Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 21 de agosto de 2011

Uma música por dia - Para Elisa, "Für Elise" de Beethoven por Valentina Lisitsa Seoul Philharmonic

Para a Belíssima e Sereníssima
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Carregado por  em 7 de Dez de 2008
Live in Seoul. Encore #4


  • Depois de um sábado triste, cinzento e para esquecer, apesar de me parecer que estamos cada vez mais distantes um do outro, uma peça musical suave e levemente melancólica, numa madrugada dum domingo que será igual aos dias da semana que terminou

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ludwig van Beethoven - Mondscheinsonate 1. Satz


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Ícone de canal

afsg2410

Mondscheinsonate   
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 Enviado por E.B. (hi5) - 2/Fev 23:31
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sábado, 29 de agosto de 2009

"Quem é essa Elise?": Beethoven, uma peça e um enigma

DW World - Cultura | 27.08.2009


Durante anos pensou-se que ela fosse "Therese". Agora, um musicólogo alemão pretende ter resolvido o mistério sobre a identidade daquela a quem o compositor natural de Bonn dedicou uma de suas obras mais populares.

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A Bagatela para piano em lá menor, WoO 59 de Beethoven é uma das peças clássicas mais conhecidas que existem. Composta em 1810, ela traz uma dedicatória íntima: "Para Elise em 27 de abril em recordação de L.v. Bthvn".
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Do jazz ao hardrock, do cabaré ao toque de celular, passando pelo hit italiano (Maledetta Elisa!), poucas melodias são tão onipresentes quanto essa. Não há dúvida: caso Ludwig van Beethoven (1770-1827) ainda recebesse direitos autorais, bastaria Für Elise para torná-lo milionário.
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Porém durante longos anos uma questão extramusical permaneceu em aberto: quem era a homenageada? Até há pouco, pensava-se tratar-se de uma jovem e bela amiga do compositor, uma certa Therese Malfatti. O que, do ponto de vista lógico, não faz muito sentido, admita-se.
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Agora, o musicólogo alemão Klaus Martin Kopitz crê haver encontrado a resposta. Não que tivesse essa intenção: a descoberta foi mero subproduto de seu trabalho mais sério de pesquisa historiográfica.
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Marca de uma despedida?
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Há anos Kopitz trabalhava numa edição do livro Beethoven no olhar de seus contemporâneos, contendo relatórios de gente que conheceu o compositor pessoalmente, diários, poemas, lembranças. "Algumas mulheres são presenças constantes. E uma delas é Elisabeth Röckel."
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Montagem de 'Fidelio' em Leipzig, 2005.


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Nascida em 1793, ela era a irmã caçula do cantor Joseph Röckel, que em 1806 cantou o papel de Florestan na única ópera de Beethoven, Fidelio, sob a regência do próprio compositor. Assim como seu irmão, a graciosa bávara, que os amigos chamavam "Elise", afeiçoou-se ao excêntrico gênio nascido em Bonn.
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Alegre e despreocupada, ela possuía também talento musical, tocava piano e mais tarde tornou-se cantora. Na primavera europeia de 1810, mudou-se de Viena para Bamberg, em seu primeiro contrato teatral. E este é mais um argumento de Kopitz: se Beethoven escreveu a peça "em recordação", é de se supor que ocorreu uma separação.
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Beliscões carinhosos
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O compositor e a jovem conheciam-se bem, sem dúvida, já que ele dedicou a obra não a "Fräulein Röckel", mas sim a "Elise". A amizade entre os dois está bem documentada, inclusive pela possível musa. A um conhecido, ela contou, por exemplo, de uma noitada na casa do celebrado violonista Mauro Giuliani.
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Apesar de acompanhada por seu futuro marido, o compositor Johann Nepomuk Hummel, "Beethoven, em sua extroversão renana, não cansava de cutucá-la e de brincar com ela. Tanto que, ao fim, ela não sabia como se livrar dele: de tanto carinho, ele não parava de beliscá-la no braço", cita Kopitz.
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O fato de Elisabeth haver se decidido por Hummel não abalou a amizade do casal com Beethoven. Poucos dias antes da morte do músico, em março de 1827, ela o visitou, cortou um cacho da cabeleira do compositor e ganhou como suvenir suas últimas penas de escrita.
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Elisabeth Röckel em retrato de 1814.
Bildunterschrift: Elisabeth Röckel em retrato de 1814
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Elise? Ou Therese?
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Resta a pergunta: como pôde Elisabeth Röckel permanecer ignorada por musicólogos e historiadores durante quase dois séculos? E como foi que sua "rival", a Malfatti, entrou nessa história?
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Os responsáveis foram Ludwig Nohl e Max Unger, estudiosos confiáveis da vida e obra beethovenianas. Nohl descobriu e publicou a Bagatela em lá menor em 1865, mas não conseguiu localizar o nome "Elise" no contexto da vida do compositor.
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Unger foi quem rebatizou arbitrariamente a peça como Para Therese, sob o pretexto de que o original, desaparecido por um certo tempo, estivera temporariamente em mãos de Therese Malfatti.
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Teoria novelesca
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E esse é mais um mistério: por que Therese estaria de posse de uma peça dedicada "a Elise"? Uma possibilidade é que, já que ambas se conheciam, tivessem trocado partituras entre si. Klaus Kopitz arrisca uma outra hipótese, ainda que não cem por cento científica. Tenha-se em mente que, segundo certas fontes, em abril de 1810 Malfatti e o compositor de 39 anos estavam noivos.
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"Suponhamos que Therese fizesse uma visita a Beethoven – aqui estou dando asas à imaginação – e visse sobre o piano a peça com a dedicatória. E perguntasse: 'Quem é essa Elise? Tu querias casar comigo, ou não?' Uma situação um tanto constrangedora: escrever uma peça 'para Elise' quando se pretende casar uma Therese!"
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Para quem quiser saber o fim da novela: Kopitz publica um ensaio completo sobre Beethoven e Elisabeth Röckel na próxima edição dos Bonner Beethoven-Studien.
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Autor: Anastassia Boutsko / Augusto Valente
Revisão: Rodrigo Rimon
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Divulgue este artigo.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Hoje há música (37) - Karajan - Beethoven Symphony No. 5 - Part 1


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* Leonel Vicente

BEETHOVEN - AS SINFONIAS (I)

As 9 Sinfonias de Beethoven constituem a parte mais conhecida da sua obra. A maior parte foi composta na fase intermédia da sua criação, à excepção da primeira e da última sinfonia.

A Primeira Sinfonia, composta nos primeiros anos vienenses (cerca de 1799), está fortemente ligada ao classicismo vienense e à tradição de Haydn e Mozart.

A segunda (1800-1802) é uma obra de transição e apresenta já algumas das suas características pessoais, com um tratamento inédito dos instrumentos de sopro.

Beethoven apenas encontraria a sua linguagem sinfónica definitiva na terceira, “Heróica”, uma sinfonia “revolucionária”, que se afasta definitivamente das formas tradicionais da sinfonia clássica vienense. Planeada para ser uma grande homenagem a Napoleão Bonaparte, que admirava, é uma obra grandiosa, de concepção monumental e temática épica, notavelmente longa. Porém a dedicatória napoleónica acabaria por ser retirada na sequência da coroação de Napoleão como imperador da França - Beethoven, decepcionado, alterou o programa da obra, incluindo uma marcha fúnebre “à morte de um herói”.

A Quarta (1806) é uma sinfonia mais relaxada, conhecida pela sua longa introdução, quase independente do restante da obra, traduzindo no seu conjunto, de alguma forma, um retorno a formas mais tradicionais.

[1693]


16 Setembro, 2004

BEETHOVEN - AS SINFONIAS (II)

17 Setembro, 2004

A Quinta (“Do Destino”), iniciada em 1807, é a mais trágica das nove, fazendo um percurso desde as trevas (os dois primeiros movimentos) até à luz (os dois últimos), abrindo precedentes na história da música. Dotada de extraordinária energia, é rica em desfasamentos rítmicos e repentinas trocas de tonalidade.

A Sexta Sinfonia, Pastoral, também de 1807, é outra ousadia; organizada em cinco movimentos, cada um retratando um aspecto da vida no campo, abriu espaço para as experiências de Liszt e Berlioz no género da música programática. Contrariamente à anterior, caracteriza-se por um clima de repouso idílico.

A Sétima (1811) ficou famosa pelo seu movimento lento, um Allegretto pouco definido, que encantou compositores como Schumann e Wagner. Foi composta num complexo período sentimental. O seu carácter rítmico é o sinal mais distintivo desta sinfonia, definida como a apoteose da dança.

9Sinfonia A Oitava (1812) tem no terceiro movimento uma novidade, o minueto. Foi apresentada como “a pequena”.

Finalmente, a Nona (1822, embora a ideia e alguns esboços remontem a 8 anos antes), talvez a obra mais popular de Beethoven, marcando uma época, com a sua grande atracção, o coral final, a Ode à Alegria.

Pode ouvir “toda” a música de Beethoven aqui.

E, por aqui, se encerra esta “digressão”. A descobrir, a seguir, uma grande viagem…

[1698]

in memoriavirtual, por Leonel Vicente