Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 31 de janeiro de 2010

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A revolta dos escravos em S. Domingos

Correio da Manhã
 
23 Agosto 2009 - 00h30

Destaque da semana

A revolta dos escravos

A revolta dos escravos em Santo Domingo, a 23 de Agosto de 1791, é considerado um momento-chave de um processo que culminou com a abolição da escravatura. A UNESCO assinala a data desde 1998, evocando todos aqueles que desencadearam o processo de erradicação da escravatura.
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ROTA TRANSATLÂNTICA DE ESCRAVOS
Durou cerca de quatro séculos. Do século XVI ao XIX, é considerada por muitos especialistas como o primeiro sistema de globalização. Neste período, as estimativas apontam para cerca de 25 a 30 milhões de pessoas escravizadas
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COMO SE PROCESSAVA
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1ª FASE - Rumo a África
Barcos deixavam a Europa Ocidental, carregados com bens (armas, pólvora, têxteis, pérolas e rum) para serem trocados por escravos
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2ª FASE - Rumo ao Novo Mundo
Viagem até ao continente americano, onde os escravos eram vendidos um pouco por todo
o lado.
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3ª FASE - Regresso à Europa
Vendidos os escravos, os navios regressavam à Europa carregados de produtos do Novo Mundo (açúcar, algodão, café, tabaco e arroz).
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Duração do percurso: 18 meses

Datas chave em Portugal

1761: Através das reformas idealizadas pelo Marquês de Pombal, o rei D. José I determina o fim da escravatura em Portugal Cont. e Índia.

1777: Acaba a escravatura na Ilha da Madeira

1818: Tratado com Inglaterra para abolir o tráfico de escravos

1836: Acaba com o tráfico transatlântico de escravos

1854/56: Em 54 decreto ordena a libertação dos escravos do Estado e em 56, da Igreja

1869: Acaba a escravatura em todo o império

1888: Brasil declara o fim da escravatura
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

1945: Libertação de Auschwitz

Calendário Histórico

A 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio nazista. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas.

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Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio contra os judeus, ciganos (sinti e rom) e outros tantos grupos perseguidos pelos nazistas.
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As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, hoje Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram.
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"Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam", contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na realidade, assinando sua sentença de morte.

Câmaras de gás e crematórios

Prisioneiros no campo de concentração de Buchenwald, no Leste da Alemanha 
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Auschwitz-Birkenau foi criado em 1940, a cerca de 60 quilômetros da cidade polonesa de Cracóvia. Concebido inicialmente como centro para prisioneiros políticos, o complexo foi ampliado em 1941. Um ano mais tarde, a SS (Schutzstaffel) instituiu as câmaras de gás com o altamente tóxico Zyklon B. Usada em princípio para combater ratos e desinfetar navios, quando em contato com o ar a substância desenvolve gases que matam em questão de minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.
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Um dos médicos que decidiam quem iria para a câmara de gás era Josef Mengele. Segundo Lasker, ele se ocupava com pesquisas: "Levavam mulheres para o Bloco 10 em Auschwitz. Lá, elas eram esterilizadas, isto é, se faziam com elas experiências como se costuma fazer com porquinhos da Índia. Além disso, faziam experiências com gêmeos: quase lhes arrancavam a língua, abriam o nariz, coisas deste tipo..."

Trabalhar até cair
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Os que sobrevivessem eram obrigados a trabalhos forçados. A empresa IG Farben, por exemplo, abriu um centro de produção em Auschwitz-Monowitz. Em sua volta, instalaram-se outras firmas, como a Krupp. Ali, expectativa de vida dos trabalhadores era de três meses, explica a sobrevivente.

"A cada semana era feita uma triagem", relata a sobrevivente Charlotte Grunow. "As pessoas tinham de ficar paradas durante várias horas diante de seus blocos. Aí chegava Mengele, o médico da SS. Com um simples gesto, ele determinava o fim de uma vida com que não simpatizasse."

Marcha da morte

Grupo de crianças presas em Auschwitz 
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Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Charlotte Grunow e Anita Lasker foram levadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde os britânicos as libertaram em abril de 1945. Outros 65 mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.

"Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde.
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Birgit Görtz (rw)
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