Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 6 de outubro de 2007

Os lobos não faltaram


* Correia da Fonseca
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A televisão permitiu-me, permitiu-nos, ouvir Ruy de Carvalho ler, no Panteão Nacional e em plena cerimónia da trasladação dos restos mortais de Aquilino Ribeiro, umas páginas de «O Malhadinhas». Apesar da voz esplêndida de Ruy de Carvalho e da sua indiscutível capacidade de leitura, por mim teria preferido um outro texto onde a beleza da prosa de Aquilino se revelasse melhor e a oralidade regional não implicasse o risco de confundir o auditor. Talvez as páginas iniciais de «A Casa Grande de Romarigães», por exemplo. Suponho, porém, que a escolha de «O Malhadinhas» correspondeu também à ideia muito generalizada de que aquela é a mais conhecida obra de Aquilino (embora tenha surgido como um conto apenas de «Estrada de Santiago», em 1922, desse livro tendo sido retirado e ampliado mais tarde, em 46, um pouco a contragosto do autor). Por mim, se convidado a indicar qual a obra de Aquilino mais conhecida neste pardacento tempo em que «Aquilino já não é lido», como agora se ouviu dizer na TV por mais de uma vez, indicaria «Quando os Lobos Uivam», onde aliás muitos e significativos textos como que aguardavam a voz do Ruy de Carvalho. Não foi essa a escolha, tenho pena, não é grave, mas, tendo mau feitio, sinto que me fica a mordiscar uma suspeita decerto injusta: a de que a preterição do livro pelo qual Aquilino foi arrastado para um tribunal fascista terá resultado da intenção de não lembrar esse momento no decurso de uma cerimónia desejada como de «união nacional». Contudo, como se sabe, «Quando os Lobos Uivam» até surgiu há relativamente pouco tempo aos olhos dos portugueses sob a forma de uma série televisiva de excelente qualidade. Sendo assim, intriga-me que se possa dizer que «O Malhadinhas» é mais conhecido. Enfim, pode ser. Porque, como repete agora um fatigante estribilho publicitário, «há coisas fantásticas, não há?».

O que está provado

É preciso registar que a RTP cumpriu desta vez o seu dever, fazendo uma larga cobertura da trasladação e das intervenções que homenagearam Aquilino (incluindo a intervenção musical com obras de Luís de Freitas Branco), recorrendo à útil e saborosa colaboração de Baptista-Bastos, fazendo umas entrevistazinhas não muito bem conduzidas e repetindo tudo isso noutros canais. Alguém terá lembrado à RTP os seus deveres de «serviço público». Entretanto, já terminara a cerimónia e as figuras presentes em dispersão, estava a reportagem então sediada ao ar livre, diante do portal da Igreja de Santa Engrácia, quando chegou aos microfones e também aos ouvidos dos presentes um distante clamor, qualquer coisa que chegou a lembrar uns uivos mas que eram apenas vaias lançadas por um grupo monárquico discordante da homenagem. Invocavam esses tais que Aquilino Ribeiro terá estado envolvido na conspiração de que resultou o regicídio, isto é, a morte do rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe no Terreiro do Paço quando regressavam de mais uma caçada em Vila Viçosa. De facto, é apenas uma acusação, nada está apurado. O que está apurado e provado, isso sim, é que desde o ano anterior, 1907, D. Carlos se situara numa posição de ilegalidade constitucional ao colocar o País sob uma ditadura gerida por João Franco. E também que grandes escândalos, com relevo para o chamado «escândalo dos adiantamentos à Casa Real», agravados por uma intensificação feroz da repressão policial, colocavam o rei na situação moral de réu. A 28 de Janeiro uma tentativa revolucionária malogrou-se em Lisboa. O País estava como que em guerra civil virtual. Rei e príncipe foram abatidos nesse contexto por dois homens que bem sabiam que também iriam morrer imediatamente, como veio a acontecer. Tudo isto é aqui sumariamente lembrado para sublinhar que, de qualquer modo, estar de acordo com os conspiradores não era estar de acordo com vulgares assassinos. Mas o caso serviu para que um punhado de obsoletos monárquicos tentasse dar nas vistas. Por isso se lhes ouviu as vaias que pareceram uivos. Era natural os lobos não faltarem à cerimónia.
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in Avante 2007.09.27

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Casa-museu Aquilino Ribeiro


* Emanuel Nunes
Jornalista
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Fundação e museu funcionam sem qualquer tipo de apoio público ou privado.
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No dia da trasladação de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional, a SIC visitou a Casa-museu do escritor em Moimenta da Beira. Uma instituição que funciona apenas graças à herança da família.
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Era numa casa de traço antigo, toda feita em pedra e rodeada por um enorme terreno de cultivo que moravam os avós de Aquilino Ribeiro. A propriedade fica em Soutosa, no concelho de Moimenta da Beira. Era aqui que o escritor passava os Verões e onde escreveu algumas das suas obras. É também nesta casa que está grande parte do espólio do autor de “O Romance da Raposa”.
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Exposta no museu, está também a secretária que o escritor usou em Lisboa e em Santo Amaro de Oeiras. Foi comprada em 1925 por 1100 escudos. Nestas salas, há também diversas primeiras edições de várias obras. Algumas com dedicatórias à primeira mulher: a alemã Grete Tiedemann.
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Desde 1988 que esta casa é tambem a sede da Fundação Aquilino Ribeiro. Uma instituição criada pelo filho e pela nora do escritor.
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Maria Josefa de Campos, de 86 anos, considera justa a homenagem que hoje se faz ao sogro. Só tem pena de não poder participar na cerimónia devido a um problema de saúde que a impede de sair à rua.
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A Casa-museu vai sobrevivendo com alguma dificuldade, apesar das valiosas obras de arte no seu interior. As receitas vêm apenas do que pagam os visitantes - 2 euros - e mesmo assim, há quem vá embora porque acha caro. De resto, não há nenhuma instituição pública ou privada que apoie a actividade do museu e da fundação.
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Publicação: 19-09-2007 15:04 Última actualização: 19-09-2007 17:35
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in SIC notícias
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Fotografia - Foi nesta casa que Aquilino Ribeiro escreveu algumas das suas obras

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Para o Panteão Nacional - Trasladação de Aquilino Ribeiro divide opiniões


A partir de hoje Aquilino Ribeiro torna-se o décimo português a ter honras no Panteão Nacional, no entanto, a trasladação dos seus restos mortais do escritor está a dividir opiniões. O professor Mendo Castro Henriques afirma que o escritor esteve envolvido na morte do rei D. Carlos, enquanto regedor da Confraria Aquiliana defende que a obra do escritor é suficiente para justificar a honra conferida.
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O professor de Filosofia Mendo Castro Henriques, um dos subscritores de uma petição online contra a transladação do escritor, afirma, em declarações à rádio TSF, estar provado o envolvimento de Aquilino Ribeiro no regicídio. Para além de referir a existência de documentação que comprova a ligação de Aquilino Ribeiro à morte do rei D. Carlos, este docente da Universidade Católica refere que outra das provas é a fuga do escritor para Paris e a recusa do presidente francês Clemanceau em extraditá-lo. Este professor afirma ainda que a participação do escritor fica ainda comprovada pelas referências “ao longo da sua obra, até com expressões fortes como a que aparece no livro 'Lápides Partidas'”.
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Por sua vez, o regedor da Confraria Aquiliniana, Jerónimo Costa, citado pela mesma rádio, afirma que o alegado envolvimento de Aquilino Ribeiro na morte do rei D. Carlos “não tem qualquer tipo de confirmação”.
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Jerónimo Costa salienta a obra de Aquilino Ribeiro como uma das mais emblemáticas do séc. XX, motivo que considera ser “mais do que suficiente para a trasladação”.
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A urna com os restos mortais de Aquilino Ribeiro foi esta manhã trasladada para o Panteão Nacional, numa cerimónia com honras de Estado a assistiram o Presidente da República, Cavaco Silva, o primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
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in Correio da Manhã 2007.09.19
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Foto - Aquilino Ribeiro, sua mulher Grete Tiedemann e o primeiro filho Aníbal Aquilino Fritz Tiedemann Ribeiro, em Março de 1914, em Paris
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» Artigos Relacionados
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19-09-2007 - 00:00:00 A garra de um escritor
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» Comentários no CM on line
Quarta-feira, 19 Setembro
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- Nuno mas então tambem a Amália não devia ter ido para o Panteão, pois foi uma bandeira do antigo regime
- QM Que os Portugueses de Bem tomem conhecimento de mais um bárbaro atentado à Memória do Rei Mártir e do Príncipe Real!Aguardem pelo lançamento do livro O CÓDIGO DO REGICÍDIO e vão ficar a saber quem é esse "novo inquilino" do Panteão Nacional.E as ossadas do A.Costa e do M.Buiça, não lhes vão fazer companhia? Não há dúvida que estamos numa república podre e sem escrúpulos!! Que nojo!
- José Monteiro Aquilino Ribeiro é um dos maiores vultos da Cultura Portuguesa - Amadora
- PP O MELHOR MESMO,ERA TRANSLADAR O GOVERNO PARA OUTRO PAÍS (GÉNERO IRAQUE).
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» Comentários no CM on line ao artigo A garra de um escritor
Quarta-feira, 19 Setembro
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- fica la muito bem Caluniai, caluniai porque ficara sempre alguma coisa. Dizia o Goebells. Tenham vergonha, ou juizo, por favor!
- o corvo A história de um "albergue espanhol". Só falta o Buiça o Salazar, o Afonso Costa , o Barbieri Cardoso, o Miguel de Vasconcelos , o Cunhal , o Otelo o Ze do Telhado e sei lá quantos....
- ptp A vergonha instala-se sempre que o PS paga favores à MAÇONARIA IRREGULAR(LEIA-SE GOL)Antes de escritor e de "antifascista"foi bombista, anarquista , agitador caluniador e por fim cumplice material ou moral de um assassinato que se saiba! Na dita casa também está um proto-fascista que se revoltou contra Salazar porque ele não lhe deu o tacho que ele queria.
- Leandro Coutinho Foge cão que fazem Barão.. Para onde? - que me fazem Conde! Parece ser poreciso trazer esta frase á memória dos que estão tão "indignados" com as honras a Aquilino devido á sua militância anti-monárquica.. *ps- A frase em causa é atribuída a Eça..
- Américo Silva. Algés Aquilino queria que o Estado Novo subsidiasse a florestação das suas terras. Como não conseguiu, tornou-se um activista contra a florestação dos baldios.
- Pim Pam Pum Ao ser "profanado", o Panteão Nacional deixa de ter aquele fundo que atinge a alma da gesta heróica. Parece ter chegado a vez da Carbonária...e os traidores de ontem... São heróis hoje...A Maçonaria já todos a conhecemos...e quem.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Cerimónia de Estado: Trasladação é já depois de amanhã - Panteão Nacional recebe Aquilino

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* Dina Gusmão
Com Lusa
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Aquilino Ribeiro vai ser o décimo português a ocupar o Panteão Nacional, em cerimónia a realizar depois de amanhã com as honras de Estado que já antes receberam três escritores, quatro presidentes da República, um general e uma fadista, Amália de seu nome.
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Estava-se em Março deste ano quando, por deliberação parlamentar, foi decidido que os restos mortais do autor de ‘A Casa Grande de Romarigães’ seriam trasladados do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional, sito no Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa.
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A cerimónia que conta com Cavaco Silva e José Sócrates, Jaime Gama e familiares e amigos do homenageado, está marcada para as 11h00 no Panteão Nacional.
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A receber a urna vai estar uma guarda de honra da Guarda Nacional Republicana (GNR), a que se segue um cortejo até ao local de deposição da mesma.
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Na ocasião será interpretado o Hino Nacional pela Banda da GNR, momento a repetir uma hora mais tarde quando o presidente da Assembleia da República, o Chefe de Estado e o primeiro-ministro assinarem a autenticação da cerimónia.
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Do programa do dia, a decorrer sensivelmente entre as 11h00 e as 12h00, destaca-se a participação do actor Ruy de Carvalho, a quem cabe dar voz a alguns textos do escritor e do jornalista António Valdemar sobre quem recai o elogio fúnebre de Aquilino Ribeiro, a quem conheceu e com quem privou.
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À data do anúncio da decisão parlamentar, que na quarta-feira se concretiza, o CM contactou e agora recorda a reacção daquele que, em 1960, o indicou para Nobel de Literatura: Urbano Tavares Rodrigues.
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“Acho muitíssimo bem porque foi, juntamente com Torga, o maior escritor português do seu tempo. Aquilino tinha uma linguagem própria, original e riquíssima que, às características das beiras de onde era natural, somava elementos clássicos da literatura dos séculos XVII e XVIII. Por tudo isso, pela clareza da sua linguagem, pela sua extraordinária ironia, Aquilino era uma força da natureza”, afirmou o escritor.
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João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro são os escritores sepultados no Panteão Nacional, onde Aquilino Ribeiro irá partilhar sala com uma figura que muito admirava, Humberto Delgado, o general sem medo.
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PERFIL
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Aquilino Gomes Ribeiro nasceu em Tabosa do Carregal em 1885 e morreu em Lisboa em 1963. Entre uma e outra data sagrou-se um dos maiores romancistas do seu tempo. O primeiro passo para o sucesso deu-o em 1907 com ‘A Filha do Jardineiro’. Foi duas vezes nomeado para o Nobel de Literatura.
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REVISITAR AS OBRAS DE STA. ENGRÁCIA
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O Panteão Nacional situa-se no local onde em 1568 foi erigida uma igreja, por ordem da infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia. O templo passou a ter a função de Panteão só a partir de 1916. A igreja original foi alvo de tantas modificações que hoje nada resta dela. A versão original sofreu um temporal em 1681 e o novo edifício (barroco) deu origem a uma saga de 284 anos. As obras duraram tanto tempo que deram origem à expressão popular que designa o eterno inacabado: obras de Santa Engrácia.
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DESTAQUES DO DIA
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BANDA DA GNR
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A Banda da GNR inaugura (11h00) e conclui (12h00) a cerimónia com o Hino Nacional.
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RUY DE CARVALHO
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O actor lê excertos de uma das obras de referência do escritor: ‘O Malhadinhas’, original de 1922, este ano reeditado pela Bertrand.
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METROPOLITANA
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A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) participa na cerimónia com interpretações de diversas obras do compositor português Luís de Freitas Branco
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in Correio da Manhã 2007.09.17
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Para saber mais sobre o escritor -> Aquilino Ribeiro
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» Comentários no CM on Line
Terça-feira, 18 Setembro
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- Pedro Ferreira-Weber Um regicida no Panteao Nacional?!?!?!?!?!? Transladado na presenca do Chefe de Estado?!?!?!?!?!? Que pena que os Portugueses nao tenham a coragem de ensinar uma licao ao governo...ja fomos uma Nacao valente e imortal. Hoje Portugal, o seu povo, e respectivos politicos nao sao mais do que sinonimo de vulgaridade e midiocridade....
Segunda-feira, 17 Setembro- Diana Que vergonha!
- Carla Ferreira É a vergonha nacional, colocar um regicida no Panteão Nacional!
- carlitos Que vergonha... os heróis são esquecidos e relembrados por alguém poderoso que se calhar pegou em algo do falecido há pouco e gostou! Se eu fosse famíliar não autorizava a transladação! Mas viva a República! Claro!
- Thémis Panteãodo - templo que os Gregos e os Romanos consagravam a todos os deuses; edifício onde se depositam os restos mortais dos homens mais ilustres pelos serviços prestados à humanidade
- Durão A orquestra Metropolitana de Lisboa não devia participar na cerimónia, o Panteão está mesmo a ficar muito mal frequentado, como diz o ditado "cantas, mas cantas mal, ó vai-te embora". Por outro lado, temos o regicídio, esse acto cobarde praticado em pleno Terreiro do Paço, gostava tanto do Rei D.Carlos e de seu filho, eram tão bonzinhos!
- Pedro Ferreira O Panteão Nacional não se fez para os génios da literatura mas para os que conjugaram a genialidade com o bem-comum. Aquilino foi um activista na conspiração para assassinar um Chefe de Estado de Portugal e o seu filho, pelo que não cumpre a segunda condição exigida aos "moradores do Panteão". Este país é, de facto, uma república das bananas!
- Américo Silva. Algés O Panteão está cada vez mais mal frequentado.
- Luís Dâmaso - Covilhã Uma vergonha! Aquilino participou no regicidio de 1908. Desde quando terroristas são heróis nacionais? Viva o Rei, Viva PORTUGAL!!!