Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

José Stuart Carvalhais (1887-1961)

Introdutor da BD em Portugal, desenhador, ilustrador, fotógrafo, realizador de cinema, actor, decorador, cenógrafo, figurinista e designer gráfico.

Resumo: Ilustrador e desenhador, colaborou em vários jornais e revistas: 'Sempre fixe', 'Os Ridículos', 'Diário de Notícias', 'ABC'. Um extraordinário desenhador da Imprensa portuguesa do seu tempo e de todos os tempos, igualando os melhores artistas contemporâneos do mundo. Em 1949, os seus trabalhos valeram-lhe o Prémio Domingos Sequeira.

Stuart Carvalhais
José Herculano Stuart Torrie d’Almeida Carvalhais nasceu em 1887, em Vila Real de Trás-os-Montes, de pai português e mãe inglesa. 
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O seu pai foi correspondente em Vila Real de um jornal humorístico e de caricaturas intitulado O Dragão, publicado no Porto, cujo primeiro número saiu em 1887.
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Após vários anos em Espanha, regressou a Portugal em 1891. A sua irregular vida escolar termina após passagem pelo Real Instituto de Lisboa (1901-1903).
Como ilustrador, Stuart começa por participar em mostras colectivas, como as primeiras dos Humoristas em Lisboa (não integrando já as do Porto), a Exposição dos Humoristas Portugueses e Espanhóis (1920) e a Exposição de Artes Plásticas (1935). Exporá individualmente só em 1932.
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Galardoado com o Prémio Domingos Sequeira em 1949, manter-se-á figura isolada da primeira geração dos modernistas portugueses. Não aderindo à nova linguagem protagonizada por Almada Negreiro ou Santa-Rita, faz antes a ponte com a caricatura herdeira de Bordalo Pinheiro, e nutrida na estada parisiense de 1912-1913 afirmando-se como cronista perspicaz e cirúrgico.
stuart
Fragmento de um desenho a tinta da china sobre papel.
Jazz
Stuart não poupou a crítica a quem a mereceu e, em 1914, colabora no jornal satírico monárquico O Papagaio Real. Meio de sátira ao poder, a caricatura e a banda desenhada, que inicia em 1916 no suplemento humorístico de O Século com as célebres Aventuras do Quim e do Manecas, permitem-lhe um retrato de época crítico das poses da burguesia, às quais contrapõe tristezas e vilezas sociais, personificadas em tipos populares e miseráveis.

O ABCzinho, posto à venda em 1921, era uma revista infantil como já não havia desde 1910, ano da aparição — e desaparição — de O Gafanhoto (2ª Série).
Com o nome de baptismo inventado por Stuart Carvalhais, tinha, inicialmente, como directores, Manuel Oliveira Ramos e Cottinelli Telmo.
Os anos 20 marcam o grande sucesso de Stuart. Em 1921, trabalha para o Diário de Lisboa e para o Batalha. 
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Em 1922, desenha para o ABCzinho, reiterando o sucesso das suas peças nos suplementos infantis. Colabora ainda com A Corja, o Espectro, A Choldra e o Diário de Notícias, a revista Ilustração (a cuja fundação está ligado) e com o semanário humorístico Sempre Fixe.
Capa pertencente a uma colecção de partituras de fado originais ilustradas por Stuart Carvalhais
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Como artista gráfico, soma encomendas: da ementa do Bristol Club, aos conjuntos de postais ilustrados realizados para a exposição de 1925 dos Mercados, ou à concepção da publicidade da Sassetti. 
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É assim que, em meados da década, é o artista que contabiliza mais capas de livros e de pautas de música – trabalho gráfico em cuja investigação associa o desenho aos tipos de letra a usar e com o qual ganha dois prémios em concursos internacionais, em Itália e Espanha. 
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Cenógrafo e figurinista do Teatro Nacional e do Politeama, desenvolve actividade no cinema (em 1916, trabalha na adaptação a filme das Aventuras do Quim e do Manecas), passa pela aventura da realização (O Condenado, com Mário Huguin) e desdobra-se como actor, decorador, cenógrafo e gráfico. 
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Embora antifascista, como clarifica nos trabalhos da década de 30, não perseguirá nos anos seguintes a via do Neo-Realismo, onde poderia ter encontrado família artística, social e política. Os seus entraves à pintura, que admira mas não liberta da ilustração, mantêm-no circunscrito ao exercício do desenho para periódicos.
Republica Stuart Carvalhais
Stuart Carvalhais, ilustração para um bilhete postal de propaganda ao jornal República. Década de 1910.
A actividade constante, não se dividindo em décadas e expressões ou estilos, deu a Stuart a mestria de traço, que lhe permitiu variar os registos, evidencia sobretudo o manifesto desejo de liberdade creativa, nutrido por enorme apetência experimental. 
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A sua própria vida, na qual o sucesso convive com o alcoolismo e a instabilidade financeira, leva-o à experimentação de materiais inesperados, não ortodoxos, como suportes ruinosos recuperados dos restos da cidade (papel de embrulho, tampas de caixotes), e até de alguns materiais de desenho, de que se destacam os fósforos queimados com que frequentemente traça composições.
chulo
Profundo conhecedor da má-vida lisboeta, Stuart fixou da capital um registo que cruza com o seu... Negra e violenta, a miséria, como o vício ou a solidão, é caracterizada em traços rápidos e rugosos, gastos ou recortados, no contraste de preto e branco. Elegante na ilustração, essencial na caricatura, cada personagem de Stuart detém, na representação, os conceitos que a ela estão associados. 
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«Stuart é um album de tipos estranhos, vergastados pela dor, pelos sarcasmos da vida e nele as figuras irmam-se aos aspectos sombrios de Lisboa, aquela parte de onde o sol não se debruça todos os dias, onde há sempre trevas. E como Steinlen, Stuart busca os tipos miseráveis, aqueles en cuja alma ulula o vento da tragedia; busca as ruas escuras, a luz tibia, o claro-escuro.»
Ferreira de Castro, 1926.
Canto da Cigarra, ilustração de Stuart Carvalhais
Capa de Stuart Carvalhais (1887-1961) para a quinta edição (1958) de O Canto da Cigarra (1910), de Augusto Gil (1873-1929).
O filme «Quim e Manecas»
Em 1916, estreou O Quim e o Manecas - um filme curto, baseado nas famosas histórias em quadradinhos de Stuart Carvalhais, publicadas no semanário humorístico O Século Cómico. 
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A rodagem decorreu na rua e jardins da Escola Politécnica, no Bairro Brás Simões, além do cinema Colossal (Real Coliseu, na Rua da Palma) onde estreou. O argumento era de Stuart, em peripécias e tropelias de ocasião, capazes de provocar a hilaridade entre o público jovem. Infelizmente, não tiveram continuidade estas proezas de Manecas, nem sobreviveram as suas aventuras com Quim, que em 1930 ainda atraíam gente ao Chantecler. 
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1916 - O Quim e o Manecas 35 mm - pb - 10/15 m. Realização: Ernesto de Albuquerque. Produção: Empresa Internacional de Cinematografia. Argumento: Stuart Carvalhais. Fotografia: Ernesto de Albuquerque. Elenco: Stuart Carvalhais, Armindo Coelho, Octávio de Matos, José Clímaco.
«Stuart», filme premiado no 30.º Cinanima
Dura só 11 minutos mas demorou dez anos a fazer a curta metragem animada Stuart, do realizador português José Pedro Cavalheiro, também conhecido como Zepe. O Grande Prémio Tóbis, entregue pelo júri internacional a um dos filmes portugueses a concurso, foi para "Stuart". Convidando-nos a uma deambulação pelas zonas mais sórdidas de Lisboa, a partir da obra de Stuart Carvalhais, o filme obteve ainda o Prémio António Gaio, a que concorreram 17 filmes de produção nacional e o prémio para a melhor banda sonora original. 
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"A decisão de realizar um filme de animação sobre Stuart de Carvalhais assenta em dois pressupostos. O primeiro diz respeito ao próprio universo gráfico do artista, à tinta-da-china e à sua economia, capaz de captar as deambulações por Lisboa numa visão impressionista de personagens, ambientes e situações. O segundo advém de uma história mergulhada nas situações correntes do dia-a-dia, vividas em declínio lento, num espaço social e de trabalho alheio às elites culturais e à categoria de artista consagrado (isto apesar do enorme talento de Stuart).
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A característica de “looser” talentoso, no pano de fundo das décadas de 30 a 50, numa Lisboa ignorada e fechada sobre si mesma, tornou-se um veio principal do filme, estendendo-se em torno da fuga e da diluição. No fim de contas, não são só de Stuart as vontades que não se concretizam, os caminhos interrompidos, um país que vive de costas, com uma espécie de saudade de si mesmo. 
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... Não há uma apropriação directa das ilustrações de Stuart mas sim a transposição livre do universo do artista, pensada numa lógica de movimento."
- José Pedro Cavalheiro
Temas relacvionados
Bibliografia
Pacheco, José. Stuart Carvalhais — O Desenho Gráfico e a Imprensa. José Pacheco já em 1987 tinha publicado a obra Stuart e o Modernismo em Portugal , e foi um dos responsáveis pela exposição comemorativa do nascimento de Stuart no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. 
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Livro em capa dura, profusamente ilustrado (mais de 200 ilustrações de Stuart, entre pinturas, desenhos e caricaturas), meio século da história contemporânea portuguesa, observada pela arte de Stuart Carvalhais. 317 págs. Edição apigraf, 2000. 20,00 €.
Ferro, João Pedro. História da Banda Desenhada infantil portuguesa. Colecção Dimensões. ISBN: 9722301713. 238 pp. Editorial Presença, 1987. O texto está mal ilustrado e o formato de livro de bolsa não é adequado ao tema.
Página actualizada em 19.9.2009
.http://tipografos.net/portugal/stuart-carvalhais.html
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Centenário da República e a Banda Desenhada



Centenário da República e a Banda Desenhada

Data de publicação: 
18.05.2010
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Os heróis de banda desenhada “Quim e Manecas” criados em 1915 por Stuart Carvalhais vão reaparecer em 2010 e não só na sua forma original, como no redesenho que agora foi feito por Richard Câmara, para as Comemorações do Centenário da República.
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Eles vão ser os anfitriões das comemorações nacionais, como foi anunciado na conferência de imprensa realizada dia 18 de Maio nos Recreios da Amadora, na qual foi apresentada toda a programação que na área da Banda Desenhada vai assinalar o Centenário da República.
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Essa programação foi articulada entre a CNCCR e a Câmara Municipal da Amadora e oficializada com a assinatura de um protocolo.
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Na programação anunciada inclui-se a reedição das “Aventuras do Quim e do Manecas” que foram publicadas em O Século Cómico de 1915 a 1918, numa compilação que está a cargo do investigador João Paiva Boléo, a quem a CNCCR dirigiu um convite nesse sentido e que é autor de outros livros sobre o importante legado de Stuart Carvalhais. 
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Stuart não só revolucionou a BD portuguesa como a colocou na vanguarda, como será certamente também recordado na exposição “A I República na Génese da Banda Desenhada e no Olhar do Século XXI”, que vai inaugurar dia 2 de Junho no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora.
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A exposição terá cinco núcleos, cada um deles a cargo de um investigador:  A I República e a Amadora será tratado por João Castela Cravo, A Caricatura Modernista e a Primeira República, a cargo de Oswaldo de Sousa, O primeiro filme de animação português, por Paulo Cambraia, A Génese da moderna BD Portuguesa, por João Paiva Boléo, e A I República na BD portuguesa contemporânea.
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A exposição estará patente no CNBDI até dia 5 de Outubro, mostrando-se depois na 21ª edição do Amadora BD, o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que decorre de 22 de Outubro a 7 de Novembro.
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Durante o Amadora BD haverá também um colóquio subordinado ao tema da exposição, a qual terá uma versão mais reduzida que deverá fazer itinerância pelo país.
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http://www.centenariorepublica.pt/conteudo/centen%C3%A1rio-da-rep%C3%BAblica-e-banda-desenhada
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  • Gazeta das Escolas - Nº 02 - Outubro de 2009
    Nº 02 - Outubro 2009
    versão PDF
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    A I República na génese da Banda Desenhada e no Olhar do século


    Centro Nacional de BD e Imagem
    Até 5 de Outubro

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    Esta exposição é uma pequena e estimulante viagem à infância da nossa banda desenhada. E sem grande aparato, porque o tempo não está para isso. Uma série de vitrinas, alguns originais expostos na parede, jornais e revistas do tempo dos nossos bisavós, e o mais difícil está feito. Como o longo título indica, o objectivo é comemorar os 100 anos da República e, não estivesse o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI) na Amadora, também há um pequeno espaço dedicado à história da cidade. 
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    O que merece a visita, no entanto, são os núcleos da caricatura modernista e da génese da banda desenhada em Portugal. No primeiro, destaque para os desenhos e o humor de Stuart Carvalhais, Emmerico Nunes e Almada Negreiros ou para os exemplares do jornal Os Ridículos. Alguns temas (a crise, a independência nacional, a instabilidade social) continuam, um século depois, familiares, o que abona a favor do lado visionário dos autores e, infelizmente, da previsibilidade da sociedade portuguesa. 
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    Já nas revistas e jornais que mostram banda desenhada, o que domina é a cor, a narrativa e o imaginário infanto-juvenil. Lá estão o Quim e o Manecas de Carvalhais, as personagens de Cottinelli Telmo, a linha clara de Carlos Botelho, as tiras diárias de Rocha Vieira. É toda uma idade de ouro da BD nacional que se conta nas páginas de títulos como o ABC-zinho, o Pim Pam Pum! o Século Cómico ou O(s) Tic Tac(s). Não vamos tão longe ao ponto de afirmar que estávamos ao nível da produção franco-belga ou americana da altura, mas andávamos lá perto: basta reparar no ritmo, nas pranchas e no grafismo assinados por Stuart ou Botelho. 
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    Mas esta exposição não se limita às histórias da banda desenhada, da caricatura ou da República. Também vai descrevendo outras, porventura mais silenciosas, como as relações cúmplices entre a arte modernista e as artes visuais ditas populares. Ou a fascinante explosão da imprensa periódica. É caso para dizer que se algumas coisas ficaram na mesma, outras não mais se repetiram. 
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    O Centro Nacional de BD e Imagem fica na Av. do Brasil, 52 A (Amadora). 
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    José Marmeleira
    terça-feira, 13 de Julho de 2010
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    http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=5705
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Fado e a Pintura (2)

Descubra as diferenças...


 
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"O FADO"
















Uma serigrafia de Júlio Pomar. 
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FADO



















acrílico de Jean-Claude SISMEIRO,
um luso-descendente, cuja obra pode ver aqui: http://www.sis-art.com/acryliques.html Posted by Picasa 
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"FADO FADO"



















um óleo do artista irlandês Liam O'Neill, com endereço na Net - www.liamoneillart.com 
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FADO

















Fado e Fado IIóleos, de Maria Ângelo Posted by Picasa 
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FADO


















Tufadokemelegiste, de Xul Solar Posted by Picasa 
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FADO

















acrílico sobre papel, Christian Alle
Posted by Picasa

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LETRAS E FADO
















um óleo de José Espanhol
















Fado, por Irving Amen Posted by Picasa

FADO










colagem, de Kannan Krishnan Posted by Picasa


FADO










óleo s/ tela
de JOAQUIM RODRIGUES Posted by Picasa

FADO




















Por Rodolfo Passaporte; óleo sobre platex
 

Fado
















"My favourite drawings", by Madge Webb

FADO














Pintura de Raquel Martins
http://raquelmartins.com

Não pôde cantar, chorou!


O FADO É APENAS ISTO


Nónó, Casa de Fados Posted by Picasa
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FADO


Fado Muse, by Clyde List Posted by Picasa
www.clydeburger.org

FADO


Fado Dancer Posted by Picasa
escultura de David Carlin
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fadocravo

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sexta-feira, 5 de março de 2010

Não venhas tarde - Carlos Ramos


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Ícone de canal
GalaicoBorges







Não venhas tarde!,
Dizes-me tu com carinho,
Sem nunca fazer alarde
Do que me pedes, baixinho.
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Não venhas tarde!,
E eu peço a deus que no fim
Teu coração ainda guarde
Um pouco de amor por mim.
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Tu sabes bem
Que eu vou p'ra outra mulher,
Que ela me prende também,
Que eu só faço o que ela quer,
Tu estás sentindo
Que te minto e sou cobarde,
Mas sabes dizer, sorrindo,
Meu amor, não venhas tarde!
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Não venhas tarde!,
Dizes-me sem azedume,
Quando o teu coração arde
Na fogueira do ciúme.
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Não venhas tarde!,
Dizes-me tu da janela,
E eu venho sempre mais tarde,
Porque não sei fugir dela
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Tu sabes bem
Que eu vou p'ra outra mulher,
Que ela me prende também,
Que eu só faço o que ela quer,
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Sem alegria,
Eu confesso, tenho medo,
Que tu me digas um dia,
Meu amor, não venhas cedo!
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Por ironia,
Pois nunca sei onde vais,
Que eu chegue cedo algum dia,
E seja tarde demais!
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Ver
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Fados do Tempo da Outra Senhora (2) - Traição conjugal e submissão feminina

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terça-feira, 29 de julho de 2008

Stuart Carvalhais e pautas musicais

Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007
Jornal República

Alinhar ao centro

Stuart Carvalhais (1887-1961), ilustração para um bilhete postal de propaganda ao jornal República. Década de 1910.

© Blog da Rua Nove

ver ....

Stuart Carvalhais e pautas musicais


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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Stuart Carvalhais e pautas musicais



Capas anteriores da colecção de pautas para piano, da família






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Sobre Stuart de Carvalhais ver «Vidas (1)», no Kant_O_XimPi

Stuart Carvalhais - Biografia e alguma obra

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