Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Golfinhos voltaram ao Tejo, agora desenhados nos pilares da ponte 25 de Abril


 


Marisa Soares
A Estradas de Portugal está a decorar as sapatas dos pilares da ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada, com imagens de golfinhos, orcas, cachalotes e aves marinhas.

Esta iniciativa, intitulada "Ponte Viva", tem como parceiro o Projecto Delfim, uma associação científica que estuda animais marinhos e se dedica, por exemplo, a acompanhar a população de golfinhos residentes no estuário do Sado.

O objectivo é "mostrar que é possível fazer o casamento entre as infra-estruturas rodoviárias, que normalmente têm um grande impacto no ambiente, e os projectos de sensibilização ambiental", disse a responsável pelo gabinete de Ambiente da EP, Ana Cristina Martins, que acompanhou os jornalistas nesta quarta-feira numa visita aos pilares da ponte.

As pinturas estão integradas nos trabalhos técnicos de conservação das sapatas da ponte, uma intervenção que se tornou necessária depois de a inspecção subaquática aos pilares, que decorreu entre Fevereiro e Abril do ano passado, ter detectado "alguma corrosão" naquelas estruturas.

"As obras de conservação das sapatas já foram feitas, esta é a última fase desse trabalho", afirmou a responsável da EP pela ponte 25 de Abril, Fernanda Santos, acrescentando que o orçamento necessário para este projecto se inclui no valor total destinado aos trabalhos de inspecção, 76.300 euros. A pintura das sapatas estava já prevista, só mudam as cores das tintas, que variam entre o cinzento claro e escuro, o preto e o branco. 

As pinturas, que estão a ser feitas por 15 trabalhadores, decorrem em função das marés. Quando há maré cheia, a água sobe dois metros e obriga a interromper os trabalhos. Quando a maré está baixa, tem de ser limpa a superfície de cimento, é aplicada uma primeira demão de tinta, e meia hora depois os pintores avançam para a segunda demão. 

Para já ainda só está concluída a pintura do pilar três, que fica junto à margem Sul do Tejo. No pilar quatro, que fica a meio da ponte, os trabalhadores ainda não concluíram as imagens dos golfinhos e das orcas. Em terra, nos pilares junto às Docas de Alcântara, em Lisboa, vão ficar também golfinhos, que acompanham os flamingos, os maçaricos e os alfaiates.

As pinturas deverão estar concluídas no final de Março. Até ao final do ano, a EP conta terminar todos os trabalhos que dizem respeito à inspecção da ponte, que voltará a acontecer daqui por cinco anos.

Notícia corrigida às 19h32: clarifica o título 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Golfinhos estão de regresso ao Tejo

Diário de Notícias

RECUPERAÇÃO

Golfinhos estão de regresso ao Tejo

21 Fevereiro 2010
Golfinhos estão de regresso ao Tejo

A despoluição está a trazer de volta uma espécie de mamífero marinho há muito desaparecido do Tejo.

Um grupo de golfinhos foi avistado, na semana passada, a subir o rio Tejo. Um fenómeno que se tem repetidamente com mais frequência nos últimos meses e que poderá ter ligado à melhoria da qualidade da água. "Há uma dezenas de anos atrás, o Tejo tinha, tal como o Sado, uma colónia de golfinhos residente. Agora, com a despoluição das águas, em resultado da construção de ETAR e da deslocalização de algumas fábricas, os animais estão a regressar de novo, atrás dos peixes que procuram o rio para desovar", explicam os biólogos. "A poluição do tejo tem melhorado muito, o que se constata pela observação de espécies sensíveis, como caranguejos, bivalves e alguns peixes. O estuário do rio poderá voltar a ter colónias de golfinhos nos próximos 30 anos", prevê Maria José Costa, do Instituto de Oceanografia. Os golfinhos que aparecem no Tejo são da espécie roaz-corvineiro (Tursiops truncatu), um mamífero marinho que se alimenta de peixe, moluscos e crustáceos.

Expresso

Golfinhos voltam a ser avistados no Tejo
Grupo de golfinhos da espécie roaz-corvineiros - a mais conhecida do Mundo - continua a visitar o Tejo, sinal de que a poluição está a diminuir no rio.  
Diana Martins (www.expresso.pt)
18:00 Segunda feira, 27 de fevereiro de 2012
 O grupo é o mesmo que foi avistado no verão do ano passado

 
O grupo é o mesmo que foi avistado no verão do ano passado
Paulo Andrade (engenheiro da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações)

Há muitos anos que se tinha tornado um fenómeno invulgar avistar golfinhos no Tejo, o que não é de admirar, já que os esgotos de mais de 100 mil lisboetas corriam diretamente para o rio. Agora, é a segunda vez em menos de um ano que se regista a sua presença, consequência da despoluição do estuário.
Os exemplares da espécie roaz-corvineiro - também conhecida como o gol  finho Nariz de Garrafa - foram avistados no início do mês. As fotos que registaram o momento mostram o grupo junto a Cacilhas.
Já no no verão passado um grupo de vinte golfinhos foi visto no rio. Segundo Nuno Sequeira, presidente da Quercus, é provável que este pequeno conjunto de roaz-corvineiros faça parte desse mesmo grupo. "Esta espécie já viveu no Tejo no passado. Nos últimos dois anos têm sido registados vários avistamentos, como aconteceu em julho de 2011, e que se podem tornar cada vez mais comuns", afirmou o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza.
"Apesar de não existirem dados concretos", a melhoria da qualidade da água parece ser a principal razão para o regresso dos golfinhos ao estuário do Tejo. "Com a construção de algumas ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), como a de Alcântara, e deslocação de indústrias pesadas na Margem Sul, a qualidade da água tem vindo a melhorar", explica o mesmo ambientalista.
Menos poluído, o rio é assim um lugar com mais alimento para esta espécie de golfinhos comuns. Residentes nas águas costeiras do Oceano Atlântico, os golfinhos deslocam-se aos estuários apenas para se alimentarem. Os roaz-corvineiros comem peixe, crustáceos e bivalve, ingerindo cerca de 10 a 15 Kg de alimento diário.  


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Enviado por  em 22/07/2011
Finalmente voltaram.
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Enviado por  em 13/07/2011
Golfinhos a alimentarem-se no Farol do Bugio e em frente à Marina de Oeiras.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mapa da Grande Lisboa

Portugal Grande Lisboa Grande Lisboa
 
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Portugal Grande Lisboa Península de Setúbal


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sábado, 21 de agosto de 2010

Nas escarpas do Tejo para salvar os bebés das cegonhas-pretas


Cabeçalho da Biodiversidade

19.08.2010 - 10:05 Por Ana Machado

No imaginário colectivo as cegonhas são brancas e trazem bebés. Mas aqui são pretas. E precisam que alguém cuide dos seus próprios bebés. Mergulhamos na garganta escarpada do Tejo Internacional, com biólogos da Quercus que querem salvar juvenis assustados. As histórias das cegonhas já não são como eram.
<p>Carlos Pacheco prestes a colocar uma toalha sobre a cabeça do filhote de cegonha-preta, para o acalmar</p>
Carlos Pacheco prestes a colocar uma toalha sobre a cabeça do filhote de cegonha-preta, para o acalmar
 (Foto: Sérgio Azenha)


Por esta altura do ano os ninhos de cegonha-branca apoderam-se da paisagem de Castelo Branco. E não é só da paisagem campestre nas imediações da cidade que falamos. As cegonhas-brancas também se instalaram nos telhados e chaminés dos prédios altos e nos postes de electricidade e telefone no centro da cidade. O escritório da associação ambientalista Quercus em Castelo Branco não tem mãos a medir para os telefonemas que recebe de moradores que ligam, preocupados: ora porque lhes caiu uma cria de cegonha assustada no quintal, ora porque foi atropelado um adulto que precisa de cuidados. As cegonhas-brancas fazem parte da vida da cidade.

Nesta altura é hora dos juvenis largarem o ninho. A bem ou a mal. E preocupam a população: "Ligou-nos agora uma pessoa a dizer que achou mais uma. O que dizemos a quem telefona é que, se não está prostrada e ainda se põe de pé, a deixem ficar. Só depois de 48 horas com estes sintomas é que se deve agir." Samuel Infante fala de cegonhas como os pediatras falam dos bebés. "Às vezes são os próprios pais que os deixam de alimentar para os juvenis saírem do ninho. É altura de começarem a voar. Temos só de estar atentos a sinais de desidratação."

O engenheiro de recursos naturais que já não se lembra há quantos anos está com a Quercus é um dos responsáveis pelo Centro de Estudo e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, pertencente à associação. Com ele trabalha a veterinária Beatriz Azorín. Já lá estão instaladas 11 cegonhas, para além de corujas e abutres, entre outras espécies. O centro tem uma taxa de sucesso na recuperação de 56 por cento. "Os telefones não param. A cegonha procurou sempre esta proximidade com o homem."

Mas, ao contrário da sociável e abundante cegonha-branca, cada vez mais vista de norte a sul, há uma outra história menos feliz, a da cegonha-preta (Ciconia nigra), que preocupa a Quercus. A associação tem em curso um programa de anilhagem e controlo veterinário desta espécie, que conta apenas com 102 a 112 casais em todo o país, de acordo com os dados do último censo, o de 2004.

Álbum de família

É no Tejo Internacional que reside a maior parte destes indivíduos, que são ligeiramente mais pequenos do que os seus congéneres brancos (a cegonha-branca tem uma envergadura de 1,95 a 2,15 metros e a preta mede entre 1,85 e 2 metros). Ali residem 20 a 22 casais.

"É uma espécie com estatuto de vulnerável. Já esteve em perigo, mas sofreu uma tendência positiva no lado espanhol", diz Carlos Pacheco, o biólogo da Quercus que conduz, desde 1995, o programa de anilhagem e controlo veterinário da espécie, que é responsável já por mais de 500 anilhagens e que este ano conta com o mecenato da Delta. "O exemplar mais velho anilhado tinha 14 anos. Temos toda a sua história de vida. Por onde andou, quantas crias teve... Construímos o seu álbum de família", explica o biólogo.

Um trabalho dispendioso, falta de financiamento e poucos biólogos preparados para a investigação nesta área tornam o estudo da cegonha-preta muito complexo e difícil, diz Carlos Pacheco. "Pode ser duro aceitar, mas as espécies têm o seu preço em termos de conservação, que pode ser compensador ou não. Este projecto não seria exequível sem mecenato."

O jipe da Quercus parte do centro de Castelo Branco e serpenteia rumo ao Tejo Internacional, ao porto de Malpica. É lá o ponto de partida para uma das últimas anilhagens de juvenis de cegonha-preta. O biólogo e a veterinária da associação vão visitar um dos últimos ninhos que ainda não viram na região. "Já anilhámos 17 juvenis", diz Beatriz Azorín.

"A Quercus começou a comprar terrenos em Malpica na década de 1980 para evitar a catástrofe que hoje se vê por estas bandas - a substituição dos sobreiros por eucaliptos, algo que agora se está a tentar reduzir", explica Carlos Pacheco, apontando para as pequenas árvores, com cerca de metro e meio, espalhadas pelo caminho: "Está a ver estes sobreiros? Já têm dez anos e continuam deste tamanho."

Para ajudar à conservação da cegonha-preta, a associação pretende agora usar o projecto financiado pelo mecenato para criar uma charca em Monte Barata, Monforte da Beira, e recuperar o habitat das margens do Tejo, acrescenta Samuel Infante.

O barco pneumático que leva os especialistas até ao ninho, algures no meio do rio, onde só os abutres e grifos observam a paisagem, já tinha sido posto de parte, quando Carlos Pacheco decidiu recuperá-lo. Tem vários remendos, mas é seguro, garante o biólogo, enquanto bombeia o ar que enche a embarcação.

A primeira paragem, já rio acima, entre escarpas, no meio de um silêncio quebrado pelo motor, é perto de uma formação rochosa que alberga nada mais nada menos do que 46 ninhos de grifos que pairam sobre as visitas, curiosos. Carlos já os visitou todos. "As primeiras saídas para anilhagem que fazemos no ano são dedicadas aos grifos. Depois vêm as águias-de-Bonelli, depois as águias-reais. E a seguir os abutres-do-Egipto e as cegonhas-pretas."

Ainda se seguem cerca de dez minutos de caminho até chegar ao tão esperado último ninho de cegonha-preta que a equipa vai visitar, já no Aravil, afluente do Tejo. Fica numa escarpa, mas é acessível facilmente com um salto a partir do barco. O casal escolheu uma plataforma na rocha para criar o seu bebé.

A abordagem é feita com cuidado e em silêncio. "Podem atirar-se do ninho. Depois dos 40 dias já não os anilhamos, porque ficam mais violentos", explica o biólogo que se orgulha de nunca ter tido acidentes com crias. "Por vezes temos de ir a ninhos em locais de muito difícil acesso. Podemos ter de descer 20 a 40 metros de escarpa, em rappel." Uma vez uma cria caiu do ninho. "Mas não morreu. Conseguimos apanhá-la." Tudo acabou bem.

Um exame rápido

O juvenil espreita as visitas, de cabeça espetada, com a rala plumagem ainda esbranquiçada no ar. Está curioso. "Este tem 33 a 35 dias. É a partir dos 50 dias de vida, mais ou menos, que começam a ter plumagem definitiva e, aos 65, ganham a plumagem para voar."

Biólogo e veterinária aproximam-se do ninho e o bebé passa de curioso a assustado. Emite barulhos estridentes e só sossega quando Carlos lhe coloca uma toalha turca por cima. "Se não nos estiverem a ver acalmam bastante."

A operação é rápida. Beatriz Azorín recolhe uma amostra de sangue, faz uma zaragatoa da garganta para despistar gripe aviária e recolhe uma amostra de plumagem para apurar o sexo do juvenil. "E apanhei também caca fresca. É a primeira que apanho", diz com uma alegria de cientista na voz.

Acabada a operação, a toalha é retirada e o bebé fica encolhido, à espera que os intrusos desapareçam. "Este ninho só tinha uma cria, mas podem ter até cinco", diz Carlos Pacheco.

Por vezes, diz o biólogo, morrem ninhadas inteiras sem que se conheça a causa aparente: "Pode ser doença, intoxicação.... Até agora são casos pontuais, mas, se se tornarem mais frequentes, podem ter impacto na preservação da espécie", acrescenta. A perturbação por acção humana nos locais de nidificação e a escassez de alimento (as cegonhas-pretas alimentam-se de peixe e pequenos anfíbios) são os maiores entraves ao sucesso da conservação. Sem paz e comida não se reproduzem.

A partir de hoje aquele bebé só vai receber mais uma visita da equipa da Quercus: "Queremos só certificar-nos de que vai sobreviver até conseguir voar."

Com a anilhagem de juvenis de cegonha-preta o projecto da Quercus procura respostas a perguntas que ajudarão a conhecer melhor a espécie e vão contribuir para a conservação: onde passam o Inverno? Que longevidade alcançam? Como se dispersam geograficamente? Que distância percorrem entre o sítio onde nasceram e o de nidificação?

"Os machos aqui dispersam-se menos, mas nunca voltam ao mesmo lugar. Afastam-se pelo menos 5 a 15 quilómetros. Mas temos casos em que os indivíduos percorreram 400 quilómetros. Identificámos um que nidificou em França, junto ao Luxemburgo."

E o trabalho que tem acompanhado desde 1995 já revelou algumas novidades sobre a espécie: "Havia a dúvida se os indivíduos ibéricos eram diferentes dos do resto da Europa, se eram uma subespécie. Já provámos que não." E descobriram também que a área de influência da espécie é maior do que se pensava: "Vai do Senegal, Mali, Camarões, até ao Sul de Espanha."



No Ano Internacional da Biodiversidade, vamos publicar quinzenalmente, e até Novembro, reportagens sobre os trabalhos que investigadores portugueses desenvolvem em Portugal e no estrangeiro na conservação da natureza. Os conteúdos são da inteira responsabilidade do P2. A série Biodiversidade é patrocinada pelo Banco Espírito Santo
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Reserva natural do Estuário do Tejo prepara-se para ser destino turístico

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Foto: PÚBLICO (arquivo)
O flamingo é uma das espécies de aves que podem ser observadas na reserva natural do Estuário do Tejo

06.07.2010
Helena Geraldes 

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Passear a pé, de bicicleta ou de barco ou espreitar em observatórios milhares de aves na Reserva natural do Estuário do Tejo vão passar a integrar a oferta turística da região de Lisboa. O compromisso para criar o plano de visitação desta área protegida foi assinado hoje em pleno rio Tejo.
“Não queremos ter só praias” para oferecer, disse esta manhã Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal, a bordo do “varino”, embarcação típica do Tejo, depois da assinatura do protocolo de colaboração para promover visitas regulares e organizadas à reserva natural. As “cabeças de cartaz” são o alfaiate (símbolo da reserva), o perna-longa, flamingo, garça-vermelha, perdiz do mar, colhereiro, coruja-das-torres, lontra e até o sisão. No total são 200 espécies de aves, 35 de mamíferos e 40 de peixes. No Inverno chegam a juntar-se naquela reserva mais de cem mil aves aquáticas.

Durante os próximos três meses, sete entidades – Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), câmaras municipais de Lisboa, Benavente, Vila Franca de Xira e Alcochete, Associação de Turismo de Lisboa e Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo – farão parte de um grupo de trabalho encarregado de propor um programa e calendário para abrir esta reserva natural ao turismo sustentável. O objectivo da experiência piloto será integrar nos circuitos turísticos usuais, a partir de Lisboa ou dos três concelhos ribeirinhos da reserva natural, a visita a locais de maior valor natural, pontos de observação de aves, rotas e circuitos recomendados e locais de lazer, restauração ou descanso.

Actualmente “há alguma sinalização e alguns percursos” na reserva natural, mas não existem outras infra-estruturas para receber visitantes, comentou João Carlos Farinha, director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Zonas Húmidas. Hoje, quem visitar a reserva natural – criada em 1976 e com 14.192 hectares, a maioria privados – não tem a vida facilitada, à excepção dos peritos em ornitologia que já são visitantes habituados. O acesso pode fazer-se pela Ponta da Erva – mas terá de pedir acesso à Companhia das Lezírias -, sítio das Hortas ou pela ribeira das Enguias, em direcção a Pancas.

Um "tesouro" escondido às portas de Lisboa

“As pessoas não se dão conta que aqui há uma reserva natural”, admitiu Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente. António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, reconheceu que nunca ali tinha estado. Depois de uma curta visita ao Mouchão do Lombo do Tejo, com 900 hectares e na mão de privados, o autarca viu dezenas de galeirões, garças-vermelhas, águias-sapeiras e outras espécies de aves a vogar pelas águas de uma lagoa ou a levantar voo. “Fiquei surpreendido com o que encontrei”, disse, referindo-se a um “tesouro” às portas de Lisboa e para o qual a cidade está ainda de costas voltadas. “Lisboa é uma capital europeia rodeada por áreas protegidas como a Reserva Natural do Estuário do Tejo, Arrábida, Sintra-Cascais, Arriba Fóssil da Costa da Caparica. É um luxo que temos de saber aproveitar”.

Para alterar a situação em que existe “alguma visitação embrionária”, Humberto Rosa disse ao PÚBLICO que falta “conhecimento, no sentido de saber que um espaço como este existe,” e a “organização de um circuito”. Para ajudar, a reforma do Programa de Turismo de Natureza veio simplificar os processos de licenciamento e regulamentação. “Este projecto é uma peça estratégica na nossa visão das áreas protegidas”, ou seja, a sua sustentabilidade económica. Se tudo correr bem, a ideia é aplicar este modelo de visitação a outras áreas protegidas da região.

Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, também defende que se deve “dar a conhecer o potencial do rio Tejo e desenvolver uma estratégia que permita aproveitá-lo e preservá-lo”. A autarca adianta que, até Outubro, conta ter um plano de aproveitamento dos mouchões do Tejo e a entrada em funcionamento do espaço de observação e visitação de aves (EVOA), na Ponta da Erva, para onde estão previstos entre 30 mil e 50 mil visitantes por ano.

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Por QuimDaBrita - Desconfiado
Agora é que vão dar cabo daquilo tudo!!!!Apoios disto, apoios daquilo, restaurantes, bares, esplanadas, parques de estacionamento.....E que tal, pensarem alargar os limites do E.T. e criar um corredor verde ( dentro do ainda possivel) entre os Zonas (des)protegidas da zona de Lisboa, alargando os seus limites????Ou vai ser só massificar o n-~de visitas....30.000 visitantes, não será de mais?????Haverá condições de nidificação/invernada, com tantos visitantes???

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Photoandando por Lisboa


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joserendeiro
Um passeio de barco no rio de onde se desfruta toda a beleza desta parte da Cidade, desde a Torre de Belém até à Torre Vasco da Gama. Nesta zona vê-se também em toda a sua extensão o local onde se realizou a Exposição de 1998.Logo, após o encerramento da Expo, teve início o desenvolvimento de todo o plano pré-concebido para a criação duma nova e moderna cidade,como se pode ver em parte,nas imagens.

Fotos e vídeo de josé rendeiro
Fado de Gonçalo Salgueiro
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Amália Rodrigues
Gaivota - Letra (Lyrics)
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

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Amália Rodrigues lyrics
paroles testo Letras canciones
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http://www.my-lyrics.ws/actividades/detalhe.php?ID=722

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madbcc

My Lisboa.

music: "
Lisboa" by Amália Rodrigues


Não encontrei nenhuma fotografia fixe do BA.
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Amália Rodrigues Maria Lisboa Lyrics

 

Varina, usa chinela,
Tem movimentos de gata;
Na canastra, a caravela,
No coração, a fragata.
Em vez de corvos no xaile,
Gaivotas vem pousar.
Quando o vento a leva ao baile,
Baila no baile com o mar.
de conchas o vestido,
Tem algas na cabeleira,
E nas veias o latido
Do motor duma traineira.
Vende sonho e maresia,
Tempestades apregoa.
Seu nome próprio: Maria,
Seu apelido: Lisboa.

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http://www.lyricsfreak.com/a/amlia+rodrigues/maria+lisboa_20262837.html

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chuckgary
Sights of Lisbon, to the warm sounds of fado.
First experience of editing still photos together with moving video clip, so...yes, it's meant to be there! And there it is!
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TURKKNCL


Quando Lisboa Canta Lyrics.
(Lyrics and Music: Carlos Rocha)

Lisboa cidade amiga
que és meu berço de embalar
ensina-me uma cantiga
das que tu sabes cantar

Uma cantiga singela
Daquelas de enfeitiçar
P'ra eu cantar à janela
Quando o meu amor passar

Sempre que Lisboa canta
Não sei se canta
Não sei se reza
A sua voz com carinho
Canta baixinho
Sua tristeza

Sempre que Lisboa canta
à gente encanta
Sua beleza
Pois quando Lisboa canta
Canta o fado
com certeza

Eu quero dar-te um castigo
Por tanto te ter amado
Quero que cantes comigo
Os versos do mesmo fado

Quero que Lisboa guarde
Tantos fados que cantei
Para cantar-me mais tarde
Os fados que lhe ensinei
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AlbertoJoseDavid



"Paulo De Carvalho Lisboa Menina E Moça lyrics"
Poema de Ary dos Santos
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No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
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http://www.lyricstime.com/paulo-de-carvalho-lisboa-menina-e-mo-a-lyrics.html
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terça-feira, 30 de março de 2010

Do Museu de Arte Antiga até ao Tejo por um jardim


Pedro Ressano Garcia
Lisboa

Do Museu de Arte Antiga até ao Tejo por um jardim

O arquitecto Pedro Ressano Garcia recebeu o Prémio Pancho Guedes com uma ideia para aproximar a cidade do rio - uma rampa/jardim que passa por cima da Avenida de 24 de Julho e da linha do comboio. E defende uma cidade reconciliada com o seu porto. Por Alexandra Prado Coelho

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Estamos no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Acabámos de o visitar e também de conhecer o espólio da Cruz Vermelha no museu desta instituição. Olhando para baixo, ao fundo vemos o Tejo. Começamos a descer pelo jardim, percorremos espaços verdes, descemos rampas. Por baixo dos nossos pés passam automóveis. Daí a pouco chegamos à beira do rio e sentamo-nos num dos bancos de madeira, a descansar e a ver o movimento dos navios no porto. Antes de regressarmos a casa, vamos ainda descobrir a obra de Almada Negreiros no museu instalado na gare marítima da Rocha do Conde de Óbidos.

Este é o sonho do arquitecto Pedro Ressano Garcia - uma espécie de jardim suspenso entre a zona daquele museu e o rio, através de uma plataforma que passaria por cima da Avenida de 24 de Julho e da linha do comboio, ultrapassando os obstáculos que hoje nos separam do Tejo. E um pólo cultural, em torno do mais importante museu nacional, mas com dois novos equipamentos, que hoje não existem: um museu da Cruz Vermelha e outro com a obra do pintor Almada Negreiros.

A ideia - Plataforma Tejo - recebeu o Prémio Pancho Guedes da Fundação Serra Henriques, e acaba de ser editada em livro, Plataforma Tejo - O regresso ao rio (à venda apenas na livraria A+A, na Ordem dos Arquitectos).

Mas, antes de chegar a esta ideia, Pedro Ressano Garcia foi ao passado para (e esse foi o objecto de estudo da sua tese de doutoramento) perceber a história da frente ribeirinha e de como a cidade foi mudando - sobretudo como mudou profundamente com a construção do porto industrial. "Orientei esta investigação como um detective que vai recolhendo "provas" com vista a desvendar o mistério", explica na introdução do livro. Enfiou-se nos arquivos e tentou reunir material que estava disperso entre a Câmara Municipal de Lisboa, os ministérios, a Administração do Porto, bibliotecas, museus, o Gabinete de Estudos Olisiponenses.

"Descobri que a primeira vez que se fez um mapa da grande Lisboa [1727], o desenho maior que encontrei está centrado na frente ribeirinha, na linha da costa. Isso despertou-me imenso interesse em perceber afinal o que é esta linha", conta ao Cidades.

Adeus ao rio

A história pode começar por uma imagem de Lisboa reproduzida no livro, uma vista dos jardins do Palácio Marquês de Abrantes, século XVIII, de autor desconhecido. Estamos num ponto alto, por detrás do muro do jardim, ao qual estão encostadas, a conversar, algumas figuras, e vemos a cidade à nossa esquerda e o rio, logo ali, à nossa direita. O casario desce até ao Tejo, que está cheio de embarcações.

Na página ao lado outra imagem. Os amigos mantêm a conversa encostados ao muro, mas na fotomontagem feita por Ressano Garcia usando uma imagem de 2003, onde antes estava água estende-se agora uma agitada avenida, cheia de movimento, de carros, de construções. Isto mostra claramente como a cidade mudou com os aterros que foram construídos sobre o rio, os primeiros logo a partir do século XVI, "mal compactados e por consequência pouco estáveis, sendo provavelmente essa a principal razão por que aluíram durante o desastre de 1755", escreve o arquitecto.

Em finais do século XIX construíram-se novos aterros para criar o porto industrial. "Construíram-se praticamente 50 hectares sobre o rio e isso foi uma transformação profunda da cidade da qual nós não temos bem noção", diz. O projecto escolhido foi o do engenheiro francês Pierre Hersent. Por uma razão simples, diz Ressano Garcia: "Era um projecto que gerava terreno e com venda desse terreno financiava as obras".

Assim, Hersent não só foi responsável pela construção do porto como pela sua exploração comercial durante os primeiros cinco anos. Os debates tinham-se arrastado por mais de uma década. Mas, para Ressano Garcia, há aqui uma lição: "Lisboa fez um porto sem dinheiro. Foi uma geração que teve imaginação e pensou a longo prazo".

Houve, no entanto, ideias do engenheiro francês que nunca chegaram a ser postas em prática. Ele propunha que a linha de caminho-de-ferro atravessasse toda a frente da cidade, incluindo o Terreiro do Paço e o Arsenal. "Lisboa inteira ficava cortada. A cidade teria sido outra coisa. Isso só não aconteceu porque um almirante da Marinha entrou em conflito com o Porto de Lisboa e abortou o projecto".

Apesar disso, gradualmente a cidade foi sendo separada da zona ribeirinha. "Não se previu que isso iria acontecer. No início não havia esse efeito de corte porque havia duas carruagens a passar por dia e um comboio de manhã e outro à tarde. É o próprio movimento da cidade que vem enfatizar esse efeito de corte". E as barreiras vão-se multiplicando. Nos anos 40 do século XX, os "tempos gloriosos do automóvel", começa a surgir "o primeiro anel de uma circular rodoviária ribeirinha", que, acreditava-se, iria resolver os problemas do trânsito na cidade (a Avenida de 24 de Julho é concluída em 1964). Antes disso, em 1910, Ventura Terra desenhava Lisboa Futura, um projecto para a Avenida de Santos até ao Cais do Sodré - uma frente ribeirinha monumental com vários cais de muitos degraus que desciam elegantemente até ao rio. Nunca chegou a acontecer.

Problemas iguais lá fora

Começa então a discutir-se a separação entre a cidade e o rio, e as formas de a ultrapassar. As diferentes discussões que em diferentes épocas se fazem em Lisboa são em tudo semelhantes às que mais ou menos nas mesmas alturas se fazem noutras cidades portuárias do mundo, que enfrentam os mesmos problemas e desafios. É por isso que, no seu trabalho, Ressano Garcia estuda também duas dessas cidades, São Francisco e Barcelona, para estabelecer paralelos.

E, numa prova de que o pensamento evoluiu de forma mais ou menos paralela em diferentes sítios (em resposta aos problemas que vão surgindo), quando começou a trabalhar na sua ideia para a Plataforma Tejo, Ressano Garcia apercebeu-se de que noutras cidades outros arquitectos trabalhavam sobre ideias semelhantes. No livro mostra o exemplo do Olympic Sculpture Park em Seattle, um projecto de criação de espaço público da autoria dos arquitectos Weiss e Manfredi, também baseado numa plataforma que desce até ao rio. Ou o projecto em Izmir, Turquia, entre a praça Konak e a gare marítima do mar Egeu - igualmente uma plataforma que passa por cima de uma grande avenida.

Mas não são ideias novas, sublinha o arquitecto português. Na sua investigação nos arquivos, uma das coisas que lhe chamaram a atenção foi a Rua do Alecrim, que tem no seu final um viaduto que desemboca na Praça do Duque da Terceira, junto ao Cais do Sodré. Trata-se de uma ligação "entre duas cotas da cidade anteriormente ligadas por uma escada". "Sendo uma solução testada há séculos, apresenta características muito próximas às que proponho para a frente ribeirinha", escreve no livro.

Aí, trata-se de criar um percurso em rampa com uma inclinação de seis por cento. No interior, explica Ressano Garcia, haveria perto de 8000 metros quadrados para comércio e serviços e 4000 para estacionamento (120 lugares). Por cima, vegetação. A solução, diz o autor, permitiria ampliar o Museu de Arte Antiga (um museu que luta com problemas de falta de espaço e de dificuldades de acesso), a sede da Cruz Vermelha, o terminal de cruzeiros e expor ao público o espólio de Almada Negreiros na gare marítima, que já tem pinturas murais do artista.

"Este estudo não foi encomendado pela autarquia nem pelo porto, é um estudo autónomo, que é uma coisa que tem faltado", conclui. "O meu trabalho é gerar ideias. Se me disserem que alguém leu o livro e que agora quando passa ali olha de outra forma para o sítio, está ganho. É esse o meu papel".
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Imagem virtual da Plataforma Tejo

As ambições do porto de Lisboa


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"Ainda não perdemos a corrida. Há hipóteses. Temos uma oportunidade extraordinária, mas não estamos a fazer o suficiente". O arquitecto Pedro Ressano Garcia tem estudado várias cidades portuárias no mundo e acredita que o porto de Lisboa pode recuperar a importância que já teve.

"Percebi que há cidades portuárias com economias pujantes porque dizem "nós precisamos deste motor", que é o porto". Entristece-o, por isso, ver que Lisboa perdeu o papel que tinha a esse nível. E atribui as culpas à "descontinuidade de políticas". Um porto "não vive de ciclos de votos, tem de haver pensamento a longo prazo".

Defende, por exemplo, que, à semelhança de Estocolmo ou Barcelona, Lisboa podia atrair muito mais cruzeiros. "Estamos a planear um novo terminal. Se calhar, não devíamos estar a planear só um. Há a possibilidade de receber muitos cruzeiros, mas também de receber muitos contentores. A actividade portuária é uma porta e isso tem a ver com o sentido e a cultura deste lugar".

Sublinha que não é um especialista em políticas portuárias, mas tem constatado que as decisões que se prendem com a passagem de mais navios por um determinado porto "são tomadas nos conselhos de administração dos grande operadores portuários mundiais e o que algumas cidades têm conseguido é criar as melhores condições para atrair esses decisores".

Em vez de se olhar o porto como algo que impede o acesso dos habitantes da cidade ao rio, a tendência hoje nas cidades portuárias é para integrar as actividades do porto na vida da cidade, encará-las como parte integrante desta. Em Hamburgo, que é visto como um caso de sucesso, "desenvolveram-se mestiçagens, misturaram-se actividades e conseguiu-se, através de um plano fora dos ciclos autárquicos, ter uma ambição a longo prazo". A.P.C.
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quinta-feira, 25 de março de 2010

Castelo de S. Jorge em Lisboa - Portugal


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Ícone de canal.
astroidy
Some old pics from Saint Jorge castle in Lisbon , with a song I do like a lot - Lisboa menina e Moça here by Paulo de carvalho ( you can also ear by Carlos do Carmo )
Enjoy
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Grande canção Lisboa menina e moça aqui cantada pelo grande Paulo de Carvalhp ( podeis ouvi-la tanbém cantada por Carlos do Carmo ), ilustarda com umas fotos antigas ( na minha colecção claro) do Castelo de S. Jorge ( por dentro) e da cidade de Lisboa do Rio Tejo, tiradas desde as muralhas do castelo.

Oxalá gostem
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Lisboa Menina e Moça Lyrics
Autor - Ary dos Santos
Intérprete - Paulo de Carvalho
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No Castelo ponho um cotovelo
Em Alfama descanso o olhar
E assim desfaço o novelo
De azul e mar
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À Ribeira encosto a cabeça
Almofada da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo
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Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
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Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
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No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça, eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha sorri
És mulher da rua
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E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
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Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
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Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
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Lisboa do meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
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http://artists.letssingit.com/carlos-do-carmo-lyrics-lisboa-menina-e-moca-hq5q7gq
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