Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Arte Nova em Portugal

Arte Nova em Portugal

Arte Nova em Portugal

quinta-feira, 26 de Março de 2009

Arte Nova em Portugal

A Arte Nova, que se expressava principalmente através dos materiais modernos como o ferro, o betão, o vidro... Tardou a chegar a Portugal, bem como a arquitectura do ferro: só por volta de 1860 começam as primeiras construções metálicas, só em 1890 se verificaria um aumento da construção de edifícios deste género no país, tendo contribuído para este feito o próprio Gustave Eiffel, um dos engenheiros mais conceituados da época.
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O estilo da Arte Nova só se viria a instalar em Portugal após este “surto” de arquitectura do ferro, e fá-lo-ia de forma muito discreta: as famílias mais “refinadas”, e a par das ultimas novidades da arte (que eram geralmente conseguidas em revistas) decoraram o seus lares com este estilo; e, sendo a maioria dos proprietários estrangeirados, as suas casa ficaram conhecidas como “casas brasileiras”.

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Este estilo, particularmente decorativo, verificou-se em Portgal principalmente nos desenhos das fachadas e nalguns métodos de decoração, como por exemplo os azulejos; porém, este movimento incidiu também sobre artes como a cerâmica, a orivesaria, os têsteix... enfim, um pouco por todas as artes, verificando-se a Unificação das Artes, defendida por William Morris.
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As fachadas passaram a ser concebidas com linhas curvas e contra-curvas, angulosas e sinuosas.
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Verificou-se, através do uso de ferro, a decoração de janelas com grandes flores e folhas metálicas, e eram desenhadas para as grades das varandas complexas decorações. Para a casa de José Malhoa, foi mesmo desenhado um grande portão de ferro, pintado de cor-de-rosa, com a forma de uma grande borboleta.
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Apesar de todo o seu dinamismo, esta decoração pouco dava nas vistas, uma vez que ao contrário do que se verificara nos restantes países da Europa estas novas formas eram utilizadas apenas nas janelas, sem que a parede do edifício adoptasse qualquer movimento ou volume.
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Estas novas formas foram conseguidas através da aliança dos novos materiais, e dos materiais nobres, como a pedra, que continuaram a ser bastante utilizados em Portugal.
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O azulejo, de cores quentes e apelativas, passou a ser utilizado na decoração de fachadas, de tímpanos, mesmo de algumas entradas de edifícios ou janelas.
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Em Portugal, foram tão comuns os azulejos de desenhos assimétricos como simétricos, distinguindo-se neste aspecto dos outros países da Europa. Também em oposição aos outros estados Europeus, Portugal não buscou inspiração no seu folclore ou tradições, preferindo a representação de motivos florais, e, por vezes, da figura feminina. Outra particularidade portuguesa, foi a de, na maioria dos casos, os arquitectos autores dos edifícios não conceberam a sua decoração, prática bastante popular no movimento da Arte Nova.
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Ainda assim, como o restante continente, os artistas portugueses preferiram as linhas curvas às rectas, notando-se mesmo algumas reproduções de nós celtas, que eram utilizados para desenhar as complexas representações bidimensionais e de cores fortes de plantas.
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Os artistas portugueses serviram-se dos azulejos para decoradar não só os exteriores mas também os inteiriores dos edificios, criando variados padrões bidimensionais e de cores fortes, geralmente inspirados em plantas, cujos caules permitiam desenhos complexos de linhas e nós.

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Dentro dos edifícios, as colunas e arcos foram decorados com esculturas que representavam figuras femininas e formas orgânicas, especialmente flores. Tudo era representado através de linhas curvas e contra-curvas, em que o cabelo das mulheres se confundia com os caules das plantas.

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Uma das fachadas mais caracteristicas deste estilo em Portugal, foi a do Animatógrafo do Rossio, fundado no dia 8 de Dezembro de 1907 pelos irmãos Joaquim Cardoso Correia e Ernesto Cardoso Correia.
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Os ornamentos foram feitos em madeira, com linhas curvas, de cariz vegetal. Os azulejos, de cores fortes, com predominancia das mesmas linhas curvas, e representando duas figuras femininas, foram da autoria de M. Querriol.



A Arte Nova faz-se sentir também no edificio da “Pastelaria Tentadora”, localizado no gaveto da Rua Saraiva de Carvalho com a Rua Ferreira Borges; através dos formatos das janelas, da decoração com azulejos e das grades das varandas.
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Este edificio foi desenhado por Ernesto Kondorri.

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Também a leitaria “A Camponesa”, situada na Rua dos Sapateiros, se insere neste movimento, devido à fachada decorada com os azulejos de Jorge Pinto, onde está representada uma jovem minhota, rodeada de plantas e outros motivos orgânicos.
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A tabacaria do Mónaco está também situada no estilo da Arte Nova: encontra-se no largo de D. Pedro IV, no Rossio, e possuiu azulejos e pinturas da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro e António Ramalho, respectivamente.




A Estação do Metro de Picoas, na rua Andrade Corvo, pertence também à Arte nova: é, aliás, muito parecida com as estações de metro Parisienses da época. O que a torna caracteristica da Arte Nova, são a utilização de materiais modernos, como o ferro e o betão, e as formas orgânicas, curvas e dinâmicas, com que esses materiais são trabalhados.
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Este espaço é da autoria de Hector Guimard um arquitecto francês, que ofereceu a sua arte a Portugal como presente.


A Garagem Auto-Palace, de Viellard e de Touzet, é outro exemplar deste estilo. É caracterizado, especialmente, pelos vitrais com ilustrações alusivas ao trabalhos realizados dentro da garagem, complementados por motivos florais.
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Trabalho de:
Carolina Ramos
David Cunha
Tiago Ribeiro

1 comentários:

Victor Nogueira disse...
A entrada do Metro referida neste artigo é proveniente de Paris, que a ofereceu a Portugal, como aliás era referido numa placa que não sei se ainda lá está. Tenho bastantes fotos de Portugal inteiro por mim tiradas sobre edifícios ou pormenores Arte Nova
Abraço Victor Nogueiea

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Animatographo do Rossio

30-06-2009

Os cinemas também se abatem

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O cinema tem a ver com o espectáculo – a sala às escuras, o ecran luminoso.
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As voltas que o mundo der, não modificarão a ideia de que o cinema, para ser sentido, tem que ser visto numa sala. É aí, como dizia Roland Barthes, que se produz esse festival de afectos a que chamamos filme. O resto frequenta-se mas falta aquele sabor.
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Eram “com” e não “de” que dos filmes se dizia nos anos 50, o tempo em que o cinema se lhe agarrou à pele como sarna. Queríamos saber os nomes dos actores. Não se lembra de se preocupar com o nome dos realizadores. Sobretudo o nome das actrizes, e mais tarde veio a saber que uma das razões pelas quais o cinema existe é, de facto, para filmar as mulheres. Com Truffaut, aprendeu que as pernas de uma mulher marcam o compasso do mundo, seja lá o que ele pensa que isso é.
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Quem gosta da vida vai ao cinema. É lá que tudo se passa.
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Lauro António, entre Setembro de 1974 e Março de 1975, realizou um filme a que chamou “Vamos ao Nimas”.
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O filme foi estreado, em Lisboa, nos cinemas Estúdio, Apolo 70, Tivoli e Olympia e pretende ser uma evocação dos “cinemas de bairro” que já não existem, de salas de cinema que pelo país, um pouco por toda a parte foram encerrando as portas, e em muitos casos, com os edifícios destruídos.
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Diz Lauro António: “por maquinações do capitalismo, os velhos “clássicos”da aventura, do humor, do “suspense” ou do amor cederam progressivamente o seu lugar a este estendal de violência gratuita, de especulação, de barbárie que por todo o lado cresce. Enquanto desaparecem as salas que viram nascer e morrer uma época de ouro.”
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Ainda Lauro António:
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"Aqui existiu uma sala de cinema. Uma sala popular. Um bilhete para uma sessão dava direito a ver duas fitas em reprise.
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Aqui existiu uma sala de ilusões. Aqui Gene Kelly dançava à chuva.
Marilyn amava.
James Bond tinha ordem para matar.
Chatrlot dava pontapés nos polícias
Os Marx faziam coisas impossíveis
Tarzan lutava com crocodilos-"Me Tarzan. You Jane."
Zorro e Fantomas na mesma sessão.
Bogart em "Casablanca"
A malta sorria - ria - sonhava - vibrava."
Quem viu o filme de Giuseppe Tornatore, “Cinema Paraíso”, saberá do que se está falar.
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No sótão encontrou uma série de programas de cinemas, uns que já não existem, outros que, existindo ainda, deixaram de o ser.
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Os programas eram distribuídos gratuitamente, mas havia sempre uma cumplicidade que levava ao gesto de uma moeda para o arrumador.
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Partindo desses programas, falará do que à rede vier.
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Dado que este blogue tem uma tradição de gosto pelo cinema, pelos cinemas, e ele anda por aqui há pouco tempo, é provável que surja uma ou outra duplicação. Mas pensa que não será problema de maior. Poderemos chamar-lhe um “remake” de algo que por aqui já passou.
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Por fim: o título é retirado do programa do filme de Lauro António “Vamos ao Nimas”.
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no Blog Dias que Voam
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Ver também

Velhos Cinemas de Lisboa - Memórias

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em Ao (es)correr da pena e do olhar
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