Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc
Mostrar mensagens com a etiqueta F. Cleto e Pina. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta F. Cleto e Pina. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de dezembro de 2012

Patinhas: Um pato poupadinho há já 65 anos

JN


Personagem foi inspirada em Ebenezer Scrooge, de "Um conto de Natal", de Charles Dickens Tio Patinhas surgiu em 1947,na revista "Four Colour Comics", sob o nome Scrooge McDuck

Publicado em 2012-12-02

F. CLETO E PINA

Patinhas: Um pato poupadinho há já 65 anos
Tio Patinhas faz anos

Scrooge McDuck, aliás, o Tio Patinhas, fez a sua estreia nos quadradinhos em dezembro de 1947, como criação de Carl Barks. Antipático e pouco sociável, já era "o pato mais rico do Mundo".

Essa primeira aventura, intitulada "Christmas on Bear Mountain" (Natal na Montanha do Urso), integrou a revista norte-americana "Four Colour Comics" #178, publicada pela Dell Comics. Com 20 páginas, tinha sido escrita e desenhada por Barks em julho daquele ano, estando o mais célebre "desenhador dos patos" longe de imaginar o êxito da nova personagem.

Se, em termos de temperamento - egoísta, amargo, desagradável, solitário -, Patinhas já estava próximo do que lhe conhecemos, em termos físicos, apresentava algumas diferenças, nomeadamente óculos com aros e barba em vez das (agora) tradicionais patilhas.

Nessa BD, tudo começa quando o Pato Donald e os seus sobrinhos recebem um convite de um tio rico - que, aparentemente, desconheciam - para passar o Natal com ele nas montanhas. Aceitam de imediato, desconhecendo que ele pretende disfarçar-se de urso e divertir-se às suas custas, o que dará origem a algumas peripécias divertidas com peles de urso e ursos de verdade.

Apesar de avarento, o Tio Patinhas, inspirado em Ebenezer Scrooge, de "Um conto de Natal", de Charles Dickens, fez sucesso e tornou-se personagem recorrente das aventuras dos patos Disney.

Escocês de gema
"A saga do Tio Patinhas", espécie de biografia oficial escrita e desenhada pelo norte-americano Don Rosa a partir das várias histórias de Barks, localiza o seu nascimento em 1867, em Glasgow (que o fez cidadão honorário em 2007), na Escócia (daí a sua avareza). Nela, conta o percurso de Patinhas desde um pequeno engraxador até se tornar o multimilionário homem de negócios mundialmente famoso, depois de ter sido barqueiro, vaqueiro, pesquisador de ouro, mineiro em África, caçador de tesouros e muito mais. Tendo enriquecido à custa do seu trabalho, tornou-se dono de grande parte da cidade de Patópolis, possui uma enorme caixa-forte cheia de dinheiro, no qual adora mergulhar e nadar, e explora ao máximo os que o rodeiam, especialmente Donald.

Como não podia deixar de ser, a sua enorme fortuna atrai muitos indesejáveis, com os terríveis irmãos Metralha (igualmente criados por Barks, quatro anos mais tarde) à cabeça. Outra ameaça recorrente é a Maga Patalógica, que pretende transformar num amuleto a famosa moedinha n.º1, a primeira que Patinhas ganhou a trabalhar e que desde sempre guarda. Entre os seus ódios de estimação, contam-se os também milionários Patacôncio e MacMonei.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Donald Duck
Christmas on Bear Mountain

Natal Nas Montanhas

http://coa.inducks.org/story.php?c=W+OS++178-02#scans

Itália, TG 677
Itália, TL 455


***
Holanda, DD1974-50
Holanda, DD1974-51
***
Alemanha, TGDDZ 43
Iugoslávia, MZS 687
***
Estados Unidos, DDAD 9
Alemanha, BLDD 8


***
Espanha, YTGS 1
França, JM 1852

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Morreu Peter O' Donnell criador de Modesty Blaise





Banda desenhada

00h30m

F. CLETO E PINA.
.
O britânico Peter O'Donnell, criador de Modesty Blaise, a aventureira protagonista da tira diária de Imprensa que começou a ser publicada no "The Evening Standard", há 47 anos, faleceu ontem.
.
Inspirada na literatura de espionagem, Modesty era uma jovem amnésica, fugitiva de um campo de refugiados grego após o final da II Guerra Mundial, que vivia de expedientes pouco lícitos. Viria mesmo a dirigir a organização criminal Network, antes de se tornar uma agente secreta ao serviço do Governo inglês. Bela, sensual e sedutora, apesar dessa nova faceta não ganhou muitos escrúpulos nem deixou de frequentar o submundo, tendo como único amigo William Garvin, um antigo mercenário.
.
Jim Holdaway desenhou a tira até à sua morte, em 1970, sendo depois substituído por Enrique Romero, John Burns, Patrick Wright e Neville Colvin. Até ao final da série, a 11 de Abril de 2001, foram publicadas 10183 tiras diárias, tendo algumas delas aparecido nas páginas do "Diário Popular", em meados dos anos 1980, época em que a Gradiva editou um tomo intitulado "Aventuras completas de Modesty Blaise".
.
Para além da BD, O'Donnell escreveu três dezenas de livros com as suas aventuras, bem como diversos romances históricos sob o pseudónimo de Madeleine Brent. 


.

Resultados de imagens para modesty blaise"

 

.
Modesty Blaise
ModestyBlaise.jpg
Author(s) Peter O'Donnell
Artists:
Jim Holdaway
Enrique Badia Romero
John M. Burns
Patrick Wright
Neville Colvin
Dick Giordano
Current status / schedule Finished
Launch date May 13, 1963
End date July 7, 2002
.
.-

Modesty Blaise

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Modesty Blaise
Comic image missing-pt.png
Dados sobre publicação
Primeira Aparição 13 de Maio de 1963
Criado por Peter O’Donnell
Características do personagem
Alter ego Desconhecido
Terra natal Provavelmente Grécia
Afiliações A Rede
Serviço Secreto Britânico
Ocupação Líder de organização criminosa, assassina, ladra, investigadora privada, sedutora,
Parceria Willie Gavin, Sir Gerald Tarrant
Parentesco Willie Gavin (melhor amigo)
Inimigos Gabriel
Paco
Karz
Seth
Wenczel
Simon Delicata
Adrian Chance
Mr. Sexton
Paxero
Reverend Uriah Crisp
El Mico
The Watchmen
Dr. Pilgrim
Estado atual Falecida
Causa Câncer no cérebro
Codinomes conhecidos Modesty
Princesa
Mam’selle
Habilidades Sem poderes especiais, habilidade atlética no auge da forma física, com extensa formação artes marciais uso de armas brancas e de fogo, exíma atiradora.
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada
.
Modesty Blaise é uma personagem de banda desenhada inglesa criada por Peter O’Donnell em 1963, sendo publicada em diversos títulos, principalmente tiras diárias de jornais, até 2002.

História

Modesty Blaise era uma jovem com amnésia que fugiu de um acampamento de refugiados em Kalyros, Grécia, no final da segunda guerra mundial. Sem nenhum conhecimento de sua vida anterior, vagou sozinha na área compreendida pelo norte da África, Mediterrâneo e Oriente Médio do pós-guerra, aprendendo a sustentar-se através de meios criminosos e a cuidar de si mesma. Durante essas viagens conheceu e ficou amiga de um refugiado e estudioso húngaro chamado Lob, que a educou e lhe deu o nome Modesty. Ela mais tarde adicionou o nome Blaise, o tutor do mago Merlin das lendas do Rei Arthur. Modesty rapidamente ascendeu na hierarquia do submundo do crime, se tornando a chefe de uma quadrilha baseada fora de Tânger. Sob sua liderança, o grupo evoluiu para um consórcio internacional conhecido como "A Rede". Foi durante o seu tempo com a rede que Modéstia conheceu Willie Galvin, que se encontrava numa situação desesperada, mas mesmo assim, Modesty acreditou nele, oferecendo-lhe um emprego. Willie, tocado pela sua generosidade, mostrou a sua fidelidade ao se tornar seu braço direito na Rede, se tornando um amigo de confiança, mas num relacionamento estritamente platônico, pois um envolvimento sexual poderia arruinar os laços especiais que compartilharam com o outro. Ele se refere a ela como "Princesa", um termo carinhoso que só ele é autorizado a usar. Os outros membros da Rede referem-se a Modesty como "Mam'selle" (como no termo francês mademoiselle), por respeito a sua posição de liderança. Com o passar do tempo, Modesty decidiu que já havia acumulado dinheiro suficiente na Rede, para se aposentar, escolhendo a Inglaterra como seu destino. Neste momento, Modesty tinha por volta de trinta anos com Willie oito anos mais velho que ela. Ele seguiu a sua melhor amiga, mas rapidamente se viu entediado de sua nova vida entre os privilegiados. Foi então que Modesty se encontrou com Sir Gerald Tarrant, um alto oficial do Serviço Secreto Britânico, que lhe pediu ajuda em uma questão particularmente repugnante. Este encontro é tratado de forma diferente nos quadrinhos e na novelização, apesar de todas as linhas da história de Modesty Blaise, que não são ilustradas e escritas pelo seu criador Peter O'Donnell, não serem considerados cânones. Em ambas as versões, Modesty é obrigada ao serviço por Tarrant: nos quadrinhos ele questiona a validade de seu casamento, e consequentemente o seu direito a nacionalidade britânica e residência no país, já no livro, ele diz que a vida de Willie está em perigo, capturado numa revolução na América do Sul, e que ele pode providenciar as informações necessárias, se ela ajudá-lo. Este fato deu início a um novo capítulo na vida de Modesty e Willie, com eles se envolvendo em várias aventuras como resultado de sua associação com Tarrant. Contudo, em suas viagens, também podem ajudar pessoas desconhecidas em situações de necessidade, assim como enfrentar bandidos excêntricos em lugares distantes. De tempos em tempos, inimigos do passado da Rede, também aparecem desafiando os dois. Apesar disso Modesty e Willie raramente recorrem ao assassinato, se não for necessário, utilizando para dominar seus inimigos, de seus atributos físicos, treinamento em artes marciais e arsenal de armas exclusivas, como por exemplo o “kongo”, uma arma oriental de mão chamada no Japão de yawara e pasak ou dulodulo nas Filipinas. Esta atitude é tratada de forma diferentes nos quadrinhos e nos livros, pois nestes últimos, o par é mostrado muito mais malicioso em seus empreendimentos, Willie, muitas vezes, confirma com Modesty, se sua missão é “para dormir” (“for sleeps”) ou “para manter” (“for keeps”), numa clara alusão a matar ou não.

Final e morte

Suas estórias tiveram uma duração de noventa e seis histórias em quadrinhos, trinta livros, dois filmes, e um piloto de televisão. Criador de modéstia, Peter O'Donnell, declarou que não quer que as estórias de seus personagens sejam ser continuadas por outros escritores e artistas. No final da história curta "The Trap Cobra", quinze anos se passaram desde que Modesty e Willie começaram as suas missões nas tiras de quadrinhos e livros. Modesty é diagnosticada com um tumor cerebral inoperável, e decide se sacrificar para salvar um trem cheio de inocentes de um grupo de rebeldes. Modéstia então revela sua doença para Willie, e posteriormente é morta a tiros. O próprio Willie também é depois morto a tiros, e os pares se reunem no pós-vida. Esta é considerada a mais polêmica das histórias de Modesty Blaise. Em 2001, O'Donnell decidiu, em um final mais otimista para a história em quadrinhos: Modesty e Willie são vistos ao por do sol, depois de ter doado um tesouro para o Exército da Salvação conforme se revela no final do livro "A Taste for Death". Modesty diz para Willie: "Sem vilões, nem vítimas, nem sangue, suor e lágrimas... nós vamos fazer uma pequena pausa, Willie, amor, só você e eu." a que responde Willie "Melhor um pouco de tudo, princesa."
clicar na gravura para aumentar
.
.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Rato Mickey no papel desde 1930






Personagem passou do cinema para a banda desenhada há 80 anos, em jornais norte-americanos

Jornal de Notícias - 2010-01-13

F. CLETO E PINA, com ANA VITÓRIA
.
Há 80 anos, fazia a sua estreia na banda desenhada, em tiras diárias de carácter humorístico publicadas nos jornais, aquele que é, possivelmente, o rato mais famoso e conhecido de todos os tempos, Mickey.
.
Tudo começara cerca de um ano antes, com o filme animado "Steamboat Willie", estreado a 28 de Novembro de 1928, nos Estados Unidos. Desde então, Mickey já protagonizara uma quinzena de desenhos animados, cujo êxito comercial levara a King Features Syndicate a sondar Walt Disney quanto à possibilidade de o transpor para tiras diárias.
.
Uma vez o acordo alcançado, Ub Iwerks, que participara na criação gráfica do rato e animara a curta-metragem inicial, foi encarregado de desenhar os quadradinhos, passados a tinta por Win Smith, a partir de argumentos do próprio Walt Disney. A primeira tira, publicada a 13 de Janeiro de 1930, intitulada "He's going to learn to fly like Lindy.", mostrava Mickey deitado num monte de feno a sonhar com viagens de avião, numa alusão a Charles Lindbergh, que fizera o primeiro voo transatlântico sem escalas três anos antes. Era a primeira de uma série de tiras que adaptavam livremente "Plane crazy", um filme da "pré-história" de Mickey.
.
De início autoconclusivas, embora com sequência, e de carácter puramente humorístico, as histórias aos quadradinhos bebiam na animação muito do seu dinamismo e do seu espírito.
.
Mas poucas semanas decorridas, Iwerks, não sentindo reconhecimento por uma colaboração com mais de uma década, abandonaria os estúdios Disney. Floyd Gottfredson assumiria a BD em Abril desse ano e ficaria na história como "o desenhador" de Mickey por excelência, após desenhar mais de 15 mil tiras e pranchas dominicais, até se reformar, em 1975. Nelas, dotou Mickey com um espírito mais decidido, empreendedor e aventureiro e introduziu muitos dos heróis secundários que com ele geralmente contracenam , criando outros, como Morty e Ferdie (Chiquinho e Francisquinho) ou Phantom Blot (Mancha Negra).
.
Mantendo algum paralelo em relação à animação, em que manteve o tom mais divertido, na BD, Mickey evoluiu graficamente, aproximando-se mais da figura humana, cresceu e desenvolveu-se, em histórias policiais, de mistério, aventura e ficção-científica, participou no esforço de guerra contra os nazis, encarnou personagens clássicas e históricas, reviveu filmes célebres, experimentou um sem-número de profissões, prolongando o êxito dos anos 1930, considerados a sua idade de ouro nos "comics". Para isso contribuiriam, entre muitos outros, grandes artistas como Al Taliaferro, Ted Osborne, Paul Murry, Romano Scarpa ou Giorgio Cavazzano.
.
Hoje, 80 anos depois, a banda desenhada Disney, cancelada em diversos países, há muito que deixou os seus tempos áureos, surgindo como raras excepções a Itália ou os países nórdicos (Finlândia, Dinamarca, Suécia).
.
Talvez por isso, em 2008, a companhia anunciou a sua entrada na BD digital, com meia centena de histórias produzidas em Itália, para iPhone, iPod e PSP.
.
Possivelmente, a melhor forma de transmitir o humor, a aventura e a magia que Mickey levou a tantos leitores, a uma nova geração com hábitos diferentes, mas com a mesma necessidade de sonhar
.
.