Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Comissão Europeia considera “lamentável” novas regras de privacidade do Google



Empresa substitui 60 conjuntos de regras por apenas um (Foto: Lucy Nicholson/Reuters) 

Internet

01.03.2012 - 20:55 Por Lusa, PÚBLICO
 A Comissão Europeia (CE) considerou “lamentável” a decisão do gigante da internet Google em aplicar uma nova política de privacidade, apesar das advertências sobre a sua incompatibilidade com as leis da UE.


“É lamentável que o Google prossiga com a sua nova política antes de responder às preocupações da autoridade francesa de protecção de dados”, declarou num comunicado a vice-presidente da CE e responsável pela Justiça, Viviane Reding.

A comissária confirmou o seu apoio à petição da autoridade de protecção de dados de França para que o Google adie a nova política de privacidade, até que sejam esclarecidas todas as dúvidas sobre o ajustamento das novas medidas à legislação europeia.

No caso do Google, a autoridade francesa concentra a sua preocupação na decisão da empresa norte-americana em concentrar a informação pessoal que possui dos utilizadores dos seus diversos serviços (motor de busca, correio electrónico, YouTube, etc.), e questiona a “legalidade” desse procedimento, e se é “justo” para os consumidores.

Onde se aplicavam 60 conjuntos de regras, passa a existir apenas um, que vigora em todos os serviços do Google, de utilização gratuita. Assim, a informação recolhida através da navegação em sites como o Gmail, o YouTube ou a rede social Google+ será compilada e permitirá ao Google direccionar conteúdos e publicidade de forma mais eficiente, uma vez que recolhe dados de cada utilizador a partir diversas fontes.

O Google argumenta que a mudança vai fazer com que os seus utilizadores sejam mais bem servidos e tenham uma navegação mais de acordo com os seus interesses. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre esta capacidade que a empresa norte-americana tem de monitorizar parte tão substancial da vida online de cada pessoa e, consequentemente, preocupações com a instauração de um big brother, que têm alimentado as discussões sobre o assunto.

A nova política de privacidade tem sido publicitada em todos os seus serviços desde o início do ano, mas a Big Brother Watch entende que não foi feito o suficiente para dar conhecimento das alterações ao público. A organização britânica diz, com base numa votação que ela própria levou a cabo em parceria com a YouGov, que 47% dos utilizadores do Google no Reino Unido não estão a par das novas regras e que apenas 12% as leram.




quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Rosa, o Cravo e siga a Valsa



‎:-)*

Infelizmente ainda não tenho o suficiente para o nível seguinte, queres ajudar-me?
Esta Ap permite-te oferecer uma rosa aos teus amigos, se também quiseres oferecer uma rosa clica na rosa.
Perfil de Victor · Mural de Victor

Victor Nogueira
‎:-)*

Quero algumas rosas...
Infelizmente ainda não tenho o suficiente para o nível seguinte, queres ajudar-me?
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há 20 horas através de Oferece uma rosa: · · Gosto · · Oferecer uma rosa
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Ana Albuquerque Recebi a tua rosa mas o Facebook não deixou publicar. Se calhar também gosta mais de cravos. :))
há 19 horas · Gosto
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Ana Albuquerque Ah! Obrigada e beijinhos.
há 19 horas · Gosto
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Victor Nogueira ‎:-)*
há 19 horas · Gosto
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Victor Nogueira O PRINCIPEZINHO E A SUA ROSA

"...
- Vai ver outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Quando voltares para me dizeres adeus, faço-te presente de um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas.
- Vós não sois nada parecidas com a minha rosa; ainda não sois nada, disse-lhes ele. Ninguém vos cativou, nem vós cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Não passava de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas fiz dela minha amiga e agora é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante aborrecidas.
- Vós sois belas, mas vazias, disse-lhes mais. Ninguém vai morrer por vós. É certo que, quanto à minha rosa, qualquer vulgar transeunte julgará que ela se vos assemelha. Mas, sozinha, ela vale mais do que vós todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que abriguei com um biombo. Porque foi por causa dela que matei as lagartas (excepto duas ou três para as borboletas). Porque foi ela e só ela que ouvi lamentar-se ou gabar-se, ou mesmo, por vezes, calar-se. Porque é a minha rosa.
E voltando para junto da raposa:
- Adeus, disse ele.
- Adeus disse a raposa. Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se recordar.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
... "

In O Principezinho
há 19 horas · Gosto · 1 pessoa
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Victor Nogueira L'important, C'est La Rose :


Toi qui marches dans le vent
Seul dans la trop grande ville
Avec le cafard tranquille du passant
Toi qu'elle a laissé tomber
Pour courir vers d'autres lunes
Pour courir d'autres fortunes
L'important...

L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
Crois-moi

Toi qui cherches quelque argent
Pour te boucler la semaine
Dans la ville tu promènes ton ballant
Cascadeur, soleil couchant
Tu passes devant les banques
Si tu n'es que saltimbanque
L'important...

L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
Crois-moi

Toi, petit, que tes parents
Ont laissé seul sur la terre
Petit oiseau sans lumière, sans printemps
Dans ta veste de drap blanc
Il fait froid comme en Bohème
T'as le cœur comme en carême
Et pourtant...

L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
Crois-moi

Toi pour qui, donnant-donnant
J'ai chanté ces quelques lignes
Comme pour te faire un signe en passant
Dis à ton tour maintenant
Que la vie n'a d'importance
Que par une fleur qui danse
Sur le temps...

L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
L'important c'est la rose
Crois-moi
há 18 horas · Gosto · 1 pessoa
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Victor Nogueira 
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Carregado por  em 8 de Mar de 2011 

Cravo Vermelho ao Peito - José Barata Moura

há 18 horas · Gosto · 1 pessoa
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Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
.
Não importa quem eles eram
Não importa quem eles são
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
.
Refrão
.
E chegado o dia novo
Chegada a bendita hora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
.
Refrão
.
E aquele adminstrador
Promovido a democrata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
.
Refrão
.


Também veio o fura greves
Lacaio dos senhores de então
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
.
Refrão
.
E os cultores da sapiência
Intelectuais de alto nível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível
.
Refrão
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José Barata Moura
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há 18 horas ·  ·  1 pessoa


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Carregado por  em 29 de Set de 2010


José Barata Moura - É a valsa da Burguesia"

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Cravo vermelho ao peito faz jeito a certos filhos da mãe !

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De: | Criado: 08/03/2011
Uma música antiga com a actualidade de sempre.

Cravo Vermelho ao Peito - José Barata Moura
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Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe
.
Não importa quem eles eram
Não importa quem eles são
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação
.
Refrão
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E chegado o dia novo
Chegada a bendita hora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora
.
Refrão
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E aquele adminstrador
Promovido a democrata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
Sempre exaltou o suor
Arrecandando ele a prata
.
Refrão
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Também veio o fura greves
Lacaio dos senhores de então
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão
.
Refrão
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E os cultores da sapiência
Intelectuais de alto nível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível
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Refrão
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José Barata Moura
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domingo, 19 de dezembro de 2010

A revolução das comunicações no século 21

Mídia

Vermelho - 18 de Dezembro de 2010 - 11h19

Todas as sociedades, todas as épocas, todas as décadas se orgulham de ter dado abrigo a alguma crise, termo que pode ser a outra face de uma revolução. Qual é, portanto, a grande crise revolucionária do século 21?

Por Miguel Ángel Bastenier


Será a chegada de um político negro à Casa Branca? O desencadeamento do terrorismo internacional, cujo estandarte diz ser a Al Qaeda? O começo do declínio do império americano, derrotado ou a caminho disso em duas guerras na Ásia Central? A emergência da China como potência global? A invenção de um socialismo chamado exatamente "do século 21" na Venezuela? A progressiva instalação do fator indígena na política da América Latina? O paulatino naufrágio do Titanic europeu, na debacle do capitalismo financeiro?

Embora todas as comoções anteriores apresentem sérios méritos para merecer tão alta consideração, não competem com uma de maior categoria porque é transversal e afeta a cada uma delas. É a revolução das comunicações, com seu epifenômeno de crise nos meios informativos já clássicos ou convencionais. Dir-se-á que essa revolução começou nos anos 90, mas seus efeitos mais deletérios só chegaram à Europa com toda a sua crueza nesta primeira década do século 21, e o Wikileaks é apenas um subproduto da mesma.

Pela primeira vez na história, e de forma especialmente maciça neste século, o cidadão pode se comunicar instantaneamente por áudio, imagem e texto ao mesmo tempo, com qualquer outro cidadão, de um extremo a outro do globo. Embora haja zonas do planeta menos beneficiadas, o mundo, para efeitos de comunicação, já é um só. E isso significa que os que haviam sido até data recente gestores exclusivos da informação - não só nos jornais impressos, mas hoje também nas fórmulas digitais - têm de enfrentar uma nova concorrência: a informação - a qual certamente seria melhor chamar apenas comunicação - que é livre de circular porta a porta, de consumidor a consumidor, ou fazendo que se confundam em uma só figura o produtor e o consumidor.

E se é verdade que a utilização do meio digital aumenta a ponto de nunca se ter consumido tanta informação como hoje, tudo indica que essa versão pessoa a pessoa cresce tão rapidamente ou mais que a oferecida pelas organizações, também digitais, que se dedicam profissionalmente à distribuição de conteúdos. É esta uma revolução da qual apenas vislumbramos as consequências e que obriga a se perguntar: qual será a natureza da informação, a quê chamaremos de jornalismo e jornalistas em um futuro provavelmente não muito distante?

A campanha do presidente americano Barack Obama não teria sido a mesma sem o concurso de um exército de jovens medianamente revoltados que reuniram partidários, transmitiram slogans, organizaram equipes para que ganhasse o autor do "Yes, we can"; e a contraofensiva ultra do movimento do Tea Party se organizou e difundiu inicialmente também no meio eletromagnético; se nos anos 60 o transistor se transformou no meio natural de comunicação de movimentos revolucionários do Terceiro Mundo, como a FLN na Argélia, nos 2000 a última Intifada palestina utilizava a rede para coordenar a resistência ao ocupante, e é também nesse meio que debatem os defensores de um islamismo moderado e os corifeus de Osama bin Laden, que, caso exista, consegue a ubiquidade perfeita graças à rede; e até a própria China define em parte sua revelação como potência mundial em uma homenagem involuntária à Internet, tentando controlar o funcionamento das mensagens globalizadas em seu espaço elétrico.

Se o jornalismo de papel ou digital só pode ser já de investigação, ou capaz de desenvolver uma "agenda própria", a grande exclusiva é obtida, no entanto, por alguns hackers por suas habilidades tecnológicas. Com esse material, cinco grandes jornais - entre eles este - hão de realizar, é claro, um esmerado e prolixo trabalho de desobstrução e refinamento, mas o decisivo foi a capacidade de arrancar os segredos da rede.

O grande jornalista investigativo americano I. F. Stone - morto em 1989 - escreveu há quase meio século o comentário mais apto ao caos de reações interessadas nos vazamentos do Wikileaks: "Suprimir a verdade em nome da segurança nacional é a forma mais segura de solapar o que pretendemos que seja nosso objetivo". O ataque à falta de transparência do poder é o arremate de uma revolução.

Fonte: El Pais
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  • Revoluções das novíssimas tecnologias digitais e a inclusão social de milhões de pessoas

    18/12/2010 17h41
    Tão revolucionário quanto as novíssimas tecnologias digitais de comunicação – principalmente internet e telefonia celular, na qual a convergência de mídias como o videofone é um bom exemplo, tão revolucionário quanto isso, que gera crises e oportunidades, é o rápido processo de inclusão social de milhões de pessoas ora em curso em países como Brasil e China. Dos outros países que formam o BRIC, Rússia e Índia, tenho poucas notícias sobre esse processo de incorporar ao mercado populações antes marginalizadas pelas muitas injustiças do capital ... Na Índia a mobilidade social, devido ao sistema de castas, é muito mais difícil do que em sociedade de classes ... Assim, lá, a inclusão social de multidões passa por inovador programa de empreendedorismo e micro-crédito para população de baixa renda. Inovações em várias partes do mundo ocorrem também na polêmica área de alimentos produzidos com ajuda da biotecnologia; na agricultura familiar; e na crescente produção de alimentos orgânicos.
    Jóis Alberto
    Natal - RN
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Um espectro de racismo assusta o planeta



 

Mundo

Vermelho - 29 de Novembro de 2009 - 19h39

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Enquanto, entre os seus pares, as fronteiras da União Européia estão sendo cada vez mais dissipadas, verifica-se em toda a forte Comunidade Européia uma onda de xenofobia contra estrangeiros de várias origens, sobretudo os pobres, que para lá tentam imigrar em busca de sobrevivência.

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Sonhos de uma vida mais digna e justa têm sido quebrados com perseguições, prisões, maus tratos e expulsões sumárias com um perigoso teor discriminatório que, em muito, lembra os anos 30 a 40 do século passado. Esses fatos têm acirrado a já histórica aversão ao outro, fruto do eurocentrismo, que vê os migrantes como negativamente diferentes, como aqueles que vêm perturbar a ordem e colocar em risco a segurança do europeu.
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Nesses últimos meses a Europa tem dado exemplos de intolerância, discriminação e racismo. Como se tal absurdo não bastasse, os últimos acontecimentos na Itália deixaram o planeta em alerta. Na já chamada "deriva fascista", denúncias colocaram a público que 70 eritreus permaneceram durante 20 dias em alto mar tentando entrar na Itália pela costa da Ilha de Lampedusa – a principal rota marítima que liga a África à Europa.
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A notícia virou manchete quando se constatou que esses imigrantes ilegais haviam morrido antes de pisar em terra firme, sem qualquer ação de socorro por parte da marinha italiana. Esta, ciente do que ocorria, os abandonou à míngua, com fome e sede, ignorando por completo uma histórica lei marítima que prevê o socorro em casos dessa envergadura.
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Enquanto isso, outros países europeus, como Alemanha, Inglaterra, Espanha e França, também têm promulgado legislações evidentemente xenófobas visando criminalizar a imigração, tornando-a ilegal. Esta postura não visa apenas às populações africanas, alvo do racismo. Ela é muito mais ampla e atinge muçulmanos, ciganos, latino-americanos e habitantes de muitos países da Europa Oriental.
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A Europa talvez nunca tenha sido realmente tolerante, mas, quando os empregos considerados inferiores não eram aceitos pela maioria dos europeus, um grande número de imigrantes foi recebido para preencher esses cargos indesejados. Com a recente crise econômica mundial, no entanto, esse mesmo europeu, assolado pelo medo do desemprego, voltou a enxergar o estrangeiro como um inimigo à espreita, pronto a dar o bote e roubar seu espaço no mundo do trabalho. Por conta de um possível medo da concorrência, uma parcela da população européia voltou a eleger o estrangeiro como bode expiatório. Assim, criou-se um perigoso espaço para partidos políticos de extrema direita, de cunho nazi-fascista.
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Apesar de não ser considerado xenófobo, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, eleito com uma plataforma de extrema direita, chegou a apoiar a tese de que a França só deve receber "trabalhadores inteligentes e diplomados". Defendeu ainda a realização de testes de DNA para estrangeiros, vindos da África, que queiram provar graus de parentesco na França e, assim, serem liberados a entrar. Aprovada pelo Parlamento francês em 2007, essa idéia acabou não sendo posta em prática em função de fortes pressões externas.
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Conquanto o governo francês tenha enfatizado a não obrigatoriedade dos testes, analistas e estudiosos estão alertando que, graças ao avanço da engenharia genética, tal medida pode abrir um precedente perigoso. Testes como esses podem servir para detectar a origem dos pretendentes a ingressar no território francês, o que lembra justamente no país que proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos a sombria política de eugenia (que significa "bem nascido" em grego), que assustou o mundo na Alemanha nazista.
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Para completar esse quadro, já foi aprovado no Senado italiano, e está em discussão na Câmara dos Deputados, uma proposta do partido de extrema direita Liga Norte, defendida pelo governo Berlusconi, que impõe aos médicos delatarem imigrantes ilegais que buscarem tratamento. Uma medida que deixaria orgulhoso o fascista Mussolini. A respeitada instituição "Médicos sem Fronteiras" reagiu e afirmou: "somos médicos e não espiões".
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Essa aversão ao estrangeiro não é nova na historiografia mundial. Segundo a historiadora Pietra Diwan, foi nos Estados Unidos – o mesmo país que ergueu o chamado "muro da vergonha" que separa os estadunidenses dos mexicanos – que o número de instituições eugênicas cresceu vertiginosamente entre os anos de 1905 e 1920. O medo era de que a "raça pura" norte-americana pudesse ser contaminada com a entrada maciça de asiáticos, libaneses, moradores do Leste Europeu, além de todo europeu pobre, incluindo, por ironia do destino, países como a Espanha e a própria Itália.
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Nesse sentido, o que a Alemanha nazista fez foi transformar em política de Estado um processo que já vinha ocorrendo, inclusive, nas escolas estadunidenses. Talvez não seja por acaso que temáticas como a inclusão tenham surgido depois que o mundo presenciou até onde o homem pode chegar ao dividir a humanidade em binômios excludentes, tais como superior e inferior, apto e não apto. Esperemos que a Europa não venha, em pleno século 21, a reeditar essa política discriminatória e estigmatizante contra o "diferente".
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Por Guga Dorea, José Juliano de Carvalho Filho, Luis Eça, Marietta Sampaio e Thomaz Ferreira Jensen, do Grupo de São Paulo - um grupo de pessoas que se revezam na redação e revisão coletiva dos artigos de análise de Contexto Internacional do Boletim Rede, editado pelo Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, de Petrópolis, RJ.
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Fonte: Correio da Cidadania

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sábado, 21 de novembro de 2009

Agência Financeira - Notícias 2009.11.13


Agência Financeira
Newsletter, 13 Novembro 2009

«Face Oculta»

Carlos Vasconcellos está inibido de se ausentar para o estrangeiro e proibido de contactar com outros arguidos


Sonae em foco

Grupo Sonae está atento a Angola. No entanto, «não existe qualquer acordo firmado ou prestes a ser firmado»


Prestações sociais

Governo mantém Indexante de Apoios Sociais para o próximo ano. Prestações sociais ficam congeladas

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Mercados


Economia


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Movimentos reagem a resolução que equipara nazismo a estalinismo

Movimentos

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Vermelho - 21 de Agosto de 2009 - 14h55
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Na última terça-feira (18), o Cebrapaz lançou uma nota assinada por diversas entidades do movimento social brasileiro, em repúdio à moção aprovada pela Assembléia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) que equipara o estalinismo ao nazismo. A movimentação se soma a outras reações, como a declaração do parlamento russo que também condena a resolução da OSCE.


Parlamento russo foi o primeiro a criticar equiparação entre estalinismo e nazismo
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No dia 03 de julho, a Assembleia Parlamentar da OSCE, que reúne 320 deputados de 56 países, aprovou uma resolução que condena, em igual medida, o estalinismo e o nazismo. A resolução, cujo texto foi apresentado pela Lituânia e Eslovénia, recebeu oito votos contra e quatro abstenções, tendo a delegação russa boicotado a votação. No texto afirma-se, nomeadamente, que “os dois principais regimes totalitários, o nazismo e o estalinismo, trouxeram o genocídio, a violação dos direitos e liberdades do homem, crimes militares e crimes contra a Humanidade”. A Assembleia Parlamentar da OSCE condena “o elogio de regimes totalitários, incluindo a realização de manifestações públicas que glorifiquem o passado nazi ou estalinista”.
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Rubens Diniz, Diretor de Planejamento e Patrimônio do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz), avalia que a declaração reacionária da Assembléia Parlamentar européia é "fruto da onda conservadora que existe hoje na Europa" e que a intenção é "fazer uma releitura dos fatos históricos". Rubens compara esta declaração à criminalização da juventude comunista recentemente impetrada pelo governo da República Tcheca.
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A nota do Cebrapaz se soma a uma série de manifestações contrárias à referida moção. A primeira reação veio do parlamento russo, que considera a resolução da Assembleia Parlamentar da OSCE uma tentativa de romper o diálogo entre a Rússia e o Ocidente, conforme declaração aprovada pelos dirigentes das duas câmaras do Parlamento russo na semana seguinte à aprovação da referida resolução.
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Confira, abaixo, a nota do Cebrapaz assinada por entidades do movimento social brasileiro e deixe o seu comentário.
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"Declaração dos movimentos populares e sociais brasileiros
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Nós, entidades do movimento popular e social brasileiro, repudiamos novo episódio que demonstra a escalada antidemocrática na Europa, representada pela aprovação de uma moção, no âmbito da Assembléia Parlamentar da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação da Europa), no último dia três de julho, que ataca o papel das forças que protagonizaram a derrota do nazismo na segunda guerra mundial, em especial os povos soviéticos, e iguala o papel da União Soviética ao do nazismo, numa grosseira falsificação da história.
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Os patrocinadores desta moção são os mesmos que em vários países da União Europeia, em especial no Leste Europeu, perseguem e mesmo proíbem a existência de correntes de opinião mais vinculadas aos trabalhadores e à juventude. É o caso, por exemplo, da República Tcheca, que ocupa a presidência de turno da União Europeia, onde uma organização de juventude está atualmente banida.
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Ao mesmo tempo, vemos com preocupação o ressurgimento na União Européia de tendências fascistas, xenófobas e de agressão a imigrantes. Neste sentido, hipotecamos nossa mais ampla solidariedade ao povo europeu em defesa da democracia e pela liberdade de pensamento e de opinião.
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São Paulo, 18 de agosto de 2009.
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Cebrapaz – Centro Brasileiros de Solidariedade aos Povos e luta pela Paz
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
UNE – União Nacional dos Estudantes
Ubes – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
UJS – União da Juventude Socialista
Conam – Confederação Nacional das Associações de Moradores
UBM – União Brasileira de Mulheres
Unegro – União dos Negros pela Igualdade"
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Por Luana Bonone, da Redação, com informações de DaRussia
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Sistema Echelon de espionagem global


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O Sistema Echelon de espionagem global ou a lei do vale tudo*

Por SILVIO COSTA

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Professor de Sociologia e Ciência Política na Universidade Católica de Goiás (Brasil). Doutorando na Universidad Complutense de Madrid. É autor de Tendências e Centrais Sindicais: o movimento sindical brasileiro de 1978 a 1994 (1995); Comuna de Paris: o proletariado toma o céu de assalto (1998), e Revolução e Contra-Revolução na França (1999), publicados pelas Editoras da Universidade Católica de Goiás (Goiânia) e Anita Garibaldi (São Paulo). É organizador de: Estado e poder político: do realismo político a radicalidade da soberania popular (1998. Editoria da Universidade Católica de Goiás) e Concepções e formação do Estado brasileiro (1999. Editoria Anita Garibaldi)



Orwell: Crítico do Big BrotherOs EE.UU. e outros países anglo-saxões utilizam a espionagem industrial e econômica como arma na competição no Livre Mercado, ao mesmo tempo, sob o argumento da luta contra o terrorismo, intercepta comunicações via satélite e por internet ou o triunfo do Big Brother mediático e diante da sua privacidade, Sorria que você está sendo filmado, ou melhor, espionado.

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Atualmente e principalmente depois do 11 de setembro [1] estamos submetidos a mais violenta agressão aos mais elementares direitos. Os EE.UU., não satisfeito com o controle da economia mundial, chega à ousadia de se autonomear como o protetor do mundo, e como se fosse o país mais democrático do planeta, intitula-se defensor da democracia e da civilização ocidental cristã. Seu Presidente, eleito através de um processo eleitoral suspeito, quer impor-se como o único a decidir sobre o destino da humanidade, não lhe importando o respeito aos mais elementares princípios éticos e humanitários. Argumentando sobre a existência de um inimigo invisível, o terrorismo, a Casa Branca passa a agredir aos próprios cidadãos norte-americanos ao criar o Departamento de Segurança Interna e instituem a censura telefônica, as prisões sem autorização judicial, estimula as denúncias levianas e a generalização da perseguição a qualquer suspeito. Cria o milionário programa de investigação, denominado "USA-PATRIOT", que rastreia as comunicações por Internet. Em sua luta neurótica contra o terrorismo, inclui também ONGs que desenvolvem atividades de denúncia e são contra o FMI.

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O presidente George W. Bush, com um ano e meio de governo, está realizando esse maravilhoso empreendimento, ou seja, incompatibilizar os EE.UU. com todo o mundo, o que nem toda a propaganda comunista, centrada no ''imperialismo yanqui'', conseguiu, ao longo de mais de 40 anos de Guerra Fria. A exigência de Washington de que as tropas norte-americanas e o restante das forças de paz não sejam submetidas à jurisdição da Corte Penal Internacional, entrando em atrito com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU, esta agravando cada vez mais as divergências com a União Européia, cujas relações com os EE.UU. já foram abaladas pela denúncia do Tratado ABM, pela repulsa ao Acordo de Kyoto e ao aumento das tachas sobre o aço.

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O clima de solidariedade criado depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 já se desvaneceu. A guerra contra o terrorismo, concentrada em maciços bombardeios ao Afeganistão, matando civis e destruindo o meio ambiente, não alcançou o objetivo de liquidar com Osama Bin Laden e a Al Qaeda. (MONIZ BANDEIRA, 2002)

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Estes fatos demonstram a tentativa direitista – um novo tipo de fundamentalismo de direitas – de submeter todos aos interesses do capital internacional, principalmente daquele ligados aos senhores do petróleo e da indústria de armas e ao mesmo tempo, contribuem para explicitar as contradições existentes entre as grandes potências imperiais e delas com os países e povos dominados e explorados e com seus próprios cidadãos, que são agredidos sistematicamente em nome da segurança cidadã e da luta contra o terrorismo internacional. Apregoam que tudo se justifica na defesa do ideário civilizatório ocidental e cristão, que na realidade se resume na defesa do capital e do livre mercado.

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Em um mercado internacionalizado, tanto comercial quanto financeiramente, a competição entre empresas, países e blocos econômicos assume proporções dantescas e inimagináveis para o homem atual, e inclusive para alguns cientistas. As condições e normas, as legais e as morais, para o funcionamento do livre mercado, que aparentemente são respeitadas por todos os competidores, foram postas em duvida através de um fato não público (e do conhecimento de poucos): a utilização de uma rede de espionagem, cujo objetivo é alterar os resultados da livre competição; para espiar parlamentares, organizações anti ou críticas aos rumos do desenvolvimento capitalista nos dias atuais, como por exemplo Greenpeace e Anistia Internacional e a personalidades, inclusive o Papa João Paulo II.

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Em setembro de 1998, a Comissão Européia compareceu diante do Parlamento Europeu, que nomeou uma Comissão de Liberdades e Direitos do Parlamento Europeu, em 23 de fevereiro de 2000, que em pose de uma série de documentos, começou a reunir-se com o nome de A UE e a proteção de dados, para tratar de um tema insólito: a existência de uma gigantesca rede de espionagem política e econômica mundial, que envolvia cinco países (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália y Nova Zelândia), que na competição mundial, recebiam informações privilegiadas (e secretas) que lhes permite manter-se e conquistar mercados. No fundamental, o grande beneficiário desta rede é os Estados Unidos da América do Norte, que utiliza as informações com o objetivo de manter o controle dos fluxos econômicos – comercial e financeiros – para seguir mantendo-se como potência mundial hegemônica. Sem dúvida, o Reino Unido, que é um Estado membro da União Européia, por suas relações “privilegiadas” com os EE.UU., é também grande beneficiário desta rede de espionagem, em prejuízo dos demais membros da UE.

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O Sistema Echelon de Espionagem Global

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Esta rede, controlada pelo Sistema Echelon [2] , através de 120 satélites Vortex, intercepta todo tipo de comunicações que utilizam instrumentos eletrônicos e digitais (as comunicações telefônicas, o fax e o correio eletrônico) em todo o mundo. A capacidade de interceptação de comunicações privadas e de obter informações políticas, econômicas, tecnológicas e comerciais é de 2.000 milhões de informações por dia. Seus objetivos não são somente políticos, para a segurança do Estado e contra possíveis atividades terroristas e subversivas, más também econômicas na competição no livre mercado internacional. Quando o fato se tornou público, os principais governantes de alguns dos países apontados, evitaram qualquer comentário a respeito, argumentando razões de Segurança de Estado.

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Dado o caráter delicado do assunto, os deputados europeus não se inclinam por denunciar nominalmente ao Reino Unido. Enquanto que, os demais Governos não quiseram, até agora, explorar um assunto que poderia pôr em entredito suas relações comerciais transatlânticas. Graham Watson, britânico, presidente da comissão de liberdades do Parlamento Europeu, reconhece que, em troca, a atitude que podem adotar os diferentes grupos políticos é imprevisível. O mesmo admite que os fatos “são graves se são corretos”. Suas palavras recordam aquelas pronunciadas em 1988 pelo antigo comissário europeu para assuntos industriais Martín Bangeman, para quem “se este sistema (Echelon) existe, constitui um ataque intolerável contra as liberdades individuais e a segurança dos Estados. (ZECCHINI, 2000: 3).

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Ao fim da Guerra Fria promoveu-se o entendimento de que o mundo entraria em uma época de paz e que como conseqüência, não teria sentido manter a corrida armamentista nem os sofisticados sistemas de espionagem. Isto, inicialmente, conduziu a pensar que os serviços de espionagens sofreriam cortes orçamentários e perdas de influência; ao contrário, estes serviços passaram a ser utilizados na guerra comercial globalizada. Inclusive, no caso dos Estados Unidos, esta rede se manteve intacta e teve sua área de atuação: a NSA, um dos serviços secretos menos conhecidos, emprega 20.000 pessoas e tem um orçamento de dez bilhões de dólares.

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O Parlamento Europeu possui informações detalhadas sobre esta rede de espionagem e da utilização de suas informações para favorecer empresas norte-americanas na guerra comercial. A situação se torna mais delicada ao envolver um país membro da União Européia, o Reino Unido, que possui um papel chave nesta rede de espionagem.

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O Centro de Comunicações do Governo (GCHQ) britânico emprega cerca de 15.000 pessoas em missões ofensivas (captação e análise de informações estrangeiras) e defensivas (codificação e proteção das comunicações britânicas). Além de contar com uma dezena de centros no Reino Unido, o GCHQ organizou estações de escuta em Gibraltar, Belize, Chipre, Oman, Turquia e Austrália. A chamada Divisão Z é encarregada especificamente das relações com a agência norte-americana.

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A participação do Reino Unido na rede Echelon coloca a maioria de seus sócios europeus em uma situação particularmente incômoda. Londres se situaria em uma posição “ambígua” se, como denunciam seus adversários, a rede Echelon se converteu em uma ferramenta de “espionagem econômica”. Para o especialista em Internet François-Emile Truchet, o Reino Unido pratica a ambivalência de ser um país europeu que espiona seus aliados.

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A cumplicidade de Londres com Washington pode abrir um novo conflito no diálogo europeu, sobre tudo se, como pretendem os especialistas, as escutas se dirigem especialmente contra a França e a Itália. Inclusive chegou a falar-se da existência de uma cláusula especial no acordo UK-USA, segundo a qual o sistema de escutas britânico substituiria automaticamente ao estadunidense no caso de que a justiça norte-americana chegasse a proibir a interceptação de comunicações privadas por parte da NSA.

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O sistema de escutas francês, por exemplo, não tem a mesma capacidade do britânico, que se torna muito superior dentro da rede Echelon com o apoio dos EE UU. (EL PAÍS, 23-fevereiro.-2000: 3).

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Exemplos de Espionagem Global

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Apontaremos abaixo algumas notícias que são mais conhecidas pelo publico em geral:

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Em 1993, José Ignácio López de Arriortúa, diretor de nível superior da General Motors de Detroit, deixou a empresa e se colocou a serviço da Wolkswagen na Alemanha, levava consigo documentos confidenciais e disquetes repletos de informações e segredos industriais. Esta mudança de emprego provocou uma verdadeira batalha jurídica entre a Opel, filial alemã da General Motors, e a empresa Wolkswagen, que foi acusada de roubo de segredos industriais que a beneficiava na competição comercial. A querela judicial se estendeu por quatro anos. A policia obteve provas que incriminavam a empresa alemã e logo a imprensa internacional anunciou “o julgamento do século”. Mas, surpreendentemente, em janeiro de 1997, se alcançou um milagre: a Wolkswagen aceitou um acordo em que pagaria dez bilhões de pesetas a General Motors.

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Um antigo oficial superior da Bundeswehr, o exército alemão, Erich Schmidt-Eenboom, hoje diretor do instituto alemão de estudos estratégicos, facilitou a imprensa alemã sua própria versão do que sucedeu: a Administração Clinton havia pressionado a General Motors para que chegasse a um acordo amistoso, com o objetivo de não revelar o papel de “Hortênsia III”, a base norte-americana de Bad Aibling, situada na Baviera. Durante a guerra fria, a NSA havia instalado na Baviera dois centros de escuta ultra-sofisticados, em Bad Aibling (aliás “Hortênsia III”) e em Gablingen: antenas parabólicas de trezentos metros de diâmetro e de cem metros de altura; instalações de doze andares abaixo da terra; significativa quantidade de computadores com lógicas seletivas que permitem gravar conversas que incluem palavras determinadas ou seqüências de frases concretas.

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Dois formidáveis instrumentos de espionagem eletrônica dirigida para o leste e capazes de interceptar, analisar e memorizar qualquer comunicação. Terminada a guerra fria, “Hortênsia III” foi orientada para a Sérvia e, em seu tempo livre, foi encarregada de vigiar o conjunto de trafico telefônico alemão, e de uma parte dos países limítrofes. Segundo Erich Schmidt-Eenboom, foram graças à “Hortênsia III” que a NSA descobriu que o trânsfuga da General Motors escondia os documentos subtraídos e, através da CIA, comunicou esta informação ao quartel geral da GM em Detroit. Algo difícil de explicar pelos Estados Unidos a seus “aliados” europeus. (FERNÁNDEZ, 1999: 13).

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Em 1994, os Estados Unidos da América do Norte e a União Européia tinham alguns interesses divergentes nas negociações dos acordos comerciais do GATT; os representantes norte-americanos, reunião, após reunião, manifestavam através de suas atitudes, conhecer as opiniões dos representantes europeus e apresentavam argumentos bem fundamentados para contra-argumentar com as posições dos europeus. O motivo desta premonição dos norte-americanos é muito simples: a CIA, através da rede informática, havia penetrado nos computadores da Comissão Européia e obtido as informações que iam parar nas mãos dos representantes norte-americanos. Outros fatos semelhantes denunciados são: em 1990 os Estados Unidos da América do Norte tiveram acesso as negociações secretas e conseguiram persuadir a Indonésia de que incluísse uma grande empresa norte-americana de telecomunicações em um negócio que se destinava a uma empresa japonesa; a empresa norte-americana Raytheon ganhou uma concorrência da francesa Thomson-CSF, para a instalação de um sistema de radar de vigilância da Amazônia (Brasil); a Airbus Industries perdeu um contrato para a Boeing e a McDonnell Douglas, também graças à obtenção de informações privilegiadas obtidas através da espionagem.

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As atitudes da UEE e do Parlamento Europeu

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As evidências inquestionáveis dessas atividades de espionagem levaram a Eurocâmara a criar, em junho de 2000, uma comissão parlamentar com o objetivo de investigar e verificar a existência e as ações do sistema de interceptação das telecomunicações denominado “Echelon”. A gravidade da existência do Sistema assume significativas proporções, não somente por permitir aos países participantes sacar grandes benefícios em detrimento dos membros da União Européia, mas fundamentalmente pela participação do Reino Unido, que como membro da UE, é responsável pelo aprofundamento das divergências em seu seio e para acentuar o clima de desconfiança entre seus membros.

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Em 18 de maio de 2001, foi dado ao conhecimento público o informe provisório, elaborado pela Comissão Provisória, nomeada pelo Parlamento Europeu, para investigar essa rede de espionagem, em que confirma

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A existência de um sistema global de interceptação das comunicações em que cooperam os Estados Unidos, o Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, já não pode ser colocado em dúvida.(...) O que resulta importante é que seu propósito é interceptar comunicações privadas e comerciais, e não comunicações militares.” (NAVARRO, 2001: 50)

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Diante da evidência destes fatos, a atuação da União Européia e dos países mais prejudicados foi de cautela – para não dizer submissão – e não adotaram, pelo menos publicamente, nenhuma atitude ou decisão mais incisiva a respeito, a não ser recomendar o desenvolvimento de proteção para as comunicações oficiais e particulares, mas a questão continua em aberto e é um motivo, por mais formal que seja ou por menor que seja, de atritos entre países da União Européia e desta com os EE.UU. e o Reino Unido, mas em atitude conciliatória, afirma que:

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Considerando o que diz respeito à compatibilidade de um sistema das características do sistema ECHELON com o Direito da UE tem-se que fazer dois esclarecimentos: se o sistema é utilizado exclusivamente para fins de informação, não haveria nenhum tipo de contradição com o Direito da UE, já que o Tratado CE não aborda as questões relacionadas com as atividades no âmbito da segurança nacional, mas que estas recaem no âmbito de aplicação do Título V do Tratado UE (PESC), que na atualidade não inclui nenhum tipo de disposições na matéria, pelo que não caberia falar de infração; pelo contrário, se o sistema se utilizasse de maneira abusiva para espionar a competição, seria incompatível com o principio de cooperação leal que devem respeitar os Estados membros e com o conceito de um mercado comum em que a competição é livre, pelo que a participação de um Estado membro em um sistema destas características seria incompatível com o Direito comunitário.(ACTA DEL 05/09/2001 – Edición Provisional)

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Inclusive, quando da recente visita do Presidente norte-americano George Bush a Espanha, em junho de 2001, o governo espanhol com a intenção de tirar vantagens dessa situação e do potencial de espionagem norte-americano e como uma demonstração das boas relações entre os dois governos, apresentou a reivindicação de estabelecimento de cooperação industrial e tecnológica e acesso por parte da Espanha, às “tecnologias sensíveis no campo da espionagem e de venda de aviões para a Guarda Costeira dos EE.UU.” (El País, 11-06-01).

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A Plenária do Parlamento Europeu, considerando, que segundo as informações disponíveis e as numerosas declarações concordantes e procedentes de diversas pessoas e organizações, inclusive de fontes norte-americanas, conclui que não há dúvidas de que o objetivo e a finalidade do Sistema é a interceptação, como mínimo, de comunicações privadas e comerciais, e que diante dos resultados das investigações realizadas, da evidência da utilização de instrumentos e informações, de origem duvidosa, na competição mundial, aprovou, em setembro de 2001, o informe definitivo que comprova a existência desta rede de espionagem das comunicações a serviço principalmente dos EE.UU. e atesta que não há nenhuma razão para seguir duvidando de sua existência.

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Falando em nome do Conselho, a ministra belga de Assuntos Europeus Annemie Neyts, conclamou o Parlamento Europeu a “fazer todo o possível para que o respeito à vida privada seja garantida no âmbito europeu e mundial”. Em relação com o respeito à vida privada, o informe da Comissão Echelon do Parlamento Europeu sublinha que interceptar as comunicações supõe uma ingerência na vida privada das pessoas, e só deve estar permitido quando se trata de garantir a segurança nacional. Em relação com a espionagem econômica, o documento recorda que muitas vezes se utiliza para conhecer a evolução das diferentes empresas no exterior. Mas é “intolerável”, sustenta, espionar as empresas estrangeiras “para conseguir vantagens competitivas”. O informe conclui recomendando as empresas européias que protejam “todo o entorno de trabalho assim como todos os meios de comunicação pelos que se transferem informações sensíveis”. Assim mesmo, conclama aos cidadãos particulares a que “codifiquem urgentemente o correio eletrônico, já que uma mensagem sem codificar é como uma carta sem envelope”. (MORALES, 2002)

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Em relação a um posicionamento definitivo do Parlamento Europeu, este foi adiado e transferido como um primeiro passo para os países membros da UE, que devem se pronunciar contra esta rede de espionagem global que violenta aos direitos de cidadania e das empresas que atuam no livre mercado europeu e no mercado mundial. Mas, as atitudes dos países comunitários, com exceção da Bélgica, são diferenciadas e não indicam uma disposição de crítica e confronto com o império norte-americano e seus sequazes. Alguns, se calam; outros tentam tirar vantagens particulares.

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Até o ano de 2002, somente o Parlamento Belga debateu e adotou uma posição mais enérgica com relação ao tema e pediram ao primeiro ministro que exija ao Reino Unido que abandone este sistema de espionagem.

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O objetivo do informe apresentado pelas Comissões de Inteligência do Senado e do Congresso belga propõe que questione politicamente diante da União Européia e da OTAN, a espionagem aos países europeus por aqueles que se supõe que são seus aliados, pois os senadores e deputados questionam a atitude do Reino Unido, que ao participar e se beneficiar do Sistema Echelon, particularmente em temas relacionados à competição econômica, está contra as regras e os direitos coletivos existentes no seio da União Européia.

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Herman De Croo, presidente do Senado belga, afirmou durante o debate do informe que Bruxelas é "a cidade mais escutada no mundo", já que é a sede das instituições da União Européia, da OTAN, de 59 organizações internacionais e de 1300 associações multilaterais. Assim pois, a cidade belga seria um dos terrenos mais interessantes para colher informações políticas, militares e diplomáticas. O informe dos senadores belgas é contundente com a Grã Bretanha. Afirma escandalizado que este país, como membro da União Européia, está levando a cabo uma operação de espionagem contrária à lealdade indispensável estipulada em vários tratados, assim como aos direitos garantidos dos cidadãos europeus y a liberdade de intercâmbios comerciais, também garantidos no seio da UE. (MORALES, 2002).

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Assim perguntamos: os países comunitários, não estão sendo agredidos em seus direitos econômicos? As classes dominantes na União Européia, não estão dispostas a defender seus interesses? Os cidadãos comunitários, aceitam passivamente a violação de seus direitos mais elementares? Até quando a Europa e em particular a UE se manterá submissa aos EE.UU.? E você que lê este artigo? O Que fazer? Ou conforme dizem cartazes existentes em lojas, supermercados, bancos, estações de metrô, aeroportos, etc., você deve contentar-se, pois sorria que você está sendo filmado?

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As questões relacionadas ao Sistema Echelon de espionagem não é um assunto pertinente somente a União Européia, a sua burguesia e a seus cidadãos, ou aos países espionados, pois é inquestionável que cada um de nos que, enquanto cidadãos que vivem em qualquer país do planeta terra, vivemos submetidos e assistimos a mais ampla agressão aos direitos mais elementares de privacidade e de livre comunicação, que se acrescentam as já seculares agressões aos direitos econômicos, sociais, políticos e culturais dos povos. A cada dia, por maior que seja a adversidade e por mais forte que seja o império norte-americano, a única e última alternativa que resta a aqueles que ousam sonhar com um mundo melhor é a da luta pela superação da atual sociedade, baseada na exploração e na opressão da maioria da população, e a luta pela construção de uma nova sociedade solidária e fraterna.

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(*) Autorizada à reprodução (impressão e publicação) integral ou parte. No caso de publicação, solicita-se a gentileza de comunicar o fato com o autor e se possível, enviar-lhe cópia. Contatos através do E-mail: silviocostabrasil@hotmail.com

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Para mais informações, consultar:

Informe provisional del PE sobre Echelon (ENG): http://www.bof.nl/docs/echelon_draft.html

Global Internet Liberty Campaign: http://www..gilc.org/

Echelon Watch: http://www.aclu.org/echelonwatch/

REDH (Red solidaria por los Derechos Humanos: http://www.derechos.org/nizkor/espana/doc/echelon5sep01.html

[1] Isto não quer dizer que nos anos e décadas anteriores não houvesse as agressões aos mais elementares direitos dos cidadãos, mas é necessário destacar que nos dias atuais, estamos submetidos a cada dia a um maior e mais violento controle de nossas ações, por mais privada ou simples que seja, e tudo isto, em benefício dos interesses dos atuais impérios, notadamente do norte-americano e de sua burguesia.

[2] “A rede foi organizada a partir de um acordo ultra-secreto, chamado Usuka, que agrupa cinco países: Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia, Canadá y Austrália. Assinado em 1948, um ano depois da fundação da CIA, o acordo Usuka (síntese do nome de seus dois principais fundadores: o Reino Unido e os Estados Unidos) coordena os serviços de espionagem encarregados das telecomunicações do Canadá (o CSE), Reino Unido (GQHQ), Austrália (DSD), Nova Zelândia (CSSB) e Estados Unidos (NSA). O acordo é tão secreto desde sua formação que a maioria dos primeiros ministros e ministros da Defesa dos países que assinaram o tratado, nunca puderam ter acesso ao texto do tratado. Destinado inicialmente para a vigilância dos países comunistas, a rede Echelon foi reorientada para ampliar seu espectro e dar cobertura ao globo terrestre. Para consegui-lo dispõe de um grande número de estações de escuta, como as de Sugar Grove, Yakima, Waihopai, Gerarldton, Menwith Hill e Morwenstow, assim como de uma constelação de satélites espiões. Todas as informações interceptadas são enviadas por satélite para a sede da NSA, onde computadores – provavelmente os mais potentes do mundo – as classificam e as decifram antes de serem analisadas pelos especialistas. Ninguém no mundo pode considerar-se livre de vigilância, ainda que utilize sofisticados códigos de proteção.” (FERNÁNDEZ, 1999: 14). Inclusive, há informações que apontam para o envolvimento das empresas de informática IBM e Microsoft neste sistema de espionagem. Esta participação ocorreria através da inclusão nos programas-espiões de um sistema de códigos informáticos que facilitariam o trabalho do sistema de espionagem.

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Bibliografia

ACTA DE 05/09/2001, Edición provisional, ECHELON: Resolución del Parlamento Europeo sobre la existencia de un sistema mundial de interceptación de comunicaciones privadas y comerciales – Sistema de Interceptación Echelon. Serpaj Europa, Información – 01 de febrero de 2002.

FERNÁNDEZ, José Manuel (1999): “Espionaje para la guerra económica”. In El Viejo Topo, janeiro de 1999, número 125. Barcelona. p. 13-20.

LENINE, V. I. (1979): “Imperialismo, fase superior do capitalismo”. In Obras escolhidas, vol. 1. São Paulo, Editora Alfa-Omega. pp. 575-671.

MONIZ BANDEIRA, L. A. (2002): “Os Estados Unidos e a política exterior de Rambo”. In Espaço Acadêmico, Revista eletrônica mensal, Ano II, número 14, julho de 2002.

MORALES, Aldo (2002): “Para el Parlamento Europeo ´no existen dudas´ de la existencia de ´Echelon¨. In Libertad Digital, de 8 de marzo de 2002. Espanha.

__________. “El parlamento belga estudia tomar medidas políticas contra el sistema “Echelon” de espionaje global”. In Libertad Digital, de 8 de marzo de 2002. Espanha.

ZECCHINI, Laurent (2000): “El Parlamento Europeo investiga una red de espionaje Mundial en Washington y Londres”. In El País, 23 de febrero de 2000. Madri. p. 3.

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