Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

1908: "Tin Lizzy" sai da linha de montagem

 

Calendário Histórico

DW-World 2010 08 13

 

O primeiro Ford T ("Tin Lizzy") começava a ser montado a 12 de agosto de 1908 na fábrica americana de Detroit.

 

O "Tin Lizzy" foi um sucesso de vendas. Somente em 1908, a Ford produziu 6,2 mil veículos na fábrica construída em 1903, superando o número total de automóveis em circulação na Alemanha na época. Em 1923, a montadora bateu o recorde de produção de dois milhões de veículos.
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Segundo Marcus Neuman, da Associação de Amigos de Fords Antigos, para as circunstâncias da época, o Ford T era de fácil direção e manutenção. "Pode parecer um paradoxo, mas o carro é simples e ao mesmo tempo complicado. Comparado com os veículos modernos, o modelo Lizzy era de difícil manejo e conservação e não oferecia qualquer conforto. A cada 600 quilômetros era necessário trocar o óleo e a cada 300 quilômetros precisava de nova lubrificação", explica Neuman.
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Pioneiro na linha de montagem
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Vendido pelo sensacional preço inicial de apenas 850 dólares, o Ford T atraiu milhões de compradores. O pioneiro da indústria automobilística, Henry Ford, pôde atingir custos de produção mais baixos do que as outras montadoras ao introduzir a divisão do trabalho.
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Cada operário realizava apenas uma tarefa: encaixar o motor, montar os bancos ou apertar os parafusos das rodas. O Ford T foi o primeiro modelo do mundo montado completamente com peças e componentes substituíveis.
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Com o início de produção do veículo, no dia 12 de agosto de 1908, a Ford e seus engenheiros deram continuidade a um processo inciciado na revolução industrial, quando as mesas de trabalho foram dispostas de modo a permitirem a produção em massa. Os operários tiveram que se adaptar automaticamente ao ritmo geral; uma pausa provocaria a interrupção da produção.
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Com a idéia de transportar as peças mecanicamente de uma estação para a outra, a Ford inventou em 1913 a linha de montagem. Esse processo produtivo baseou-se no exemplo dos açougues de Cincinnati e Chicago, onde cada operário realizava apenas um manuseio ou corte em animais pendurados em infindáveis correias transportadoras.
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Demissões em massa
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Até 1927 foram fabricados cerca de 15 milhões de "Tin Lizzy", sem grandes modificações do modelo. Milhões de proprietários do veículo sujavam-se, diariamente, ao magnetizarem a ignição, conta o mecânico Marcus Neumann.
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O aumento de produtividade nas fábricas da Ford foi gigantesco depois da introdução do trabalho de linha. O tempo de montagem de um chassi foi reduzido de 12,5 horas para uma hora e trinta minutos – um resultado obtido ao custo de muita pressão sobre os operários, que eram vigiados por cronometristas.
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Um terço dos funcionários pedia demissão antes de completar um mês de fábrica. O salário foi duplicado para cinco dólares e jornada de trabalho reduzida de nove para oito horas. Os candidatos a emprego passaram a formar filas diante da fábrica.
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Hoje restam pouquíssimos oldtimers do tipo "Tin Lizzy" em circulação. Segundo Marcus Neumann, isso se deve ao alto consumo de combustível – de 13 a 17 litros por cem quilômetros – e vazamento de óleo. Além disso, os Ford T também são impróprios para o tráfego urbano, devido à tendência ao superaquecimento. Principalmente em congestionamentos, a temperatura sobe a ponto de danificar o motor.
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O princípio do "fordismo" logo esbarrou em seus limites. Considerado "uma obra-prima organizacional", ele permitia fabricar apenas um modelo de carro "em qualquer cor, desde que fosse preta". Essa limitação da Ford foi explorada pelas montadoras concorrentes, que anualmente lançavam novos modelos, com inovações tecnicamente insignificantes, mas esticamente impressionantes.
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A inevitável introdução de um novo modelo transformou-se num fiasco para a Ford. A produção parou durantes meses, muitas máquinas não puderam ser reequipadas e os custos foram horrendos. A Ford perdeu sua liderança – aparentemente imbatível – para a General Motors.
 
Gerda Gericke (gh) 
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domingo, 12 de julho de 2009

1937: "Guernica" é exposta pela primeira vez

Calendário Histórico

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No dia 12 de julho de 1937 foi exposta ao público a tela "Guernica", na qual Picasso retratou o bombardeio da cidade basca pelos nazistas em abril daquele ano: um massacre que resultou em centenas de mortos.

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A cidade de Guernica, com seus 5 mil habitantes, foi completamente destruída pelos 250 quilos de explosivos e bombas incendiárias jogados pela Legião Condor dos nazistas naquele fatídico 26 de abril de 1937. A Espanha estava em guerra civil havia mais de dois anos. Os fascistas, seguidores do mais tarde ditador Franco, lutavam contra o governo republicano.

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Enquanto os republicanos esperavam em vão a ajuda da Inglaterra e da França, Franco tinha na Alemanha e na Itália fortes aliados. Embora os alemães negassem sua participação nos bombardeios, alegando tratar-se de "antipropaganda da imprensa judaica", testemunhas haviam identificado os símbolos nazistas pintados nos aviões.

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A cidade basca era um espinho nos olhos do general Franco, desde o início da guerra civil. Como Hitler era seu aliado e desejava testar a capacidade de sua Força Aérea, o alvo escolhido foi Guernica.

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O horror do ataque foi fixado em óleo sobre tela pelo pintor espanhol Pablo Picasso no famoso quadro de mais de três metros de altura por sete de largura chamado Guernica. Ele foi a expressão máxima não só do sofrimento espanhol como do impacto devastador dos armamentos modernos de guerra sobre suas vítimas em todas as partes do mundo. E a desgraça provocada pelo ataque a toda uma população civil.

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Mural foi encomenda do governo

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"A civilização foi assassinada em Guernica", protestou o artista, que vivia no exílio na França. Sob encomenda do governo republicano de Madri, Picasso pintou seu protesto contra a guerra em apenas dois meses, chocado e ao mesmo tempo inspirado pelas testemunhas oculares que lhe narravam como presenciaram os bombardeios. No dia 12 de julho de 1937, Guernica foi apresentada no pavilhão da República Espanhola na Exposição Internacional de Paris.

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Jamais na história uma obra de arte havia retratado a guerra de forma tão exemplar. Picasso desistiu de forma consciente do uso de símbolos políticos, mesmo assim a enorme tela conseguiu transmitir a angústia da população e o poder de destruição da força militar.

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Ao visitar a exposição, um oficial da SS teria perguntado a Picasso: "Você fez isso?", ao que o gênio da pintura respondeu: "Não, você!".

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O quadro, doado ao povo espanhol pelo pintor, estava num anexo do Museu do Prado e agora encontra-se no Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri.

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Gerda Gericke (rw)

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in DW World - 2009.07.12

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