Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Fritz Lang - Metropolis


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Enviado por  em 03/12/2011
Personalmente me encanta esta película, es una de mis favoritas...espero la disfruten! c:
Abrazos, Altair!

Fritz Lang - M


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Enviado por  em 20/10/2011
Directed by Fritz Lang

Starring Peter Lorre, Ellen Widmann, Inge Landgut, & Otto Wernicke

When the police in a German city are unable to catch a child-murderer, other criminals join in the manhunt.

Running Time: 109 minutes

Buy This Movie On DVD Here:
https://www.nostalgiafamilyvideo.com/browse2.asp?prodID=2009&Cat=28

domingo, 2 de agosto de 2009

"Canção dos Nibelungos" é declarada patrimônio da humanidade


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A epopéia medieval anônima inspirou artistas durante séculos – entre os quais o compositor Richard Wagner e o cineasta Fritz Lang – e agora passa a pertencer ao catálogo do patrimônio documental da humanidade.

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A Canção dos Nibelungos passa a fazer parte do patrimônio documental da humanidade. Isso foi o que decidiu esta semana o comitê internacional do programa Memory of the World (Memória do Mundo), segundo informações da representação da Unesco em Bonn.
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Este é o oitavo registro histórico e cultural da Alemanha a constar da lista do órgão das Nações Unidas. A meta do programa criado pela Unesco em 1992 é registrar em mídia digital testemunhos-chave da memória da humanidade e torná-los acessíveis através da internet.
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Amor e guerra, com fundo histórico
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Encenação do 'Anel do Nibelungo: Siegfried', de Wagner, no Festival de Bayreuth de 2007
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A Canção dos Nibelungos é um notável exemplar da épica européia, comparável às epopeias de Homero na Grécia antiga, comentou o comitê. Esse poema heróico medieval narra o amor do subjugador de dragões Siegfried à princesa burgúndia Kriemhild, a morte de Siegfried por Hagen e a vingança de Kriemhild com auxílio do rei dos hunos, Etzel, causa do declínio do Reino da Burgúndia.

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A Canção do Nibelungos foi escrita em torno de 1200 por um poeta hoje desconhecido, por encomenda do então bispo de Passau, Wolfger von Erla. A saga consiste de 2.400 estrofes. O fundo histórico da epopeia é a vitória dos hunos sobre os burgúndios no ano de 436.
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Os três mais importantes e mais completos manuscritos do poema estão guardados na Biblioteca Estatal da Baviera, em Munique, na Biblioteca Estadual de Baden, em Karlsruhe, e na biblioteca do Mosteiro de Sankt Gallen, na Suíça. O chamado Manuscrito C, conservado em Karlsruhe e considerado o mais antigo registro da Canção dos Nibelungos, data do século 13.
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Séculos de inspiração épica
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Esse poema heróico escrito em alto alemão médio caiu em esquecimento no século 16 e só voltou a ser objeto de apreciação cultural a partir de 1755, com a redescoberta de um de seus manuscritos na região austríaca de Vorarlberg.
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Cartão postal com a cena de Siegfried contra o dragão, de 'Os Nibelungos', dirigido por Fritz Lang em 1922/24
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No século 19, o poema adquiriu grande importância como epopéia nacional. Richard Wagner transformou a saga em ópera, compondo a tetralogia O Anel do Nibelungo. O texto também inspirou inúmeras adaptações para o cinema, inclusive o filme mudo Os Nibelungos, rodado pelo diretor Fritz Lang entre 1922 e 1924.
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Do códice asteca ao Solidarnosc
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Entre os testemunhos culturais eleitos para fazer parte do catálogo Memory of the World estão valiosos livros, manuscritos, partituras, imagens, filmes e documentos sonoros de todo o mundo.
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A lista inclui, por exemplo, as 21 teses do movimento sindical polonês Solidarnosc, os arquivos coloniais de Benin, do Senegal e da Tanzânia, o códice asteca no México e os arquivos do Gueto de Varsóvia, entre outros.

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As contribuições alemãs para o catálogo da Unesco são a Bíblia de Gutenberg conservada em Göttingen; o arquivo fonográfico da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, com importantes registros sonoros de interesse etnológico; o espólio literário de Johann Wolfgang von Goethe; a 9ª Sinfonia de Beethoven; o filme mudo Metrópolis (1927), de Fritz Lang; o chamado Codex Egberti, um evangelho manufaturado na Ilha de Reichenau, no Lago de Constança, entre 980-993, e dedicado ao arcebispo Egbert de Trier.
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SL/kna/ap
Revisão: Augusto Valente
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sábado, 18 de julho de 2009

Cenas reencontradas mudam forma de ver "Metrópolis", diz restauradora

Cultura | 18.07.2009

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Meia hora de metragem do clássico de Fritz Lang, reencontrada na Argentina, será restaurada e acrescentada à versão conhecida. Restauradora Anke Wilkening fala do conteúdo das cenas e dos desafios da restauração digital.

Deutsche Welle: Uma versão completa de Metrópolis, de Fritz Lang, foi descoberta em 2008 na Argentina. Você trabalhará na restauração digital do filme, na Fundação Friedrich-Wilhelm Murnau de Wiesbaden. O que é tão importante assim nessa versão longa?

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Anke Wilkening: Todas as versões que conhecemos hoje são consideravelmente mais curtas. O filme foi originalmente cortado em aproximadamente 30 minutos pela Paramount, e os estúdios UFA [Universum Film AG] igualmente o abreviaram de forma semelhante para a distribuição na Alemanha e exportação, cerca de quatro meses após a estreia alemã. Os distribuidores decidiram que ele era longo demais por razões econômicas. A restauração da meia hora que falta mudará completamente o filme em relação à forma como o conhecemos até agora.

Uma das cenas antológicas  da película

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Uma das cenas antológicas da película

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Quando se encurta uma película, é mais fácil eliminar cenas envolvendo personagens secundárias do que protagonistas, e foi precisamente isso o que ocorreu com Metrópolis. Neste caso, três coadjuvantes masculinos – muito importantes para a obra por sua relação com uma das personagens principais, Freder – foram quase eliminados, reduzidos à figuração. Em todas as versões anteriores a relação ficara sempre obscura.

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Metrópolis é muito bem documentado, temos o roteirosde Thea von Harbou, a partitura de Gottfried Huppertz, temos numerosas fotografias, as críticas da estreia. Portanto era fácil imaginar como essas cenas teriam sido. Mas ter a metragem original é bem diferente.

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De que forma a versão editada modificou a mensagem de Lang?

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Metrópolis parecera sempre um filme muito bombástico, uma estranha mistura de ficção científica e outras coisas. Agora toda a estrutura narrativa mudará. Fritz Lang aborda aqui seu tema favorito: a amizade entre homens e como ela fracassa.

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Como ocorre a restauração digital? Pode explicar a técnica?

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Em 2001, a Fundação Murnau já realizara uma restauração digital de Metrópolis, baseada nos negativos de câmera remanescentes. Na época, não era possível restaurar o filme completo, claro. Os negativos foram escaneados em resolução de 2K [2.048 pixels na horizontal], e esses arquivos serão a base para a nova restauração. Escanearemos as duplicatas em 60 mm que se encontram agora em Wiesbaden, as restauraremos o máximo possível e as integraremos nos arquivos digitais de 2001.

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Então, restaurar o filme significa escanear e armazenar no computador?

Cineasta austríaco Fritz Lang

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Cineasta austríaco Fritz Lang

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Esse é o primeiro passo para tudo o que seja novo na versão da Argentina. O seguinte, e mais difícil, é a correção digital dos estragos. A cópia está em péssimo estado, e é só uma duplicata. Após a distribuição na Argentina, o original fora exibido em cinematecas por um colecionador particular, até a década de 1960. Como pode imaginar, ele estava realmente gasto, após mais de 35 anos de projeções.

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Todos os defeitos no material foram copiados na duplicata de 60 mm, o que significa que são agora parte da imagem. É muito difícil, mesmo na restauração digital, lidar com esse tipo de dano. O problema mais sério são linhas que atravessam todo o quadro, da esquerda para a direita. E temos problemas de estabilidade de imagem. Toda a sujeira da cópia foi também reproduzida.

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Também enfrentamos alguns problemas de contraste. A cada nova geração de um elemento fílmico, há sempre perda de nitidez e contraste e um aumento de granulação.

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Mas há programas de computador capazes de corrigir esses defeitos?

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Esperamos poder melhorar o contraste, aumentar a estabilidade e provavelmente eliminar parte da sujeira. Mas contamos que o dano sério, as linhas horizontais, permanecerão mais ou menos. Estão sendo realizados testes em diferentes laboratórios, para ver o que se pode alcançar no campo digital. Aí temos que decidir, antes de tudo, qual deles será encarregado da restauração, em segundo lugar, até que ponto vamos interferir no filme.

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Metrópolis é considerado um clássico, e muitos estudantes de cinema têm que assisti-lo. Qual é a sua relevância para o ensino?

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Por um lado, Fritz Lang é um dos mais importantes diretores alemães (austríacos), mesmo internacionais, da era do cinema mudo. Metrópolis é muito típico de sua época. A UFA estava tentando competir com os Estados Unidos, ostentando a técnica elaborada que tinha à disposição. É também uma mescla dos problemas mais cruciais daquele tempo: questões políticas e ideológicas se misturam e se fundem nessa película. Encontram-se elementos de ficção científica, romance, combinados à tecnologia avançada dos estúdios da UFA.

Cartaz do clássico do cinema mudo

Bildunterschrift: Cartaz do clássico do cinema mudo

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Ele foi um modelo cinematográfico por longo tempo. Há elementos de Metrópolis em muitos filmes de ação, como Blade Runner e O quinto elemento; mesmo em videoclipes como Express yourself da Madonna, ou Radio Gaga do Queen. Ou a ideia do cientista louco, que foi um modelo para os filmes de terror da Universal na década de 30.

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O outro motivo é que essas cenas preciosas estiveram perdidas por tanto tempo. E tantas pessoas diferentes reviraram arquivos por todo o mundo, procurando seriamente esses 30 minutos, por razões científicas, sensacionalismo, ou por mera curiosidade. Sempre houve especulações sobre essa cena, e como ela poderia modificar o filme. E esta é uma razão importante por que Metrópolis é tão famoso.

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Autor: Louisa Schaefer
Revisão: Alexandre Schossler

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in DW World 1987.07.18
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