Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Blogosfera - Entrevista ao diário2.com

Leonel Vicente

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Entrevista ao diário2.com

A propósito das resenhas anuais que tenho vindo a preparar sobre a blogosfera em Portugal, foi com gosto que acedi ao convite de Sérgio Bastos para responder a uma entrevista para o diário2.com, a qual transcrevo de seguida:
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Leonel Vicente: “As notícias da morte da blogosfera foram claramente exageradas”
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Um ano depois de decretado o fim da blogosfera como comunidade, o cenário português mantém vitalidade. Como analisas o anúncio do “apocalipse” à luz de 2009?
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Recordando a famosa máxima de Mark Twain, as notícias da sua morte foram claramente exageradas.
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A blogosfera vem revelando, já ao longo de quase uma década, uma sistemática capacidade de renovação e de regeneração, sem prejuízo de registar naturais evoluções, com tendências que se vão afirmando, como a dos blogues colectivos – numa incessante busca de massa crítica… e de audiências – e o surgimento em força, desde o início de 2009, de novas plataformas da “Web social”, primeiro com um autêntico turbilhão no Twitter, mais recentemente com o Facebook, mas que não deixam de apresentar alguns traços de complementaridade com a “blogosfera tradicional”, operando em muitos casos como mais um canal de comunicação e encaminhando leitores para os blogues associados.
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Se tivesses de eleger três grandes momentos da blogosfera no ano que finda, quais seriam?
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O encerramento de alguns projectos de referência, como os casos dos blogues “Atlântico” – com contraponto quase directo no reforço dos quadros do “31 da Armada” e do “Cachimbo de Magritte” – e “Avenida Central”.
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Dentro da lógica de renovação, o surgimento do “Delito de Opinião”, uma primeira sangria no “Corta-Fitas”, que sofreria nova debandada já próximo do final do ano.
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Num ano particularmente marcado pelas três eleições realizadas em Portugal, com o país em campanha durante largos meses, a inevitável referência à criação – numa parceria do jornal “Público” e de um grupo plural de autores – de um blogue colectivo para acompanhamento desses actos eleitorais, a par de uma sucessão de “blogues de campanha”, de apoio às diferentes áreas políticas em disputa, com a relevância da blogosfera a ser compreendida e a ficar bem patente em iniciativas como a visita de bloggers às instituições da União Europeia, a convite do eurodeputado Carlos Coelho, ou na conferência de blogues com José Sócrates e na tertúlia promovida por Paulo Rangel.
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Extra esses eventos que incluiria entre os mais marcantes, um momento particularmente infeliz, que não poderia deixar de assinalar, de tal forma ele marcou – de forma transversal – a comunidade: o prematuro desaparecimento de Jorge Ferreira, um dos mais activos e entusiastas bloggers em Portugal.
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Papa MyZena, SIMplex, Jamais, Rua Direita, blogues de apoio a áreas políticas foram e vieram, assim como blogues de campanha. Não faria sentido uma acção prolongada no tempo por parte dos seus autores? Ou será que esse espaço já é preenchido por blogues como o 31 da Armada e Jugular?
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Ao longo dos anos, a blogosfera vem ditando algumas regras ou “leis” implícitas: para se fazer parte integrante e activa da comunidade é pressuposto que haja intercâmbio e debate de ideias, que haja abertura a comentários (não obstante algumas excepções…), sobretudo que haja uma presença (minimamente) perene.
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Os referidos blogues são um epifenómeno na medida em que agregam temporariamente – tendo por motivação uma acção de campanha com duração limitada e previamente definida (até ao dia das eleições…) –, um conjunto de diversos autores de outros blogues, que têm como factor de unidade a referida campanha, finda a qual se esgota o objectivo e conteúdo do blogue, regressando naturalmente “às suas origens”.
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O debate continuado, de forma mais estrutural, com carácter de permanência ao longo do tempo, vem sendo mantido por outro tipo de blogues –  essencialmente também blogues colectivos – posicionados nos vários segmentos do espectro político-partidário português. Para além dos citados 31 da Armada e Jugular, mencionaria também os casos d’O Insurgente, Cachimbo de Magritte, Portugal dos Pequeninos, Blasfémias, Mar Salgado, Câmara de Comuns, Aspirina B, Da Literatura, A Regra do Jogo e Ladrões de Bicicletas.
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Vivemos tempos de cruzamento entre a “publicação instantânea” (blogues) e a opinião em “tempo real” (Twitter / Facebook). Pelo teu relato, a blogosfera não definhou em 2009. É de esperar o contrário em 2010?
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Como referi anteriormente, estas novas ferramentas de publicação instantânea assumem uma dupla vertente: por um lado, o papel de mensagens com carácter mais imediatista, potenciando o diálogo – dentro das condicionantes do limitado número de caracteres –, por outro, um canal complementar de difusão dos artigos publicados em blogues, em paralelo com a função de encaminhamento de leitores para esses blogues.
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Sendo natural que haja algumas opiniões mais imediatistas, que são orientadas de forma privilegiada e natural para o Twitter – tem um código de linguagem específico, que se proporciona a frases curtas, como que “aforismos”, com contraponto na limitação de conteúdo que obriga a remeter discursos mais articulados para o blogue –, não antevejo alterações significativas neste padrão de comportamento, pese embora alguma eventual diminuição de frequência de publicação nos blogues, mas que não deverá colocar em causa a sua posição de charneira como ferramenta de publicação.
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Público, Expresso, Sábado têm redes de blogues. O que esperar do futuro desta confluência entre media e bloggers?
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Esta tendência de complementaridade e interpenetração entre blogues e a “mediaesfera” vem já de trás – desde logo com a captação de novos colunistas e “opinion makers” revelados na blogosfera e, num momento seguinte, com o progressivo afluir de jornalistas aos blogues  –, tendo-se acentuado nos anos mais recentes, quer com a consolidação de sistemas de blogues “afiliados”, a par de blogues mantidos por colunistas da própria publicação, como no Expresso, Público, SIC, Sol ou Visão.
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Por outro lado, a versão online do Público permite ligações directas aos “posts” de blogues que fazem referência aos seus artigos, enquanto o Expresso passou a enviar previamente a determinados autores de blogues algumas das “matérias” a publicar na edição seguinte, a par do comentário sobre assuntos em destaque na blogosfera, como faz também o Jornal de Notícias.
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As redes de blogues de jornais não deixam de defrontar uma limitação, a de não estarem à partida integradas na “comunidade geral” da blogosfera, o que implica – a par de um posicionamento que pode ser de alguma forma apercebido como sendo mais institucional – esforços adicionais no sentido de partilha e integração dessa comunidade.
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Em 2009, a iniciativa do Público, lançando um blogue para acompanhamento dos actos eleitorais, participado por uma quarentena de bloggers, veio dar mais um claro sinal dessa interpenetração e do crescente papel do “jornalismo de cidadão”, que será de prever se venham a reforçar e intensificar no futuro, beneficiando também das potencialidades tecnológicas, de captação e retransmissão de imagem (foto e vídeo).
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(diário2.com)
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Memória Virtual - «Clint Eastwood» e «Internet Grátis?»

Invictus – Clint Eastwood





O futuro (da Internet) é grátis?

A propósito do novo livro do editor da revista Wired, Chris Anderson, que recentemente esteve na TSF, vamos conversar com Paulo Querido, provavelmente o jornalista português mais empenhado na revolução digital. O que diz Chris Anderson, neste livro chamado Free (Grátis), é que «em muitos casos, as empresas podem conquistar mais receitas se oferecerem os produtos aos seus clientes em vez de lhos cobrarem».
(TSF – “Mais cedo ou mais tarde” – para ouvir aqui)
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Posted: 20 Nov 2009 08:35 AM PST
Memória - TagCloud
Da VinciEinsteinVan GoghBeethovenVasco da GamaWashingtonCamõesMozartFernando PessoaColomboAlmada NegreirosPicasso
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

i – Problemas e soluções


Memória Virtual




Posted: 18 Nov 2009 02:40 AM PST

Mais uma excelente primeira página do jornal i, com um jornalismo que não se limita a noticiar os problemas, mas também a procura de soluções.

Posted: 17 Nov 2009 10:44 AM PST
O New Oxford English Dictionary anunciou a sua palavra do ano de 2009, considerada como tendo um potencial de longevidade e sendo o seu significado claramente compreensível no contexto das redes sociais online:
§ unfriend – verb – To remove someone as a ‘friend’ on a social networking site such as Facebook
Pode ler mais sobre a “palavra do ano”, um «não necessariamente fiável, mas fascinante barómetro tecnológico», aqui (com uma análise da sua recente evolução histórica) ou aqui, e, ainda, aqui.
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Darwin nos Açores - Diário Pessoal


Memória Virtual




Posted: 20 Nov 2009 08:38 AM PST

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Era uma vez um navio da marinha real britânica com cerca de 27 metros de comprimento que entre 1826 e 1843 fez três grandes viagens para cartografar os mares do hemisfério sul – chamava-se Beagle. Na segunda dessas viagens embarcaram 74 tripulantes, entre os quais um jovem e entusiasta naturalista de 22 anos. Durante quatro anos, nove meses e cinco dias, entre 1831 e 1836, Charles Darwin viajou à volta do mundo no navio comandado pelo Capitão FitzRoy. Mas apenas um terço desse período, cerca de 18 meses, foram realmente passados no mar. Durante a maior parte do tempo Darwin caminhou em terra firme, em longas caminhadas e expedições a cavalo, trilho acima, trilho abaixo numa recolha incansável de fósseis, plantas e animais, muitos nunca antes descritos pela ciência. A lavra foi grande e quando voltou a pisar Inglaterra no dia 2 de Outubro de 1836, tinha recolhido 5436 espécimes. [...]
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No próximo dia 24 de Novembro o Observatório do Mar dos Açores (OMA) associa-se às celebrações darwinianas com o lançamento de um pequeno opúsculo que celebra a passagem de Darwin pelos Açores.
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A obra será lançada no próximo dia 24 de Novembro pelas 18h na Biblioteca Municipal de São Roque do Pico e na Fábrica da Baleia do Faial.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Jornal i recebe prémios de melhor design


Posted: 16 Nov 2009 04:24 AM PST

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O jornal i foi distinguido nos prémios ÑH com o título de “Melhor Design Editorial de Espanha & Portugal”,  na categoria dos jornais com 20 mil a 60 mil exemplares.
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P. S. O i foi entretanto também premiado como “Best European National Newspaper of the year“.
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in Memória Virtual
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Memória Virtual e o Muro de Berlim (2)


Memória Virtual






Posted: 10 Nov 2009 01:04 AM PST
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Para além de filtros e de factores de autoridade, as listas do Twitter têm implícita uma outra função, a de “etiquetar” ou atribuir rótulos a cada um dos utilizadores.
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Dito de outra forma: como é que os utilizadores me vêem, me “catalogam”?
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Pela amostra junta, a minha conta surge associada: a blogues / blogosfera; a Portugal; aos twitters portugueses; autor; “mundo digital”; às “letras”; e, ainda, como “power user” e “power lister”!
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Posted: 09 Nov 2009 10:05 AM PST

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CLAMOR IN THE EAST; EAST GERMANY OPENS FRONTIER TO THE WEST FOR MIGRATION OR TRAVEL; THOUSANDS CROSS
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East Germany on Thursday lifted restrictions on emigration or travel to the West, and within hours tens of thousands of East and West Berliners swarmed across the infamous Berlin Wall for a boisterous celebration.
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Border guards at Bornholmer Strasse crossing, Checkpoint Charlie and several other crossings abandoned all efforts to check credentials, even though the new regulations said East Germans would still need passports and permission to get across. Some guards smiled and took snapshots, assuring passers-by that they were just recording a historic event.
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Politburo Announcement
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The mass crossing began about two hours after Gunter Schabowski, a member of the Politburo, had announced at a press conference that permission to travel or emigrate would be granted quickly and without preconditions, and that East Germans would be allowed to cross at any crossing into West Germany or West Berlin.
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”We know this need of citizens to travel or leave the country,” Mr. Schabowski said. ”Today the decision was taken that makes it possible for all citizens to leave the country through East German crossing points.”
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(The New York Times – edição de 10.11.1989)
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A ler, também no New York Times:
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§ A Division Through Time (infografia do “antes” e “depois” do Muro)
§ The View From the Wall (painel de fotos enviadas por leitores)
E, ainda, uma compilação de artigos publicados em diversos media a nível internacional (que fui agregando na minha conta no delicious).
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De forma a facilitar a sua consulta, os 10 artigos hoje publicados no Memória Virtual, evocando esta data crucial da História, encontram-se reunidos aqui.
Posted: 09 Nov 2009 08:50 AM PST
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Gorbachev: The Unlikely Patron of Change
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The 1980s came to an end in what seemed like a magic act, performed on a world-historical stage. Trapdoors flew open, and whole regimes vanished. The shell of an old world cracked, its black iron fragments dropping away, and something new, alive, exploded into the air in a flurry of white wings.
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Revolution took on a sort of electronic lightness of being. A crowd of half a million Czechoslovaks in Wenceslas Square would powder into electrons, stream into space at the speed of light, bounce off a satellite and shoot down to recombine in millions of television images around the planet.
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The transformation had a giddy, hallucinatory quality, its surprises tumbling out night after night. The wall that divided Berlin and sealed an international order crumbled into souvenirs. The cold war, which seemed for so long part of the permanent order of things, was peacefully deconstructing before the world’s eyes. After years of numb changelessness, the communist world has come alive with an energy and turmoil that have taken on a bracing, potentially anarchic life of their own. Not even Stalinist Rumania was immune.
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The magician who set loose these forces is a career party functionary, faithful communist, charismatic politician, international celebrity and impresario of calculated disorder named Mikhail Sergeyevich Gorbachev.
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(Time – edição datada de 01.01.1990)
Posted: 09 Nov 2009 07:35 AM PST


Life in The Golden Ghetto
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As the East German regime collapses before its anti-Communist opponents, it is yielding up enough evidence of corruption to provide yet another cause of bitter popular resentment against the discredited hierarchy. The allegations of illegal nest feathering have shocked and outraged ordinary citizens, party members and nonmembers alike. Disgrace knows no limits for Erich Honecker, less than two months ago the most powerful man in East Germany: last week the former party chief and eight of his erstwhile top lieutenants were formally charged by the state prosecutor’s office with “enriching themselves through abuse of office.” Seven of the ex-Politburo members were packed off to jail pending trial. Illness spared the other two, including Honecker, from suffering the same fate — at least for the time being.
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(Time – edição datada de 18.12.1989 – publicada a 12.12.1989)
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Posted: 09 Nov 2009 06:20 AM PST
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East-West: Turning Visions Into Reality
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By the time George Bush and Mikhail Gorbachev arrived in Malta, there was no longer any pretense that this was to be a meeting where they simply sat back and talked. How do you put your feet up when the deck beneath you is trembling and the winds are howling, in Marsaxlokk Bay and throughout the tattered Soviet empire? This first Bush-Gorbachev summit, which the American President initially proposed as a way to restart the becalmed U.S.-Soviet relationship, was now also the first to take place in the uncertain new world ushered in by the upheavals shaking Eastern Europe. And if this meeting was to be a step in shaping the future, there could be no more appropriate setting than at sea, even a sea as wild as the one last weekend around Malta. In a world that seemed to be dissolving, where better to meet than in a place with no boundary lines, no familiar landmarks — and no firm footing?
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(Time – edição datada de 11.12.1989 – publicada a 05.12.1989)
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Memória Virtual e o Muro de Berlim (1)

Memória Virtual






Posted: 09 Nov 2009 05:05 AM PST


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What happened in Berlin last week was a combination of the fall of the Bastille and a New Year’s Eve blowout, of revolution and celebration. At the stroke of midnight on Nov. 9, a date that not only Germans would remember, thousands who had gathered on both sides of the Wall let out a roar and started going through it, as well as up and over. West Berliners pulled East Berliners to the top of the barrier along which in years past many an East German had been shot while trying to escape; at times the Wall almost disappeared beneath waves of humanity. They tooted trumpets and danced on the top. They brought out hammers and chisels and whacked away at the hated symbol of imprisonment, knocking loose chunks of concrete and waving them triumphantly before television cameras. They spilled out into the streets of West Berlin for a champagne-spraying, horn-honking bash that continued well past dawn, into the following day and then another dawn. As the daily BZ would headline: BERLIN IS BERLIN AGAIN.
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(Time – edição datada de 20.11.1989 – publicada a 14.11.1989)
Posted: 09 Nov 2009 03:50 AM PST
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Freedom!
For 28 years it had stood as the symbol of the division of Europe and the world, of Communist suppression, of the xenophobia of a regime that had to lock its people in lest they be tempted by another, freer life — the Berlin Wall, that hideous, 28-mile-long scar through the heart of a once proud European capital, not to mention the soul of a people. And then — poof! — it was gone. Not physically, at least yet, but gone as an effective barrier between East and West, opened in one unthinkable, stunning stroke to people it had kept apart for more than a generation. It was one of those rare times when the tectonic plates of history shift beneath men’s feet, and nothing after is quite the same.
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(Time – edição datada de 20.11.1989 – publicada a 14.11.1989)
Posted: 09 Nov 2009 02:35 AM PST


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When Gorbachev first spoke of “new thinking” in foreign policy, many in the West — especially in the U.S. — doubted his sincerity. The real test was whether Gorbachev would end the policy at the heart of the cold war: the subjugation of Eastern Europe. At the end of last year, in a speech at the United Nations, Gorbachev declared that he would. “Freedom of choice is a universal principle,” he said. Yet the doubts lingered. They always seemed to come down to the question: Is Gorbachev for real?
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There can be only one answer now: yes, emphatically yes. Earlier this year, after Poland’s Communists lost the most open elections since World War II but tried nevertheless to thwart Solidarity’s effort to form a government, Gorbachev spoke by phone to the Communist Party leader, who subsequently backed down. Gorbachev has also provided public approval to the Hungarian reformers. In summing up a Warsaw Pact meeting in Bucharest last July, he pronounced: “Each people determines the future of its own country and chooses its own form of society. There must be no interference from outside, no matter what the pretext.”
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(Time, edição datada de 06.11.1989 – publicada a 31.10.1989)
Posted: 09 Nov 2009 01:20 AM PST
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For the Russians, tempered by centuries of land invasions, national security has long been defined as the control of territory and the subjugation of neighbors. Moscow’s desire for a protective buffer, combined with a thousand- year legacy of expansionism and a 20th century overlay of missionary Marxism, was what prompted Stalin to leave his army in Eastern Europe after World War II and impose puppet regimes in the nations he had liberated. [...]
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“These changes we’re seeing in Eastern Europe are absolutely extraordinary,” George Bush told the New York Times last week. In fact, 1989 will be remembered not as the year that Eastern Europe changed but as the year that Eastern Europe as we have known it for four decades ended. The concept was always an artificial one: a handful of diverse nations suddenly iron- curtained off from their neighbors and force-fed an unwanted ideology. Soviet dominion over the region may someday be regarded as a parenthetical pause (1945-89) that left economic scars but had little permanent impact on the culture and history of Central Europe. [...]
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(Time, edição datada de 06.11.1989 – publicada a 31.10.1989)
Posted: 09 Nov 2009 12:05 AM PST


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The wall was illegal, immoral and strangely revealing—illegal because it violated the Communists’ solemn contracts to permit free movement throughout the city; immoral because it virtually jailed millions of innocent people; revealing because it advertised to all the world the failure of East Germany’s Communist system, and the abject misery of a people who could only be kept within its borders by bullets, bayonets and barricades.
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(Time – edição datada de 25.08.1961)
Posted: 08 Nov 2009 04:05 PM PST
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The scream of sirens and the clank ot steel on cobblestones echoed down the mean, dark streets. Frightened East Berliners peeked from behind their curtains to see military convoys stretching for blocks. First came the motorcycle outriders, then jeeps, trucks and buses crammed with grim, steel-helmeted East German troops. Rattling in their wake were the tanks — squat Russian-built T-34s and T-54s. At each major intersection, a platoon peeled off and ground to a halt, guns at the ready. The rest headed on for the sector border, the 25-mile frontier that cuts through the heart of Berlin like a jagged piece of glass. As the troops arrived at scores of border points, cargo trucks were already unloading rolls of barbed wire, concrete posts, wooden horses, stone blocks, picks and shovels. When dawn came four hours later, a wall divided East Berlin from West for the first time in eight years.
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(Time – edição datada de 25.08.1961)
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