Discurso de Lula da Silva (excerto)

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Berlusconi chama de "subversivas" manifestações contra ele

Mundo

Vermelho - 14 de Fevereiro de 2011 - 15h27

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou nesta segunda-feira (14) que os protestos realizados por mulheres contra ele foram uma manifestação intransigente e partidária.

"Me pareceu um pretexto para sustentar uma tese jurídica que não tem nenhuma base na realidade", disse o premier, acrescentando que as manifestações ocorreram "contra a minha pessoa, da parte de uma esquerda que extrapola qualquer meio para me abater".  "Foram mobilizações subversivas e partidárias contra mim", completou ele.

Leia também
No domingo (13), centenas de mulheres foram às ruas de diversas cidades italianas protestar contra Berlusconi, a quem elas acusam de denegrir a reputação feminina. O movimento foi intitulado de ‘Se não agora, quando?’.

Denúncias

O primeiro-ministro italiano é investigado pela Procuradoria de Milão pela suspeita de ter mantido relações sexuais com menores de idade, entre elas a marroquina Karima "Ruby" El Mahroug. Os promotores acreditam que a garota participou de festas realizadas no ano passado na casa do chefe de Governo em Arcore.

"Todas as mulheres que tiveram oportunidade de me conhecer sabem quanta consideração e respeito eu tenho por elas", disse Berlusconi, em entrevista a um programa televisivo local.

Na semana passada, a Procuradoria de Milão pediu o julgamento imediato do primeiro-ministro. Os promotores afirmam que o pedido se sustenta pela "evidência de prova" contra o chefe de governo.

Fonte: Opera Mundi
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sábado, 30 de maio de 2009

Editora de Berlusconi recusa livro de Saramago



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A editora italiana Einaudi, propriedade do primeiro-ministro italiano, recusou-se a publicar a tradução italiana de O Caderno, de José Saramago, por conter duras críticas a Silvio Berlusconi, classificando-o de "delinquente, corrupto, um líder mafioso". A Einaudi teve até hoje o exclusivo da publicação dos livros de Saramago em Itália, mas desta vez o seu livro ficará a cargo de outra editora.


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A notícia é avançada pelo diário italiano Corriere della Sera. O livro mais recente de Saramago - O Caderno - que reúne vários textos publicados no seu blogue, não vai ser publicado pela editora que já tinha feito sair 20 títulos do prêmio nobel na Itália. A razão é simples: a Eunadi é propriedade de Silvio Berlusconi e pediu a Saramago para eliminar algumas passagens do livro, algo que o escritor português recusou. A obra deverá agora ser publicada pela Bolatti Boringhieri, uma editora importante, mas pouco conhecida.
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A Eunadi não publica o livro principalmente pelo artigo intitulado "Berlusconi e Companhia", em que Saramago escreve: "Realmente, na terra da mafia e da camorra, que importância poderá ter o fato provado de o primeiro-ministro ser um delinquente?" E prossegue: "Numa terra em que a justiça nunca gozou de boa reputação, que mais dá que o primeiro-ministro faça aprovar leis à medida dos seus interesse, protegendo-se contra qualquer tentativa de punição dos seus desmandos e abusos de autoridade?"
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Um dos últimos textos de Saramago sobre Berlusconi chama-se "Suborno", referindo-se ao caso em que o primeiro-ministro italiano teria subornado o advogado britânico David Mills para "se limpar", tendo este advogado sido condenado a quatro anos e meio de prisão, sem que nada acontecesse a Berlusconi. Saramago termina desta forma o artigo: "Que uma vez digam e que se ouça em todo o mundo: "Demasiado abusaste de nós, Berlusc, a porta está ali, desaparece". E se essa porta for a da prisão, então poderemos dizer que justiça terá sido feita. Finalmente."
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Reagindo à decisão da Einaudi, citado pela revista L'Espresso" José Saramago mostrou-se conformado. "Simplesmente acontece que a editora é propriedade de Silvio Berlusconi, compreendo, entendo muito bem que a editora não queira editar livros que atacam o proprietário, atacam ou criticam". E acrescenta: "Isto não é nada dramático, é assim, até tenho a informação de que a Einaudi sofreu por se ter atrevido a publicar livros contra Silvio Berlusconi". No entanto, é na própria obra que Saramago trata com ironia a editora. "Uma vez que estou publicado na Itália pela Einaudi, que é propriedade de Berlusconi, fi-lo ganhar algum dinheiro", afirma o escritor.


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in Vermelho - 29 DE MAIO DE 2009 - 19h52
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