Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Corrida Espacial EUA-URSS


A Lua e a Terra

Completaram-se quarenta anos sobre a data em que Neil Armstrong pisou o solo lunar, e sobretudo a RTP assinalou o aniversário transmitindo programas a condizer e pontuais entrevistas acerca do assunto. Convém registar que esses momentos comemorativos ocorreram sobretudo na «2», presumivelmente porque o primeiro desembarque de um homem na Lua terá um vago aroma de coisa cultural e, como se sabe, a RTP parece entender que os telespectadores da «1» não devem ser incomodados com assuntos que de perto ou de longe lhes sobrecarreguem as meninges, bastando-lhes o enlevo com que olham o «Dá-me Música», os concursos e programinhas equiparáveis. Uma coisa é certa: a chegada à Lua de um ser humano mais ou menos como qualquer de nós foi um acontecimento cuja dimensão épica teve a ver com todos os homens e mulheres que há uns bons milénios vêm habitando o nosso planeta, e não foi por acaso, mas sim por lucidez e bom senso, que as palavras proferidas então por Armstrong falaram da Humanidade e não dos Estados Unidos da América. De facto, como é sabido, há muitos séculos, nem ninguém sabe dizer ao certo quantos, que os homens sonhavam aportar ao disco por vezes redondo, noutras vezes nem por isso, que lhes iluminava as noites e as quimeras líricas tocadas por um pouco de nostalgia. Um homem na Lua era verdadeiramente um sinal de vitória da espécie humana sobre o que durante tanto tempo parecera impossível mas sempre gerara sonhos e projectos. Surgia em 1969 como razão para festa e surge hoje como motivo para celebrar.
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Naquele tempo
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Infelizmente, porém, a realidade não é representável por uma longuíssima fila de homens e mulheres de mãos dadas em torno do planeta, e é claro que já não o era em 1969, longe disso. Pelo contrário, era o tempo da chamada Guerra Fria, muitas vezes citada sem que se diga ter sido praticamente declarada em Fulton, no Missouri, em Março de 46, isto é, pouco depois do fim da guerra muito quente, escaldante, que foi a Segunda Guerra Mundial, por um senhor chamado Winston Churchill. Segundo ele, descera sobre a Europa uma «cortina de ferro» que pelos vistos o incomodava muito sem que fosse exactamente esclarecida a razão do incómodo, embora se pudesse inferir que a tal «cortina», como aliás a própria designação sugeria, impediria os do Ocidente de marchar para Leste, quer fisicamente quer no plano político-ideológico. Não parece, contudo, que alguém do lado de cá da «cortina» tivesse vontade de iniciar qualquer marcha nessa direcção: Hitler tentara-o pouco tempo antes e dera-se muito mal. O que se pretenderia, isso sim, era caminho aberto para a propaganda anticomunista e para a promoção publicitária do capitalismo, a livre entrada de pessoal ocidental habilitado com diversas capacidades interessantes e secretas. Era, enfim, acabar com o péssimo exemplo que era a URSS aos olhos de muitos milhões em todo o mundo. Já os partidos comunistas haviam saído da guerra enormemente reforçados na França, na Itália, noutros lugares, o que alarmava. Convém dizer que a tal «cortina», mesmo sendo alegadamente «de ferro» não impediu as sementeiras que resultaram nos casos de Budapeste em 57 e de Praga em 68. Quem queira supor que o Ocidente capitalista não teve nada a ver com esses dois dramáticos momentos tem de esquecer o que muitas séries televisivas norte-americanas nos ensinaram, «a brincar», sobre a actividade dos serviços secretos USA no Leste europeu.
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«Jogada obrigada»
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Mas a necessidade de extirpar o mau exemplo soviético encontrou outros e porventura mais eficazes caminhos: os que deveriam levar à ruína financeira e económica da URSS mediante uma corrida aos armamentos que atingiria custos fabulosos de todo desaconselhados para um Estado em grande parte reduzido a escombros pela invasão nazi. Os Estados Unidos, cujo território atravessara intacto a guerra e cuja economia se dera muito bem com o conflito, estavam em óptimas condições para impor à União Soviética, como «jogada obrigatória» a que ela não poderia furtar-se, uma competição armamentista que incluía a mobilização bélica do espaço extraterrestre. Infelizmente, a epopeia humana consubstanciada pela chegada de um homem à Lua está contaminada por uma realidade melancolizante: a corrida para a Lua foi parte integrante da corrida para o domínio do Espaço que foi um capítulo da Guerra Fria. Nem por isso deixou de ser epopeia, nem por isso deixou de ser humana. Mas é mais bonito contemplarmos as verdades inteiras, tal como é mais lindo olharmos a Lua Cheia.
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in Avante 2009.07.23
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sábado, 25 de julho de 2009

Os primeiros (novos) passos do homem na Lua


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A Nasa apresentou na última quinta-feira, por ocasião do 40º aniversário da chegada do homem à Lua, um vídeo restaurado da missão Apollo 11, acabando com os temores sobre a perda das imagens originais dos famosos passos de Neil Armstrong.
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As imagens restauradas por uma empresa de Hollywood, a Lowry Digital, mostram as cenas vistas pelo mundo inteiro no dia 20 de julho de 1969, inclusive o pulo de Armstrong da escada do módulo de pouso ao solo lunar.
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A Nasa procurou durante três anos estes vídeos analógicos em seus arquivos para descobrir que alguns suportes tinham sido regravados com outros dados.
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Para relatar as três horas e meia passadas na Lua pelos astronautas de Apollo 11 registradas por uma câmera fixa, o engenheiro da Nasa encarregado do projeto de restauração, Richard Nafzger, teve de seguir várias pistas, contou ele durante uma coletiva à imprensa.
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A equipe da Nasa encontrou na CBS em Houston imagens de boa qualidade transmitidas na época diretamente e em tempo real pela Nasa à rede de TV. Ela também recuperou uma cópia gravada por um centro da Nasa na Austrália.
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As imagens restauradas são muito mais nítidas e detalhadas que a cópia do vídeo divulgado ao vivo em todas as televisões do mundo.
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"A restauração ainda é um processo em curso que poderá produzir melhores imagens", informou Nafzger, destacando que todo o filme será reconstituído e disponível para o público em setembro.
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Para ver o vídeo e outros materiais relativos ao Homem na Lua, clique aqui.
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Fonte: Yahoo
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In Café com História
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terça-feira, 21 de julho de 2009

Pouso na Lua deu fim a uma corrida política

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Após três derrotas contundentes na exploração do Espaço — superados pela União Soviética no lançamento de um satélite artificial, no lançamento da cadela Laika e, finalmente, no lançamento de um ser humano para uma viagem orbital—, os Estados Unidos finalmente ocuparam um espaço de destaque, lançando uma nave que conduziu três homens ao satélite natural da Terra.


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No dia 16 de julho de 1969, decolou do Cabo Canaveral, nos EUA, o Apollo 11, a nave espacial que deu início à missão que transformou em realidade um dos sonhos mais antigos da humanidade: a chegada do homem à Lua.

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Em 20 de julho de 1969, há exatos 40 anos, os astronautas Neil Armstrong, Edward "Buzz" Aldrin e Michael Collins chegam à órbita lunar. Armstrong e Aldrin deixam o módulo de comando, onde permanece Collins, e descem rumo à superfície no Módulo Lunar.

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O astronauta escolhido pelos militares americanos para tocar pela primeira vez o solo lunar é Armstrong. Ele desce uma pequena escada e, ao tocar com o pé direito a fina areia, declara "Este é um pequeno passo para o homem, um passo gigantesco para a humanidade", uma frase que seria a "contraposição" à frase de Gagárin, "A Terra é Azul".

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O feito teve como motivação a disputa por poder entre os Estados Unidos e União Soviética.

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No final da década de 60, o mundo estava polarizado pela Guerra Fria, iniciada no final da Segunda Guerra Mundial, quando o imperialismo americano instala o Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan).

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Os Estados Unidos detonaram duas bombas atômicas sobre cidades japonesas, alvos sem importância militar na Guerra do Pacífico mas com a enorme importância de demonstração de poderio bélico contra a União Soviética, ex-aliada dos EUA no teatro de operações da Europa.

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Para transportar essas armas nucleares, tanto os Estados Unidos quando a URSS precisavam desenvolver vetores melhores que os aviões usados pelos EUA contra o Japão para transportar os artefatos nucleares.

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Esses vetores eram míssies intercontinentais, que poderiam deixar a atmosfera terrestre, deslocando-se velozmente em uma órbita para em seguida desprender as ogivas sobre a região alvo.

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"Como resultado da corrida pelas armas nucleares, com suas ogivas, americanos e soviéticos começaram a investir, de forma pesada, no desenvolvimento de mísseis que pudessem levar armas nucleares até o território do adversário. Isto permitiu o desenvolvimento de foguetes capazes de chegar ao espaço", diz Pedro Paulo A. Funari, professor do Departamento de História e Coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp ao Portal Terra em sua edição de 20 de julho.

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A União Soviética foi o primeiro país a colocar um satélite em órbita, em 1957, com o lançamento do Sputnik (Companheirinho, em russo). No mesmo ano, mandou ao espaço a cadela Laika. O feito mais desconcertante até então foi em abril de 1961, quando o cosmonauta Iuri Gagárin tornou-se o primeiro ser humano a viajar no espaço.

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Para tentar recuperar o terreno perdido, em 1961 o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, fez uma promessa, que diziam ser impossível de cumprir.

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"Acredito que esta nação deve comprometer-se a alcançar a meta, antes que esta década acabe, do desembarque do homem na Lua e seu regresso em segurança à Terra", disse o Kennedy.

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Foi então que os EUA desenvolvem o programa Apollo, que transformou-se em uma arma bem sucedida na corrida espacial, que culminou com os passos do americano Neil Armstrong na lua durante a missão Apollo 11, em 1969.

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Apollo 11

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A Apollo 11 era formada pelos astronautas Neil Armstrong, comandante, Michael Collins, piloto do Módulo de Comando Colúmbia, e pelo Piloto do Módulo Lunar, Edward "Buzz" Aldrin, segundo homem a pisar na Lua.

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A missão teve início no dia 16 de julho de 1969, quando o Colúmbia foi lançado do centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, na ponta do foguete Saturno V, inicialmente desenhado como vetor de transporte de ogivas nucleares e desenvolvido em uma série que culminou com o quinto desenho.

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Quatro dias depois, o Módulo Lunar se desprendeu do Colúmbia e pousou próximo ao Mar da Tranquilidade, na superfície do satélite da Terra. Logo após, Armstrong foi consagrado como o primeiro homem a pisar na Lua, seguido pelo colega de missão Aldrin.

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Armstrong fixou uma bandeira dos Estados Unidos, em solo lunar e colocou uma placa com os dizeres: "Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez o pé na Lua. Julho de 1969. Nós viemos em paz, em nome da humanidade".

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Sob a bandeira e à sombra do gesto tipicamente imperialista, em uma placa, as assinaturas dos três astronautas e do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.

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Após duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua, os dois retornam ao Modulo de Comando com 46 kg de amostras de solo lunar. Os oito dias de duração da missão foram acompanhados atentamente pela televisão e rádio por milhões de pessoas ao redor do mundo e, no lançamento, por milhares de espectadores nas proximidades do Centro Espacial.

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Na chegada à Terra, Armstrong, Aldrin e Collins ficaram em isolamento para evitar que possíveis agentes contaminantes trazidos por eles entrasse em contato com a população.

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Após a Apollo 11, o programa Apollo fez outros cinco bem sucedidos desembarques na Lua entre 1969 e 1972. Ao total, 12 homens pisaram na superfície lunar, todos americanos.

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Os onze anos do programa Apollo, segundo informações da Reuters, custaram aos cofres americanos US$ 25,4 bilhões - quase US$ 150 bilhões com correção monetária -, ou mais de seis vezes o orçamento atual da Nasa.

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Corrida termina com fim da Guerra Fria

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"Depois da conquista da Lua pelos americanos, os soviéticos redirecionaram seus objetivos em duas novas frentes: missões tripuladas, com as Estações Espaciais, e a pesquisa de planetas com sondas automáticas (não tripuladas).", disse o professor Naelton de Araújo, astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.

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A primeira estação espacial, Mir, foi criada neste contexto. Porém, segundo acredita o professor Funari, "a tecnologia soviética não se aperfeiçoou tanto, mas pode manter um programa confiável nas estações espaciais posteriores. Com o fim da União Soviética, a Rússia deu continuidade aos seus programas espaciais, mas em cooperação como os Estados Unidos e a Europa."

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Em 1975, uma nave Apollo e uma nave soviética Soyuz (União, em russo) se encontraram em órbita, como parte de uma "trégua" entre os dois países. Astronautas americanos e cosmonautas russos apertam as mãos no espaço.

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Mas, segundo o professor Funari, o fim da Corrida espacial só se deu anos mais tarde. "O fim da corrida espacial correspondeu ao fim da Guerra Fria (1989)".

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A vitória da contra-revolução e a extinção do sistema socialista faz com que os Estados Unidos ocupassem a primazia na pesquisa espacial.

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"Russos, americanos e europeus começaram a cooperar na exploração do espaço", acredita o professor.

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Legado para a humanidade

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A conquista da Lua não foi o único resultado da corrida espacial. Muitos dos avanços tecnológicos que desfrutamos hoje — como a comunicação mundial instantânea,via satélite e o uso de computadores pessoais — foram criados na época durante pesquisas de aprimoramento das missões espaciais.

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"A corrida espacial produziu avanços tecnológicos incríveis. Em termos práticos, podemos dizer que ele foi responsável pelo desenvolvimento de satélites espaciais de telecomunicação, por exemplo, satélites de avaliação meteorológica, computadores, eletrônicos, plásticos, materiais sintéticos... Nos deixou uma herança tecnológica muito rica. (...) Em termos de astronomia, a chegada do homem à Lua foi importante porque permitiu acesso à amostras do solo lunar e análise destas amostras em laboratório. (...) Com o material trazido da Lua tivemos mais informações sobre o composição geoquímica do Sistema Solar.", afirma o professor Naelton.

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Funari vai mais longe. "Em termos simbólicos, o pouso na Lua mostrou que os desafios humanos podem ultrapassar limites", diz.

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Incrédulos

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Pesquisas de opinião pública sugerem que cerca de 6% dos americanos não acreditam que as missões tenham sido reais, e que não teria sido possível que elas fossem realizadas.

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A série de pousos teria sido para elas uma elaborada trapaça cujo objetivo era o de estimular o orgulho patriótico dos norte-americanos. Além destes americanos, outros terráqueos acham que nenhum humano botou os pés na empoeirada terra de São Jorge e o Dragão.

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Para destruir essa crendice, a comunidade científica americana divulga o site www.clavius.org, que destrói, bite por bite, as tolices difundidas pelos descrentes de que o imperialismo americano tenha posto os pés na Lua.


Esses descrentes sofrem golpes a cada dia que passa. Em 17 de julho, imagens da sonda LRO mostraram os locais de pouso das Apolos 11 e 14.

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Embora a definição das imagens não sejam perfeita, é possível ver parte do módulo lunar da Apolo 11 e sua sombra projetada na superfície lunar.

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No caso da Apolo 14, além do módulo lunar, é possível ver o rastro deixado pelos astronautas nas suas caminhadas e também alguns instrumentos científicos deixados na Lua.

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Anteriormente a Sonda Européia Smart-1 já havia notado sinais no local de pouso de Apolo 12. A sonda japonesa Kaguya escaneou a superfície lunar e por meio de programa de computador confirmou que as paisagens lunares fotografadas pelos astronautas das Apolo correspondem de fato aos locais em que estiveram entre 1969 e 1972.

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A sonda LRO irá operar em órbita mais baixa nos próximos meses e tirará fotos com mais nitidez dos locais de pouso. Ao que tudo indica as teorias de conspiração, que diziam que o homem nunca esteve na Lua, vão ter de mudar de foco.

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Da redação, com agências
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in Vermelho - 20 DE JULHO DE 2009 - 18h18
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

O impacto do Programa Apolo 40 anos depois

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20-Jul-2009
Aldrin e o módulo Eagle na superfície lunarA 20 de Julho de 1969 o homem caminhava pela primeira vez na superfície da Lua. Enquanto o astronauta Michael Collins permanecia no módulo de comando Columbia, Neil Amstrong e Edwin Eugene (Buzz) Aldrin pousavam o módulo Eagle na superfície lunar. Neil Amstrong proferiu então a memorável frase "Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade".
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Artigo de Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra.
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Neil Amstrong juntamente com o seu colega Aldrin passou depois cerca de duas horas e meia a explorar a superfície da Lua, sobretudo recolhendo amostras de solo da superfície lunar.

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O sucesso da Apolo XI deixava para trás anos de competição na conquista do espaço entre os EUA e a URSS em plena Guerra Fria, uma competição que opôs dois génios que coordenavam os programas espaciais das duas potências: o alemão Wernher Von Braun e o russo Sergeï Korolev. Depois da morte de Korolev em 1966 e da decisão da URSS de dotar o orçamento do seu programa em cerca de metade do orçamento à disposição da NASA, era óbvio que seriam os americanos os primeiros a chegar à Lua.

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Embora se tenha esgotado rapidamente o interesse na exploração lunar após a chegada do homem à Lua, o Programa Apolo durou até à missão Apollo XVII lançada em 1972. O custo total do Programa Apolo, entre 1961 e 1972, estimou-se em cerca 25 mil milhões de dólares ou seja cerca de 115 mil milhões de dólares se actualizarmos os custos a preços de hoje.

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O desenvolvimento do Programa Apolo deu origem a variadas tecnologias que utilizamos no nosso quotidiano. O sistema utilizado na reciclagem de líquidos durante as missões Apolo serviu mais tarde para simplificar as máquinas de diálise renal e serviu também para desenvolver novos sistemas de purificação de água. A tecnologia utilizada na concepção dos fatos para os astronautas deu origem a fatos anti-incêndio para bombeiros, à tecnologia de conforto e de versatilidade das novas sapatilhas, ao desenvolvimento de fibra de vidro revestida a teflon utilizada na cobertura de estádios e de estruturas associadas a edifícios mais ecológicos de grandes dimensões, e a roupas especiais adaptadas a pessoas com esclerose múltipla, a marinheiros, pilotos de competição automóvel e técnicos de reactores nucleares. Foram desenvolvidos novos materiais que são hoje utilizados no isolamento térmico de casas e de pipelines. A tecnologia de detectores de gases da Apolo é hoje utilizada na indústria que lida com gases perigosos. Perante todos estes benefícios de que tiramos partido em todo o mundo para nosso conforto, segurança e lazer, é razoável considerar que o custo do Programa Apolo poderá ter sido largamente compensado pelos benefícios das tecnologias a que deu origem. O próprio Barack Obama, em discurso recente à Academia Nacional das Ciências em Washington, afirmou que o trabalho da comunidade científica envolvida no Programa Apolo teve como resultado não apenas "aqueles primeiros passos na Lua, mas também um gigantesco salto no conhecimento aqui na Terra". Obama enumerou as tecnologias resultantes da investigação na Apolo acima descritas e afirmou que o enorme investimento dessa era produziu uma avalanche de curiosidade e criatividade, cujos benefícios são incalculáveis.

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Este bom exemplo de investimento público num projecto de desenvolvimento científico e tecnológico, que envolveu o que havia de melhor em todos os sectores da sociedade, deveria servir de lição aos que têm tentado propagar teorias economicistas de vistas curtas centradas apenas na redução do investimento público.

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in Esquerda.net

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Ciência: Homem pisou a Lua há 40 anos


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O astronauta norte-americano Neil Armstrong pisou o solo lunar a 20 de Julho de 1969, faz hoje 40 anos, na missão Apolo 11, tornando-se no primeiro ser humano a caminhar sobre o satélite natural da Terra.
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Quarenta anos depois de um acontecimento histórico e carregado de simbolismo, as perspectivas de reatamento das missões tripuladas ao satélite natural terrestre apontam para 2020 e da construção da primeira base lunar para 2030.

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O programa de exploração lunar dos Estados Unidos foi interrompido três anos depois da chegada à Lua por razões económicas, tendo sido dada prioridade à construção do vaivém espacial.

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«Em vez de se enviarem homens para a Lua, pensou-se que seria mais vantajoso do ponto de vista económico lançar homens para órbitas muito mais próximas da Terra, e agora estamos a colher alguns frutos desse investimento, como a Estação Espacial Internacional (ISS) e todos os telescópios espaciais, como é o caso do Hubble», disse à Lusa o cientista espacial português Pedro Russo.

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Por outro lado, «a construção do vaivém significou uma revolução tecnológica muito grande porque aproximou os voos espaciais das viagens de avião normais», acrescentou o cientista, que trabalha na Alemanha para a Agência Espacial Europeia (ESA).

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Sobre os resultados das missões Apollo, Pedro Russo afirmou ter sido «uma enorme surpresa» o que se encontrou na Lua, comprovando algumas teorias sobre a sua formação e as relações com a Terra.

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Ficaram no entanto muitas questões em aberto, nomeadamente em relação à existência água e ao teor em hélio-3.

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Referiu, a propósito, que alguns estudos apontavam na década de 90 para a presença de zonas com bastante água no subsolo lunar, tanto em estado sólido como líquido, mas a sonda Clementine da NASA comprovou depois que não havia tanta água como se esperava.

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Sobre o hélio-3, que supostamente permite fazer fusão nuclear muito mais limpa, também se desconhece com rigor qual a abundância desse gás na parte superior da primeira camada da Lua, o que permitiria lançar uma exploração quase geológica desse material.

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A ESA tem um projecto de missão lunar associado ao programa Aurora, que tem como principal objectivo a exploração de Marte.

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Esse projecto visa trabalhar com os parceiros internacionais, nomeadamente com as agências espaciais dos EUA, Japão, China e Índia, para que haja uma missão tripulada conjunta à Lua no início de 2020 e em 2030, pela primeira vez, uma base lunar.

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Diário Digital / Lusa - segunda-feira, 20 de Julho de 2009 | 08:25

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sábado, 11 de julho de 2009

Viagens pelo Espaço



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Clicar nas imagens para ler
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in Correio da Manhã 2009.07.11
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ver de Victor Nogueira -

Mu(n)do Phonographo: Um homem na Lua


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domingo, 30 de setembro de 2007

Primeiro satélite faz 50 anos


Efeméride: Lançamento do ‘Sputnik 1’ iniciou a era espacial e foi um marco na guerra fria
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* Sérgio Vieira
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Em 1957 comemorava-se o Ano Geofísico Internacional (entre 1 de Julho de 1957 e 31 de Dezembro de 1958). Para o celebrar os EUA tinham prometido lançar o primeiro satélite artificial, mas na véspera da inauguração do VIII Congresso Internacional da Astronáutica, que se realizou em Valência, a 5 de Outubro de 1957, a nata dos cientistas astronáuticos e o Mundo em geral foram apanhados de surpresa: a União Soviética, que tinha realizado o seu programa espacial de forma silenciosa, adiantou-se e lançou o primeiro satélite artificial, o ‘Sputnik 1’.
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Os EUA tinham menosprezado a eficácia soviética pois existia a noção, enraizada em toda a América, de que não só os americanos constituíam a vanguarda tecnológica do Mundo como a de que o povo soviético era particularmente atrasado em termos tecnológicos. Em plena Guerra Fria, os americanos sentiram-se humilhados e até vulneráveis, dado que o lançamento de um satélite constituía uma ameaça de domínio mundial. A União Soviética provou que estava apta a colocar em órbita objectos de 80 quilos (que poderiam muito bem ser bombas). Assim, qualquer alvo situado em qualquer parte do Mundo passava a estar ao alcance dos mísseis balísticos intercontinentais soviéticos, como o foguete lançador R7 que, não se mostrando até então uma arma muito eficaz para levar destruição ao inimigo, foi ainda assim uma arrasadora arma de propaganda.Essa história começa a 4 de Outubro de 1957: enquanto os americanos amargavam vários insucessos com os seus foguetes, um R7 partiu do cosmódromo russo de Tyuratam-Baikonour (hoje no Cazaquistão). A bordo, uma pequena esfera de alumínio de 58 centímetros de diâmetro, à qual foram fixados dois pares de antenas com 2,4 e 2,9 metros, respectivamente. A esfera estava repleta de azoto e continha essencialmente um par de baterias químicas que alimentavam dois emissores rádio a emitir o famoso bip bip captado em todo o Mundo pelos radioamadores.O ‘Sputnik’, lançado para além da atmosfera, viajava a uma velocidade suficiente (8 km/s, ou seja, cerca de 29 800 km/h) para permanecer em órbita, como a Lua. Dava uma volta à Terra em pouco mais de 96 minutos a uma altitude entre os 228 e 947 quilómetros. Acima dos 240 quilómetros a densidade da atmosfera da Terra é tão baixa que quase não tem efeito sobre um corpo em movimento. O pior é que, no seu perigeu, a órbita do ‘Sputnik’ levava-o regularmente abaixo desse limite, pelo que não poderia ficar no Espaço indefinidamente: a fricção actua com um travão e o veículo acabaria por decair, queimando-se nas camadas mais densas da atmosfera.Foi o que aconteceu: acabou por se desintegrar em 4 de Janeiro de 1958. Entretanto, o bip-bip já tinha deixado de se ouvir em 26 de Outubro, altura em que se esgotaram as baterias. NOVO GOLPE NO ORGULHO AMERICANOAntes que os americanos conseguissem reagir, um mês depois um novo golpe no seu orgulho: em 3 de Novembro a União Soviética colocou em órbita o ‘Sputnik 2’, uma missão ainda mais ambiciosa. O engenho, de 508 quilos, levava a bordo a cadela ‘Laika’, assim como aparelhagem destinada a registar reacções de um ser vivo em estado de imponderabilidade e outro para medir radiações cósmicas.Ficou então provado que o organismo animal suportava bem a colocação em órbita e pelo menos uma semana em imponderabilidade, o que permitiu preparar, com bases sólidas, a ida do homem ao Espaço.Só então a Casa Branca reage e anuncia o lançamento de um satélite para Dezembro. O engenho, que daria prestígio aos americanos, teria apenas um diâmetro de 16 centímetros e emitiria unicamente um sinal de reconhecimento. Após esta apressada tentativa falhada, os EUA decidem desenvolver os primeiros programas espaciais ‘a sério’, destacando-se a criação do foguete intercontinental ‘Atlas’ e do primeiro satélite, o ‘Explorer 1’, lançado com êxito em 31 de Janeiro de 1958.
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MEIO SÉCULO DE VOOS
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O lançamento do ‘Sputnik’ pela União Soviética, em 1957, fascinou milhões de pessoas e levou o programa espacial norte-americano a acelerar o seu ritmo. Começa a corrida espacial entre as duas super potências mundiais. Quando, no início dos anos 90, os Estados Unidos e a Rússia concordaram em construir a Estação Espacial Internacional, a corrida iniciada na Guerra Fria, tornou-se finalmente numa parceria de paz.
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‘SPUTNIK 1’
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Os sinais de rádio ‘blip’, ‘blip’ são ouvidos por todo o mundo. O satélite faz 1440 órbitas da Terra durante três meses, viajando cerca de 60 milhões de quilómetros
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YURI GAGARIN
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Faz uma orbita da Terra a 315 quilómetros de altitude. A sua cápsula espacial ‘Vostok 1’ atingiu a velocidade de 28096 km/hora, numa missão de 108 minutos
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ALAN SHEPARD
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Faz um voo sub-orbital de 15 minutos na cápsula ‘Mercury’. Mais tarde, Shepard comanda a Apollo 14 e passa mais de nove horas na Lua
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25 DE MAIO DE 1961
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O presidente da América John F. Kennedy promete que os Estados Unidos aterram na Lua dentro de uma década. O seu discurso dispara o programa Apollo e a construção do satélite lunar ‘Saturno V’.
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20 DE JULHO DE 1969
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É um pequeno passo para o Homem, um grande salto para a Humanidade” – Neil Armstrong.
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14 DE MAIO DE 1973
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Os Estados Unidos lançam a estação espacial ‘Skylab’, construída a partir do andar superior do Saturno V. Três equipas visitam a estação nos nove meses seguintes.
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28 DE JANEIRO DE 1986
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Os sete membros da tripulação morrem quando o vaivém ‘Challenger’ explode, 70 segundos após a descolagem
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JANEIRO DE 2004
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O presidente norte-americano George W. Bush jura que a NASA vai voltar à Lua até 2020
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CRONOLOGIA
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- 1 Out, 1958: A NASA torna-se operacional
- 4 Out, 1957: Lançamento do ‘Sputnik 1’;
- 3 Nov: ‘Sputnik 2’ transporta o primeiro passageiro vivo, a cadela Laika
- 31 Jan, 1958: O primeiro satélite norte-amerciano, ‘Explorer 1’ descobre a cintura de radiação de Van Allen
- 12 Abr, 1961: O russo Yuri Gagarin torna-se o primeiro homem no espaço
- 5 Maio: Alan Shepard torna-se o primeiro americano no espaço.
- 20 Fev, 1962: John Glenn é o primeiro americano a fazer uma órbita terrestre completa
- 18 Mar, 1965: O russo Alexei Leonov faz a primeira caminhada espacial
- 20 Jul, 1969: A Apollo 11 faz aterrar o primeiro Homem na Lua
- 19 Abr, 1971: A USRR envia uma equipa de três homens para a Salyut – a primeira estação espacial
- 15 Jul, 1975: Aperto de mão no espaço – A cápusla Apollo acopula com a Soyuz. Termina efectivamente a corrida espacial
- 12 Abr, 1981: A ‘Columbia’ entra em órbita. Começa a era dos vaivéns
- 15 Nov, 1988: O vaivém soviético Buran faz o primeiro e único voo não tripulado. Aterra automaticamente após duas órbitas.
- 24 Abr, 1990: A NASA lança o telescópio espacial Hubble: Os vaivéns estendem o seu período de vida até 2013
- 20 Nov, 1998: A Rússia lança a Zarya, o primeiro módulo da Estação Espacial Internacional
- 1 Fev, 2003: O vaivém Columbia desintegra-se no regresso à Terra, ao reentrar na atmosfera, com sete austronautas a bordo
- 15 out, 2003: China torna-se no terceiro país a enviar um Homem ao espaço
- 2007: China, Japão e Índia anunciam planos para bases lunares até 2020
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in Correio da Manhã 2007.09.29