Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 8 de dezembro de 2012

A diáspora dos ciganos começou há 1500 anos no Noroeste da Índia




As populações ciganas actualmente espalhadas por todo o continente europeu são muito diferentes entre si. Mas todas têm em comum uma única população ancestral, como prova agora o estudo do seu ADN.
Ciganos búlgaros são o grupo geneticamente mais próximo da população ancestral comum a todos os ciganos da Europa DIMITAR DILKOFF/ REUTERS

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Os ciganos representam a maior minoria da Europa. São cerca de 11 milhões - mais do que a população de Portugal. Mas não possuem registos escritos da sua história nem tão-pouco das suas andanças pelo mundo. Isso levou um grupo de geneticistas de 15 países europeus - Portugal, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Hungria, Croácia, Eslováquia, Sérvia, Grécia, Roménia, Bulgária, Ucrânia, Lituânia e Estónia - a juntar esforços para tentar determinar, através de uma análise ao ADN das várias comunidades ciganas, a origem e o percurso geográfico da diáspora cigana.

Os seus resultados, publicados online esta quinta-feira na revista Current Biology, fornecem o mais pormenorizado "mapa" existente até agora dessa história demográfica - que se revela, escrevem, "rica e complexa".
Por um lado, os resultados vêm confirmar que, apesar das grandes diferenças culturais, religiosas e linguísticas que existem entre as diversas comunidades ciganas que hoje residem nos países europeus, os antepassados de todos os ciganos vieram do mesmo sítio. Por outro, permitem estimar a data em que os ciganos ancestrais saíram do seu "berço" genético, bem como a data em que teve início a sua expansão pela Europa fora.
A partir de amostras biológicas provenientes das comunidades ciganas de 13 países (todos os acima referidos menos a Holanda e a Bélgica), os cientistas realizaram uma análise global de 152 genomas. A seguir, compararam-nos com os genomas de diversas outras populações - nomeadamente de europeus não-ciganos -, para remontar até ao ponto geográfico de origem dos antepassados dos ciganos actuais e seguir-lhes depois o rasto ao longo do tempo.
"Juntámos as populações e fizemos uma análise muito mais intensiva, ao nível de todo o genoma, com um número de marcadores genéticos extremamente elevado", disse ao PÚBLICO Leonor Gusmão, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) - e co-autora portuguesa do estudo -, em conversa telefónica a partir do Brasil, onde está actualmente a trabalhar no Laboratório de Diagnósticos por DNA da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Os cientistas puderam assim concluir que tudo começou no Noroeste da Índia, há uns 1500 anos. E que, uma vez chegados à Europa via Balcãs (mais precisamente a Bulgária), os ciganos começaram, há cerca de 900 anos, a espalhar-se por todo o continente, até à Península Ibérica e ao País de Gales, misturando-se, ainda que de forma limitada, com as populações autóctones que iam encontrando.

Bolas brancas, bolas pretas
A Portugal, os primeiros ciganos terão chegado em 1462. "Estão há mais tempo em Portugal do que os portugueses no Brasil", faz notar Leonor Gusmão. No entanto - e apesar de serem "um grupo extremamente interessante" - têm sido esquecidos pelos geneticistas das populações. "A maior parte das pessoas não faz ideia de onde é que vieram os ciganos."

Uma das particularidades que o novo estudo genético revelou é que a diáspora cigana terá sido o resultado de migrações sucessivas de grupos muito pequenos, quase de grupos familiares. Isso fez com que as diversas populações se diferenciassem rapidamente umas das outras do ponto vista genético.
"Como eram poucos indivíduos", explica a cientista, "nunca representavam totalmente a população de onde tinham saído." E utiliza uma analogia para melhor descrever o fenómeno: é como tirar bolas ao acaso de um saco que contém 25 bolas brancas e 25 pretas. Se tirarmos um número substancial de bolas, digamos 20, é provável que mais ou menos metade das bolas escolhidas seja de uma cor e metade da outra. Mas se tirarmos apenas duas bolas, facilmente ficaremos com duas da mesma cor, o que não será representativo do conteúdo do saco.
Com os genes, acontece a mesma coisa. E foi o que se passou durante a diáspora cigana. "Isso é que é realmente interessante: o facto de tantas diferenças terem surgido entre as populações ciganas, a todos os níveis, em tão pouco tempo", diz Leonor Gusmão. O modo de vida nómada dos ciganos não é alheio a esta característica da sua diáspora.
O facto de a ancestralidade ser indiana foi uma surpresa? Não, responde. Os estudos linguísticos já apontavam para a Índia. "Já sabíamos isso, não fomos nós que o descobrimos." Contudo, a genética permitiu descartar algumas hipóteses quanto ao percurso exacto dos grupos ciganos entre a Índia e a Europa. "Uma das hipóteses", diz Leonor Gusmão, "era que os ciganos teriam chegado à Península Ibérica via Norte de África." Mas os cientistas não encontraram agora qualquer indício genético que permita sustentar essa hipótese. Pode ser que alguns grupos tenham por lá passado, mas, se isso aconteceu, "não deixaram descendentes"

Anónimo
O próprio nome "ciganos" tem um significado perjorativo. É um termo generalista usado para empacotar povos que têm origens semelhantes (tipo Portugal e espanha). Sinti e Roma são os nomes pelos quais dois dos grupos mais numerosos se chamam a si próprios. Há outros, cada um com as suas tradições, cultura e história próprias. E riquissimas. Infelizmente e apesar de já estarem na Europa há tanto tempo, continuam a ser ignorados, discriminados e postos de parte por todos os países, sem excepção. No holocausto os alemães assassinaram 500.000 deles. Os Judeus já foram reconhecidos por todos, deram-lhes até a Terra Prometida. Estes parecem não ter nenhum lugar para ficar.




domingo, 20 de março de 2011

Censos em Portugal de 1864 a 2001

A descrição dos vários recenseamentos, que se segue, foi feita com base nas publicações respeitantes a cada recenseamento. As citações aqui transcritas são retiradas das respectivas publicações.

Realizou-se o I Recenseamento Geral da População, tendo por base as orientações do Congresso Internacional de Estatística, que teve lugar em Bruxelas, em 1853.


Efectuou-se o II Recenseamento Geral da População; embora mais completo que o anterior, quanto às variáveis observadas a aos apuramentos efectuados, ainda tem um conteúdo bastante reduzido.


Realizou-se já com novas orientações metodológicas, de acordo com o Congresso Internacional de Estatística de S. Petersburgo, realizado em 1872; a caracterização da população e das famílias foi bastante mais completa.


A metodologia da recolha de dados, do seu tratamento e apresentação foi semelhante à do censo anterior, tendo-se, no entanto, registado algumas inovações.


Manteve-se a metodologia e as variáveis observadas.


Manteve-se a metodologia e as variáveis observadas.


Não houve grandes alterações nas características observadas, continuando mal coberta a parte referente às características económicas.


Este foi o primeiro censo efectuado pelo Instituto Nacional de Estatística e é aceite como um marco na história dos recenseamentos portugueses. Adoptou-se uma nova metodologia de execução. As características económicas são definidas com maior rigor e consideradas como um elemento importante de observação.


Seguiu a metodologia do censo anterior mas com algumas inovações como, por exemplo, o surgimento da técnica das perguntas fechadas.


Publicaram-se pela primeira vez dados retrospectivos. Os recenseamentos de 1950 e 1960 seguem, de perto, o conteúdo do de 1940.


Realizou-se o I Recenseamento Geral da Habitação, juntamente com o da População; contudo, o programa audacioso que procurava dar resposta às inúmeras solicitações governamentais, não teve sucesso no plano executivo, em especial na totalidade dos resultados a divulgar.


Realizaram-se os recenseamentos da População e Habitação que seguiram, de perto, as recomendações internacionais (CEE/ ONU) e fazem, em quase todas as áreas, uma aplicação rigorosa dos conceitos e uma grande desagregação geográfica dos respectivos dados.


Seguiu-se a metodologia de censo anterior, desenvolvendo-se no entanto algumas das vertentes de preparação da operação e do tratamento dos dados já iniciados em 1981.
Construiu-se uma Base Geográfica de Referenciação Espacial, constituída por um conjunto de suportes cartográficos contendo a informação que permite a divisão das freguesias em secções e subsecções estatísticas.


A grande diferença dos Censos 2001, em relação aos seus congéneres, prende-se essencialmente com a inovação das tecnologias utilizadas (digitalização cartográfica, utilização de sistemas de informação geográfica, leitura óptica dos questionários, codificação assistida por computador e o reforço da correcção automática das respostas incoerentes).
censos@ine.pt © 2009 - Instituto Nacional de Estatística

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Penamacor, terra que já foi de linces, luta agora para não perder as gentes

Reportagem

04.07.2010 - 10:43 Por José Bento Amaro
Os sinos dobram cerca de 50 vezes por ano em Penamacor, três vezes mais do que os nascimentos celebrados na totalidade das 12 freguesias que constituem este concelho do distrito de Castelo Branco e que estudos recentes consideraram como o mais envelhecido do país. As povoações assemelham-se cada vez mais a velhos postais, onde figura apenas o casario fechado. As escolas primárias já são metade das que existiam há duas décadas. Os lares têm gente como nunca. Tal como os cemitérios, que, passe a morbidez e o contra-senso, parecem ser os locais mais movimentados.
Os habitantes com mais de 65 anos são quase metade da população  
Os habitantes com mais de 65 anos são quase metade da população (Rui Gaudêncio)


"A câmara municipal e o Lar Residencial Dona Bárbara Tavares da Silva são os maiores empregadores do concelho, cada qual com cerca de 350 funcionários". É assim que Filipa Manteigas, socióloga do Gabinete de Acção Social do município, classifica a vida na zona do país que, de acordo com um estudo da presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Maria Filomena Mendes, já é a mais envelhecida do país, com um total de 545 pessoas com mais de 65 anos de idade por cada 100 jovens até 15 anos.

"Todos os anos, há mais ou menos 50 óbitos em Penamacor e apenas 15 a 20 nascimentos em todo o concelho", diz a responsável camarária, salientando a dificuldade em inverter o recuo demográfico. "Existem algumas pequenas empresas familiares e duas ou três com alguma dimensão, uma delas exporta azeite para 15 países, e há também outra que negoceia em mel e outra em leite e queijos. Mas não surgem novos empregos, e os jovens partem para Lisboa, para Coimbra ou para outras cidades grandes, e só voltam nas férias", explica.

Metade das 12 freguesias do concelho ainda possui ensino básico, sendo que o 1.º ciclo absorve um total de 131 crianças. A maior parte (84) está em Penamacor, que, tal como Aldeia do Bispo (15 estudantes), tem vindo a absorver as crianças das aldeias onde as escolas têm vindo a encerrar. Mesmo sem definição oficial, não se augura grande futuro para as primárias de Águas, Salvador e Benquerença, respectivamente com cinco, seis e nove alunos.

Da taberna para o táxi

Fernanda Baites não quis engrossar a taxa de desempregados em Penamacor, que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), atingia em 2001 os oito por cento. Em Setembro do ano passado, Fernanda deixou uma vida de "25 anos de taberneira" e agarrou-se ao volante de um táxi.

"Se isto dá?... Há quatro táxis em Penamacor. Quanto a mim, são de mais. Por vezes até penso que um só já chegava. Não fosse o centro de saúde a dar trabalho (muitos doentes vão de táxi às consultas a Castelo Branco, a 50 quilómetros de distância), e ninguém ganhava nada com esta vida. Temos de agradecer à doutora Sílvia [do centro de saúde local], porque, quando o centro acabar, acabam-se os táxis", diz Fernanda.

Meia centena de metros abaixo, lembrando tempos em que só a vila tinha mais habitantes do que aqueles que existem hoje em todo o concelho (cerca de 5.500), mantém-se alva e altiva a frontaria da antiga Garagem Petronilho. As bombas de gasolina já não existem e a carreira já não faz ali paragem para apanhar e largar passageiros. Lá dentro, já nem há aprendizes de mecânicos e bate-chapas. Está apenas um homem, rodeado de lápis, papéis, trapos, vestidos, caixas de plástico, bugigangas de toda a cor e todo o formato. A antiga Garagem Petronilho, antiga propriedade de José Nunes Petronilho, homem que a PIDE (a antiga polícia política) conduziu a Lisboa em diversas ocasiões, é hoje o mais recente estabelecimento comercial da zona: uma loja chinesa.

Se os táxis andam ao sabor das consultas, e o comércio tradicional definha, os restaurantes da vila praticamente só trabalham no período do almoço. Conseguir uma refeição depois das 22h é quase como acertar na combinação vencedora do Euromilhões. "Não se vive mal, porque todos têm uma pequena horta, mas há cada vez menos gente", diz Filipa Manteigas, lembrando que nem as benesses camarárias, tais como a redução das taxas de licenciamento, parecem capazes de seduzir novos investidores. "Existe um programa de incentivo à criação de novas empresas. Até agora, tivemos [câmara municipal] duas candidaturas".

Não sabem nada do Portas?

O antigo quartel onde esteve sediada a 1.ª Companhia Disciplinar do Exército é hoje um núcleo museológico onde são lembrados os militares portugueses que combateram nas trincheiras da I Guerra, em 1914/18, e também Álvaro Cunhal, o líder histórico do PCP, que por ali esteve encarcerado durante dois meses.

"Eu sou de Fóios [Sabugal], mas lembro-me bem de como era a vida. Metade da terra era de quatro famílias, que tinham os prédios e os terrenos. O resto das pessoas trabalhava para eles. Os homens ganhavam dez ou doze escudos por dia, que dava para um litro de azeite. E as mulheres ganhavam metade. Depois havia o quartel e os militares", lembra um idoso que, sem querer identificar-se, se orgulha do seu passado de contrabandista. "Havia noites em que passávamos para Espanha de 150 a 200 cavalos carregados de café e de minério", lembra.

Ao lado, à sombra de uma árvore, na zona histórica da vila, onde quase não se vê vivalma, a mulher do antigo contrabandista tenta saber novas de Lisboa. "Não sabem nada do Paulo Portas? O Miguel ainda vai aparecendo por aqui, agora o Paulo não diz nada há muito tempo... Uma cartinha ou outra e nada mais...", diz a idosa, explicando que há muitos anos serviu na casa onde cresceram os políticos, em Vila Viçosa. "Aqui já não vem quase ninguém... Não há gente...", lamenta. E o lince da Malcata? "Linces? Isso já não há. E qualquer dia não há gente".
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domingo, 17 de janeiro de 2010

O fim da classe média negra nos EUA

 

Mundo

Vermelho - 26 de Novembro de 2009 - 16h32

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A julgar pela maioria dos comentários sobre o assunto Gates-Crowley [1], poder-se-ia pensar que uma perigosa "elite negra" está perigosamente fora de controle. Primeiro, Gates mostrou muito pouca deferência com Crowley, depois Obama ao exceder-se quando declarou que a polícia tinha atuado "estupidamente".

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Por Barbara Ehrenreich*, para o Sin Permiso

Este foi o fim dos "Estados Unidos brancos" que a Atlantic tinha previsto na sua capa de janeiro/fevereiro? Ou será que os preconceitos de classe – classe trabalhadora no caso Crowley – impuseram-se, finalmente sobre os preconceitos de raça?
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Para lá do emaranhado de comentários de raça e de classe, está aumentando o empobrecimento – digamos antes o reempobrecimento – dos afro-estadunidenses enquanto grupo social. De fato, o efeito mais notável e duradouro da atual crise poderá ser o fim da classe média negra. De acordo com um estudo da Demos e do Instituto for Assets and social Policy, 33% da classe média negra já está ameaçada de perder esse status com o começo da crise. Gates e Obama, tal como Oprah e Cosby, manterão sem dúvida a sua posição, mas milhões de negros idênticos ao oficial Crowley – de operários fabris até empregados da banca de colarinho branco – caminham para a demissão.
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Para os afro-estadunidenses – e um grande número de latinos – a recessão acabou. Ocorreu entre 2000 e 2007, período em que o emprego negro diminuiu 2,4% e os rendimentos diminuíram 2,9%. Durante a longa recessão negra de sete anos, um terço dos negros vivia na pobreza e o desemprego – inclusive o de licenciados – cresceu o dobro do desemprego branco. O que acontece é que agora há uma depressão.
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O desemprego entre os negros está em 14,7% comparado com 8,7% dos brancos. Em Nova Iorque o desemprego negro cresceu 4 vezes mais rapidamente que o dos brancos. Lawrence Mishel, presidente do Economic Policy Institute, estima que, em 2010, 40% dos afro-estadunidenses terão experimentado o desemprego ou o sub-emprego, o que aumentará a pobreza infantil das crianças negras estadunidenses de um terço para cerca de 50%. Ninguém consegue explicar totalmente a extraordinária perda de postos de trabalho entre os afro-estadunidenses, ainda que se possa dizer que entre os fatores que o influenciam se inclui a relativa concentração de trabalhadores negros nos massacrados setores de retalho e de manufaturas, tal como é menor percentagem de trabalhadores negros em posições de colarinho branco, as mais bem pagas.
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Uma coisa é certa: a velha diferença de riqueza racial torna os afro-estadunidenses particularmente vulneráveis à pobreza quando vão para o desemprego. Em 1998, o valor líquido das casas dos brancos era em média de mais 100.700 dólares que o das casas dos brancos. Em 2007, a distância aumentou para 142.600 dólares. O estudo das finanças do consumidor, elaborado cada 3 anos pela Reserva Federal, cada vez que é feito constata que a diferença da riqueza racial aumentou. Em outras palavras: em 2004, por cada dólar de riqueza de uma família branca, uma família negra tinha somente 12 centavos. Em 2007 tinha 10. De forma que quando um trabalhador negro estadunidense cai no desemprego normalmente não há poupanças que o possam defender, não têm pais bem colocados em quem se apoiem nem poupanças de reforma.
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A tudo isto há que somar a grande calamidade de cunho racial que são as hipotecas de alto risco. Depois de décadas de recusa de hipotecas por critérios raciais, os negros estadunidenses apareceram como um mercado tentador para os prestamistas da bolha imobiliária, como Countrywide, onde indivíduos negros de elevados rendimentos tinham quase o dobro das probabilidades de ter uma hipoteca de alto juro do que brancos de rendimentos baixos. De acordo com o Center for Responsible Lending, os latinos acabarão por perder, na avaliação da casa para venda devido às hipotecas lixo, entre 75 e 98 bilhões de dólares, enquanto os negros perderão entre 71 e 92 bilhões de dólares. United for a Fair Economy qualificou como a "maior perda de riqueza pelos negros na história moderna dos EUA".
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Mas apesar da profunda depressão dos afro-estadunidenses, alguns comentaristas, tanto brancos como negros, ainda estão obcecados com as supostas deficiências culturais da comunidade negra.
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Num editorial do Washington Post, Kay Hymowitz atribuiu os problemas da economia dos negros ao fato de 70% das crianças serem filhas de mães solteiras, mas não se referiu às famílias tradicionais de pai e mãe brancos estarem em diminuição a um ritmo superior ao das das famílias tradicionais negras. A proporção de crianças negras em famílias monoparentais aumentou 155% entre 1960 e 2006, enquanto a proporção de crianças brancas vivendo em famílias monoparentais aumentou surpreendentes 229%.
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Precisamente no mês passado na PNR, o comentarista Juan Williams despreciou a NAACP (Organização de Defesa dos Afro-estadunidenses e contra o Racismo) dizendo que cada vez mais os grupos relevantes se centram em "pessoas que obtiveram vantagens da integração e oportunidades de educação e emprego ao contrário dos que estão apanhados por ciclos geracionais de pobreza" que, prosseguiu, se caracterizam pelo envolvimento nas drogas e no crime. O fato de estar em curso uma crise que afeta desproporcionalmente a classe média afro-estadunidense – provocada mais pela cobiça de Wall Street que pelos "valores do gueto" - parece não lhe importar.
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Não precisamos de mais análises moralizantes e eloquentes, de classe e raça, que podiam ter sido escritas nos anos 70 do século passado. A crise está mudando tudo. Está redesenhando os contornos de classe nos Estados Unidos de tal forma que nos deixarão mais polarizados que nunca e, isso sim, castiga as antigas classes médias e trabalhadoras. Mas a depressão sofrida ameaça com algo em uma escala completamente diferente, que é o desaparecimento dos negros da classe média.
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[1] Nota do Tradutor: Refere-se ao professor negro que foi preso em sua própria casa e humilhado, apesar de ter provado a sua identidade e ser proprietária da casa, por ter entrado pela janela, em virtude de ter perdido as chaves.
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*Barbara Ehrenreich é presidente da United Professsionels.
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Publicado em ODiario.info. O original está em www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=2831.
 
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Idosos, raça e desigualdades - Gilberto Pucca


Idosos, raça e desigualdades

Dezembro 7, 2009
 
por Gilberto Pucca*
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O que aconteceu, nas últimas décadas, em relação à população brasileira? Que mudanças fundamentais aconteceram e que podem determinar planejamentos e decisões em saúde pública?  Estes indicadores, que funcionam como uma espécie de mapa e bússola no momento de se encaminhar discussões e de se distinguir o que é importante de que é urgente, apontam alguns fatos inesperados e outros nem tanto.
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De uma maneira geral, porem, o estado atual da população brasileira, em relação a categorias como urbanização, educação e saneamento não são mais do que o resultado de processos históricos recentes e de uma seqüência de políticas que visam predominantemente  à manutenção de um sistema econômico-financeiro fechado em si mesmo, em detrimento de políticas de cunho social. Senão vejamos:
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Queda na natalidade e na fecundidade, o que implica, obviamente, numa diminuição do crescimento populacional.
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Aumento significativo da população idosa, aqui entendida enquanto pessoas com mais de 60 anos. Este grupo já constitui 8,7% da população total no Brasil. Este aumento constitui-se em fortes demandas ao sistema de saúde, que devem ser equacionadas o quanto antes. A tendência é que o sistema de saúde tenha que enfrentar problemas de doenças da Terceira Idade, e mais um grande contingente da chamada “velhice abandonada”. Pobreza e idosos caminham juntos nesse país.
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Na década de 80 e 90 houve um forte movimento de urbanização. Este fenômeno esta relacionado a três outros; à aceleração nas cidades de porte médio, à redução drástica da população rural e à menor pressão sobre as capitais, mas não sobre as cidades periféricas das regiões metropolitanas.
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No entanto são os indicadores econômicos que parecem constituir a espinha dorsal da situação brasileira., isto é, o que nos permite ver de maneira mais clara e panorâmica o estado em que as populações dos vários ‘brasis’ parecem viver, ou sobreviver. Três  aspectos saltam aos olhos, um em cada década antecedente; concentração de renda (década de 70); recessão sem distribuição (década de 80), estabilização da moeda e desemprego (década de 90).
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Este caminho histórico legou, naturalmente, o aumento das desigualdades territoriais e sociais, onde estão incluídas desigualdades de renda e serviços e gastos públicos entre regiões, o surgimento de estratos sociais e dicotomias bem marcadas – e profundamente desiguais – como ‘cidade e campo’ , ‘centro e periferia’.
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Quando ao saneamento, houve expansão da cobertura dos serviços de saneamento, particularmente da água.
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Os números da Educação não revelam muitas mudanças, apesar do alarde do Governo Federal: os índices de analfabetismo e baixa escolaridade permanecem elevados, e a única boa noticia é um pequeno aumento da escolaridade da população mais jovem. Sem se analisar a qualidade, por certo.
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Na Saúde, nota-se a expansão da cobertura da rede básica de saúde e assistência hospitalar, mas com qualidade ainda extremamente insatisfatória.
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A situação dos idosos no Brasil desvela as profundas desigualdades sociais no pais. É preciso revelar os mecanismo das desigualdades. Um exemplo disso é o estudo divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) mostrando a distorção entre o nível educacional de brancos e negros: a pesquisa revela que os índices são os mesmos do século XIX, isto é, que a grande diferença entre o nível educacional dos brancos e o dos negros não foi sequer atenuada. Dados indicam que irá demorar cerca de 20 anos para o negro igualar esse período. Isso se algo começar a ser feito hoje. Só isso.
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* Mestrado em Epidemiologia do Envelhecimento pela Escola Paulista de Medicina. Trabalha no Ministério da Saúde. Publicado na REA nº 15, agosto de 2002, disponível em 
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Vidas centenárias



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Luís Oliveira, Viseu / Edgar Nascimento
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De olhos azuis bem arregalados, espalha simpatia e demonstra uma lucidez impressionante. Os ares da Serra da Estrela aliados a uma vivência calma mas dura serão o segredo de Estefânea Barreto, residente em Folgosinho, Gouveia, que hoje completa 107 anos. Um momento vivido “com grande alegria” e que será assinalado com uma festa de arromba que se realiza na Associação Lar de Folgosinho – onde está há quatro anos – que contará com a presença de familiares e entidades locais.
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A vida da ‘avó Estefânea’, como carinhosamente é tratada no lar, conta-se, segundo a própria, “em poucas palavras”. Nasceu em 1900, no seio de uma família humilde que sobrevivia do que a terra lhes dava. Com os restantes cinco irmãos cedo começou a trabalhar na agricultura. “Foi uma infância muito dura porque tive de ajudar os meus pais no campo. Fazia de tudo um pouco
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Apesar de os pais não quererem que namorasse, Estefânea Barreto conseguia fazê-lo “às escondidas” e aos 30 anos casou com um homem “de poucas posses”. Tiveram quatro filhos mas dois acabaram por falecer em tenra idade. Aos 56 anos ficou viúva e “nunca mais” quis casar. Os filhos emigraram para França, mas ela resistiu. “Fiquei sozinha a cultivar as terras que sempre me deram aquilo de que precisava”, adianta.
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Após ter passado muito anos sozinha em Folgosinho, um Inverno rigoroso mudou-lhe a vida. Já com 82 anos, apanhou “uma gripe de morte” e ficou muito debilitada, motivo pelo qual os filhos a levaram para França. “Um pouco contrariada, mas tive de ir”, lembra a idosa. Há sete anos regressou ao País com os filhos. Primeiro para Lisboa e depois de volta a Folgosinho, “onde tudo começou” e pretende “viver o resto” da sua vida.
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No lar de Folgosinho, que sente como sendo a sua própria casa, Estefânea Barreto dá “graças a Deus” por ter vivido “tanto tempo”. “Nunca esperei durar tantos anos”, confessa. O que mais distingue esta mulher nascida no início do século passado é a lucidez, capacidade e resistência física. Não precisa de óculos e ainda ouve razoavelmente bem. Garante ser uma pessoa “feliz” e agradece aos filhos e aos funcionários do lar o carinho que lhe dispensam.
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“Sou muito bem tratada aqui, onde não me falta nada”, afirma a centenária, que está “muito contente” com a festa que lhe prepararam para hoje. “É um exemplo para todos nós”, diz José Guerrinha, director do lar.
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CRONOLOGIA DE ESTEFÂNEA LOPES BARRETO
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1900 - Estefânea Lopes Barreto nasce em Folgosinho, no seio de uma família de agricultores.1930 - Casa-se com David, numa boda recatada. Têm quatro filhos, dois dos quais ainda estão vivos.1956 - Fica viúva um mês antes do casamento do filho Jorge.1982 - Enfraquecida pela gripe que contraiu num Inverno mais rigoroso, Estefânea aceita emigrar para França, onde fica a viver com os filhos.1996 - Parte uma perna num acidente doméstico, ficando hospitalizada três meses. Desde então caminha com a ajuda de uma muleta.2000 - Acompanha os filhos numa viagem a Lisboa e a Folgosinho.2004 - Cansada das viagens entre Portugal e França, Estefânea vai viver para o lar onde até hoje se encontra

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DESDE A MONARQUIA ATÉ AO EURO
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Na vida de Estefânea a Terra deu muitas voltas: houve duas guerras mundiais e o País viveu em monarquia, experimentou a ditadura e agora integra a União Europeia
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CENTENÁRIOS QUE FIZERAM HISTÓRIA
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Poucos dias após atingir os 100 anos, Fernando Pessa deixou o País e o jornalismo mais pobres. Nascido em Aveiro em 15 de Abril de 1902, começou na Emissora Nacional em 1934 e ao fim de quatro anos foi para Londres, para a BBC. Regressou a Portugal em 1947 e casou. Impedido pelo antigo regime de reingressar na Emissora Nacional, foi trabalhar nos seguros. Pessa realizou a primeira emissão em directo da RTP, em 7 de Março de 1957. Reformou-se em 1995 e faleceu a 29 de Abril de 2002.
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Outro centenário foi Fernando Valle. Nasceu em 30 de Julho de 1900 em Coja (Arganil). Médico desde 1926, Fernando Valle acabaria por ser demitido por Salazar das funções de médico municipal e delegado de saúde. Continuou a tratar dos pobres, durante meio século, de graça. Chegou a ser preso no Aljube. Foi um dos fundadores do PS (1973) e maçon desde 1923. Faleceu a 26 de Novembro de 2004 aos 104 anos.
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Seu companheiro em várias lutas foi Emídio Guerreiro. Nascido em Guimarães, a 6 de Setembro de 1899, foi voluntário na I Guerra Mundial, opositor da ditadura e fundou a loja maçónica A Comuna, em 1928. Esteve preso um ano e exilou-se, durante 40 anos: em Espanha participou na Guerra Civil e em França passou à clandestinidade e juntou-se à Resistência durante a II Guerra Mundial. Ajudou a fundar o PPD. Mais tarde aderiu ao PRD e aproximou-se, no final da vida, ao PS. Faleceu no dia 29 de Junho de 2005.
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REALIZADOR À BEIRA DOS 100
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É já a 12 de Dezembro que o cineasta portuense Manoel de Oliveira celebra o seu 99.º aniversário, aproximando-se ainda mais do clube dos portugueses centenários. Mas o homem que há mais de sete décadas disputou Beatriz Costa com Vasco Santana em ‘A Canção de Lisboa’ continua a realizar, sendo o mais velho cineasta do Mundo em actividade.
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CENTENAS EM PORTUGAL
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Portugal contava em 2001 com 589 centenários, segundo os últimos dados obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística. Um número com tendência a subir graças às melhores condições de vida e progressos alcançados na medicina.
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Os Estados Unidos são o país que conta com mais centenários, cerca de 55 mil, seguindo-se o Japão com 30 mil.
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Bem menor é o total de supercentenários, ou seja, pessoas com mais de 110 anos. São 77 no Mundo, dos quais apenas oito são homens. Portugal conta com duas presenças de peso na lista: Maria de Jesus, 114 anos, a segunda pessoa mais velha do Mundo depois da norte-americana Edna Parker, também com 114 anos. Na 52.ª posição surge António Moreira, com 111 anos, quinto homem mais velho do Mundo.
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in Correio da Manhã 2007.10.29
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Foto Luís Oliveira (Estefânea Lopes Barreto)
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Terça-feira, 30 Outubro
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- Dibita Desejo tudo de bom a esta senhora.Que bonita idade.Muitas felecidades.
- Margarida Borges Muitos parabéns minha senhora! Isto sim é uma Mulher de força! Com tudo o que passou, que acredito que tenha tido uma vida muito dura e de muito trabalho, ainda está lucida e com grande vontade e alegria de viver. Que conte muitos! Um beijinho de carinho

Segunda-feira, 29 Outubro
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- Graça Afonso Parabéns a esta senhora, que chegou a esta bonita idade reodeada de amor e carinho!A vida dela deve ter sido muito dura, mas valeu a pena!Que conte muitos!
- João Manuel Felicidades minha Senhora,que tenha muita saúde e sorte. Para si e para toda a sua família.
- josé céptico Faz-me lembrar a propaganda do PCP logo após o 25 de Abril que dizia haver velhos aos montes com 170 anos na Russia tal era a maravilha do regime.
- maria bismarks Mil beijinhos de parabens D.ESTEFANEA BARRETO que Deus esteja sempre consigo e que lhe de muitos de saude.Londres
- gilda Fica a ver o mundo a mudar para pior e a ver o seu País a afundar. Ao menos esta senhora está protegida e com gente que a trata bem! Ao menos isso! Um abraço para a D. Estefanea, pequenino, para não a magoar, mas cheio de ternura.
- António Jorge Xavier Correia de Freitas Côrte-Real Parabéns Senhora D. Estefânia e Louvado seja Deus! Que Deus lhe dê tantos quantos Ele entender.
- zélia Linda idade avó Estefânia. Que todos os que a rodeiam a façam sentir bem na vida e nos seus sonhos. O meu sonho era criar um local ideal para os "jovens mais velhos", viverem activos e com dignidade,ensinando e aprendendo. Sempre! Felicidades!Beijinhos avó. Torres Novas
- Carlos Andrade PARABÉNS D. Estefânea. Obrigado CM por esta notíca tão estimulante no dia da 3ª Idade.