Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc
Mostrar mensagens com a etiqueta Fórum Social Mundial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fórum Social Mundial. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Movimentos sociais e o FSM: Nossos sonhos, nossas lutas

 

Movimentos

Vermelho - 1 de Fevereiro de 2010 - 18h35

.

Em Porto Alegre, a Assembleia dos Movimentos Sociais ressurge: mais focada, menos conflitiva com a Carta de Princípios do FSM, mais aberta às distintas formas de construir um novo mundo.

Por Antonio Martins*

Lúcia Stumpf, da União Brasileira de Mulheres, tem diversas tatuagens desenhadas no corpo. Uma delas está pintada na parte interna do braço esquerdo e diz “Eu não vou me adaptar”. Na manhã de 29 de janeiro, último dia do Fórum Social Mundial (FSM)-2009, capítulo Porto Alegre, esta gaúcha de 28 anos fala para as quase mil pessoas reunidas na Usina do Gasômetro para a Assembleia dos Movimentos Sociais.

Ela lerá o texto que a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), do Brasil, preparou como esboço de documento final para a Assembleia. Antes, porém, faz questão de partilhar sua visão sobre o significado do documento e da própria reunião. “A Assembleia é um dos principais espaços de articulação dos movimentos sociais na América do Sul e no mundo. Estamos felizes por nos encontrar no Fórum Social Mundial, este evento que simboliza a possibilidade de superar o capitalismo. Mas queremos deixar nossa marca própria. Achamos que esta reunião pode converter em algumas lutas e campanhas reais as centenas de sonhos compartilhados no FSM”.

Aparentemente banal, a cena encarna, para os que conhecem nuances e bastidores do FSM, ao menos três fatos inéditos. Capacidade de convocação. Estão presentes à Assembleia cerca de ¼ das pessoas que participaram assiduamente desta etapa do FSM. Nunca o peso dos movimentos sociais nos Fóruns foi tão grande.

Ausência de conflitos: ao contrário do que ocorreu em diversas edições anteriores do FSM, a Assembleia não tenta sobrepassar a Carta de Princípois do encontro, apresentando seu documento final como se fosse o de todo o Fórum. Ela simplesmente luta para exercer seu papel particular, no mosaico dos que se reúnem para superar o capitalismo.

Finalmente, definição de um objetivo claro. Embora relacione algumas dezenas de propostas, o documento lido por Lúcia, e as falas na Assembleia, revelam uma agenda onde sobressaem quatro pontos claros.

Quatro pontos claros na agenda: O primeiro é o combate à militarização da América Latina, expresso em três falas que tiveram destaque na reunião dos movimentos sociais. A hondurenha Lorena Zelaya narrou a resistência contra o golpe militar em seu país e anunciou que ela passa a uma nova fase, cujo objetivo é a conquista de uma Assembleia Nacional Constituinte.

O paraguaio Marcos Ibañez reportou o surgimento de uma Frente Social e Popular, que, segundo ele, examinou em detalhes a trama do golpe em Honduras e está preparada para evitar que o mesmo script se repita em seu país. A argentina Rina Bertaccini expôs a reunião, realizada um dia antes, sempre no âmbito do FSM, para desencadear, em todas as nações do continente, uma campanha contra a presença crescente de bases militares norte-americanas.

Um segundo objetivo é a defesa do ambiente. A Assembleia quer participar de modo ativo da mobilização contra o aquecimento global. Um ponto alto desta luta será a realização, entre 18 e 20 de abril, na Bolívia, de uma Conferência Internacional dos Povos sobre a Mudança Climática e a Defesa da Terra. O embaixador boliviano na ONU, Pablo Solón, compareceu pessoalmente à Usina do Gasômetro para fazer a convocação. Em sua fala, frisou que “já não é possível defender os Direitos Humanos sem batalhar pelos Direitos da Terra”.

As duas demais prioridades voltam-se claramente para a disputa política em curso na América do Sul. A Assembleia combate a criminalização dos movimentos sociais pelas forças da direita, mídia e alguns setores do Estado. E quer evitar que os governos da região voltem a ser controlados por setores sociais e políticos interessados em restaurar o neoliberalismo. “As elites não entregarão, de mão-beijada, o continente que sempre foi visto como quintal do imperialismo. Não são à toa os golpes em Honduras e contra Chávez (em 2002); a desestabilização de Lugo no Paraguai; a tentativa de golpe contra Lula no Brasil, em 2005. A turma do neoliberalismo não está morta e demonstrou isso nas eleições do Chile”, diz a declaração final do encontro.

Nos bastidores, auto-avaliação e relançamento: Com alguns adendos feitos em plenário, este plano concreto de lutas foi aprovado com entusiasmo, na reunião do Gasômetro. Como tal avanço foi possível? Nas semanas que antecederam o FSM-2010, revelou a própria Lúcia Stumpf a Terra Viva, as organizações que articulam a Assembleia dos Movimentos Sociais viveram um intenso processo de auto-avaliação e relançamento da iniciativa. A reunião de Porto Alegre foi a primeira expressão – bem-sucedida – da mudança. Ela prevê desdobramentos até o FSM-2011, em Dakar. Assume particularidades especiais no Brasil – que tem peso determinante na conjuntura social e política do continente, e onde haverá eleições presidenciais e legislativas, em outubro próximo.

Entre 21 e 23 de janeiro, conta Lúcia, um conjunto de entidades historicamente associadas à Assembleia realizou um seminário em São Paulo. Foi um encontro reservado, para cerca de 40 pessoas – provenientes da América Latina, Europa, África e Ásia. Emergiram alguns consensos.

Avaliou-se que no FSM-2009, em Belém, os movimentos sociais tiveram expressão insuficiente, o que dificultou uma ação mais incisiva diante da crise econômica. Adotou-se um plano para reverter este esvaziamento.

A exemplo do que já ocorreu em Porto Alegre, a Assembleia voltará a se reunir ao longo de uma séries de encontros de articulação da sociedade civil mundial, marcados ao longo do ano. O objetivo de médio prazo é acumular densidade para uma presença destacada em Dakar-2011.

O perfil que se quer dar a estes encontros é o que prevaleceu em Porto Alegre. Os movimentos sociais querem evitar qualquer conflito com a Carta de Princípios do FSM. Em contrapartida, vêem a Assembleia como um espaço onde é possível dar prioridade a certas propostas consideradas prioritárias – e transformá-las em campanhas concretas.

Influir nas eleições, mantendo autonomia: No Brasil, a Coordenação dos Movimentos Sociais – que reúne, entre outras, as centrais sindicais, o MST, a Marcha Mundial de Mulheres e a União Nacional dos Estudantes – pretende dar outros desdobramentos, também inéditos, a esta nova postura.

Uma Assembleia Brasileira de Movimentos Sociais foi convocada, já na reunião da Usina do Gasômetro, para 31 de maio. Será precedida de assembleias regionais e estaduais, nos próximos meses.

O objetivo explícito é articular a intervenção dos movimentos sociais nas eleições de 2010. Última grande novidade: ao contrário do que é tradicional nos processos institucionais brasileiros, trabalha-se para que tal posicionamento não esteja subordinado à lógica da disputa entre os partidos políticos.

“Não vamos nos dividir, nem nos diluir nas candidaturas. Queremos formular um projeto para o Brasil e debatê-lo com o conjunto dos candidatos. Estamos sintonizados com o espírito de autonomia do Fórum Social Mundial”, diz Lúcia Stumpf.

No que pode ser uma marca simbólica desta mudança de postura, o documento final da Assembleia dos Movimentos Sociais adotou como título uma frase também presente no Acampamento Mundial da Juventude. Ela expressa a possibilidade de construir o pós-capitalismo não num futuro magico, mas nas ações quotidianas: “Fórum Social Mundial: Outro Mundo Acontece!”...

---------------------------

*Antonio Martins é jornalista e editor do Le Monde Diplomatique-Brasil. Participou das equipes de redação de diversas publicações alternativas, como Agência Carta Maior, revista Reportagem e jornal Brasil Agora. Integra (como membro do movimento ATTAC) o grupo de entidades brasileiras que lançou o Fórum Social Mundial, onde ajudou a criar a Ciranda Internacional da Informação Independente.
.
.

FSM-BA: íntegra da carta lida na Assembleia de Movimentos Sociais

 

Movimentos

Vermelho - 1 de Fevereiro de 2010 - 18h42

.

Veja abaixo a carta lida na abertura da assembleia dos movimentos sociais durante o Fórum Social Mundial temático ocorrido em Salvador. O documento abaixo é a versão inicial, lida na abertura do evento, por isso não traz os adendos propostos nas intervenções de plenario.

ASSEMBLÉIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
Salvador, 31 de janeiro de 2010.

10 ANOS DO FSM
OUTRO MUNDO É POSSÍVEL E NECESSÁRIO.

.
Nós, militantes de diversas organizações dos movimentos sociais reunidos no FSMT de Salvador, realizamos a Assembleia dos Movimentos Sociais com o intuito de consolidar uma plataforma de bandeiras unitárias e calendário de lutas.
.
O Fórum Social Mundial surgiu em 2001 como uma forma de resistência dos povos de todo o planeta contra a avalanche neoliberal dos anos 90. Dessa forma ganhou força e se tornou um grande pólo contra hegemônico ao capital financeiro. Ao longo desses 10 anos passou pelo Brasil, Venezuela, Índia e Quênia, e outros países, levando a esperança de um mundo novo.
.
Foi dessa maneira que o FSM conseguiu contagiar corações e mentes para a ideia de que é sim possível construir outro mundo com justiça social, democracia, sem destruir o planeta e valorizando as culturas nacionais. O FSM foi fundamental para a construção de uma nova conjuntura que valorize a integração e a solidariedade entre os povos. E é assim que partiremos para novas lutas e para construir o próximo Fórum Social Mundial em Dakar em janeiro de 2011.
.
Com o declínio do neoliberalismo e a crise do capitalismo os valores representados por esse sistema passam a ser questionados pela sociedade. Assim, o capitalismo predatório que destrói o meio ambiente causando graves desequilíbrios climáticos, que desrespeita os povos de todo o mundo e suas soberanias, que explora o trabalhador e desestrutura o mundo do trabalho, que exclui o jovem, discrimina o homossexual, oprime a mulher, marginaliza o negro, mercantiliza a cultura é agora visto com ressalvas.
.
A crise financeira mundial é uma crise do sistema capitalista. Ela expôs as contradições intrínsecas a esse modelo e quebrou as certezas e a hegemonia do mercado como um deus regulador das relações comercias e sociais. Essa crise abriu a possibilidade de se rediscutir o ordenamento mundial, os rumos da sociedade, o papel do Estado e um novo modelo de desenvolvimento. Porém, sabemos que esse momento pelo qual passamos é de profundas adversidades para a classe trabalhadora de todo o mundo em função das crises financeira e climática em curso. A consequência das crises é o aumento da desigualdade e por esse motivo reafirmamos o nosso desafio com as lutas e com a solidariedade de classe .
.
Nosso continente, a América Latina, atrai os olhos de todo o planeta diante de sua onda transformadora . Por outro lado, a hegemonia mundial ainda é capitalista e as elites não entregarão o continente que sempre foi tido como o quintal do imperialismo de mão beijada. Não é à toa a promoção do golpe contra Chávez em 2002, em Honduras em 2009, a tentativa de golpe contra Lula em 2005 ou mesmo a desestabilização de Fernando Lugo que está em curso no Paraguai.
.
Ao mesmo tempo, as elites se utilizam e fortalecem novos instrumentos de dominação. Sua principal arma hoje é a grande mídia e os monopólios de comunicação. Esses organismos funcionam como verdadeiros porta-vozes das elites conservadoras e golpistas. Por isso ganham força os movimentos de cultura livre e as rádios e jornais comunitários que conseguem driblar o monopólio midiático.
.
O povo estadunidense elegeu Barack Obama em um grande movimento de massas carregando consigo as esperanças de superar a era Bush. Entretanto, mesmo com Obama o imperialismo continua sendo imperialismo. Os EUA crescem seu olho diante das grandes riquezas naturais do nosso continente, como a recente descoberta do Pré-sal. No mesmo momento em que os EUA reativam a quarta frota marítima também instalam mais bases militares na Colômbia e no Panamá , além de insistir no retrógrado bloqueio a Cuba.
.
Atentos a esses movimentos do imperialismo, os movimentos sociais reunidos no Fórum Social Mundial Temático em Salvador reafirmam seu compromisso com a luta por justiça social, democracia, soberania, pela integração solidária da América Latina e de todos os povos do mundo, pelo fortalecimento da integração dos povos, pela autodeterminação dos povos e contra todas as formas de opressão.
.
No Brasil, muitos avanços foram conquistados pelo povo durante os 7 anos do Governo Lula. O Estado foi fortalecido alcançando maior ritmo de desenvolvimento, a distribuição de renda e o progresso social avançaram com a valorização do salário mínimo e políticas sociais como o Bolsa Família, a integração solidária do continente foi estimulada. Porém, muito mais há para ser feito. As Reformas estruturais capazes de enraizar as conquistas democráticas não foram realizadas e a grave desigualdade social perpetrada por mais de 5 séculos em nosso pais está longe de ser resolvida. Por isso, devemos lutar pelo aprofundamento das conquistas nesse período de embate político que se aproxima.
.
Reafirmamos a luta contra os monocultivos predatórios, os desmatamentos, o uso de agrotóxicos que gera a poluição dos rios e do ar. Seguiremos na luta contra o latifúndio e em defesa da biodiversidade e dos recursos naturais como forma de preservação do meio ambiente, dos ecossistemas, da fauna e flora integradas com o homem.
.
Nos unimos no combate ao machismo, ao racismo e à homofobia. Lutamos por uma sociedade justa e igualitária, livre de qualquer forma de opressão, onde as mulheres tenham seus direitos respeitados e não sofram abusos e violências, os negros não sofram preconceito e saiam da condição histórica de pobreza que lhes é reservada desde os tempos da escravidão, os homossexuais tenham acesso a direitos civis e não sofram discriminação. 
.
Sabemos que essas conquistas virão da luta do povo organizado. Por isso, convocamos todos os militantes a fazer um grande mutirão de debates envolvendo estados, municípios e segmentos sociais no intuito de construir um projeto de desenvolvimento soberano, democrático e com distribuição de renda para o Brasil. Só assim seremos capazes de aprofundar as mudanças que estamos construindo e derrotar a direita conservadora e reacionária do nosso país nas eleições que se avizinham.

Esse grito que expressa nosso anseio liberdade e mais direitos não poderia ser dado em lugar melhor. Estamos na Bahia, terra de todos os santos e de bravos lutadores, valorosos intelectuais e líricos poetas e artistas como a banda tambores das raças que abriu a Assembleia entoando versos que afirmam que:

Zumbi não morreu, está presente entre nós. Palmares referência que sustenta nossa voz.Liberdade, igualdade, revolta dos buzios, levante malês, herança ancestral que alimenta a união é a força pra vencer!
.
De Salvador conclamamos o povo brasileiro a lutar por um Brasil livre, independente, democrático e justo socialmente.
.
Para isso, o conjunto dos movimentos sociais brasileiros convoca a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais para o dia 31 de maio em São Paulo e definem as seguintes bandeiras de luta:
.
SOBERANIA NACIONAL
.
 Defesa do Pré-sal 100% para o povo brasileiro;
 Pela retirada das bases estrangeiras da América Latina e Caribe;
 Defesa da autodeterminação dos povos;
 Pela retirada imediata das tropas dos EUA do Afeganistão e do Iraque;
 Pela criação do Estado Palestino;
 Contra os Golpes de Estado a exemplo de Honduras;
 Contra a presença da 4ª Frota na América Latina;
 Pela integração solidária da América Latina;
 Contra a volta do neoliberalismo
 Pelo fortalecimento do MERCOSUL, UNASUL e da ALBA;
 Pela democratização e o fortalecimento das forças armadas;
 Pela defesa da Amazônia e da nossa biodiversidade como patrimônio nacional.
.
DESENVOLVIMENTO
.
 Por uma política nacional de desenvolvimento ambientalmente sustentável, que preserve o meio ambiente e a biodiversidade, e que resguarde a soberania sobre a Amazônia brasileira.
 Por um Projeto popular de Desenvolvimento nacional com distribuição de renda e valorização do trabalho;
 Pelo fortalecimento da indústria nacional;
 Contra o latifúndio e os monocultivos que depredam o meio ambiente
 Em defesa da Reforma Agrária.
 Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
 Por políticas Públicas para a Juventude;
 Defesa de formas de organização econômica baseadas na cooperação, autogestão e culturas locais;
 Pela alteração da Lei Geral do Cooperativismo e da conquista de um Sistema de Finanças Solidárias e Programa de Desenvolvimento da Economia Solidária (PRONADES), do Direito ao Trabalho Associado e Autogestionário, e de um Sistema de Comércio Justo e Solidário;
 Por um desenvolvimento local sustentável.
 Por Políticas Públicas de Igualdade Racial;
.
DEMOCRACIA
.
 Contra os monopólios midiáticos e pela democratização dos meios de comunicação.
 Contra a criminalização dos movimentos sociais;
 Em defesa da Cultura livre
 Pela ampliação da participação do povo nas decisões através de plebiscitos e referendum;
 Contra o golpe em Honduras;
 Contra a desestabilização dos governos democráticos e populares da América Latina;
 Pelo fim das patentes de remédios
 Contra a intolerância religiosa, em defesa do Estado laico.
.
MAIS DIREITOS AO POVO
.
 Educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas, com a universalização do acesso, promoção da qualidade e incentivo à permanência, seja na educação infantil, no ensino fundamental, médio e superior. Por uma campanha efetiva de erradicação do analfabetismo. Adoção de medidas que democratizem o acesso ao ensino superior público;
 Defesa da saúde pública garantindo acesso da população a atendimento de qualidade. Tratamento preventivo às doenças, atendimento digno às pessoas nas instituições públicas;
 Pela garantia e ampliação dos direitos sexuais reprodutivos;
 Contra a exploração sexual das mulheres;
 Pelo fim do fator previdenciário e por reajuste digno para os aposentados.
.
SOLIDARIEDADE
.
 Solidariedade ao povo haitiano diante do recente desastre ocorrido em virtude de uma seqüência de terremotos.
 Solidariedade ao povo cubano – pela liberdade dos 5 prisioneiros políticos do Império.
 Solidariedade aos povos oprimidos do mundo.
 Solidariedade aos presos políticos do MST

CALENDÁRIO

08- 18 MARÇO – JORNADA DE COMEMORAÇÃO DOS 100 ANOS DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER;
MARÇO – JORNADA DE LUTAS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO DA UNE E UBES
Abril–Jornada de mobilizações em defesa da Reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais.
01 MAIO– DIA DO TRABALHADOR
31 MAIO – ASSEMBLÉIA NACIONAL DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
1 DE JUNHO – CONFERENCIA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA
SETEMBRO -Plebiscito pelo limite máximo da propriedade

Leia também: FSM-BA defende soberania, combater racismo e fortalecer Estado
..
.
=============
.
Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Brasil/Notícias

Icone de Brasil Brasil

publicado em 31/01/2010 às 20h15:

Fórum Social Mundial Temático termina hoje na Bahia 

sem trazer grandes avanços

Apesar da diversidade temática, houve pouco debate e quase nada de propostas práticas
Agência 
Estado
.
Planejado para ser uma espécie de "ponte" entre o Fórum Social Mundial 2010, realizado esta semana em Porto Alegre (RS), e o FSM 2011, a ser realizado em Dacar (Senegal), o Fórum Social Mundial Temático Bahia, que chegou ao fim neste domingo (31), tinha também como objetivo trazer uma inovação ao ciclo de discussões e encontros de movimentos sociais, que completou uma década este ano. No balanço, nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nem nenhum dos outros chefes de Estado convidados compareceu. Apesar da diversidade temática, houve pouco debate e quase nada de propostas práticas.
.
Segundo a organização, os que declinaram os convites alegaram problemas de agenda. Alguns sequer responderam. O número total de participantes também foi "enxugado": dos 30 mil previstos inicialmente, segundo a organização, fizeram inscrição cerca de 15 mil - mas estima-se que não mais de 10 mil tenham estado de fato nos eventos.
No entanto, o que se viu ao longo dos três dias em Salvador não foi o que sugeria o roteiro. Em vez de debates e propostas, o fórum temático apresentou, em sua programação de quase duas centenas de eventos, a reedição de discursos-chavão "contra os poderosos", revestida de forte cunho eleitoral.
O ponto alto do fórum baiano seria hoje, quando era esperada a presença de 15 presidentes - entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, para que fosse realizado um debate sobre as perspectivas de países em desenvolvimento para a retomada do crescimento mundial após a crise econômico-financeira global.
.
Sem a principal âncora do fórum baiano, o foco foi direcionado para as 16 mesas de debate e painéis sobre mazelas sociais diversas dos países não-desenvolvidos. Os temas abrangiam dos desafios resultantes da crise à intolerância sexual, passando por reforma agrária, violência urbana, estratégias de governança e mídia democrática.
.
.
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/forum-social-mundial-tematico-na-bahia-termina-neste-domingo-31-20100131.html
.
.