| Digestivo nº 434 >>> Internet-Manifest.de No rastro do reiterado Cluetrain Manifesto, e talvez respondendo ao anúncio de Rupert Murdoch Internet-Manifest.de – de acabar com a “festa da internet” (e retomar a cobrança pelo acesso a seus jornais na Web) –, 15 autores alemães lançaram, recentemente, um Internet Manifesto (na versão para o inglês de Jenna L. Brinnning). São 17 declarações que visam reforçar a importância do jornalismo que se desenvolveu na internet e que, na visão dos manifestantes, não deve “regredir” agora. Começam, por exemplo, declarando que “na internet é diferente”: “A velha mídia precisa adaptar seus procedimentos à tecnologia mais recente, em vez de ignorá-la ou mesmo tentar superá-la”. “Se as velhas empresas de mídia pretendem continuar existindo, elas precisam entender as novas demandas de seus consumidores e suas novas formas de comunicação”, alerta a 3ª declaração. “Na internet a informação venceu”, proclama a 5ª, enquanto assegura: “Indivíduos, hoje, podem se informar melhor do que nunca”. Segundo a 7ª, “a internet exige [até pelo nome] trabalho em grupo”: “Aqueles que não lincam devidamente, estão se excluindo da conversa e do discurso”. Num hábil jogo de palavras, a 10ª constata que “a liberdade de imprensa de hoje se traduz em liberdade de expressão”, pois “a internet borra as fronteiras entre profissionais e amadores”. Também alerta a 12ª: “Tradição não é [mais] modelo de negócio”. E a 14ª sugere que, na Web, funciona ainda outro tipo de economia: “A internet tem muitas moedas” [e, consequentemente, formas de remuneração]. A 16ª, uma das últimas, conclui que: “Só aqueles que forem excepcionais, e conquistarem a confiança da audiência, vão sobreviver no longo prazo”. Lembrando, por fim, que: “a Web rearranjará todas as estruturas de mídia, transcendendo velhos limites e derrubando antigos oligopólios” (2ª declaração). Doc Searls e David Weinberger teriam feito muito diferente? [Comente esta Nota] >>> Internet-Manifest.de |
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
Discurso de Lula da Silva (excerto)
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Murdoch versus Google
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Desde que os jornais começaram a morrer nos Estados Unidos, a acusação mais frequente contra o Google tem sido a de que o gigante da internet “monetiza” suas buscas em cima do conteúdo de empresas jornalísticas. Isso se alguém considerar que citar um trecho de uma página da Web, associado a determinadas palavras-chave, com eventuais anúncios, seja algo próximo de... pirataria. A verdade é que a WWW esteve aberta para todos os experimentos, desde sempre, mas o Google encontrou uma forma de ganhar rios de dinheiro, que a grande imprensa não encontrou – e agora os perdedores, obviamente, se sentem lesados... O último capítulo dessa alardeada briga pode: ou mudar os rumos da veiculação de conteúdo na internet; ou acabar num acordo entre cavalheiros e não alterar nada. O fato é que Rupert Murdoch, o magnata da News Corp. – que já criticou os jornalistas antes, em favor do mundo on-line –, vem ameaçando fechar o conteúdo de seus jornais, porque a “farra” de consumir informação de graça, na WWW, vem corroendo seu modelo de negócio. Se isso era uma indireta para o Google, a empresa não se manifestou. Foi, então, que Jason Calacanis – pai do Weblogs, Inc., hoje desenvolvendo o Mahalo – “ventilou”, de graça, em seu videocast, uma ideia para Mudorch. Jason disse que, se fosse o magnata australiano, proibiria o Google de “indexar” seu conteúdo e, ao mesmo tempo, se aproximaria da Microsoft, oferecendo exclusividade ao seu serviço de busca – que fechou recente acordo com o Yahoo! –, o Bing. Pois, não passou muito tempo e o New York Times noticiou que a empresa de Bill Gates e a News Corp. deram início a “conversações”, para um possível acordo nesse sentido. Jason, em sua fala original, ia além: conclamava outras grandes empresas jornalísticas a fazer o mesmo e apostava que, se isso acontecesse, seria um “momento histórico” (para o bem e para o mal). Desde o fim de novembro, o Twitter, os blogs e mesmo o mainstream media discutem os impactos de uma associação Murdoch-Microsoft. Entre as mais variadas hipóteses e os cansativos “especialistas em social media”, Seth Godin, o guru da publicidade na internet, foi o mais certeiro até o momento: “Você nunca cobra, de uma mecanismo de busca, para que ele desvie tráfego para as suas páginas, você o paga. E se você está no negócio de mídia e não consegue mais chamar a atenção do seu público, você deveria mudar de ramo. Cobrar para obter atenção possivelmente não te trará nenhum dinheiro, nem atenção”. “Rupert Mudoch entendeu tudo errado”, Seth Godin proclama. Será?
.Desde que os jornais começaram a morrer nos Estados Unidos, a acusação mais frequente contra o Google tem sido a de que o gigante da internet “monetiza” suas buscas em cima do conteúdo de empresas jornalísticas. Isso se alguém considerar que citar um trecho de uma página da Web, associado a determinadas palavras-chave, com eventuais anúncios, seja algo próximo de... pirataria. A verdade é que a WWW esteve aberta para todos os experimentos, desde sempre, mas o Google encontrou uma forma de ganhar rios de dinheiro, que a grande imprensa não encontrou – e agora os perdedores, obviamente, se sentem lesados... O último capítulo dessa alardeada briga pode: ou mudar os rumos da veiculação de conteúdo na internet; ou acabar num acordo entre cavalheiros e não alterar nada. O fato é que Rupert Murdoch, o magnata da News Corp. – que já criticou os jornalistas antes, em favor do mundo on-line –, vem ameaçando fechar o conteúdo de seus jornais, porque a “farra” de consumir informação de graça, na WWW, vem corroendo seu modelo de negócio. Se isso era uma indireta para o Google, a empresa não se manifestou. Foi, então, que Jason Calacanis – pai do Weblogs, Inc., hoje desenvolvendo o Mahalo – “ventilou”, de graça, em seu videocast, uma ideia para Mudorch. Jason disse que, se fosse o magnata australiano, proibiria o Google de “indexar” seu conteúdo e, ao mesmo tempo, se aproximaria da Microsoft, oferecendo exclusividade ao seu serviço de busca – que fechou recente acordo com o Yahoo! –, o Bing. Pois, não passou muito tempo e o New York Times noticiou que a empresa de Bill Gates e a News Corp. deram início a “conversações”, para um possível acordo nesse sentido. Jason, em sua fala original, ia além: conclamava outras grandes empresas jornalísticas a fazer o mesmo e apostava que, se isso acontecesse, seria um “momento histórico” (para o bem e para o mal). Desde o fim de novembro, o Twitter, os blogs e mesmo o mainstream media discutem os impactos de uma associação Murdoch-Microsoft. Entre as mais variadas hipóteses e os cansativos “especialistas em social media”, Seth Godin, o guru da publicidade na internet, foi o mais certeiro até o momento: “Você nunca cobra, de uma mecanismo de busca, para que ele desvie tráfego para as suas páginas, você o paga. E se você está no negócio de mídia e não consegue mais chamar a atenção do seu público, você deveria mudar de ramo. Cobrar para obter atenção possivelmente não te trará nenhum dinheiro, nem atenção”. “Rupert Mudoch entendeu tudo errado”, Seth Godin proclama. Será?
News Corp. Weighs an Exclusive Alliance With Bing
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