Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

José Carreras interpreta - Una Furtiva Lagrima


From the Concert : "With a Song In My heart, A Tribute to Mario Lanza"
1994, Royal Albert Hall - London
Part 9

Opera: L'elisir d'amore
Composer: Gaetano Donizetti
Aria: Una Furtiva Lagrima

Una furtiva lagrima
negli occhi suoi spuntò:
Quelle festose giovani
invidiar sembrò.
Che più cercando io vò?
Che più cercando io vò?
M'ama! Sì, m'ama, lo vedo. Lo vedo.
Un solo istante i palpiti
del suo bel cor sentir!
I miei sospir, confondere
per poco a' suoi sospir!
I palpiti, i palpiti sentir,
confondere i miei coi suoi sospir...
Cielo! Si può morir!
Di più non chiedo, non chiedo.
Ah, cielo! Si può, Si può morir
Di più non chiedo, non chiedo.
Si può morir, Si può morir d'amor.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Natal dos Simples (Vamos Cantar as Janeiras)



 

Natal dos simples

Letra e música: Zeca Afonso
(reis, janeiras, canção de Natal) 
In: Cantares de Andarilho;

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura


http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/zecafonso-natalDosSimples.html

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Paulo de Carvalho in Nini dos meus 15 anos

https://www.youtube.com/watch?v=wIcuPnVSXA0

Chamava-se Nini
Vestia de organdi
E dançava (dançava)
Dançava só pra mim
Uma dança sem fim
E eu olhava (olhava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Que lá no baile não havia outro igual
E eu ia para o bar
Beber e suspirar
Pensar que tanto amor ainda acabava mal

Batia o coração mais forte que a canção
E eu dançava (dançava)
Sentia uma aflição
Dizer que sim, que não
E eu dançava (dançava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda sempre assim
Nini dançava só pra mim

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda, é sempre assim
Nini dançava só pra mim

segunda-feira, 11 de maio de 2015

"Grito" de Amália por Gonçalo Salgueiro



Enviado por MadameBateflay em 05/02/2008
Gonçalo Salgueiro é uma belíssima voz no Fado, ele canta este poema de Amália como ainda não ouvi ninguém que se lhe compare. Comprovem!

GRITO

Silêncio!
Do silêncio faço um grito
O corpo todo me dói
Deixai-me chorar um pouco.

De sombra a sombra
Há um Céu...tão recolhido...
De sombra a sombra
Já lhe perdi o sentido.

Ao céu!
Aqui me falta a luz
Aqui me falta uma estrela
Chora-se mais
Quando se vive atrás dela.

E eu,
A quem o céu esqueceu
Sou a que o mundo perdeu
Só choro agora
Que quem morre já não chora.

Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira...
Há sempre uma companheira
Uma profunda amargura.

Ai, solidão
Quem fora escorpião
Ai! solidão
E se mordera a cabeça!

Adeus
Já fui para além da vida
Do que já fui tenho sede
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.

Adeus,
Vida que tanto duras
Vem morte que tanto tardas
Ai, como dói
A solidão quase loucura.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

JOAQUÍN DÍAZ - ROMANCE DEL REY QUE PERDIÓ ALHAMA


Carregado por  em 25/02/2011
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De mi Album de Recuerdos
ROMANCE DEL MORO QUE PERDIO ALHAMA


Paseábase el rey moro por la ciudad de Granada,
desde la puerta de Elvira, hasta la de Vibarrambla.
Cartas le fueron venidas de que Alhama era ganada,
las cartas echó en el fuego, y al mensajero matara.
Descabalga de una mula y en un caballo cabalga;
por el Zacatín arriba, subido se había al Alhambra.
Desque en el Alhambraestuvo, al mismo punto mandara
que se toquen sus trompetas, sus añafiles de plata;
y que las cajas de guerra, apriesa toquen el arma
porque lo oigan los moros, los de la Vega y Granada.
Los moros que al son oyeron, que al sangriento Marte llama,
uno a uno y dos a dos, juntado se ha gran campaña.
Allí habló un moro viejo, de esta manera hablara:
<que cristianos de braveza ya nos han ganado Alhama.>>
Allí hablo un alfaquí de barba crecida y cana:
<Mataste los Bencerrajes, que eran la flor de Granada.
Cogiste los Tornadizos de Córdoba la nombrada.
Por eso mereces, Rey una pena muy doblada.
Que te pierdas tú y el reino y que se pierda Granada.>>

http://www.funjdiaz.net/letras.cfm?categoria=31

domingo, 2 de dezembro de 2012

Joaquin Díaz - En el campo nacen flores




Carregado por  em 07/08/2009
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De mi Album de Recuerdos
EN EL CAMPO NACEN FLORES

En el campo nacen flores,
y en el mar nacen corales.
En mi corazón amores,
y en el tuyo falsedades.

En el campo, entre las flores,
te busqué y no te encontraba.
Cantaban los ruiseñores,
y creí que me llamabas.

Ya no quiero que me quieras,
ni me tengas cariño.
Sólo quiero que recuerdes
lo mucho que te he querido.


http://www.funjdiaz.net/letras.cfm?categoria=31

sábado, 12 de maio de 2012

Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti - Cantigas do Maio


Cantigas de amigos
"Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti" é título do album do fadista e do pianista de jazz que será lançado no próximo dia 15. VEJA AQUI O VÍDEO DO TEMA "Cantigas do Maio" 
10 de Nov de 2010

Eu fui ver a minha amada
Lá p'rós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim
.
Eu fui ver o meu benzinho
Lá p'rós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal
.
Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir
.
Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha
Para de mim se escantar
.
Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender
.
Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não
.
Refrão:
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou

http://alfarrabio.di.uminho.pt/zeca/cancoes/68.html

sábado, 14 de abril de 2012

Ermelinda Duarte ~ Somos Livres


.

Enviado por  em 17/06/2011
alfornelos 5 A uma gaivota voava voava 25 de abril

Ontem apenas
Fomos a voz sufocada
Dum povo a dizer não quero;
Fomos os bobos-do-rei
Mastigando desespero.

Ontem apenas
Fomos o povo a chorar
Na sarjeta dos que, à força,
Ultrajaram e venderam
Esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
Asas de vento,
Coração de mar.
Como ela, somos livres,
Somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
Grito vermelho
Num campo qualquer.
Como ela somos livres,
Somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
Não vou combater".
Como ela, somos livres,
Somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
Parte à conquista
Do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
Não voltaremos atrás.

domingo, 1 de abril de 2012

Fado do Embuçado em duas interpretações


.

Carregado por joseagostinhoserpa em 01/09/2008
Grupo de amigos, fazem umas brincadeiras quando se juntam.
Neste caso o fado do Embuçado
Não passa de amadorismo e um passatempo



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Carregado por MonarquicosNortenhos em 20/01/2010
Não existe nenhuma descrição disponível.


Noutro tempo a fidalguia
Que deu brado nas toiradas
Andava p'la Mouraria
Em muito palácio havia
Descantes e guitarradas

E a história que eu vou contar
Contou-ma certa velhinha
Uma vez que eu fui cantar
Ao salão de um titular
Lá p'ró Paço da Rainha

E nesse salão dourado
De ambiente nobre e sério
Para ouvir cantar o fado
Ia sempre um embuçado
Personagem de mistério

Mas certa noite houve alguém
Que lhe disse erguendo a fala:
-"Embuçado, nota bem, que hoje não fique nunguém
Embuça nesta sala!"

E ante a admiração geral
Descobriu-se o embuçado
Era el-rei de Portugal, houve beija-mão real
E depois cantou-se o fado


source: http://www.lyricsondemand.com/j/jooferreirarosalyrics/oembuadolyrics.html


terça-feira, 13 de março de 2012

Fado Perseguição ~ Avelino de Sousa e Carlos Maia




SEGUNDA-FEIRA, 7 DE DEZEMBRO DE 2009

Perseguição

Em 1945 Amália grava o seu primeiro disco onde estava incluído este fado

Letra de Avelino de Sousa música de Carlos da Maia - fado perseguição
Se de mim nada consegues
Não sei porque me persegues
Constantemente na rua;
Saber bem que sou casada
Que fui sempre dedicada
E que não posso ser tua

Lá porque és rico e elegante
Queres que eu seja tua amante
Por capricho, ou presunção
Eu tenho um marido pobre
Que possui a alma nobre 
E é toda a minha paixão

Rasguei as cartas sem ler
E nunca quis receber
Jóias ou flores que trouxesses
Não me vendo nem me dou
Pois já dei tudo o que sou
Com o amor que não conheces

Nesta gravação não sabendo porque razão Amália não canta esta última quadra, que contudo faz parte do fado, conforme cantava a Maria Alice (a criadora deste fado),mas que trocava esta sextilha pela anterior.

Como sentinela alerta
Noite e dia sempre esperta
Na posição de sentido
Eu sou, a todo o instante
Sentinela vigilante
Da honra do meu marido

*****

segunda-feira, 12 de março de 2012

João ‎Black ~ Fado anarquista


Canzoni contro la guerra

João Black - Fado Anarquista


João Black (Feijó, 28 de Setembro de 1872; Lisboa, 18 de Dezembro de 1955) foi um dos fadistas mais comprometidos ideologicamente com valores do anarquismo, socialismo e republicanismo. João Salustiano Monteiro tornou-se João Black por homenagem ao seu protector, o inglês Alexander Black, patrão do pai radicado em Almada que lhe pa-gou os estudos. Black foi o que se poderia chamar de fadista de intervenção: as suas letras versavam sempre propósitos ideológicos da República. Andar nos jornais deu-lhe essa consciência.

Comentários da pessoa que enviou o vídeo (ecoscanner)

  • Aconselho também uma visita ao site da Torre do Tombo, onde se encontra uma outra composição de nome "A Batalha - Hino Revolucionário", com autoria atribuída ao maestro Tomás del Negro e João Black, musica e letra, respectivamente. O material foi considerado "propaganda anarquista" por a tenebrosa PIDE, que ao ser desmantelada em 1974 pelos vitoriosos revolucionários da altura, viu assim o seu "espolio" sob o zelo da Torre do Tombo.
    Nem deus, nem amo!!
  • @theH0UNDSofD00M obrigadao pela info!
  • Primeiro que nada obrigado pelo upload, segundo queria propor que adicionasses o link do site A Viagem Dos Argonautas, já que me parece ter sido de onde veio o excerto que usaste na descrição do vídeo. Nao o faço como uma critica mas apenas para facilitar a vida daqueles que, como eu, querem conhecer melhor João Black.
[Prima del 1926]‎
Testo trovato su YouTube


28 maggio 1926. Il generale Gomes da Costa entra a Lisbona alla testa delle sue truppe ‎dopo il golpe contro la Prima Repubblica. Dovrà passare quasi mezzo secolo prima che il ‎Portogallo torni alla democrazia… ‎
28 maggio 1926. Il generale Gomes da Costa entra a Lisbona alla testa delle sue truppe ‎dopo il golpe contro la Prima Repubblica. Dovrà passare quasi mezzo secolo prima che il ‎Portogallo torni alla democrazia… ‎


Nel XX secolo il fado come espressione ludica di contestazione contro il potere e contro i suoi ‎simboli, assume una rilevanza tutta speciale: il fado di aspetto sociale – a volte conosciuto come ‎fado operaio o libertario – diventa canzone di protesta, soprattutto nei primi anni venti del secolo, ‎anni in cui in un contesto repubblicano è possibile ed è incrementata una cultura popolare, in cui il ‎fado diventa veicolo di propaganda di nuove idee. Il fado quindi tratta in modo lirico temi sociali ‎come la fame, la miseria, la lotta contro i padroni, la fede in una vita migliore ed in un futuro dove ‎la vittoria finale è un dato di fatto.‎
.
Un esempio emblematico di questo periodo è il poeta popolare, di professione tipografo, uomo di ‎fine gusto letterario ed eccellente fadista che risponde allo pseudonimo di João Black, assiduo ‎frequentatore delle taverne di Cacilhas e di Ginjal. Il suo vero nome era João Salustiano Monteiro ‎ed era di Almada, località dove nacque e trovò la morte nel 1955. Poeta, compositore e cantante, ‎questo socialista di formazione repubblicana – militò nel Partito Socialista di José Fontana nel ‎‎1914 - , noto frequentatore di feste e convivi notturni, amante della vita scapigliata, è stato un vero ‎protagonista del periodo in cui il fado ha guadagnato un ruolo sociale, diventando famoso tra la ‎classe sociale popolare, grazie anche all’intensa attività fatta dagli innumerevoli collettivi di cultura ‎e svago allora esistenti, punto di incontro di cantanti, chitarristi e poeti popolari.‎
.
João Black assistette all’apogeo e alla progressiva scomparsa di questo fado di protesta – figlio e ‎padre di una cultura popolare, operaia – subito censurato dal Segretariato Nazionale di ‎Informazione di António Ferro e dalla sua Emittente Nazionale. Fu proprio a causa di queste ‎alterazioni sociali che il fado perse il carattere amatoriale ed il suo ruolo di veicolo di idee e principi ‎morali e politici, diventando un mero intrattenimento ed un articolo da sfruttarsi a livello ‎commerciale. Come disse lo stesso João Black “Il Fado di stampo sociale non è morto, è passato di ‎moda, sopravvivendo qua e là nella memoria di alcuni interpreti […] tra cui il famoso ‎‎Alfredo Marceneiro che canta come João ‎Black.”‎

‎(Fonte: Portogallo: ‎storia dei canti politicamente e socialmente impegnati fino agli anni 50, dal blog Fado Portoghese ‎di Luisa Notarangelo)
Ciência humanitária 

Um símbolo de altruísmo 
Tem como fim condenar 
Deus, pátria e militarismo 
‎ 
O mundo há-de assitir 
Aos pobres livres do jugo 
Espezinhar é o futuro 
Da burguesia a surgir 
‎ 
E depois quando existir, 
O ideal ... 
Esplendor e bem-estar 
Incitar o patriotismo 
A miséria, 
o anarquismo tem por base condenar 
‎ 
Mas o povo subjugado 
Esfacela-se sob a tortura 
Quando o seu mal tinha cura 
O ideal desejado 
‎ 
Viver na prisão 
Nas garras dos inimigos 
Ai ela bem cai no abismo 
A fanática humanidade 
Pois fia-se nesta trindade 
Deus, pátria e militarismo


inviata da Bartleby - 20/2/2012 - 14:17




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