Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc
Mostrar mensagens com a etiqueta HipHop. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta HipHop. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de dezembro de 2010

Música de Natal - Funk, Rap e Hip Hop


.
.
Yeza2008 | 22 de Dezembro de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 2 utilizadores que não gostaram deste vídeo  funk de natal buddypoke

 .
.
.
leandroantonio84 | 16 de Dezembro de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Vídeo muito doido do Papai Noel dançando funk do natal!!
Vale a pena conferir!!
.
.
.
.
alexandre9154 | 20 de Dezembro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
gostaria de uma parceria de troca de links com meu blog de Culinaria, A parceria seria em formato de banner.http://receitas-rj.blogspot.com/

funk bate o sino

 
.
.
007Neggao | 7 de Dezembro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Uma simples Homenagem de Natal - Hip Hop De Natal (by Francis)

 
.
.
patybjorge | 13 de Dezembro de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo- Buddy Puke em Ritmo de Natal!
.
.
.
171slipknot | 14 de Dezembro de 2006 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 36 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Feliz natal para todas aew . xD~~
 .
.
.
2602rafael | 26 de Maio de 2010 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
realidade continental - dia de natal rap floripa 
.
.
.
-
tugahip | 18 de Dezembro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo - Hip Hop Tuga - Pai Natal
não existe nenhuma descrição disponível

 .
 

domingo, 12 de dezembro de 2010

Este samba “horrível”, “sujo”, “malcheiroso”, “indecente”...

Cultura

Vermelho - 11 de Dezembro de 2010 - 0h00

Em 1936, um ano antes de sua morte, Noel Rosa compôs para Aracy de Almeida a inspirada e provocativa O X do Problema. A letra conta a história de uma sambista que, à semelhança de Aracy, foi "educada na roda de bamba" e "diplomada na escola de samba" do Estácio de Sá.


Por André Cintra

O talento da moça chama a atenção até da burguesia carioca, que a convida a descer o morro para ser uma “estrela de cinema” — “a rainha de um grande palácio”. Mas assédio nenhum tira a sambista de sua vocação: “Nasci no Estácio / Não posso mudar minha massa de sangue / Você pode crer que palmeira do Mangue / Não vive na areia de Copacabana”.

Uma das ironias de O X do Problema é que Noel e Aracy conviveram numa época em que suas canções, embora cada vez mais populares através dos programas de rádio, não sensibilizavam boa parte das elites. Conforme detalha o professor acadêmico e pesquisador Marcos Napolitano em A Síncope das Ideias (Editora Fundação Perseu Abramo), geralmente ocorria o contrário: o preconceito de classe é que dava a tônica de muitas das críticas ao samba nas décadas de 1930 e 1940.

Na revista Voz do Rádio, Almeida Azevedo se refere ao “horrível samba de morro, que à força de ser maltratado, seviciado, anda por aí desamparado, sem juízes de menores que olhe por ele, sem polícia de costumes que o proteja, sujo, malcheiroso, etc.”. Igualmente reacionário é um artigo publicado em Scena Muda e escrito por Renato Alencar, que divide o samba em duas vertentes — o de morro e o de arte. Ao primeiro, que envolve “batucada, dança litúrgica bárbara e sensual”, Alencar não atribui “beleza nenhuma”, uma vez que é “monótono e triste como todo produto de povos torturados e incultos”.

Álvaro Salgado, diretor da Rádio MEC, segue a linha e afirma que “o samba é feio, indecente, desarmônico e arrítmico”. Não que, para Salgado e outros porta-vozes da elite na imprensa, o samba de morro não tivesse salvação. Era preciso “higienizá-lo”, livrá-lo das impurezas. “Sejamos benévolos: lancemos mão da inteligência e da civilização”, propõe o diretor da Rádio MEC. “Tentemos devagarinho torná-lo mais educado e social. Pouco nos importa de quem ele seja filho.”

“Cultura de bacilos”

Se é verdade que o samba não precisou de higienização para se tornar o gênero brasileiro por excelência, também é fato que o viés de classe ainda contamina a relação entre grande mídia e manifestações culturais de origem popular. Em 2007, quando o diário americano The New York Times se atreveu a elogiar a cultura hip-hop brasileira, a grande mídia estrebuchou. Na Folha de S.Paulo, Barbara Gancia esculhambou o hip-hop. Tachou o movimento de “cultura de bacilos”, com seu “lixo musical” que “é sexista, faz apologia à violência e dói no ouvido”.

A reação às bobagens da colunista foi imediata: centenas de pessoas — não necessariamente adeptas ou simpatizantes do hip-hop — enviaram mensagens de protestos, acusando nas palavras de Barbara Gancia generalizações, estreiteza teórica, elitismo e preconceito. Como os primeiros e mais coléricos detratores do samba, Barbara Gancia põe o povo à margem da cultura. Parece pensar que, se o “lixo musical” ficar na periferia, vá lá, aceitemos. Mas que diabo é isto de ser apoiado pelo Ministério da Cultura e ainda ter o aplauso do jornal mais tradicional e influente do mundo?

O reconhecimento internacional é outro elemento que preocupa, desde sempre, a crítica conservadora. Poucas vezes o samba foi tão atacado quanto em 1941, diante da visita de Walt Disney à escola de samba Portela. “Há uma espécie de samba que pode levar, sem receio, a etiqueta made in Brazil. Este outro, porém, o do morro (...), tem que ser ajustado a ambiente teatral para que possa ser mostrado a certos hóspedes”, defendia Renato Alencar.

Cacofonias, silêncios e sussuros

Todos esses exemplos, reunidos em A Síncope das Ideias, demonstram quão polêmica é “a questão da tradição na música popular brasileira” (subtítulo do livro). A tese do autor, Marcos Napolitano, é que o samba, a bossa nova e a moderna MPB estão na “linha formativa” — na “espinha dorsal” — dessa tradição. A trajetória dos três gêneros é marcada, embora jamais limitada, por dilemas.

Do incipiente “cidade x morro”, o debate vai se radicalizando, até os anos 60, para confrontos como nacionalismo x universalismo, “conteudismo” x “vanguardismo”, forma x conteúdo, engajamento x alienação. A música popular brasileira não só reflete a sociedade como também — e mais que isso — “pode ser vista como um projeto (inacabado) de país”. No rastro da tradição desencadeada por samba, bossa nova e MPB, há espaço para “novas escutas” que “percebam as cacofonias, os silêncios e os sussurros perdidos no tempo”.

Napolitano também enche seu livro de curiosidades deliciosas. É o caso da abertura de A Síncope das Ideias, em que o autor evoca uma revista-opereta de 1933. O enredo gira em torno da personagem Canção Brasileira, “filha da aristocrática Modinha e do elegante Lundu”, sequestrada pela Flauta, pelo Cavaquinho e pelo Violão, apaixonada pelo Samba. No final da opereta, após diversas reviravoltas, a Canção Brasileira e o Samba se casam e promovem a harmonia entre cidade e morro.

Em outro trecho, Napolitano sustenta que, entre os primeiros críticos a abraçarem “o mundo do samba e dos morros”, estavam jornalistas e intelectuais comunistas. Em contraponto à paranoia higienista lançada pelas elites, esses pensadores marxistas subiam aos morros e dialogavam com os bambas.

Eles também viram Favela dos meus Amores e sua mais célebre cena — o enterro do sambista Nhonhô. “Chamado de comunista por um delegado de costumes”, o diretor Humberto Mauro filmou o morro vindo abaixo, “numa mistura de passeata e cortejo fúnebre, carregando o corpo de seu herói”. A partir de 1945, diz Napolitano, o “flerte transformou-se em namoro assumido (...) com a imprensa comunista dando espaço para o samba e com a criação de uma União de Escolas de Samba” ligada ao Partido Comunista do Brasil.
.
.

Brunavolpi | 13 de Outubro de 2009 | O "X" do Problema (Noel Rosa) - Bruna Volpi e Marcelo Silveira
 


O X do Problema
(Noel Rosa)

Nasci no Estácio
Eu fui educada na roda de bamba
Eu fui diplomada na escola de samba
Sou independente, conforme se vê

Nasci no Estácio
O samba é a corda e eu sou a caçamba
E não acredito que haja muamba
Que possa fazer gostar de você

Eu sou diretora da escola do Estácio de Sá
E felicidade maior neste mundo não há
Já fui convidada para ser estrela do nosso cinema
Ser estrela é bem fácil
Sair do Estácio é que é o X do problema

Você tem vontade
Que eu abandone o largo de Estácio
Pra ser a rainha de um grande palácio
E dar um banquete uma vez por semana

Nasci no Estácio
Não posso mudar minha massa de sangue
Você pode ver que palmeira do mangue
Não vive na areia de Copacabana
.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Recado - Sam The Kid


.
.

renateam | 25 de fevereiro de 2007
(para mim) o Melhor som hip hop Português de Sempre !

autor: Sam The Kid
álbum: Sobre(tudo)
faixa: O Recado

by: Rena
.
.

.
.

opressyon | 24 de setembro de 2007
Sam The Kid " O Recado "
.
.
O Recao9 Lyrics
.
.
Samuel, samuel? Preciso que vás à rua comprar saúde. samuel?
Hã? Preciso que vás lá abaixo. Ih, agora?
Sim se não já sabes que daqui a bocado a loja fecha, tá bem?
Tá bem. Vá la. Tá bem, tá descansada...

Fui fazer um recado à minha cota
Ela queria saúde 5 contos era a nota
Fechei a porta, à loja fui em direcção
E pa minha surpresa vejo saúde em promoção.
Tasse bem entrei na loja o dono via a televisão
Tinha um aspecto bueda cota cheguei-me ao balcão
E perguntei:Ó chefe, quanto e que e a saúde?
Pa um rapaz como tu que ainda é da juventude?
Não é pa mim, é pa minha mãe que precisa.
O cota olhou-me com uma cara tipo hipnotiza
São 3000 escudos, tens sorte tá mais barato"
Enquanto ele foi buscar eu pensei agora o que é que eu cato?
Armei-me em rato, e vi um frasco de respeito
Refundi-o nas calças embora não desse jeito
O cota ficou suspeito, deu-me o produto
E quando eu ia a bazar ele disse "Pera aí puto
Leva este frasco, mas este é minha oferta
É confiança, e pa ti é coisa certa"
Aceitei na boa, agradeci e despedi-me
Sublime recompensa através de um ligeiro crime.
Três ao preço de um, investindo na poupança
Mas porque e que o cota deu-me confiança?
Será que ele acha que eu preciso?ou pensa que eu não sou
seguro?
Vou mas é provar respeito para ver se este é do puro.

Hmmm, tá lá...tá lá, bom respeito.

Avançando com 2 contos na mão
Girando o bairro cumprimentando a população
E tasse bem (x8)
Depois de muitos tasse bem fui testando valor
No caminho encontrei um sócio que é paiador
E como tinha paca acalhei, quita o papel
E tasse bem, tasse bem, orienta-me um béu
Penetra ai no 7º céu.
Yo sam, tas com pressa?
Tem calma boy, já vais, faz essa
Muita conversa, aprecidada pelo homem do lado.
Então donde é k vieste?
Fui fazer mais um recado
À minha cota, e contei-lhe o resto.
O que é que disseste, tens confiança e nem uma beca deste?
Pronto sócio, toma lá uma beca
Agora não digas que sou forreta, aceita e aproveita
Já tens a cabeça feita?
O que é que tens mais?
Tenho aquilo que se respeita.
Então gira lá isso, deixa lá só ver o frasco"
Sem saber que o sócio ainda gama mais que o vasco.
Hmmm, toma lá mas isto é só pa ver
Não é que o filho da puta começou logo a correr?
Com o meu respeito na mão como se fosse dele
Só saúde confiança e uma nota de mil que me sobrou
Será que o efeito do respeito já passou?
Ou foi aquela confiança que ele tomou?
Não sei, mas vou saber em breve
Vou provar e saber as reacções que ele teve.

Blergh, esta merda sabe mal!
Se isto é confiança ainda não vi nenhum sinal
Vou mas é po cubiculo dar a cena à minha mãe
Mas a nota de conto vai ficar comigo bem
Mal eu entro no cubo ela diz logo: então?
Ouvi dizer que a saúde tava em promoção.
Se ela tava onde ta o troco pa mim?
Não mãe, a promoção já tinha chegado ao fim.
Mas tenho aqui outro frasco de confiança
Pode ser que faça bem à tua doença
Misturada com saúde bem estar alcança
Vê isto como uma forma de recompensa.

Vou po quarto mágico fazer magia
Mas parece que a inspiração tá vazia.
Passados 5 minutos ela vem
Ela quem? A minha mãe. E diz:
O que é que tu roubas-te? Enquanto ela se proxima
Não sabes que aquele homem é apanhado do clima?
Não sabes que ele vê tudo num sistema de vigilância?
Em vez de confiança o k ele deu-te foi ganância!

Quê?! Sim, então não sabias que e isso que ele faz a todas as
pessoas que vão lá roubar
Ele depois dá confiança e mete lá sempre ganância
Tu queres-te matar ou quê?!

Quando a minha cota contou eu nem acreditei
Fui intrujado pelo cota que eu próprio intrujei
Pensei em voltar à loja e mostrar que tou fodido
Mas não, vou escrever sobre o sucedido

Ya, é mesmo isso
.
.
http://www.lyricstime.com/sam-the-kid-o-recado-lyrics.html
.
.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Roubo ou arte? A obra alheia continua a inspirar artistas

Rádio Renascença
Inserido em 23-11-2009 17:27
.

A bandeira dos EUA, transformada pela Adbusters. Foto: Adbusters
À margem das grandes editoras, vários músicos fazem da apropriação de sons criados por outros artistas parte fundamental da sua estética - por pura diversão, como Girl Talk, ou como forma de protesto político. Outros artistas de diferentes áreas pegam nos símbolos da sociedade para a questionar.

Um músico arrisca-se a um processo judicial se utilizar um pedaço de uma canção de autoria alheia numa obra sua sem autorização dos detentores dos direitos de autor da obra. E se esse pedaço alheio fosse registado num espaço público (uma feira popular ou numa rua agitada) no meio do barulho ambiente? As leis dos direitos de autor ainda se aplicariam? Foi com base em perguntas como esta que o músico alemão Jan Jelinek fez “Circulations”, o primeiro objecto da sua Gesellschaft  zur Emanzipation des Samples (Sociedade para a Emancipação do Sampling), conhecida pela abreviatura GES.
.
Jelinek pôs a tocar gravações de artistas como Rolling Stones, Beatles, Springsteen, Ian Dury e The Pretenders em contextos públicos. A própria gravação é já um acto artístico, dado que a canção original degrada-se e ganha novos significados quando posta em confronto com o meio envolvente. Mais tarde, Jelinek processou as gravações. Roubo, dirão os mais zelosos; arte, dirão muitos outros, sobretudo os mais atentos à história do sampling (uso de sons de autoria alheia em contexto artístico).
.
“Não tenho nada contra a ideia de direitos de autor”, avisa o músico à Renascença. “Pelo contrário: penso que os direitos de autor são importantes, desde que não funcionem de uma forma repressiva”.
.
Segundo Jelinek, cerca de 90% das disputas judiciais relacionadas com direitos de autor acabam com um acordo entre as partes. Ou seja: o que assusta os artistas são os custos de manter um processo em tribunal. A GES é uma associação informal criada para apoiar financeiramente os músicos que forem intimados pela justiça.
.
Jelinek não está sozinho na luta por um entendimento menos restritivo da lei dos direitos de autor. A ideia de apropriação como técnica artística tem já uma longa tradição na arte (basta lembrar o que Marcel Duchamp fez, em 1917, com um urinol, chamando-lhe “Fonte”), mas ainda não é pacífica na indústria fonográfica.
.
Em 2004, Danger Mouse misturou “The Black Album” do rapper Jay-Z com o “álbum branco” dos Beatles e fez “The Grey Album”. A EMI, detentora dos direitos de autor dos Beatles, conseguir impedir a sua distribuição comercial (Danger Mouse desistiu de o fazer voluntariamente), mas surgiu um movimento na Internet para distribuir o disco na rede de forma gratuita.
.
Para Steev Hise, que já fez álbuns baseados em material de outros autores, este tipo de acções populares são a forma mais eficaz de luta contra as ameaças judiciais. Hise acredita que a Internet vai tornar os direitos de autor “irrelevantes”, a não ser que as grandes empresas ganhem um maior controlo sobre a rede. E basta “passear” pelo YouTube para encontrar um número infindável de remisturas, telediscos e cruzamentos hilariantes (como Kanye West a interromper um discurso de Obama ou vídeos de virtuosos da guitarra eléctrica a que foi retirado o som original e substituído por interpretações embaraçosas).
.
Esta cultura de remistura que a Internet banalizou é gerada por um “exército” de amadores, interessado apenas na diversão. Philo T. Farnsworth, responsável pela editora Illegal Art (especializada em música baseada em samples), acredita que os velhos modelos devem desaparecer “quando a ‘geração download’ liderar [a indústria fonográfica]”. “A Internet está a mudar tudo. O resto da sociedade acabará por acompanhá-la”, diz.
.
Manipular os símbolos
.

O uso de material protegido por direitos de autor é, há muito tempo, um acto político. Já nos anos 1960, situacionistas como Guy Débord louvavam o “detournement”, a utilização de uma imagem, mensagem ou artefacto já existente para criar um novo sentido.
.
É esse o princípio do culture jamming, termo cunhado em 1984 pelos Negativland, músicos que fazem crítica social através da colagem e da citação de material alheio. Um exemplo: em parceria com a banda pop anarquista Chumbawamba, os Negativland puseram os Teletubbies a dar aulas básicas de anarquismo (no disco “ABCs of Anarchism”, lançado em 1999)
.
A revista Adbusters, fundada em 1989, é um dos veículos deste tipo de expressão. “Culture jamming" é, basicamente, pegar num anúncio, um cartaz, qualquer coisa, e alterar completamente a sua mensagem. Dessa forma, pode-se fazer as pessoas pensar sobre todos os anúncios que lhes são impostos e a mensagem que trazem”, explica Lauren Bercovitch, da Adbusters.

Entre as acções da Adbusters estão "sapatos éticos" que imitam modelos famosos detidos por grandes marcas e a afixação de um cartaz “publicitário” em Nova Iorque com a bandeira dos Estados Unidos, em que as estrelas são substituídas pelos logótipos de marcas como a Nike.
.
Nos trabalhos sonoros de Steev Hise está muito presente esta crítica da sociedade pela subversão dos seus símbolos. ”Sempre vi o sampling como aikido ou jujitsu [artes marciais] artístico, pondo a força do inimigo contra ele”, diz.
.
site que Hise mantém chama-se Detritus, uma referência ao “lixo” cultural produzido pelo capitalismo pós-industrial. Nele encontramos artistas como o norte-americano Mark Napier, que transformou a Barbie digitalmente para fúria da Mattel. O fabricante de brinquedos também não achou muita graça às fotografias de Tom Forsythe, que põem a Barbie em contextos muito diferentes daqueles que costumam ser associados à boneca.
.
“A arte é uma ferramenta para ser usada (como o trabalho, a acção directa, o debate, etc.). Estes símbolos estão no domínio público e, com algum cuidado, podem ser manipulados. O maior problema são as leis de direitos de autor, o que torna divertido jogar com elas”, diz Boff Whalley, membro dos Chumbawamba
..
A música nas mãos dos advogados
.

Há nove anos, os Chumbawamba lançaram uma versão de uma canção sua, “Pass It Along”, com samples de artistas como os Metallica, os Beatles e Elvis Presley - uma forma de criticar o discurso anti-pirataria de parte da indústria musical.
.
Não tiveram problemas legais, já que puseram a canção a circular livremente na Internet. “A partir do momento em que se faz algo disponível comercialmente, ou fixado num objecto físico, há problemas. O que é ridículo e mostra o quão antiquada esta indústria é”, diz Boff.
.
Para a indústria discográfica, o licenciamento de samples tornou-se uma fonte de receitas. O hip-hop, por exemplo, recorre muito a esta técnica. A diferença entre um artista como Kanye West, que utiliza a parte instrumental de “Move On Up” de Curtis Mayfield em “Touch The Sky”, e artistas como Steev Hise ou Girl Talk é que os últimos não têm condições financeiras (nem interesse) para pedir autorizações. No caso de Girl Talk, cujos discos recorrem a centenas de samples, seria até virtualmente impossível.

“A música está na mão dos advogados. O que poderia ser pior?”, atira Boff. “O sampling foi transformado em algo fora da lei. É cada vez mais difícil ‘samplar’ algo. Houve um tempo em que baseávamos o nosso som em samples e batidas roubadas. Isso já não pode acontecer porque as editoras e os advogados entraram no processo”.
.

Pedro Rios

.
.

sábado, 4 de julho de 2009

Quatro artigos sobre Michael Jackson e sua arte





.
por Especial Hip-Hop*
.

Leia especial sobre o maior ídolo da música pop de todos os tempos. E sua relação com a cultura de rua, o movimento hip-hop.






*Especial Hip-Hop, Espaço para convidados especiais do Hip-Hop a lápis.


* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
.
.
in Vermelho -
3 DE JULHO DE 2009 - 17h53
.
.

sexta-feira, 20 de março de 2009

HipHop a lápis





20 DE MARÇO DE 2009 - 15h10

Tota: O primeiro bairro a ter sua história contada através do graffiti


por Especial Hip-Hop*

O bairro Cidade Tiradentes, berço do coletivo 5zonas ganha mais um mural.



Lateral de prédio pós coletivo

Em 2007, quando o coletivo realizou o projeto "5 Zonas de Graffiti", Cidade Tiradentes foi o primeiro bairro a ter sua história contada através de um mural de graffiti. Para colher as informações necessárias o coletivo conversou com alguns moradores antigos, que desvendaram desde histórias com escravos à vontades de melhorias no bairro. Todo esse trabalho pode ser visto na Av dos metalúrgicos.


O coletivo 5zonas, possui artistas de renome da cena do graffiti-art paulistano, que por si, trazem em suas bagagens diversos trabalhos e experiências por todo o país. Quando se juntaram em 2006, com o intuito de trabalhar em coletivo, o bairro Cidade Tiradentes passou a fazer parte de suas vidas, até mesmo dos que alí não moram.


Em 2008, o bairro recebeu mais um mural, mas dessa vez, o que se pode encontrar nas imagens, cores e formas não são histórias, mas sim trechos de uma poesia, pois esse mural fez parte do projeto "Graffiti Poético 2008", onde o coletivo interpretou poesias escritas por alunos do EJA da EMEF do CEU Jambeiro.


Atuando em diversos bairros de São Paulo e da Grande São Paulo, o coletivo não esqueceu de suas origens, e por um dos projetos de 2009 do coletivo, Cidade Tiradentes está ganhando mais um mural, dessa vez é a lateral de um prédio que está ganhando as cores e os traços poéticos do grupo.


Mas dessa vez não foi conversa com moradores, muito menos poesias que serviram de inspiração para o grupo, mas sim o que eles mesmos sentiam vivendo e atuando no bairro.


O mural, ainda sem nome, está representando a falta de auto-suficiência do bairro, chamando atenção para carência de algumas coisas como: postos de gasolina, agências bancárias, drogarias, bibliotecas e etc.


Podemos entender um pouco melhor esse mural quando temos acesso a dados como esse: "imagina a fila em um único posto de gasolina num bairro que possui aproximadamente 300.000 (trezentos mil) habitantes" diz um dos integrantes do grupo.


O mural está finalizado, e está localizado na Rua Coração de Maçã, 72


Este projeto do prédio foi contemplado no edital do proac-Programa de açãocultural – da Secretaria do Estado da Cultura-2008/2009

Tota é Graffiteiro morador de Santo André integra o coletivo 5zonas juntamente com Credo, Eve 14, Hope e Sow. Mais informações www.5zonas.com.br




*Especial Hip-Hop, Espaço para convidados especiais do Hip-Hop a lápis.



* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
.
in Vermelho 2009.03.20
.
.
Nota do Rditor - Em Setúbal, como noutros municípios, ao contrário de Oeiras, os Grafitti e murais são destruídos. Deles tenho já uma colecção fotográfica importante
.
.