Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

A Obra viva de VAN GOGH

ALI_SE


14 OUTUBRO 2008

A Obra viva de VAN GOGH

 
 

Vincent van Gogh 
(1853 – 1890)

(...)
A cor também foi fundamental para Van Gogh. Quando chegou a Paris, em 1885, encontrou o grupo impressionista, e o uso da cor foi de facto uma revelação para ele. Mas a personalidade de Van Gogh, simplesmente não lhe permitia a atitude objectiva dos artistas do grupo. Monet, por exemplo, que viveu na maior pobreza até aos cinquenta anos, jamais mostrou sua tristeza ou sua comoção pessoal. Quando nasceu seu primeiro filho, ele não tinha dinheiro sequer para comprar pão e leite para o recém-nascido e para a mulher. Ele escrevia cartas aos amigos, principalmente Degas, que lhe davam algum dinheiro (…). No entanto nada disso transparece nos seus quadros. Para Van Gogh, essa objectividade ou distanciamento entre as próprias emoções e a expressão era impossível.

Mesmo preservando o princípio da complementaridade, ele saiu do Impressionismo, transformando cada pequenina mancha em um traço, em uma pincelada rítmica, usando a complementaridade das cores como um elástico: um amarelo vai para um amarelo um pouco mais esverdeado, para um verde, para um laranja, até, no final surgir uma área onde tons azuis conseguem, digamos, fechar a complementar. Portanto, o teor dramático altamente tenso dos quadros, resulta não só da pincelada – que é como uma pincelada «stacatto», muitas vezes brusca, mas sempre rítmica – mas também do modo como as cores são usadas. Isso, que é tão interessante, os psicanalistas não percebem: Van Gogh usou cores quentes; tratou da produtividade da vida, jamais foi mórbido, ele tinha grandes problemas, a ponto de suicidar-se aos 37 anos; mas sua obra queria viver, não queria morrer.
(...)
FAYGA OSTROWER – A GRANDEZA HUMANA – Editora Campus



O conjunto de imagens das Obras de Van Gogh que se seguem são do site do Museu Van Gogh em Amesterdão:www.vangoghmuseum.com/





Imagens das Obras de Van Gogh - Museu Van Gogh em Amesterdão: www.vangoghmuseum.com/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Descoberto um novo quadro de Van Gogh, o primeiro desde 1995


  • Afinal, “Le Blute Fin” foi mesmo pintado por Vincent van Gogh


“Le Blute Fin”, data de 1886

Descoberto um novo quadro de Van Gogh, o primeiro desde 1995

25.02.2010 - 11:30 Por PÚBLICO
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Trinta e cinco anos depois de ter sido comprada por um coleccionador de arte que acreditava ter em sua posse um Van Gogh, uma pintura do moinho de Montmartre, um bairro parisiense, foi finalmente autentificada como sendo do pintor holandês. Trata-se de “Le Blute Fin”, datado de 1886, descoberto na Holanda, e só agora atribuído a Van Gogh pelo museu com o seu nome.
“Le Blute Fin”

Tudo começou em 1975, quando Dirk Hannema, antigo director do museu Boymans, em Roterdão, comprou a um comerciante de arte por cerca de mil euros, no valor actual, “Le Blute Fin”, um quadro de 55 por 38 centímetros, que acreditava tratar-se de um Van Gogh. Tinha tanta certeza que tinha em mãos um trabalho do pintor que o assegurou por 35 mil euros. Mas não conseguiu reunir apoio junto dos especialistas e o quadro ficou “escondido” no depósito do museu De Fundatie, em Zwolle, no centro da Holanda. Tudo porque em 1937 Dirk Hannema afirmou que tinha em sua posse um quadro de Johannes Vermeer, outro dos grandes nomes da pintura holandesa, mas após análises ao quadro, este revelou-se falso. O caso viria a tornar-se no maior escândalo do mundo da arte na Holanda. Hannema morreria em 1984 sem conseguir provar que “Le Blute Fin” tinha sido pintado pelo mestre do Impressionismo.
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Depois de décadas trancado no De Fundatie, o Museu Van Gogh de Amesterdão confirmou ontem que “Le Blute Fin” é de facto um Van Gogh. Louis van Tilborgh, conservador do museu Van Gogh e um dos responsáveis pela autentificação de obras, citado pela edição online do “El Pais”, explica que o quadro suscitou sempre várias dúvidas, além das criadas pela reputação do seu proprietário. “Trata-se de um tema duvidoso escolhido por Van Gogh. Tem figuras muito grandes e coloridas, pouco frequentes no seu trabalho”. Mas após análises mais alargadas, Louis van Tilborgh e a sua equipa concluíram que se tratava de um Van Gogh autêntico através de marcas que o pintor fazia para se orientar na perspectiva e de pigmentos usados na época em cores como o roxo e o verde.
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Em “Le Blute Fin”, o Museu Van Gogh reconhece que se trata de um tema “raro” retratado pelo pintor “mas que se encaixa no que fazia em 1886”, data da pintura.
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Dirk Hannema não vai assistir à sua “vitória” no próximo dia 4 de Julho, data a partir da qual dia o novo quadro descoberto de Van Gogh irá estar em exposição no museu. A instituição recusa-se a avançar um valor monetário para a obra, que diz ser “incalculável”.
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