Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 9 de junho de 2009

1935: Nazis expatriam e perseguem oposição


Calendário Histórico

1935: Nazistas expatriam oposicionistas

Em 8 de junho de 1935, o Ministério do Interior do Reich decretou a cassação da nacionalidade alemã dos indesejados pelo regime. Os principais atingidos foram os artistas e escritores, como Bertolt Brecht.

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A ascensão de Hitler e de seu braço direito Joseph Goebbels ao poder, em 1933, provocou quase que simultaneamente o início da perseguição a todos os que se opusessem ao regime racista.

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O primeiro episódio havia sido a queima de livros em praça pública, promovida por universitários fanáticos. Em junho de 1935, então, baseados numa lei aprovada seis meses antes, publicaram a quarta lista, desta vez com 41 nomes de pessoas expatriadas por serem inconvenientes ao regime nacional-socialista.

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Os principais atingidos foram os escritores, nomes conhecidos da vida cultural alemã, como Bertolt Brecht, Heinrich Mann e Kurt Tucholsky. A lei não se aplicava apenas aos críticos do regime e dissidentes, mas também a autores e artistas que já viviam no exílio e cujas propriedades na Alemanha podiam então ser confiscadas.

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No total, mais de 40 mil pessoas tiveram seus direitos civis cassados na Alemanha durante o regime de Hitler, sem contar os judeus obrigados a emigrar ou deportados. Todas puderam voltar a requerer a cidadania alemã depois da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, o artigo 16 da Lei Fundamental Alemã proíbe a cassação da cidadania.

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Bastava estar fora do país


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A lista divulgada a 8 de junho de 1935 foi a quarta série de nomes de artistas expatriados pelo Ministério do Interior do Reich nazista, em concordância com o Ministério do Exterior. Entre as 41 pessoas que a partir desse dia deixavam de ser alemãs, estavam Erika Mann, Brecht e jornalistas críticos, como Karl Höltermann.

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As bases para a expatriação haviam sido criadas pelo regime nazista seis meses após ascender ao poder, através de alterações na legislação. Embora esta permitisse a cassação da nacionalidade para o caso de falta de fidelidade à pátria, para muitos bastava terem deixado o país.

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Já os bens que ficavam na Alemanha eram confiscados pelo governo. Até 1938, os nazistas divulgaram mais de 80 listas, contendo 5 mil nomes de expatriados. No total, a expatriação atingiu 40 mil pessoas, entre as quais mais de 100 deputados do Parlamento – um número que não inclui, entretanto, os judeus deportados pelos nazistas.

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Sabine Ochaba (rw)

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in DW.DWORLD

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domingo, 17 de maio de 2009

1890: Primeira revista em quadrinhos



1890: Primeira revista em quadrinhos

No dia 17 de maio de 1890, foi publicada em Londres pela primeira vez uma revista semanal com histórias desenhadas.

Algumas fontes consideram o 17 de maio de 1890 como o dia de nascimento da história em quadrinhos. Foi nessa data que Alfred Harmsworth, mais tarde Lord Northcliffe, um magnata da imprensa de então, lançou em Londres a Comic Cuts, primeira revista com histórias desenhadas.
Ela continha mais textos que desenhos e seu conteúdo era satírico-humorístico. Apenas um mês mais tarde, a publicação já tinha atingido uma tiragem de 300 mil exemplares, muito maior do que a dos grandes jornais de então.


Outras fontes apontam o norte-americano Richard Outcalt como o verdadeiro criador do gênero. Ele sintetizou o que tinha sido feito até então e introduziu em suas histórias do Yellow Kid, publicadas regularmente a partir de 1897 no suplemento dominical colorido do New York Journal, um elemento novo: o balão com as falas.


Há, no entanto, no Brasil um precursor que não deve ser deixado de lado numa crônica das HQ: o ítalo-brasileiro Angelo Agostini, que criou, já em 1869, para o jornal Vida Fluminense, As Aventuras de Nhô Quim.


Origens se perdem no tempo


Na verdade, as origens das HQ são mais remotas ainda. Já as culturas mais antigas, tais como a egípcia e a grega, narravam histórias através de seqüências de figuras desenhadas. Na virada do século 20, os gibis viraram um fenômeno comercial e artístico nos Estados Unidos, pela sua forma fácil de comunicação.



Tanto histórias divertidas como dramas eram estampados nos quadrinhos. O interesse era tanto que não demorou para as empresas explorarem o tema através da comercialização de licenças, a venda de brinquedos com a imagem dos personagens, programas de rádio e filmes, já na primeira década de 1900.



Em 1929, foi criado o marinheiro Popeye e, um ano mais tarde, o Mickey, seguindo-se o Pato Donald em 1938. A partir de 1933, começaram a ser publicadas as revistinhas de Walt Disney, exclusivamente com histórias em quadrinhos. Foi a época também do detetive Dick Tracy e do aventureiro do espaço Buck Rogers, e, depois, de Super-Homem e Batman.



Durante a Segunda Guerra Mundial, foram criados vários super-heróis norte-americanos para ajudar na luta dos Estados Unidos contra a Alemanha e o Japão. Depois, a temática ampliou-se para a reprodução de clássicos, ficção científica, aventuras, romances, crimes e horror.



Devido à censura na década de 50, muitas editoras foram à falência, principalmente nos Estados Unidos. O renascimento aconteceu nos anos 60, com a criação de mais uma série de personagens conhecidos, como o Homem Aranha.



Os nomes mais famosos da produção alemã são Fix e Foxi, de Rolf Kauka. Na Bélgica e na França, foram criados Tintin, Asterix, Lucky Luke, Spirou e Fantasio.
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Sabine Ochaba (rw)
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DW-WORLD, 2009.05.17
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