Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 29 de agosto de 2010

Pombal e Alte juntam-se este fim-de-semana à Noite Europeia dos Morcegos

27.08.2010 - 17:15 Por Helena Geraldes 
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Por uma vez sem exemplo, as colónias de morcegos cavernícolas da Gruta de Soídos (Alte) e do Vale do Poio Novo (Pombal) estarão de portas abertas. Este fim-de-semana vão fazer parte da 14ª Noite Europeia dos Morcegos.


Esta não é a primeira vez que a Almargem (Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve) dedica uma noite aos morcegos. Na verdade, esta será a terceira e a ideia é visitar as quatro grutas com as maiores colónias de morcegos cavernícolas da região. “Nos outros anos juntámos entre 20 a 30 pessoas, normalmente pessoas que estão de férias no Algarve”, contou João Santos, presidente da Almargem.

Mas nos anos anteriores, a visita nocturna não encontrou muitos animais. “As duas grutas estão completamente arrasadas (...). Há 15 anos havia centenas ou milhares de morcegos; no ano passado vimos apenas uma dúzia”, lamentou. As razões ainda não são claras, mas João Santos alertou para a excessiva perturbação e o “abandono” pelas autoridades depois de um eventual desmoronamento. Este ano espera ter mais sorte. “Vamos visitar uma gruta que ainda está em bom estado e tentar saber qual o estado das populações” de morcegos.

Em Pombal, o organizador da visita é o Grupo Protecção Sicó. Esta será a sua 4ª Noite de Morcegos. Espera-se “que os possamos ver e ouvir enquanto voam, caçam ou mesmo quando estão a sair das fendas que utilizam como abrigo durante o dia”, explica a associação em comunicado.

Luísa Rodrigues, do Instituto para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), nota que tem havido um “crescimento exponencial” dos interessados. “São momentos especiais em que as pessoas podem contactar com os morcegos. Normalmente a imagem mais habitual que temos destes animais é qualquer coisa a voar à noite ou uma sombra escura à volta dos candeeiros”, comentou. Estas actividades, promovidas pela organização internacional Eurobats, ajuda a compreender a vida destes animais.

Em Portugal estão registadas 25 espécies no Continente, uma nos Açores e outra na Madeira. De acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, as espécies Criticamente Em Perigo no Continente são o Morcego-de-ferradura-mediterrânico, o Morcego-de-ferradura-mourisco e o Morcego-rato-pequeno. Luísa Rodrigues diz que a situação destas espécies “é preocupante e mereciam mais esforço de conservação, com medidas a muito curto prazo”.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Clima e Presrvação da Natureza e da biodiversidade



Os extremos climáticos que se têm vivido nas últimas semanas em regiões como a Rússia ou o Paquistão exigem que se estude se estas situações vão tornar-se mais comuns no futuro, defende a Organização Meteorológica Mundial.
Investigadores norte-americanos criaram um banco de células de corais congeladas, na esperança de evitar a extinção e de preservar a diversidade dos corais do Havai, foi revelado esta semana.
As borboletas monarcas estão a enfrentar a nova ameaça das tempestades de Inverno atípicas que devastaram algumas florestas santuário no México, alertaram organizações conservacionistas.
Os incêndios dos últimos dias já terão destruído “mais de metade” da Mata do Cabril, uma das três reservas integrais do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), admitiu hoje o director desta área natural.

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domingo, 15 de agosto de 2010

Tartaruga devolvida à natureza já fez mais de dez mil quilómetros no Atlântico



14.08.2010 - 16:12 Por PÚBLICO
A viagem da tartaruga-comum Calantha, devolvida à natureza em Setembro depois de ter estado 25 anos aos cuidados humanos, atingiu hoje os 10.033 quilómetros, num percurso de travessia do oceano Atlântico.
<p>Os dados recolhidos são essenciais para avaliar o sucesso da operação e da adaptação, ou não, destes animais ao Oceano</p> Os dados recolhidos são essenciais para avaliar o sucesso da operação e da adaptação, ou não, destes animais ao Oceano
 (PÚBLICO (arquivo))


De acordo com os dados disponibilizados por um transmissor colocado na carapaça, a Calantha (Caretta caretta) está agora a aproximar-se da República Dominicana. Segundo o Zoomarine, entidade que reabilitou a tartaruga, o seu “destino parece já estar definido”, mas “para a equipa do Zoomarine continua a ser uma incógnita”. Ainda assim, os dados recolhidos com a ajuda de satélites, são essenciais para avaliar o “sucesso da operação e da adaptação, ou não, destes répteis marinhos ao Oceano, do qual estiveram afastados tantos anos”, explica o Zoomarine.

Calantha passou 25 anos no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. A 13 de Outubro de 2005 foi transferida para o Porto d’Abrigo, Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas do Zoomarine, a fim de ser preparada para ser devolvida à natureza. Quando chegou pesava 115 quilos; ao ser libertada pesava 128,5 quilos.

A 30 de Setembro do ano passado, o Zoomarine, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e a Marinha Portuguesa devolveram a Calantha ao mar, juntamente com outras duas tartarugas, a Cat e a Tartaruga, ambas tartarugas verdes (Chelonia mydas). Desde então, a sua viagem tem vindo a ser seguida, no âmbito de um projecto que deverá durar mais cerca de sete meses, num investimento superior a 15 mil euros, assegurado pelo Zoomarine. A Tartaruga está ao largo de África. Os últimos dados sobre a Cat datam de 27 de Março deste ano.

A espécie Caretta caretta, de migração ampla, tem uma vasta distribuição em todos os oceanos mas está classificada como Em Perigo, no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, especialmente por causa das ameaças às praias de nidificação, como a captura de ovos e a urbanização intensiva. Nas águas portuguesas ocorrem maioritariamente juvenis e a maior ameaça é a captura acidental por artes de pesca.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Burro selvagem da Núbia é o primeiro pai do burro doméstico

02.08.2010 - 13:55 Por Teresa Firmino
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Primeiro, descobriu-se que a domesticação do burro tinha acontecido em África - e não no Médio Oriente, a hipótese concorrente. Agora acrescentou-se outra peça à história da domesticação deste animal, ao identificar-se o burro selvagem africano que começou por ser domesticado há cerca de seis mil anos: foi o burro da Núbia, região no vale do Nilo, partilhada entre o Egipto e o Sudão.
Confirmada a existência de duas linhagens, não houve um elo perdido 
Confirmada a existência de duas linhagens, não houve um elo perdido (DR)



A novidade está num artigo na revista Proceedings of the Royal Society B e, entre os autores de vários países, está Albano Beja Pereira, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, no Porto.

Foi a equipa de Beja Pereira, também com estrangeiros, que em 2004 pôs fim à controvérsia sobre a origem da domesticação do burro, num artigo na revista Science. Havia cientistas que defendiam que o burro doméstico (Equus asinus, o nome científico da espécie) descendia do burro selvagem africano (Equus africanus) e que a domesticação tinha sido no Norte de África. Mas como o burro selvagem africano também viveu em Israel, na Síria, no Iraque e no Iémen, outra corrente advogava que a domesticação tinha sido no Médio Oriente.

Ao analisarem ADN de burros selvagens africanos e de burros domésticos de 52 países, em 2004 os cientistas anunciaram que a domesticação tinha de facto ocorrido em África. Mas será que, por só terem analisado ADN contemporâneo e por muitos burros terem desaparecido no século XX, estaria a escapar-lhes a contribuição de outra linhagem? "No último século, a pressão sobre os burros selvagens africanos levou-os à beira da extinção e praticamente varreu os burros domésticos da Europa", frisa Beja Pereira.

Partiram então à procura de amostras de ADN antigo em museus de história natural europeus, com burros selvagens africanos nas colecções. Procuraram ainda colecções arqueológicas com restos de animais domésticos e selvagens do início da domesticação.

Confirmaram agora a existência das duas linhagens, pelo que não houve um elo perdido, e revelaram que o burro selvagem da Núbia é, por assim dizer, o primeiro pai do burro doméstico. Numa fase posterior da domesticação é que entrou o burro da Somália.

O burro da Núbia, no Sudão, está quase extinto. "São tão poucos que não têm viabilidade. Devem ser menos de cem e não há nenhum em jardins zoológicos. Assim é difícil fazer planos de recuperação." Já em relação ao burro da Somália, também na Etiópia e Eritreia, há menos de 600 na natureza. Mas em cativeiro ainda vivem cerca de 50 e há planos de recuperação.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um quinto das espécies de lagartos do mundo pode estar extinta em 2080 devido ao calor


13.05.2010 - 19:28 Por Nicolau Ferreira
Em Abril de 2009, a população de Sceloporus serrifer já tinha desaparecido da região de Iucatão, no México. Se alguém voltasse a repovoar o local com estes lagartos, observaria o mesmo fenómeno. As manhãs de Primavera seriam demasiado quentes e os répteis iam sair da toca, vasculhar por comida, e passado pouco tempo voltariam para a protecção da sombra. O tempo para a alimentação não chegaria para a reprodução dos indivíduos, que teriam o mesmo destino da população anterior: desapareceriam.
<p>A lagartixa-da-areia, que tem o nome específico 
"Liolaemus lutzae"</p> A lagartixa-da-areia, que tem o nome específico "Liolaemus lutzae"
 (Luis Claúdio Marigo)


Este é só um exemplo da avaliação de 200 locais no México, entre 2006 e 2008, que chegou à conclusão que 12 por cento das populações de 34 espécies deste grupo de répteis tinham desaparecido devido à subida das temperaturas, devido às alterações climáticas. O estudo publicado hoje na revista Science partiu desta informação para construir um modelo que prevê o impacto da subida da temperatura nas espécies, que serviu para avaliar os níveis de extinção global. Os investigadores estimam que 20 por cento das espécies de lagartos estejam extintas em 2080.

“Existem períodos do dia em que os lagartos não podem sair e têm que voltar para locais mais frescos”, explicou por comunicado Barry Sinervo, investigador da Universidade da Califórnia e primeiro autor do artigo. “Quando não estão fora, os lagartos não podem procurar comida. Por isso medimos em diferentes locais quantas horas por dia os lagartos eram obrigados a abrigarem-se do sol. Depois, fomos capazes de criar parâmetros para o nosso modelo global.”

Os investigadores aplicaram o modelo a espécies de lagartos nos cinco continentes e o resultado predisse o que já está a acontecer na realidade. Um dos casos foi na costa do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, em que a lagartixa-da-areia desapareceu em sete dos 24 locais onde existia, de 1984 para cá. “Para muitas espécies já se ultrapassou o patamar de extinções, a nível local”, disse por telefone ao PÚBLICO Carlos Rocha, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que fez parte do estudo.

Segundo Octávio Paulo, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o estudo é pioneiro. “Consegue-se localizar e prever o desaparecimento de populações de algumas espécies, o que parece mostrar que o modelo está muito bem construído”, disse por telefone ao PÚBLICO.

Tanto o português como o brasileiro consideram que o artigo obriga os especialistas em répteis de todo o mundo a voltarem ao campo para verificar o que está à acontecer.

O artigo estima que as regiões mundiais mais afectadas serão os trópicos. A forma como cada ecossistema vai reagir assim que uma espécie de lagarto desaparecer, permanece uma incógnita. “Estamos no processo de ir degradando os ecossistemas. Se a tendência de extinção se vai manter? Sim. Em que proporções? Não sei”, disse Octávio Paulo.
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terça-feira, 4 de maio de 2010

Nasceu o primeiro abutre-preto em liberdade na Catalunha depois de mais de um século

http://s190.photobucket.com/albums/z257/americanwildlife/Bird/black-vulture.jpg


04.05.2010
PÚBLICO 

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O projecto de reintrodução do abutre-preto (Aegypius monachus) na Catalunha já está a dar resultados. As autoridades espanholas anunciaram o nascimento da primeira cria naquela zona no espaço de mais de um século.

Segundo o jornal “El Mundo”, trata-se da primeira cria registada na Catalunha desde que a espécie se extinguiu naquela região.

A ave, que nasceu a 25 de Abril na Reserva Nacional de Boumort, é filha de dois exemplares reintroduzidos há três anos.

Actualmente, a área alvo do projecto de reintrodução, que começou em 2007, acolhe três casais estáveis. Mas apenas um conseguiu completar com êxito o ciclo reprodutor.

O abutre-preto – a maior ave de Espanha - foi declarado a Ave do Ano pela Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO) e pela Birdlife. Estima-se que existam em todo o país cerca de dois mil casais.

Em Portugal, a espécie tem uma população extremamente reduzida e, por isso, o Livro Vermelho dos Vertebrados classificou-a como Criticamente em Perigo. O abutre-preto ocorre numa “estreita faixa na zona fronteiriça do Alentejo e Beira Baixa”, segundo o Livro Vermelho. As maiores ameaças à espécie são o envenenamento e a alteração do habitat
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domingo, 24 de maio de 2009