Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Deputadas do PS defendem fim das pontes e de 4 feriados


por  Sónia Peres Pinto, Publicado em 18 de Maio de 2010  


Eliminar 4 feriados e criar um novo é a proposta das deputadas do PS, Teresa Venda e Maria Rosário Carneiro para aumentar a produtividade em Portugal. 
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As responsáveis defendem a eliminação de dois feriados religiosos: Corpo de Deus (móvel e comemora-se 60 dias após a Páscoa) e Todos os Santos (1 de Novembro) e dois civis: 5 de Outubro e 1de Dezembro. 
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As deputadas propõem ainda a transformação do dia de Carnaval, da Liberdade, do Trabalhador e de Camões em feriado móvel para o dia útil mais próximo do fim-de-semana, assim como o feriado de 15 de Agosto e 8 de Dezembro. 
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As responsáveis apostam ainda na criação de um novo feriado a 26 de Dezembro, que no entender das mesmas, deve ser considerado o Dia da Família
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Segundo as deputadas, o objectivo desta proposta não tem como objectivo “ a redução do número de feriados passíveis de serem gozados por ano, uma vez que se consagra a mobilidade de alguns feriados quando coincidam com o fim-de-semana, mas antes imprimir ao tecido empresarial português maior competitividade permitida, desde logo, pela melhoria substancial da capacidade de planificação do desempenho da economia portuguesa”, adianta o documento.
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O documento revela ainda que “a proposta que equacionamentos baseia-se na análise efectuada ao comportamento das economias europeias que estão entre os 10 países mais competitivos do mundo e o objectivo de atingir um número de dias de feriados públicos próximos de Espanha (10 feriados)”. 
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Ao mesmo tempo, defendem a programação antecipada do gozo dos feriados, pontes e tolerâncias de ponto a conceder em cada ano e a sua publicação em diploma próprio
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De acordo com as deputadas, Portugal conta com número de dias de férias e de feriados um pouco acima da União Europeia, acrescentando ainda que “o número de dias úteis de trabalho, esse número é afectado pela prática de pontes, e outras paragens que quebram a produtividade da indústria/ economia e releva para a variação da riqueza produzida em cada ano”.
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Com esta proposta, as responsáveis acrescentam que "o gozo de 11 dias de férias não considerando os feriados municipais cria a possibilidade de gozo de 8 fins-de-semana de 3 dias e que permitirá organizar, de forma programada, períodos interessantes em termos de exploração do sector de turismo e organizar de forma mais eficientes os sectores de indústria e serviços".
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Privacidade. O que pensa que a Google faz com os seus dados pessoais?



Entrevista
Bárbara Navarro esteve ontem em Lisboa para falar numa conferência
 sobre segurança

por Ana Rita Guerra, Publicado em 10 de Fevereiro de 2010  |  














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A empresa garante que houve mais 20 multinacionais atacadas na China que não tiveram coragem de falar
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Horas antes de a Google anunciar que o Gmail vai ter integração com as redes sociais, a responsável europeia pela área de privacidade da empresa, Bárbara Navarro, esteve em Lisboa. Veio falar numa conferência sobre segurança e privacidade, para assinalar o dia da internet segura. E garantiu ao i que a gigante norte-americana não é o Big Brother que dizem ser.
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O que é que a Google faz com os dados dos seus utilizadores?
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Guarda-os durante um período de tempo limitado. Nada mais. Todas as informações que temos dos utilizadores estão disponíveis numa página de controlo [dashboard], que qualquer pessoa pode ir ver e controlar. Somos uma empresa pioneira em ter esta plataforma, dizendo aos utilizadores "aqui está tudo o que temos sobre si".
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Quanto tempo guarda os dados?
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Nove meses. No centro de segurança explicamos que dados são retidos e porquê. Duas razões: prevenir ataques aos nossos sistemas e permitir que o motor de busca aprenda (daí poder sugerir coisas). Não temos outro interesse em guardar dados.
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Porque continua então a ser acusada de usar mal os dados? Chegou a ser questionada pela Comissão Europeia...
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Isso já foi há algum tempo. Mudou muito nos últimos anos. As grandes empresas como a Google não querem uma internet em que aconteçam infracções. Queremos uma plataforma limpa, sã.
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Mas ainda há dias a Google anunciou que ia associar-se à National Security Agency (NSA) por causa dos ciberataques de que foi alvo e grupos de consumidores levantaram dúvidas.
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Há aqui várias coisas. A internet criou uma certa noção de insegurança em relação à privacidade do utilizador, no geral. Não é o Google. Todos sentimos insegurança na internet. As leis do comércio electrónico não estão bem desenvolvidas em certos países, não sabemos se o nosso cartão de crédito vai parar às mãos de outros. Isto produziu maior atenção sobre as maiores empresas que operam na internet, como a Google. A segunda parte é: o que fazem com os meus dados? Temos de repeti-lo: nada.
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As políticas são as mesmas em todo o mundo?
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Sim, já houve casos em que tivemos problemas com governos por recusarmos ceder dados. Só fornecemos os dados quando há uma ordem judicial. Nunca passamos daí. Somos muito restritivos.
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Mesmo na China?
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As mesmas. A questão na China é outra, tem a ver com os resultados que omitimos no motor de busca. Estamos em conversações com o governo chinês em relação às buscas, mas no que respeita à privacidade não.
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Se o governo chinês pedir a identidade de um cibernauta não dão?
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Temos as mesmas políticas em todo o mundo. A única diferença na China é o tema dos resultados. E não podia ser de outra maneira, somos uma empresa global. O caso da China demonstra como a Google é fiel às suas políticas.
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Os ataques ao Google na China podem fazer temer pela segurança dos dados?
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Mas que dados tem a Google? De mim não tem muitos. Sabe o que procuro? Não sabe que sou eu! Há empresas que sabem muito mais dos utilizadores. Cada vez que se faz uma compra online dão-se os números do cartão de crédito, o email, passaporte. Mais de 20 empresas foram atacadas na China, mas a Google foi a única com coragem de o revelar. Foram empresa estrangeiras atacadas e calaram-se por medo da reacção dos consumidores.
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Mas a Google não constrói perfis e estatísticas com base nos dados que tem?
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Podia fazê-lo, mas não o faz. Está fora de questão. Somos transparentes, as nossas políticas de privacidade são públicas. Não usamos os dados para coisa nenhuma, nem vender, nem dar, nada. Cumprimos a legislação. Somos uma empresa séria e transparente.
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A Google lançou um anúncio na Super Bowl sobre como é fácil reconstruir os passos de uma pessoa só com as pesquisas que faz. Porquê?
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Vamos dar a volta ao tema. A ferramenta que lançámos para seguir a gripe [flu trends] não identifica pessoas. São dados acumulados das buscas das pessoas. As pessoas procuram o que as preocupa. Há uma grande semelhança entre a vida real e o que se procura na internet. Medimos os dados sobre buscas da gripe e comparámos com os dados das autoridades sanitárias de cada país. Resultado: os dois gráficos são um decalque perfeito. As buscas em Janeiro e Fevereiro caíram completamente, porque já ninguém fala da gripe A. Mas isto não é o Big Brother. Ninguém sabe que tu e eu estamos à procura das palavras "dor de garganta" no Google. Isso é irrelevante.
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Deve ter-se cuidado com o "rasto" que deixamos nos motores de busca?
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Todos os navegadores têm a opção "apagar histórico da internet". Se o cibernauta está preocupado é só apagá-lo. Também pode activar a opção "navegar incógnito". Há ferramentas para proteger a privacidade. As pessoas têm é de as usar. Se quiser não me encontram numa rede social.
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Acredita que os fornecedores de internet e a Google devem ser neutros ou têm responsabilidade nos conteúdos?
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Se as operadoras tivessem responsabilidade acabava o negócio. Não podem filtrar o que aparece na internet, isso chocaria com outros temas, incluindo o da privacidade. Para evitar que haja cartas ameaçadoras abre-se todo o correio?
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Quais as preocupações da Google?
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Ter ferramentas de combate à pornografia, terrorismo, conteúdo inadequado. Temos filtros nos motores, YouTube, Orkut, Blogger. Alertar e divulgar informação.
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Que conselho deixa aos utilizadores?
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Todos temos capacidade para gerir a nossa privacidade e é importante que conheçamos os termos e condições das ferramentas que utilizamos. Pensar antes de agir na internet. 
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

No jardim das maravilhas de Rafael Bordalo Pinheiro

 
Cidade

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por Clara Silva, Publicado em 30 de Janeiro de 2010   
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Lisboa ganhou hoje um espaço verde e mais de mil animais. De loiça
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Alice sentir-se-ia no País das Maravilhas se visitasse o Jardim Bordalo Pinheiro. Inaugurado hoje, é mais um dos pequenos refúgios verdes que Lisboa ganhou. Em pleno Campo Grande, no exterior do Museu da Cidade, entrar no jardim é como entrar no mundo da fantasia. Nas paredes recém-pintadas de branco, há gatos assanhados e um lagarto que tenta escapar para a confusão lisboeta. Uma vespa gigante aterrou nos arbustos em forma de labirinto e vários sapos cospem água para um lago recheado de caranguejos e lagostas que, se não fossem de cerâmica, enchiam a barriga a quase 50 pessoas.

São 1205 peças de faiança, a loiça fina de barro com a qual Rafael Bordalo Pinheiro criou bichos desmesurados, que dão vida ao jardim antes abandonado. "Estava mesmo em muito mau estado", garante ao i a artista plástica Joana Vasconcelos, responsável pela concepção artística do projecto. "Nenhuma das fontes funcionava e os pavões eram os únicos animais que ali andavam."

No início do século XX, alguns bichos de cerâmica de Bordalo Pinheiro já habitavam o Jardim da Estrela, em Lisboa, mas entretanto desapareceram. Elsa Rebelo, ceramista de 39 anos, foi quem recuperou os moldes gigantes das peças da cave da Fábrica de Faianças, nas Caldas das Rainha. "Mostrei-os à Joana Vasconcelos e ela ficou maravilhada com aquele património", conta a directora do ateliê artístico da Fábrica de Faianças.

Numa altura em que a fábrica de loiças criada por Bordalo Pinheiro em 1884 estava na iminência de fechar, Catarina Portas lembrou-se de criar uma "garden party" com as peças do artista, caricaturista e jornalista. "Foi salvar duas capelas", diz Joana Vasconcelos, "pegámos no jardim do Museu da Cidade, que precisava de uma vida nova, e salvámos a obra de Rafael".

A Câmara de Lisboa ficou entusiasmada com o projecto e Elsa Rebelo pôs mãos à obra. "Foi um esforço enorme porque os moldes estavam em muito mau estado e com partes em falta", explica. "Quando falamos num molde de uma peça, pode ser um conjunto de 40 moldes com muitas partes inexistentes."

A vespa gigante é o animal preferido de Elsa, mas também um dos que deu mais trabalho. "Depois de irem ao forno, algumas peças podem demorar mais de um mês a secar", conta.

Joana Vasconcelos concebeu a instalação dos animais no jardim: "Enfrentámos o mau tempo do princípio do Inverno e houve alguns atrasos", confessa a artista. Hoje está pronto a ser descoberto e não seria improvável ver um coelho branco de relógio na mão a correr entre os cogumelos de cerâmica.
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Jardim Bordalo Pinheiro. Museu da Cidade, Campo Grande, 245, Lisboa. Terça a domingo das 10h às 18h. Entrada gratuita
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Fotogaleria
Antes do projecto de Joana Vasconcelos, o jardim estava abandonado
 e as fontes do século XVIII nunca tinham funcionado

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

i – Problemas e soluções


Memória Virtual




Posted: 18 Nov 2009 02:40 AM PST

Mais uma excelente primeira página do jornal i, com um jornalismo que não se limita a noticiar os problemas, mas também a procura de soluções.

Posted: 17 Nov 2009 10:44 AM PST
O New Oxford English Dictionary anunciou a sua palavra do ano de 2009, considerada como tendo um potencial de longevidade e sendo o seu significado claramente compreensível no contexto das redes sociais online:
§ unfriend – verb – To remove someone as a ‘friend’ on a social networking site such as Facebook
Pode ler mais sobre a “palavra do ano”, um «não necessariamente fiável, mas fascinante barómetro tecnológico», aqui (com uma análise da sua recente evolução histórica) ou aqui, e, ainda, aqui.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Jornal i recebe prémios de melhor design


Posted: 16 Nov 2009 04:24 AM PST

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O jornal i foi distinguido nos prémios ÑH com o título de “Melhor Design Editorial de Espanha & Portugal”,  na categoria dos jornais com 20 mil a 60 mil exemplares.
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P. S. O i foi entretanto também premiado como “Best European National Newspaper of the year“.
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in Memória Virtual
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