Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Filmes da Argentina e do Peru são indicados ao Oscar

 

Cultura

Vermelho - 2 de Fevereiro de 2010 - 16h48

O filme argentino O Segredo dos Seus Olhos, dirigido por Juan José Campanella, foi escolhido nesta terça-feira como um dos cinco candidatos ao Oscar de melhor filme em língua não inglesa. Também foi escolhido o filme peruano A Teta Assustada, da diretora Claudia Llosa, na primeira vez em que o cinema do Peru consegue uma indicação nessa categoria.
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O cinema argentino vai concorrer à estatueta dourada entregue pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas americana com o antecedente de já ter conseguido o prêmio em 1986, por A História Oficial, de Luis Puenzo.
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Outros filmes argentinos que já tiveram indicações ao Oscar em anos anteriores são A Trégua (1974), Camila (1998), Tango (1998) e O Filho da Noiva (2002), este último também dirigido por Campanella.
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O Segredo dos Seus Olhos foi sucesso de bilheteria na Argentina, onde foi visto por mais de 2,5 milhões de espectadores. Também foi muito bem recebido na Espanha.
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"Vive-se o processo com tanta angústia que depois, quando chega a notícia, é um alívio", disse Campanella a um canal de TV em conversa telefônica desde Los Angeles.
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O premiado ator Ricardo Darín é o protagonista do filme e também representou o personagem principal de O Filho da Noiva.
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Em O Segredo dos Seus Olhos, baseado no romance La pregunta de sus ojos, de Eduardo Sacheri, Darín interpreta um funcionário de tribunal que se empenha em escrever um romance sobre um caso no qual se envolveu durante a turbulenta década de 1970 na Argentina.
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No filme peruano A Teta Assustada, estrelado por Magaly Slier, Efraín Solís, Marino Ballón e Antolín Prieto, o personagem principal sofre de "teta assustada", uma doença transmitida pelo leite materno de mulheres maltratadas na época do auge do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.
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Os filmes da Argentina e do Peru vão competir pelo Oscar de filme em língua estrangeira com Ajami, de Israel, O Profeta, da França, e A Fita Branca, da Alemanha.
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Fonte: Reuters
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Ícone de canal

EuropaFilmes



O novo filme do diretor de O FILHO DA NOIVA.

Mais de 3 milhões de espectadores na Argentina.

INDICADO AO OSCAR 2010 DE MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Sinopse: Durante 25 anos um crime permaneceu sem solução na memória de Benjamín Espósito. Agora, bem mais maduro, ele decide voltar a essa história, questionando de novo aquele passado de amor, morte e amizade. Porém, essas recordações, postas em liberdade, lembradas tantas vezes, mudaram sua visão desse passado. E reescreverão seu futuro.
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A Fita Branca é considerado favorito a Oscar de filme estrangeiro


 

Cultura

Vermelho - 3 de Fevereiro de 2010 - 14h41


"A Fita Branca", do diretor austríaco Michael Haneke, uma história sombria sobre as origens do terror nazista, é o favorito para receber o Oscar de melhor filme em língua estrangeira, segundo previsões de críticos de cinema.

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O filme alemão em preto e branco já recebeu prêmios importantes, incluindo a Palma de Ouro em Cannes e o Globo de Ouro em Hollywood, fazendo dele o favorito na disputa, disseram críticos e observadores de premiações.
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Entre os outros filmes estrangeiros indicados ao Oscar na terça-feira estão o drama criminal francês "O Profeta" e o filme peruano tristonho "A Teta Assustada", que recebeu o prêmio principal do Festival de Cinema de Berlim.
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Completaram as indicações a produção israelense "Ajami" e "O Segredo dos Seus Olhos", do diretor argentino Juan José Campanella, o único dos cinco a já ter tido um trabalho anterior seu incluído nas indicações a essa categoria do Oscar.
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"Sou supersticioso, então prefiro não cantar vitória antes da hora", disse Haneke à Reuters por telefone desde sua casa em Viena, falando com a ajuda de um tradutor. "Se você ganha o Oscar, isso é muito bom para os negócios -- e, é claro, é uma honra."
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"A Fita Branca" trata de uma série de crimes sinistros no norte da Alemanha na véspera da 1a Guerra Mundial. Os especialistas em Oscar acham que os prêmios que o filme já recebeu aumentaram sua exposição entre os eleitores do Oscar.
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"É o favorito, e já recebeu muito reconhecimento", disse o crítico de cinema Emanuel Levy. Mas ele chamou a atenção para o fato de que a categoria de filme estrangeiro às vezes reserva surpresas. No ano passado a expectativa geral era que "Valsa com Bashir" fosse o vencedor na categoria, mas o filme israelense perdeu para o trabalho japonês "A Partida".
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Peru tem primeira indicação
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E "A Teta Assustada", filme que transcorre em ritmo pausado, não era o favorito para vencer no Festival de Berlim este ano. No entanto, recebeu o prêmio principal e vem agradando aos cinéfilos.
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"A Teta Assustada" é o primeiro filme do Peru indicado na categoria de melhor filme em língua estrangeira. A história trata de uma garota chamada Fausta, que nasceu de um estupro sofrido por sua mãe durante duas décadas de violência rebelde no país.
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"É algo muito importante para nós", disse à Reuters a diretora peruana Claudia Llosa, de 33 anos. "É como se nosso país estivesse mostrando sua memória ao mundo. Este filme mostra que, de algum modo, conseguimos arrancar algo de belo das trevas."
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O diretor de "O Profeta", o francês Jacques Audiard, disse em comunicado à imprensa que se sente "espantado" e "imensamente grato" pela indicação de seu filme, sobre um jovem sentenciado a seis anos de prisão e obrigado a usar de sua astúcia para sobreviver a um perigoso enfrentamento entre quadrilhas.
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O cineasta judeu Yaron Shani, que co-escreveu e co-dirigiu "Ajami" com o palestino Scandar Copti, disse que espera que a indicação ao Oscar atraia público a seu filme. Ambientado nas ruas do bairro Ajami, em Jaffa, o drama criminal trata das divergências entre os muçulmanos, cristãos e judeus da cidade.
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Todos os diretores disseram que a indicação ao Oscar será um incentivo a seus filmes no difícil mercado de filmes em língua estrangeira nos Estados Unidos.
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"Se meu filme ganhar o Oscar, isso será maravilhoso, é claro, mas a indicação é mais importante por transmitir a mensagem do filme e tentar chegar a mais pessoas", disse Shani à Reuters.
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Fonte: Reuters
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  • CAnsado

    04/02/2010 11h34
    Com todo respeito ao cruéis acontecimentos do século passado, mas não aguento mais filme sobre nazismo, poderíamos ao menos mudar para o atual "nazismo israelense", sei lá! Vira o disco!
    Roberto
    Brasília - DF
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sábado, 16 de janeiro de 2010

"No Meu Lugar" aborda tensão de classes no Rio


Cultura

Vermelho - 13 de Novembro de 2009 - 13h23

Um incidente que resulta numa tragédia inesperada e suas bifurcações estão no centro do drama "No meu lugar," de Eduardo Valente. Aqui, a violência no Rio de Janeiro, tema recorrente do cinema nacional, é vista por um prisma mais humanista, que investiga as causas e consequências na vida de um grupo de personagens.

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O longa, que estreia em São Paulo, Rio, Manaus, Recife e Santos, começa com um prólogo, no qual um policial, Zé Maria (Márcio Vito), é abordado na rua por uma mulher desesperada, Sandra (Luciana Bezerra), cujo patrão está sob a ameaça de um homem armado. O policial entra na casa - numa sequência nervosa, com a câmera na mão - e tiros são disparados. Começa então a narrativa.
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Aos poucos, "No Meu Lugar" desvenda o que aconteceu. Mas para isso, o tempo é fraturado em três momentos cruciais para cada grupo de personagens envolvidos no incidente. Sandra é empregada da família de Elisa (Dedina Bernardelli) e começa a ter um caso com Beto (Raphael Sil), jovem entregador de um supermercado, morador de uma favela.
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Num tempo imediato aos tiros, acompanhamos Zé Maria, suspenso da corporação, e morando com a filha, Janaina (Nivea Magno), que tenta a todo custo ajudar o pai a superar essa fase. No entanto, a relação dos dois começa a ficar complicada, na medida em que o policial encontra dificuldades em lidar com as pressões da investigação e seus conflitos internos.
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Cinco anos depois do incidente, Elisa, casada novamente e morando em outra cidade, volta para a casa, no Rio, com seu novo marido (Licurgo Spindola) e dois filhos. O objetivo é vender a casa e enterrar o passado. Mas sua ex-sogra (Malu Rocha) não facilita as coisas.
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Num filme como "No Meu Lugar", em que três narrativas se cruzam e interferem uma na outra, a montagem é crucial. Nesse sentido, o trabalho do montador Quito Ribeiro ("O Maior Amor do Mundo") é exemplar, dando tempo para que cada um dos vértices do triângulo se desenvolva organicamente, assim como a linha que os une, permitindo que as histórias aconteçam sem pressa ou com excessivas explicações.
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Nisso também ajuda o trabalho de Valente, que também assina o roteiro, ao lado de Felipe Bragança ("O Céu de Suely"), criando situações verossímeis e personagens críveis, com arcos dramáticos bem desenvolvidos.
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A opção para não mostrar o que realmente aconteceu no incidente que desencadeia o filme - que é apenas ouvido - também é inteligente, pois não entrega facilmente a trama, nem rotula personagens como mocinhos ou vilões.
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Ao fugir das obviedades do tema da violência e da guerra de classes no Rio de Janeiro - às vezes exploradas à exaustão -, Valente faz um filme em que a cidade converge seus extremos. Mas o longa nunca exagera - os ricos não são caricatamente ricos, nem os pobres absurdamente pobres.
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Os personagens são pessoas tentando sobreviver em meio à tensão socioeconômica com as ferramentas que possuem. Alguns conseguem, outros, não.


Fonte: Reuters

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Hemingway abandonou Cuba por pressão dos EUA

http://www.costello.hants.sch.uk/english/hemingway.jpg
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O escritor norte-americano Ernest Hemingway fez as malas e abandonou Cuba apressadamente após a revolução de Fidel Castro por pressão do embaixador de Washington na ilha, apontou a imprensa cubana no domingo.


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Segundo a diretora do Museu Hemingway de Havana, o ganhador do Nobel de literatura simpatizava com a revolução que levou Castro ao poder em 1959.

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"Segundo aponta a maioria de seus biógrafos, a decisião de ir embora deveu-se a uma frustração com o triunfo da Revolução Cubana. Mas a especialista Ada Rosa Alfonso Rosales, diretora do Museu Ernest Hemingway, assegura que o então embaixador dos Estados Unidos, Philip Wilson Bonsal, obrigou o autor a abandonar a ilha", disse o diário oficial Juventud Rebelde.

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Hemingway viveu em Cuba por mais de 20 anos e voltou aos EUA em 25 de julho de 1960, um ano e meio depois da revolução.

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De acordo com Rosales, Hemingway expressou seu apoio à revolução cubana em declarações à imprensa norte-americana em 1959 e em 1960 disse ao jornal soviético Pravda que o processo cubano era "indestrutível e fabuloso".

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Fonte: Reuters

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in Vermelho - 2 DE AGOSTO DE 2009 - 21h09

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