Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 19 de março de 2011

Música: O tempo das cerejas

Cultura

Vermelho - 19 de Março de 2011 - 0h00
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A música O tempo das cerejas, de J. B.Clément e A. Renard, expressa com fortes sentimentos a associação entre a época da Comuna de Paris com a primavera e o amor. A revolução será sempre o tempo das cerejas.
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[2]
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Quando cantarmos o tempo das cerejas,
será também a festa dos pássaros
As belas ficarão loucas de amor
e os apaixonados com os corações em brasa.
Quando cantarmos o tempo das cerejas,
O trinado dos pássaros será mais alegre
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Mas é bem curto o tempo das cerejas,
onde nós dois sonhando iremos colhê-las
Das cerejas faremos brincos
Cerejas de amor caindo na terra
qual gotas de sangue
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Mas é bem curto o tempo das cerejas,
Como pingentes de coral que colhemos nos sonhos
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Quando cantarem o tempo das cerejas,
se tiverem medo das dores de amor, evitem a beleza
Eu que não temo as penas cruéis,
não viverei sem sofrer um dia.
Quando estiverem no tempo das cerejas
também vão sofrer as dores de amor.
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Amarei para sempre o tempo das cerejas,
é desse tempo que guardo uma ferida aberta no coração.
Ganhei de presente a Dama da sorte,
que jamais poderá acalmar minha dor.
Amarei para sempre o tempo das cerejas,
e a lembrança que guardo no coração.



Veja também

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De: | Criado: 24 de Jul de 2010
Le Temps des cerises sung by Nana Mouskouri. Video scenes in and around Paris. This song is associated with the French Commune, but it's really about a lost love.
さくらんぼの実る頃 ナナ ムスクーリ

Lyrics

Quand nous chanterons le temps des cerises, et gai rossignol, et merle moqueur seront tous en fete!
(When we sing the time of the cherries, the cheerful nightingale and mocking blackbird will be all in celebration!)

Les belles auront la folie en tete, et les amoureux de soleil au coeur!
(The beauties will be gay, and the lovers heartsick!)

Quand nous chanterons le temps des cerises, sifflera bien mieux le merle moqueur!
(When we sing the time of the cherries, the mocking blackbird will whistle the best!)

Mais il est bien court le temps des cerises, ou l'on s'en va deux cueillir en revant des pendants d'oreilles
(But it is short, the time of the cherries, where couples go to pick them, dreaming of earrings)

Cerises d'amour aux robes pareilles, tombant sous la feuille en gouttes de sang
(Cherries of love, like dress patterns, fall under the leaves in drops of blood)

Mais il est bien court le temps des cerises, pendants de corail qu-on cueille revants
(But it is short, the time of the cherries, coral-pink pendants that one picks in dreams)

J'aimerai toujours le temps des cerises. C'est de ce temps la, que je garde au couer une plaie ouverte
(I will always love the time of the cherries. It's the time from which I keep In my heart an open wound.)

Et Dame Fortune, en m'étant offerte, ne pourra jamais fermer ma douleur... J'aimerai toujours le temps des cerises, et le souvenir que je garde au cœur !
(And the goddess of fate, who gave me that pain, can never end it for me... I will always love the cherry season and the memory I keep in my heart! )
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De: | Criado: 6 de Dez de 2008 
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Música e video de Jean Ferrat: A comuna

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Cultura
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Vermelho - 19 de Março de 2011 - 0h00
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A comuna, com versos de Georges Coulonges, foi musicada pelo grande cantor e compositor francês, Jean Ferrat - morto no ano passado - para os festejos do centenário da Comuna de Paris, em 1971.
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Há cem anos, como um, com uma,
Como a esperança que começa
Eles se levantam pela Comuna
Escutando cantar Pottier...
Há cem anos, como um, como uma
Como uma estrela no firmamento
Eles faziam viver a Comuna
Escutando cantar Clément
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Eles eram ferreiros, sensíveis aos sinais
Carpinteiros que trabalhavam duro
Pra defender Paris, se tornaram instrumentos
Ferreiros viraram soldados
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Há cem anos, como um, como uma
Como artesãos e operários
Que lutavam pela Comuna
Escutando cantar Pottier...
Há cem anos, como um, como uma
Como operários e artesãos
Eles lutavam pela Comuna
Escutando cantar Clément...
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Convertidos em soldados de consciência civil
Eram camaradas que levantavam uma bandeira
Disputando o futuro nas ruas da cidade
Eram ferreiros que se tornaram heróis
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Há cem anos, como um, como uma
Como a esperança que começa
Eles viam morrer a Comuna
Ah! Deixe eu cantar Pottier...
Há cem anos, como um, como uma
Eles se foram pela Comuna
Como uma estrela no firmamento
Escute bem Clément cantar.



Veja também

Comuna de Paris - Ousaram tomar o céu de assalto; serão lembrados eternamente

Cultura

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Sem medir riscos, em 18 de março de 1871 os operários de Paris  decidiram “tomar o céu de assalto”, escreveu Karl Marx, saudando a  revolução proletária vitoriosa naquele dia numa das principais capitais  europeias. Foi um acontecimento histórico “sem precedentes” (como Lênin o  classificou) que durou apenas 72 dias e foi afogado em sangue pelas  tropas combinadas dos exércitos francês e prussiano que, tendo vencido a  guerra iniciada em 1870, ocupava o território da França.
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Por José Carlos Ruy
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Foi  um acontecimento sem precedentes porque, pela primeira vez na história,  o proletariado tomou o poder e, alijando burgueses e latifundiários,  organizou o governo e manteve-o em funcionamento para atender as  necessidades de uma metró0pole com aquelas dimensões.
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A repressão foi sangrenta. Aliado com as tropas estrangeiras que  ocupavam a França, o governo de Adolphe Thiers promoveu um massacre: em  torno de 25 mil communards foram sumariamente fuzilados, escolhidos ao  léu no meio da massa pelos seus algozes; 44 mil foram presos, quatro mil  foram deportados e inúmeros foram condenados a penas de prisão “No  total, escreveu Lênin, Paris perdeu 100 mil filhos, entre os quais se  encontravam os melhores operários de todos os ofícios. A burguesia  estava satisfeita”.
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Os operários de Paris não conseguiram manter o governo ante a força  arrasadora dos defensores do capital. Mas indicaram para as gerações  futuras o caminho da organização do poder proletário. E deixaram alguns  dos símbolos mais notáveis da luta pelo socialismo, entre eles o hino “A  Internacional”, adotado pelos comunistas de todos os países.
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O  engajamento das mulheres em defesa da revolução foi especialmente  importante, como Louise Michel mostra no texto transcrito nesta edição.
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Deixaram lições também para o desenvolvimento da consciência de classes  do proletariado. Um dos registros mais notáveis desse ensinamento foi  recolhido por Bertolt Brecht na peça Os dias da Comuna, escrita entre  1946-1947.
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Ao ousar tomar o céu de assalto, aqueles heróis maravilhosos regaram com  seu sangue o chão da história, e serão lembrados eternamente por isso.
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Leia também




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sexta-feira, 18 de março de 2011

Paris, la commune

  • : Les oeillets rouges
  • Les oeillets rouges

Vendredi 30 mars 2007 5 30 /03 /Mars /2007 18:14
Je suis rentrée de Paris cet après midi.
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Arrivée à Limoges sous le soleil après une matinée dantesque sous la pluie parisienne, à crapahuter 3 heures de rang dans le plus fameux cimetière sinon du monde, pour le moins d'Europe, Le Père Lachaise. Peut être que cet aspect de ma personnalité n'est pas très sain pour tout le monde mais je suis en effet très attirée par les cimetières. Celui de Louyat, à Limoges est déjà pas mal: 200 ans, 35 hectares, de tombes ornées de porcelaine qui sont de vrais trésors, mais rien à voir avec Paris. Ce n'est pas par morbidité ou satanisme ou même spiritisme que j'aime les cimetières, mais bien pour l'histoire, et au Père Lachaise, j'ai été servie!! 
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Mais en 3 misérables heures, je n'ai vu qu'une infime part de ce haut lieu de l'histoire. Et, franchement, je suis allée au Père Lachaise sans aucune préparation, donc, je n'ai pas vu grand chose. Mais ce que j'ai vu ne me quittera plus. 
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Je ne savais pas que Le Père Lachaise accueillait en son vénérable sein une dizaine de "tombes hommage", de sculptures à la mémoire des déportés des camps nazis. 
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Orianenburg
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Ces oeuvres, outre le message qu'elles véhiculent, sont des coups de griffe à la mémoire du passant. Personne, même un touriste italien égaré et qui cherche Jim Morrisson, ne peut rester indifférent à ces représentations de la souffrance, de la douleur, de la cruauté mais aussi de la force, de la vaillance, du courage et de l'espoir humains.
Buchenwald et Ravensbruck
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Ensuite, sur le même chemin, on aborde un mur. Celui où Monsieur Thiers a fait exécuter les communards, les révolutionnaires de 1871, en mai: le Mur des Fédérés. Pour une admiratrice de Louise Michel, la Commune ne peut être passée sous silence, et ce symbole de la répression sanglante d'une volonté de liberté inouïe dans l'histoire restera gravé dans ma mémoire. Car savoir est une chose, mais voir en est une autre.
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Voilà donc, entre autres choses ce que j'ai pu voir sous la pluie de Paris Est. Accessoirement, j'ai pu voir la sépulture de Malik Oussékine, que je ne cherchais pas mais devant laquelle je me suis recueillie. 
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J'ai en outre eu la "chance" de me faire interpeller 5 fois pour donner des informations à des touristes plus perdus que moi qui cherchaient qui la sortie, qui la tombe de la môme Piaf, pourtant avec mes cheveux trempés, mes bottes massacrées, et mon énorme sac à dos beurré, je n'avais rien d'une parisienne en promenade... Sans doute le fait d'être corrézienne m'a-t-il servi... Certains comprendront pourquoi je dis ça, les autres attendront lundi pour avoir l'explication!

Par Louise -
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http://mctproduction.over-blog.com/article-6223616-6.html
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Caio Toledo - A Comuna de Paris, uma fulguração na história

Movimentos

Vermelho - 18 de Março de 2011 - 6h02
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Transcorre neste 18 de março o 140° aniversário do triunfo da insurreição que deu início em Paris à primeira revolução operária da história mundial. A Comuna de Paris durou 72 dias. Saudando os comunardos, Marx disse que ousaram "tomar o céu de assalto". O Portal Vermelho homenageia o heróico episódio revolucionário com artigo do historiador marxista Caio Navarro deToledo*. 
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A primeira revolução operária da história mundial limitou-se apenas a 72 dias de duração (18 de março a 28 de maio de 1871). Na linha de continuidade dos intentos revolucionários de 1830 e 1848 na França, a Comuna de Paris foi, de início, uma revolta popular espontânea contra as medidas sociais antipopulares, a proibição das liberdades políticas e a dura repressão militar impostas pelo Governo de Defesa Nacional, formalmente republicano, instituído em 4 de setembro de 1870, logo após a derrubada do regime imperial de Napoleão III.
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Embora insuficientemente armados, com fome agravada pela falta de alimentos e sofrendo doenças e epidemias, os trabalhadores, juntamente com a Guarda Nacional, não hesitaram em defender Paris e a França contra o exército invasor da Prússia (governo de Bismarck) e combater ao mesmo tempo o governo de “traição nacional”, representado pela política do chefe do executivo (Adolphe Thiers), e da Assembleia Nacional (recentemente eleita e de maioria monarquista). A tomada do governo de Paris (Hôtel de Ville) pelos trabalhadores e soldados da Guarda Nacional – precedida por uma heróica insurreição popular nas ruas (18 de março de 1871) contra as tropas leais a Versalhes – representou o ato inaugural da Comuna de Paris; dez dias depois, ela será oficialmente proclamada (28 de março), com a eleição do Conselho da Comuna.
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Uma experiência política sem precedentes
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A Comuna de Paris de 1871 continuará sendo objeto de reflexões e inspiração não apenas pelo significado de suas realizações como também pelo que representam as generosas expectativas sociais e os ideais políticos que suscitou. A destemida atuação política de homens e mulheres em Paris, no curto período de 72 dias, não teve precedentes na história mundial; no calor da hora, Marx escreveu que os insurretos de Paris, pela ousadia e determinação de suas ações e objetivos, lançaram-se a um autêntico “assalto ao céu”. Ou, como disseram os próprios comunardos: ali “estavam pela humanidade”.
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Em março de 1871, pela primeira vez na história social e política, trabalhadores e setores populares – para escândalo e ódio das classes dominantes e seus ideólogos –, ousaram lançar as bases de uma sociedade mais justa, igualitária e radicalmente democrática. A curta experiência da Comuna buscou concretizar inestimáveis valores, ideais e consignas das lutas dos trabalhadores de todos os tempos: a democracia política substantiva (não formal), a fraternidade, a solidariedade, a igualdade sexual, o internacionalismo.
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Embora breve, o experimento democrático da Comuna de Paris enseja inúmeros ensinamentos. A Comuna ainda tem plena atualidade e é um marco político-ideológico relevante para a reflexão e prática de todos os socialistas.
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A primeira proclamação da Comuna é decisiva para a definição e qualificação de um governo realmente democrático: para os comunardos, os membros da Assembleia Municipal deveriam estar sob permanente vigilância e controle dos eleitores e da população em geral. Neste sentido, os eleitos para a Comuna poderiam ter seus cargos revogáveis e deveriam ser obrigados a prestar contas de seus atos. A afirmação da soberania popular se filiava, pois, à Constituição de 1793, que havia proclamado o “direito à insurreição” como “o mais sagrado dos direitos e o mais indispensável dos deveres” dos cidadãos. Por sua vez, a condenação da delegação do poder e da autonomia da burocracia pública seguia na mesma direção. Os funcionários públicos também deveriam ser controlados pelos seus atos e responsabilidades administrativas.
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O Exército permanente foi suprimido e uma Guarda Nacional passava a substituí-lo como um autêntico “povo em armas”, pois, segundo um decreto, “todos os cidadãos válidos faziam parte da Guarda Nacional”; a Guarda Nacional passava também a eleger seus próprios oficiais e suboficiais. Por sua vez, as novas forças policiais, de natureza republicana, deixaram de ter um papel repressivo contra os trabalhadores e a população pobre da cidade.
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Uma constante pressão foi exercida sobre os dirigentes da Comuna: pelos sindicatos, pelas organizações de bairros, por distintos clubes criados, pelas comissões de mulheres, pelas seções da Internacional: em princípio, podia-se falar em um verdadeiro “ministério das massas”. Um episódio concreto ilustra bem o caráter dessa incipiente democracia popular. Os padeiros – que se dirigiram ao Conselho Geral da Comuna a fim de agradecer a abolição do trabalho noturno – foram advertidos pelo jornal O proletário: “O povo não tem de agradecer a seus mandatários por eles terem cumprido suas obrigações legais; os delegados do povo não prestam favores, cumprem deveres”.
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De forma sintética, tratava-se, pois, de uma democracia no sentido forte do termo; uma “democracia direta” na qual a cidadania deveria ser exercida de forma plena, intensa e ativa. Seu limite, contudo, foi sua reduzida extensão geográfica (restrita ao plano de uma cidade) e sua extensão no tempo. Durante 72 dias a cidade de Paris talvez tenha conhecido o mais vigoroso experimento democrático que até hoje existiu na história social e política moderna.
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As conquistas sociais e econômicas
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As inovações da Comuna foram além do plano político; ela se concretizou no plano social e econômico, na medida em que alcançou a propriedade das empresas. Sob a influência dos sindicatos dos trabalhadores e dos comitês da “União das mulheres”, foram criadas oficinas cooperativas e se propunha que as empresas fossem autogeridas. Os trabalhadores associados, por meio de um decreto, passaram a gerir as empresas abandonadas pelos patrões que fugiram de Paris. Instituiu-se o salário mínimo; proibiu-se o trabalho dos menores; a cobrança das dívidas de aluguéis foi protelada; os móveis, utensílios domésticos e instrumentos de trabalho, antes penhorados, foram restituídos aos trabalhadores e pequena burguesia pobre. Esboçava-se, pois, uma viragem da democracia burguesa para a democracia popular e operária.
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Negando o secular e arraigado machismo, as mulheres tiveram um papel decisivo na Comuna: na criação de cooperativas de trabalhadoras e de associações femininas que atuaram na reforma do ensino, no trabalho pedagógico e das creches, nos serviços de saúde, na edição de jornais e panfletos informativos; muitas delas foram além dos limites tradicionalmente impostos ao “sexo frágil” , pois, com armas na mão e atrás das barricadas, defenderam a experiência libertária da Comuna. Neste sentido, pode-se afirmar que este pioneiro movimento feminista compreendeu que a luta pela emancipação das mulheres não podia ser dissociada das reivindicações essenciais defendidas pelas demais categorias oprimidas e classes sociais secularmente exploradas.
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A Comuna também inovou ao romper com os odiosos preconceitos chauvinistas, na medida em que permitiu que muitos estrangeiros desempenhassem relevantes papéis políticos e militares. Outra experiência decisiva ocorreu no campo da educação. O ensino público, gratuito e laico foi instituído; os ideais republicanos passaram a ser praticados no cotidiano da vida das cidadãs e dos cidadãos. As liberdades políticas e civis, finalmente – tornadas uma concreta realidade para o conjunto da população de Paris – mostraram que era possível a emergência de um “governo do povo pelo povo”. Com exceção da historiografia conservadora, poucos intérpretes questionam a afirmação de que, até o presente, poucos Estados modernos conseguiram se aproximar da proposta de democracia popular que estava sendo esboçada na Comuna de Paris de 1871.
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Uma “Declaração de Princípios” de 20 distritos de Paris talvez sintetizasse o ideário da Comuna de Paris: “Não haverá mais opressores e oprimidos, fim da distinção de classes entre os cidadãos, fim das barreiras entre os povos. A família é a primeira forma de associação e todas as famílias se unirão em uma maior, a pátria (...) e esta numa personalidade coletiva superior, a humanidade”.
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Considerações finais
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Durante 72 dias tais ideais e expectativas foram intensamente vividos pela maioria da população de Paris, particularmente pelos trabalhadores. Por sua vez, em todo o continente europeu, os operários e os setores populares tinham seus corações e mentes voltados para a Comuna. Em Paris, parecia emergir uma sociedade radicalmente transformada, na qual os valores e os ideais socialistas poderiam, pela primeira vez na história, se concretizar.
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Certamente, a Comuna não foi uma revolução socialista. No entanto, como ponderou o historiador E. Labrousse, “a Comuna (...) em uma grande medida foi um poder operário. A Comuna não trouxe o socialismo, não lançou esta proclamação solene que a história poderia ter acolhido. Mas, se não trazia o socialismo, o carregava em si mesma. Carregava-o por natureza: pelos homens que a compunham, pelas questões que levantou (...) Não foi mais do que uma fulguração na história”. (In: “Debate sobre a Comuna”, Revista Crítica Marxista, vol. 13, 2001).
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A fim de derrotar a experiência social e política representada pela Comuna de Paris – que revelava a possibilidade histórica da emancipação política e econômica dos trabalhadores na ordem capitalista –, as classes dominantes da França, fortemente apoiadas pelo exército invasor prussiano de Bismarck, empregaram a mais brutal violência física na destruição da experiência comunarda. Os números são eloquentes: quatro mil homens, mulheres e crianças, durante a “semana sangrenta” (23 a 28 de maio), foram mortos nas ruas, atrás das barricadas, e nos abrigos em que se recolheram. Nos dias seguintes mais de 20 mil foram sumariamente executados. Dez mil conseguiram fugir para o exílio; quatro mil foram deportados para a Argélia, então colônia francesa na África. Entre os 38 mil presos julgados, em janeiro de 1875, 1.054 eram mulheres e 615 eram crianças com menos de 16 anos. Apenas 1.090 (do total de 38 mil) foram liberados depois de interrogatórios.
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Durante a repressão sangrenta, nos EUA, um editorial de um jornal novaiorquino, de forma irretocável, sintetizava o ódio e a determinação política das classes dominantes de todo o mundo em relação à Comuna de Paris: impõe-se que Versalhes “transforme Paris num monte de ruínas, que as ruas se transformem em rios de sangue, que toda a sua população pereça; que o governo mantenha sua autoridade e demonstre seu poder, que Versalhes esmague totalmente – seja qual for o custo – qualquer sinal de oposição a fim de dar a Paris e a toda França uma lição que possa ser lembrada e aproveitada pelos séculos que virão”.
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A “lição” que os ideólogos e os sicofantas das classes dominantes desejavam impor aos trabalhadores não seria “aproveitada pelos séculos” que viriam. A “lição” que os proletários e seus aliados, em décadas seguintes, tiraram sobre a Comuna foi outra. Em Outubro de 1917, uma Revolução proletária, em grande medida, mirava no caso exemplar da Comuna de Paris. Lênin, um de seus mais lúcidos dirigentes, assim interpretou a experiência comunarda: "a memória dos combatentes da Comuna é exaltada não só pelos operários franceses como também pelo proletariado de todo o mundo, pois a Comuna não lutou apenas por um objetivo local ou nacional estreito, mas pela emancipação de toda a humanidade trabalhadora, de todos os humilhados e ofendidos”.
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Os generosos ideais e objetivos da Comuna de Paris não se concretizaram. Condições extremamente adversas e equívocos cometidos pelos dirigentes da Comuna podem explicar a derrota. Não é o caso de mencioná-los e de discuti-los neste breve texto. Sem mitificar o evento ou comemorá-lo sob a dimensão de uma confortadora nostalgia, é de reconhecer que a luta "em defesa da humanidade" ainda tem plena atualidade e segue seu curso na história.
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Nas palavras do autor de Os miseráveis, "O cadáver está enterrado, mas a ideia está de pé" (“ Le cadavre est à terre, mais l´idée est debout”). Os valores, os ideais e os objetivos da Comuna continuarão de pé e vivos enquanto prevalecerem em todo o mundo as estruturas iníquas e opressivas da ordem capitalista e imperialista. A fulguração histórica representada pela Comuna de Paris de 1871 será sempre um motivo de reflexão, referência e inspiração para os socialistas e comunistas de todo o mundo.
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* Fundador e membro do Centro de Estudos Marxistas (Cemarx), Unicamp; fundador da revista Crítica Marxista.

quarta-feira, 24 de março de 2010

La Semaine sanglante - Comunma de Paris


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La Semaine sanglante

Un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.

Page d'aide sur l'homonymie Pour les articles homonymes, voir Semaine sanglante (homonymie).
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La Semaine sanglante est une chanson révolutionnaire de Jean-Baptiste Clément sur l'air du Chant des Paysans de Pierre Dupont. Elle dénonce le massacre des Communeux (ou Communards) par les Versaillais mené par le gouvernement provisoire (bourgeois) d'Adolphe Thiers (des dizaines de milliers de victimes du 22 au 29 mai 1871).
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La Semaine sanglante est l'épisode de répression qui mit fin à la Commune de Paris.
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La chanson a été reprise par différents artistes et groupes : Germaine Montero, Marc Ogeret, Serge Kerval, Francesca Solleville, Michel Grange, Rosalie Dubois, Adrienne Chaumont, Michèle Bernard, Zap, Les Amis d'ta femme, Ludo Pin, la compagnie Jolie Môme, la chorale des Sans-Noms, Riton la manivelle, Les Quatre Barbus...

Paroles  

Sauf des mouchards et des gendarmes,
On ne voit plus par les chemins,
Que des vieillards tristes en larmes,
Des veuves et des orphelins.
Paris suinte la misère,
Les heureux mêmes sont tremblants.
La mode est aux conseils de guerre,
Et les pavés sont tous sanglants.
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- Refrain :
Oui mais !
Ça branle dans le manche,
Les mauvais jours finiront.
Et gare ! à la revanche
Quand tous les pauvres s’y mettront.
Quand tous les pauvres s’y mettront.
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Les journaux de l’ex-préfecture
Les flibustiers, les gens tarés,
Les parvenus par aventure,
Les complaisants, les décorés
Gens de Bourse et de coin de rues,
Amants de filles au rebut,
Grouillent comme un tas de verrues,
Sur les cadavres des vaincus.
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- Refrain -
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On traque, on enchaîne, on fusille
Tout ceux qu’on ramasse au hasard.
La mère à côté de sa fille,
L’enfant dans les bras du vieillard.
Les châtiments du drapeau rouge
Sont remplacés par la terreur
De tous les chenapans de bouges,
Valets de rois et d’empereurs.
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- Refrain -
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Nous voilà rendus aux jésuites
Aux Mac-Mahon, aux Dupanloup.
Il va pleuvoir des eaux bénites,
Les troncs vont faire un argent fou.
Dès demain, en réjouissance
Et Saint-Eustache et l’Opéra
Vont se refaire concurrence,
Et le bagne se peuplera.
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- Refrain -
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Demain les manons, les lorettes
Et les dames des beaux faubourgs
Porteront sur leurs collerettes
Des chassepots et des tambours
On mettra tout au tricolore,
Les plats du jour et les rubans,
Pendant que le héros Pandore
Fera fusiller nos enfants.
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- Refrain -
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Demain les gens de la police
Refleuriront sur le trottoir,
Fiers de leurs états de service,
Et le pistolet en sautoir.
Sans pain, sans travail et sans armes,
Nous allons être gouvernés
Par des mouchards et des gendarmes,
Des sabre-peuple et des curés.
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- Refrain -
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Le peuple au collier de misère
Sera-t-il donc toujours rivé ?
Jusques à quand les gens de guerre
Tiendront-ils le haut du pavé ?
Jusques à quand la Sainte Clique
Nous croira-t-elle un vil bétail ?
À quand enfin la République
De la Justice et du Travail ?
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- Refrain -

Voir aussi 

Liens externes [modifier]

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Le temps des cérises - Yves Montand


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una canzone della Comune di Parigi
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Quand nous chanterons le temps des cerises
Et gai rossignol et merle moqueur
Seront tous en fête ...
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au coeur
Quand nous en serons au temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur
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Mais il est bien court le temps des cerises
Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant
Des pendants d'oreille ...
Cerises d'amour aux robes pareilles
Tombant sur la feuille en gouttes de sang
Mais il est bien court le temps des cerises
Pendants de corail qu'on cueille en rêvant
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Quand nous en serons au temps des cerises
Si vous avez peur des chagrins d'amour
Evitez les belles ...
Moi qui ne craint pas les peines cruelles
Je ne vivrais pas sans souffrir un jour
Quand nous en serons au temps des cerises
Vous aurez aussi des chagrins d'amour
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J'aimerai toujours le temps des cerises
C'est de ce temps là que je garde au coeur
Une plaies ouverte ...
Et Dame fortune, en m'étant offerte
Ne pourra jamais fermer ma douleur
J'aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au coeur
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Le Temps des cerises

Un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.

Wikisource-logo.svg
Jean-Baptiste Clément
photographié par Nadar.
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Le Temps des cerises est une chanson de 1866, paroles de Jean-Baptiste Clément, musique d'Antoine Renard.

Sommaire

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Présentation 

Cette chanson est si fortement associée à la Commune de Paris que, dans les esprits, elle fut écrite pour elle. Pourtant elle fut écrite sous Napoléon III avant même la guerre de 1870 (dont l'humiliation de la défaite française devait produire, en 1871, l’occasion favorable au déclenchement de la Commune). Un fait notoire est qu'elle fut dédicacée (mais après coup) par son auteur à une infirmière morte lors de la Semaine sanglante[1].
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Les cerises évoquent différentes choses. D'une part, elles rappellent, par leur couleur, le sang et le drapeau rouge, liés entre autres à la Commune, ce qui fait que la chanson demeure associée à l'idée de liberté, de solidarité, et de résistance face à l'oppression. D'autre part, les cerises renvoient au sucre et à l'été, et donc à un contexte joyeux voire festif. Ainsi la chanson véhicule une certaine nostalgie et une certaine idée de gaieté populaire.
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La version la plus célèbre de cette chanson est interprétée par Charles Trenet. Chanson emblématique de l'identité de la Gauche française, elle fut interprétée le 10 janvier 1996 par la cantatrice Barbara Hendricks lors de l'hommage rendu au président socialiste François Mitterrand sur la place de la Bastille. Le temps des cerises fut également interprété par Yves Montand, par Geike Arnaert (Hooverphonic) et Bobbejaan Schoepen en mai 2008, et par le groupe de rock bordelais Noir Désir, accompagné de Romain et Estelle Humeau du groupe Eiffel, en octobre 2008[2].

Autres chansons 

La plupart des chansons de Jean-Baptiste Clément sont aujourd'hui oubliées. Une d'entre elles, La Semaine sanglante, explicitement écrite à propos des massacres des Versaillais et dans un registre très direct est encore un peu connue. Le côté plus évocateur et moins « revanchard » de la chanson des cerises et sa qualité poétique paraissent avoir assuré son succès auprès du grand public, alors que la semaine sanglante reste plus souterraine. Celle-ci a d'ailleurs été interprétée par Les Amis d'ta femme en 2003, sur l'album Noir... et rouge aussi un peu".

Dans la culture populaire  

  • La chanson apparaît dans le film d'animation japonais Porco Rosso où elle est chantée par le personnage de Gina. Dans la version originale, elle est chantée par la chanteuse japonaise Katô Tokiko.
  • En 1936, Jacques Prévert fait une allusion parodique à cette chanson dans le poème antimilitariste Le Temps des noyaux présent dans le recueil Paroles.
  • En 1969, Georges Brassens fait une allusion au Temps des cerises (... en toute saison) dans sa chanson Bécassine.
  • En 1987 une version au piano seul est enregistrée par Klimperei, dans l'album When memories began to fade...
  • Dans un album des Femmes en blanc, des pêcheurs amènent à l'hôpital une sirène blessée. Lorsqu'elle se fait opérer, elle chante Le Temps des cerises, attirant tout homme l'écoutant pour le mordre. Le docteur Minet s'y fait prendre deux fois.
  • En 1999, dans le film muet Juha, d'Aki Kaurismäki, la chanson est interprétée en français.
  • En 2009, le groupe de rock français Noir Désir reprend la chanson et l'arragent en tant que face B de leur nouveau single Gagnants/Perdants

Paroles 

Il existe plusieurs variantes du texte original, voilà la variante chantée et popularisée par Yves Montand, entre parenthèses les variantes possibles :
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Quand nous chanterons le temps des cerises (Quand nous en serons au temps des cerises)
Et gai rossignol et merle moqueur
Seront tous en fête
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au cœur
Quand nous chanterons le temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur
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Mais il est bien court le temps des cerises
Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant
Des pendants d'oreilles...
Cerises d'amour aux robes pareilles (vermeilles)
Tombant sous la feuille (mousse) en gouttes de sang...
Mais il est bien court le temps des cerises
Pendants de corail qu'on cueille en rêvant !
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Quand vous en serez au temps des cerises
Si vous avez peur des chagrins d'amour
Évitez les belles !
Moi qui ne crains pas les peines cruelles
Je ne vivrai pas sans souffrir un jour...
Quand vous en serez au temps des cerises
Vous aurez aussi des chagrins (peines) d'amour !
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J'aimerai toujours le temps des cerises
C'est de ce temps-là que je garde au cœur
Une plaie ouverte !
Et Dame Fortune, en m'étant offerte
Ne pourra jamais calmer(fermer) ma douleur...
J'aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au cœur !

Note  

  1. A ce propos citons Louise Michel dans La Commune Histoire et souvenirs (1898): Au moment où vont partir leurs derniers coups, une jeune fille venant de la barricade de la rue Saint-Maur arrive, leur offrant ses services : ils voulaient l'éloigner de cet endroit de mort, elle resta malgré eux. Quelques instants après, la barricade jetant en une formidable explosion tout ce qui lui restait de mitraille mourut dans cette décharge énorme, que nous entendîmes de Satory, ceux qui étaient prisonniers ; à l'ambulancière de la dernière barricade et de la dernière heure, J.-B. Clément dédia longtemps après la chanson des cerises. -Personne ne la revit.[...] La Commune était morte, ensevelissant avec elle des milliers de héros inconnus.
  2. source : http://noirdez.com/telechargements/gagnantsperdants.htm [archive]

Voir aussi 

Liens internes

Liens externes [ 

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