius de Moraes
Jacques Viot
Starring Breno Mello
Marpessa Dawn
Lourdes de Oliveira
Léa Garcia
Music by Luiz Bonfá
Antônio Carlos Jobim
Cinematography Jean Bourgoin
Editing by Andrée Feix
Distributed by GAGA Communications
Release date(s) June 12, 1959 (France)
December 21, 1959 (US)
Running time 100 minutes
Country Brazil
France
Italy
Language Portuguese
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Black Orpheus (Portuguese: Orfeu Negro) is a 1959 film made in Brazil by French director Marcel Camus. It is based on the play Orfeu da Conceição by Vinicius de Moraes, which is an adaptation of the Greek legend of Orpheus and Eurydice, setting it in the modern context of a favela in Rio de Janeiro during the Carnaval. The film was an international co-production between production companies in Brazil, France and Italy.
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The film is particularly renowned for its soundtrack by bossa nova legend Antônio Carlos Jobim, featuring songs such as "Manhã de Carnaval" (written by Luiz Bonfá) and "A felicidade" that were to become bossa nova classics.
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Black Orpheus won the Palme d'Or at the 1959 Cannes Film Festival[1] as well as the 1960 Academy Award for Best Foreign Language Film and the 1960 Golden Globe Award for Best Foreign Film (in those awards the film was credited as a French production; only in the 1961 BAFTA Award for Best Foreign Language Film was Brazil credited together with France and Italy).
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Large tracks of the film were shot in the Morro da Babilônia, a favela in the Leme neighbourhood of Rio de Janeiro.[2][3] In 1999, the film was essentially remade as Orfeu by Carlos Diegues, this time with a soundtrack featuring Brazilian singer-songwriter Caetano Veloso.

Contents

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Plot

The movie opens with images of white Greek statues that explode to reveal black men dancing samba to drums in a favela. Eurydice (Marpessa Dawn) arrives in Rio de Janeiro, Brazil and takes a trolley driven by Orfeu (Breno Mello). New to the city, she rides to the end of the line. Orfeu introduces her to the station guard, Hermes (Alexandro Constantino), who gives her directions to the home of her cousin Serafina (Léa Garcia).
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Although engaged to Mira (Lourdes de Oliveira), Orfeu is a playboy and not very enthusiastic about the upcoming marriage. Orfeu and Mira go to get a marriage license. When the clerk at the courthouse hears Orfeu's name, he jokingly asks if Mira is Eurydice, annoying her. Afterward, Mira insists on getting an engagement ring. Though Orfeu has just been paid, he would rather use his money get his guitar out of the pawn shop for the carnival. Mira finally offers to loan Orfeu the money to buy her ring.
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When Orfeu goes home, he is pleased to find Eurydice staying next door with Serafina. Eurydice has run away to Rio to hide from a strange man she believes wants to kill her. The man (Death dressed in a stylized skeleton costume) finds her, but Orfeu gallantly chases him away. Orfeu and Eurydice fall in love, yet are constantly on the run from both Mira and Death. When Serafina's sailor boyfriend Chico (Waldemar De Souza) shows up, Orfeu offers to let Eurydice sleep in his home, while he takes the hammock outside. Eurydice invites him to her bed.
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Orfeu, Mira, and Sarafina are the principal members of a samba school, one of many parading during Carnival. Serafina decides to have Eurydice dress in her costume so that she can spend more time with her sailor. A veil conceals Eurydice's face; only Orfeu is told of the deception. During the parade, Orfeu dances with Eurydice rather than Mira.
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Eventually, Mira spots Serafina among the spectators and rips off Eurydice’s veil. Eurydice is forced once again to run for her life from first Mira, then Death. Trapped in Orfeu's own trolley station, she hangs from a power line to get away from Death and is killed accidentally by Orfeu when he turns the power on and electrocutes her. Death tells Orfeu "Now she's mine" before knocking him out.
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Distraught, Orfeu looks for Eurydice at the office of Missing Persons, though Hermes has told him she is dead. The building is deserted at night, with only a janitor sweeping up. He tells Orfeu that the place holds only papers and that no people can be found there. Taking pity on Orfeu, the janitor takes him down a large darkened spiral staircase (a reference to the mythical Orpheus's descent into the underworld) and to a Macumba ritual, a regional form of the Afro-Brazilian religion Candomblé.
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At the gate, there is a dog named Cerberus, after the three-headed dog of Hades in Greek mythology. During the ritual, the janitor tells Orfeu to call to his beloved by singing. The spirit of Eurydice inhabits the body of an old woman and speaks to him. Orfeu wants to gaze upon her, but Eurydice begs him not to lest he lose her forever. When he looks anyway, he sees the old woman, and Eurydice's spirit departs (as in the Greek myth).
Orfeu wanders in mourning. He retrieves Eurydice's body from the city morgue and carries her in his arms across town and up the hill toward his home. Orfeu's shack is burning. A vengeful Mira, running amok, flings a stone that hits him in the head and knocks him over a cliff to his death.
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Two children, Benedito and Zeca, follow Orfeu around throughout the film. They believe Orfeu's story that his guitar playing causes the sun to rise in the morning. After Orfeu's death, Benedito insists that Zeca pick up the guitar and play so that the sun will rise. Zeca plays, and the sun does rise. A little girl comes by, gives Zeca a single flower and the film ends with the three of them dancing.

Cast


Poster by Helmuth Ellgaard for the German release
Cast notes

Influence

Black Orpheus was cited by Jean-Michel Basquiat as one of his early musical influences. In President Barack Obama's bestselling memoir Dreams from My Father, he notes that it was his mother's favorite film.

Notes

External links

Awards
Preceded by
Mon Oncle
Academy Award for Best Foreign Language Film
1959
Succeeded by
The Virgin Spring
Preceded by
Woman in a Dressing Gown
Golden Globe for Best Foreign Film
1960
Succeeded by
The Virgin Spring