Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 12 de junho de 2010

O Português quer estar nos liceus estrangeiros ao lado do Inglês e Francês


Educação

10.06.2010 - 08:20 Por Alexandra Prado Coelho
Era vista como uma língua de especialistas, mas agora há um novo objectivo: tratar o Português como valor acrescentado no mercado global de trabalho.

A mudança, estratégica, tem a ver com a ideia de que o Português é a sexta língua mais falada do mundo e que, por isso, os outros países entenderão a vantagem de a oferecer integrada nos seus sistemas de ensino.

Conseguir que um aluno do secundário em Espanha, França, Alemanha ou outro país escolha o Português como língua de opção nos seus estudos, é, neste momento, um dos grandes objectivos do Instituto Camões (IC). "[Até agora] tínhamos uma política de apoio às comunidades [portuguesas] que direccionava muito o ensino para as questões da identidade", explica Ana Paula Laborinho, presidente do IC desde Janeiro.

A mudança, profunda, foi iniciada ainda com a anterior presidente, Simonetta Luz Afonso. Implicou uma nova lei orgânica (desde 1 de Janeiro) que transferiu para o IC (até aqui muito centrado no ensino superior através de uma rede de leitorados e centros de língua) competências ligadas ao ensino básico e secundário que eram do Ministério da Educação. Novas responsabilidades acompanhadas de mais dinheiro: um orçamento de cerca de 45 milhões de euros, ou seja, mais 30 milhões do que em 2009.

É uma opção que "parte da percepção de que o Português é uma grande língua de comunicação global e portanto tem um papel estratégico em termos internacionais", afirma Laborinho.

E depois do Inglês?

É um processo lento, diplomático (envolve os embaixadores e a rede do Ministério dos Negócios Estrangeiros) e ainda a começar. Mas posiciona-nos na luta pelo lugar de segunda ou terceira língua de estudo nos países estrangeiros, uma luta central nos próximos tempos. A tese é de David Graddol, autor de dois relatórios sobre o futuro da língua inglesa para o British Council: é incentivando o seu ensino como língua estrangeira que os governos podem ter um papel mais relevante no crescimento da respectiva língua.

O Inglês é introduzido cada vez mais cedo no ensino e já quase não é visto como uma língua, mas como uma competência básica, ao nível, por exemplo, da Matemática - já não é uma mais-valia falar Inglês porque toda a gente fala, a mais-valia passa a ser falar Espanhol ou Português, Árabe ou Chinês.

As outras línguas têm, assim, neste momento, uma oportunidade para se impor. E para que o consigam é importante, diz Graddol, a oferta de um "pacote" de certificados e exames aceites internacionalmente no mercado de trabalho. Um exemplo concreto de como o Português pode ser visto como uma boa aposta: há cada vez mais empresas chinesas a investirem em Angola, e isso tem levado a um crescimento do interesse pelo estudo do português.

A melhor forma de responder a este tipo de interesse é, defendem Rui Machete e António Luís Vicente, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), a criação de centros culturais de porta aberta que, à semelhança do que fazem institutos como o Cervantes, o British Council ou a Alliance Francaise, ofereçam cursos a qualquer pessoa interessada, independentemente de frequentar ou não a universidade. Ou seja, uma estratégia diferente daquela em que Portugal tem apostado.

A hipótese não está no horizonte do IC. Há, no entanto, uma aproximação a esse modelo, explica Ana Paula Laborinho. "Estamos a usar os nossos centros de língua nas universidades [em vários pontos do mundo] para incluir a oferta de Português para quem não frequenta a universidade mas está interessado na língua. E também os cursos para fins profissionais, Português para médicos, para juristas, para negócios. Uma das minhas apostas é alargar esta oferta extracurricular". Nada disto significa, contudo, um desinvestimento nas comunidades portuguesas. "Não vamos acabar com os cursos de língua materna, o que vamos é qualificar essa rede com a adopção de políticas adequadas. Vamos estudar a situação escola a escola".

Dispersão é "desastrosa"

Fala-se muito nos "mais de 200 milhões de falantes" de Português, mas para uma política da língua eficaz ainda há muito a fazer, defende Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta e autor de um estudo de 2008 encomendado pelo Governo sobre estratégias para a promoção da língua e cultura. "Falta reconhecer que o tema da política da língua não pode ser uma moda sazonal para adornar cimeiras. Falta entender que a dispersão de esforços é desastrosa em termos de bom aproveitamento dos recursos humanos e financeiros", diz este especialista. Que lança perguntas: "Quantos ministérios intervêm na política da língua?" O IC é tutelado pelo MNE, mas o Acordo Ortográfico tem sido um processo liderado pela Cultura, em coordenação com a Educação. "A quem cabe a coordenação de esforços e vontades? Falta apostar a sério na formação de professores de Português como língua estrangeira. Falta aprofundar a noção de que uma política da língua não se esgota no ensino da língua."

E falta ainda, segundo Reis, "dotar o Instituto Camões de meios humanos e financeiros que lhe permitam ser, de facto, uma grande instituição, concebendo e articulando uma política da língua de modo a que se possa ir além da gestão corrente do ensino do português no estrangeiro".

Há o exemplo do Cervantes espanhol, e, embora reconheça que este investimento "talvez pareça desmesurado em tempos de crise", Reis lembra o estudo O Valor Económico da Língua, de 2008, que diz que a língua tem um valor económico equivalente a cerca de 17 por cento do PIB.

Carlos Reis lamenta, nomeadamente, as "paragens e omissões" na aplicação do Acordo Ortográfico, que "mostram bem que a abordagem da política da língua sofre de falta de energia", embora exclua da crítica o Ministério da Cultura.

Precisamente, esta semana a ministra da Cultura Gabriela Canavilhas apresentou o Lince, um conversor para a nova ortografia encomendado pelo Governo, pago pelo Fundo da Língua Portuguesa (criado em 2008) e elaborado pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC). Em declarações ao PÚBLICO, Canavilhas disse que está a avançar o processo para a criação de uma Academia das Letras, que não existe em Portugal.
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sexta-feira, 5 de março de 2010

A Arte do Azulejo em Portugal






Apresentação

Azulejo - Originalidade do seu uso em Portugal

Azulejo em Portugal - suporte de tolerância entre o exotismo e a sensualidade

Séculos XV · XVI - A tradição islâmica

Século XVI - A influência da Itália e da Flandres

Século XVII - Azulejos de repetição

Século XVII - A liberdade de interpretação

Século XVII - A diversidade da figuração

Séculos XVII · XVIII - As obras encomendadas na Holanda

Século XVIII - O Ciclo dos Mestres

Século XVIII - A Grande Produção Joanina

Século XVIII - O Rocócó

Séculos XVIII · XIX - O Neoclássico

Século XIX - As fachadas de azulejo

Séculos XIX · XX - Os ecletismos

Século XX - De Rafael Bordalo Pinheiro a Jorge Barradas

Século XX - A renovação dos anos 50: os desenhadores de azulejo

Século XX - A renovação dos anos 50: os ceramistas

Século XX - Outros projectos para Azulejo

Século XX - As grandes campanhas do Metropolitano de Lisboa

Século XX - Outras grandes obras públicas
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© Instituto Camões, 2000

45 anos de cinema português em Budapeste


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Ficção e documentário integram a programação da IV Semana do Cinema Português que vai decorrer em Budapeste, entre o próximo domingo e o final de Setembro.
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45 anos de cinema português
 em BudapesteO evento é organizado em conjunto pelo Instituto Camões/Embaixada de Portugal em Budapeste e pelo Arquivo Nacional de Cinema Húngaro que, este ano, presta homenagem à Cinemateca Portuguesa.
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Doze películas serão exibidas durante a Semana que compreende ainda uma conferência por Tiago Baptista, conservador do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema desde 2002, que falará sobre o tema do livro que é autor, A Invenção do Cinema Português, editado em 2008.
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A selecção dos filmes da Semana apresenta algumas das mais notáveis obras do cinema português dos últimos 45 anos, quando a «nova vaga» se impõe com Os Verdes Anos (1963), de Paulo Rocha, e Manoel de Oliveira, depois de um longo interregno, filma e faz sair no mesmo ano Acto da Primavera.
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Estes são dois dos filmes da Semana, que inclui também de Os Mutantes (1998), de Teresa Villaverde, Non, ou a Vã Glória de Mandar (1990), de Manoel de Oliveira, Recordações da Casa Amarela (1989), de João César Monteiro, Trás-os-Montes (1976), de António Reis e Margarida Martins Cordeiro, Juventude em Marcha (2006), de Pedro Costa, Aquele Querido Mês de Agosto (2008), de Miguel Gomes, Um Adeus Português (1985), de João Botelho, e o documentário Gestos & Fragmentos (1982), de Seixas Santos, que abre o evento.
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Num esclarecedor texto em que faz a história do cinema português desde esses anos e que acompanha o programa da Semana, o crítico húngaro Tanner Gábor, sublinha que Manoel de Oliveira foi o único realizador que os cineastas da «nova vaga» não rejeitaram quando atingiram a maturidade.
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À semalhança de Jean Renoir em França, Oliveira foi visto como «um exemplo moral». «Com algum exagero, podemos dizer: é devido a Oliveira que a história do cinema português tem um passado que vale a pena mencionar antes do advento da nova vaga», escreve Tabor.
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Traçando as várias etapas do cinema português desde os anos 60, Gabor, que é também responsável pelas sinopses dos filmes apresentados na Semana, fala de como os cineastas portugueses abordaram temas como a ditadura e as suas origens, a ruralidade e o fenómeno da nova vida urbana, a guerra colonial e os seus efeitos na sociedade portuguesa e, mais recentemente, como acontece com cineastas como Teresa Villaverde e Pedro Costa, representados na Semana, as periferias marginalizadas das grandes cidades.
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O crítico húngaro chama também a atenção para a «linguagem peculiar» usada pelos realizadores portugueses, «dificilmente compreensível para os estrangeiros, sendo já estranha às audiências nativas»
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Daqui resultou o facto, segundo sustenta, de que o cinema português «se tornou num fenómeno underground genuíno, oferecendo uma experiência exclusiva para os apreciadores de filmes de arte, isto é, uma verdadeira aventura intelectual e um entusiasmo cultural».
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18/09/2009
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http://www.instituto-camoes.pt/hungria/45-anos-de-cinema-portugues-em-budapeste.html
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Arte portuguesa anterior à independência exposta em Maputo

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Uma mostra de arte portuguesa anterior à independência, que faz parte do acervo do Museu Nacional de Arte (MUSART) de Moçambique, entre o qual estão obras restauradas de Columbano, Frederico Ayres e Rui Filipe, está desde hoje em exposição na galeria do Centro Cultural Português/Instituto Camões (CCP/IC) de Maputo, segundo uma nota de imprensa.
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Arte portuguesa anterior à 
independência exposta em MaputoA mostra integra um conjunto de três exposições patentes na capital moçambicana no CCP/IC de Maputo, por ocasião da visita que o primeiro-ministro português, José Sócrates, iniciou hoje a Moçambique.
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Além da exposição de arte portuguesa, as galerias do CCP/IC acolhem a partir de hoje uma mostra de desenho e uma instalação da colecção de arte do Instituto Camões em Maputo, constituída por obras doadas por artistas plásticos moçambicanos e estrangeiros que expuseram na sua galeria nos últimos anos, e uma exposição de fotografia de António Leitão Marques, contando esta com a presença dos ministros da Cultura de Portugal e Moçambique, Armando Artur e Gabriela Canavilhas, respectivamente.
Arte portuguesa anterior à 
independência exposta em Maputo.
O Museu Nacional de Arte possui «uma colecção de arte portuguesa de obras de pintura, escultura, desenho e gravura de artistas portugueses, que foram ou não residentes em Moçambique, num total de 86 obras», acervo esse só uma vez parcialmente mostrado ao público, em Julho de 2002, na Galeria do CCP/IC, explica a nota de imprensa do Centro Cultural Português.
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«Antes da Independência, muitas destas obras estavam dispersas pelos diversos edifícios governamentais, em especial na Câmara Municipal de Lourenço Marques, encontrando-se, muitas delas, em mau estado de conservação, devido a factores de ordem climatérica e de algumas insuficiências do próprio edifício do MUSART, designadamente infiltrações de água», acrescenta a nota.
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Assim, a presente mostra pretende também «divulgar obras restauradas pelos técnicos moçambicanos Jonas Tembe e Afonso Malate, do Museu Nacional de Arte, que, com o apoio de especialistas portugueses do Instituto José Figueiredo – agora designado de Instituto Português de Conservação e Restauro – restauraram obras de Columbano, Rui Filipe e Frederico Ayres».
Arte portuguesa anterior à 
independência exposta em Maputo.
No mesmo espaço expositivo, encontra-se também a «mostra de desenho e uma instalação da colecção de arte do Instituto Camões em Maputo, constituída por obras doadas por artistas plásticos moçambicanos e estrangeiros que expuseram na Galeria desde Centro Cultural nos últimos anos».
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«É do contraste entre o presente e passado, aqui patente nas obras em exposição, da sua diversidade e diferenças, que emana a valorização do património artístico como uma indelével referência da identidade cultural» de Moçambique e de Portugal, referem os organizadores das exposições.
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A exposição de fotografia de António Leitão Marques, aberta também hoje ao público na ‘Galeria Poente’ do CCP/IC, com o título Moçambique, Labirinto da Saudade, pertence à Colecção Nacional de Fotografia, custodiada pelo Centro Português de Fotografia/Direcção Geral de Arquivos do Ministério da Cultura de Portugal.
Arte portuguesa anterior à 
independência exposta em Maputo.
Nascido em Moçambique em 1948, António Leitão Marques «pertence ao grupo de fotógrafos portugueses que, em meados dos anos 90, foram intitulados os novos viajantes, em sintonia com a sua redescoberta da antiga África colonial e reencontrado o fascínio do continente», afirma-se numa nota do CCP/IC.
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«Presença obrigatória em exposições colectivas contemporâneas, as imagens do portfolio Moçambique já integraram inúmeras mostras de especial relevância artística nacional e internacional: Livro de Viagens apresentado na Feira de Frankfurt de 1997, Cruzeiro do Sul nas Jornadas Fotográficas de Guardamar em 2000 e o Critério Visível do Centro Português de Fotografia em 2002, são exemplo disso».
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A série de 16 imagens, a preto e branco, representando retratos humanos e paisagísticos de Moçambique contemporâneo, «mostra a intrínseca ligação afectiva do autor com esta África».
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Imagens magnéticas, que nos dão um vislumbre de um Moçambique perdido no tempo e no nosso imaginário.
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Todas estas exposições em Maputo estarão patentes até 27 de Março.
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03/03/2010
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http://www.instituto-camoes.pt/mocambique/arte-portuguesa-anterior-a-independencia-exposta-em-maputo.html
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