Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Japão e Europa resistem a novo período do protocolo de Kyoto

Evo Morales: "Ou morre o capitalismo ou morre a mãe Terra

Mundo

Vermelho  - 9 de Dezembro de 2010 - 19h12

Evo Morales, presidente da Bolívia, fez um enérgico discurso contra o capitalismo nesta quinta-feira (9), durante a 16ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-16), que está sendo realizada em Cancún, no México.

Depois de discursar no espaço reservado aos chefes de Estado e ministros pedindo para que a natureza não seja transformada em mercadoria, o líder boliviano repetiu seu discurso aos jornalistas, em entrevista coletiva.

"Nós aprendemos a gritar 'pátria ou morte'. Agora já não se trata disso. É 'planeta ou morte'. Ou morre o capitalismo ou morre a mãe Terra", disse. Morales disse que as "potências" precisam "abandonar sua arrogância, sua soberba". "Temos que abandonar o luxo do mercado, enquanto não o abandonarmos, certamente milhões vão continuar pagando pelo luxo de alguns".

O presidente classificou a crise climática como uma das crises do capitalismo e destacou que o aquecimento global afeta a produção de alimentos. Em Cancún, Evo defendeu a prorrogação do Protocolo de Quioto e disse que a falta de acordo entre os países pode significar um "ecocídio", um "atentado à humanidade". Para ele, o mais importante é que os governos sigam a vontade dos povos. "Vamos praticar a democracia mundial".

Protocolo de Quioto

"Se mandarmos para o lixo a partir de agora o protocolo de Quioto, seremos responsáveis por um economicídio, um ecocídio, portanto, um genocídio, porque estamos atentando contra a humanidade em seu conjunto", disse também Morales.

Aplaudido pela plenária da conferência da ONU, que reúne mais de 190 países em Cancún em busca de acordos para enfrentar as mudanças climáticas do planeta, Morales afirmou que os desastres do clima já tiram 300 mil vidas anualmente e que em poucos anos o número chegará a um milhão.

"Cada um de nós, especialmente presidentes, chefes de delegações, governos, coloquem-se à altura das milhões e milhões de famílias que são vítimas do aquecimento global, das mudanças climáticas", acrescentou Morales ao pedir compromissos e eforços claros dos países.

Os países em desenvolvimento se enquadraram nesta conferência nesta reivindicação de uma extensão para além de 2012 do Protocolo de Quioto. Este é um dos grandes obstáculos das negociações, uma vez que o Japão disse que não renovará o protocolo sob a alegação de que Estados Unidos e China, os maiores emissores do planeta, estão fora do mesmo.

Da redação, com agências
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

DGS põe Lisboa, Santarém e Setúbal em alerta vermelho devido ao calor

Temperaturas elevadas devem manter-se até sábado

06.07.2010 - 16:44 Por Alexandra Campos, Ricardo Garcia
A Direcção-Geral da Saúde (DGS) decidiu passar para o alerta máximo (vermelho) os distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja, devido às elevadas temperaturas que se têm feito sentir nos últimos dias e que se devem prolongar até sábado, segundo o Instituto de Meteorologia.
O calor tem levado a população a procurar lugeres frescos nas 
cidades 
O calor tem levado a população a procurar lugeres frescos nas cidades (Vasco Neves (arquivo))
O alerta vermelho accionado para amanhã significa que os cuidados devem ser redobrados, porque as "temperaturas muito elevadas podem trazer graves problemas para a saúde". Nos restantes distritos mantém-se o alerta amarelo e o Porto e Viana do Castelo continuam com o verde.

A decisão de passagem do alerta médio (amarelo) para o máximo é determinada também pelas elevadas temperaturas mínimas que se têm feito sentir e pelo grande número de incêndios, entre outros factores, adiantou ao PÚBLICO o chefe da Divisão de Saúde Ambiental da DGS, Paulo Diegues.
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O alerta vermelho implica que as administrações regionais de saúde tomem medidas suplementares, que passam pelo reforço das equipas nos serviços de saúde.

Por enquanto, a procura dos serviços de urgência aumentou apenas ligeiramente e o impacto na mortalidade ainda é difícil de avaliar, apontando os dados preliminares para uma subida não muito acentuada (mais cinco óbitos por dia, em média), acrescentou Paulo Diegues.

Com pequenas subidas e descidas, o calor promete permanecer sobre Portugal continental até sábado. Segundo o Instituto de Meteorologia (IM), as temperaturas voltarão a subir amanhã, com previsão de 40 graus Celsius em Évora, 39 graus em Lisboa e Beja, e 38 em Setúbal, Santarém e Castelo Branco. Quase todo o país, excepto algumas zonas do litoral, estará com os termómetros acima dos 30 graus. Em Portalegre, a noite será quente como se fosse dia: a temperatura mínima, durante a próxima madrugada, não deverá descer abaixo dos 29 graus.

Amanhã e sobretudo quinta-feira poderão ocorrer aguaceiros e trovoadas. As temperaturas, quinta-feira, baixarão ligeiramente, mas ainda assim irão manter-se acima dos 30 graus em grande parte do país. Para sexta-feira, prevê-se uma descida das temperaturas mínimas, mas o calor durante o dia permanece até sábado, devendo ceder apenas domingo.

Se a previsão se mantiver, possivelmente esta semana será classificada tecnicamente como uma onda de calor em vários pontos do país.

Notícia actualizada às 17h20
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Cinco primeiros meses do ano foram os mais quentes desde 1880
05.07.2010
Lusa 

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Foto: Vasco Neves
Hoje Portugal teve temperaturas na ordem dos 40 graus

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Os cinco primeiros meses deste ano foram os mais quentes desde 1880, quando começaram a ser registadas sistematicamente as temperaturas, informa um relatório do norte-americano Centro Nacional de Dados do Clima.
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Entre Janeiro e Maio, as temperaturas combinadas da terra e dos oceanos estiveram 0,68 graus Celsius acima da média do século XX, indicou, por seu lado, o Instituto de Meteorologia, citado pela agência de notícias France Presse.
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Em particular os meses de Março, Abril e Maio registaram temperaturas nunca antes atingidas e uma média de 0,73 graus Celsius acima do século passado.

Só o ano de 1998 teve igual número de meses (três: Fevereiro, Julho e Agosto) com temperaturas recorde.

Foi também em 1998 que se registaram, nos cinco primeiros meses do ano, as temperaturas mais elevadas antes do recorde do presente ano.

Desde o início do ano, o planeta aqueceu sobretudo no Canadá, no Norte dos Estados Unidos, no Sul da Gronelândia, no Norte de África, no Sudoeste Asiático, na Sibéria e no Sul da Austrália.

Em contraste, as temperaturas atingiram valores mais baixos do que o normal no Sudeste dos Estados Unidos, na Ásia Central e na Europa Ocidental, tendo a Alemanha tido, este ano, o mês de Maio mais frio desde 1991.

Também em Maio, o gelo do Árctico derreteu 50 por cento mais rápido do que o normal para aquele período do ano, assinalou o Instituto norte-americano.

As informações sobre o aquecimento global nos primeiros cinco meses do ano surgem no dia em que, por Portugal, os termómetros registam temperaturas na ordem dos 40 graus Celsius.

As previsões do Instituto de Meteorologia português apontavam para os 42 graus em Santarém, 40 em Setúbal, Évora e Beja e 39 em Lisboa. 
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

O último glaciar do Pacífico “está a morrer”

Gelo do Punjak Jaya poderá desaparecer dentro de cinco anos


02.07.2010 - 15:07 Por PÚBLICO
Lonnie Thompson e a sua equipa montaram acampamento no cimo da montanha Punjak Jaya e lá ficaram 13 dias para documentar os efeitos do aquecimento global no último glaciar do Pacífico. Depois do que viu, o glaciólogo que já liderou 57 expedições semelhantes em 16 países diz que o Punjak Jaya “está a morrer”, só lhe restando cinco anos.

O estudo será útil para compreender melhor as alterações 
climáticas actualmente em curso  
O estudo será útil para compreender melhor as alterações climáticas actualmente em curso
 (Enrique Marcarian/Reuters (arquivo))


Segundo contou o investigador de 62 anos ao “Washington Post”, até o gelo sobre o qual montou o seu acampamento estava a derreter. Além disso, todas as tardes chovia no glaciar com 4884 metros de altitude. Ao fim dos 13 dias de expedição, o gelo à volta do acampamento tinha perdido 30 centímetros.

De acordo com Lonnie Thompson, da Universidade do Estado de Ohio, o glaciar na montanha da Indonésia, Punjak Jaya – a mais alta entre os Andes e os Himalaias - está a perder sete metros por ano. Como a sua profundidade não excede os 32 metros, poderá desaparecer nos próximos quatro a cinco anos. Na verdade, desde 1936, a montanha perdeu 80 por cento do seu gelo; dois terços dos quais desde a última expedição científica no início dos anos 70.

“Trata-se do único glaciar situado no Pacífico, que é o oceano mais quente do planeta. Se ele derreter, a história (destes gelos) vai perder-se para sempre”, contou à agência noticiosa AFP em Jacarta, no final da sua expedição. Thompson sublinha que, por causa da sua localização, o Punjak Jaya poderá dar pistas sobre os padrões climáticos regionais e sobre o que pode acontecer a milhões de pessoas na Ásia. É esta zona que gera o fenómeno El Niño e que influencia o clima desde as monções na Índia até às secas na Amazónia.

“Só espero que não tenhamos chegado demasiado tarde”, disse o investigador. Thompson e a sua equipa vão levar para a Universidade de Ohio amostras de blocos de gelo. “Penso que chegámos mesmo a tempo de salvar um bocadinho da história climática antes de estes glaciares desaparecerem”, comentou o oceanógrafo Dwi Susanto, da Universidade de Columbia. O estudo deste material, que deverá ser publicado em 2011, permitirá avaliar as flutuações das temperaturas no passado, que será útil para compreender melhor as alterações climáticas actualmente em curso.

Um pouco por todo o mundo glaciares como os do Alasca, Alpes e Andes estão a recuar. Agora, o Punjak Jaya entrou para esta lista, depois de anos de desconhecimento científico.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Temas e Problemas - Correio da Manhã

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Pedro Elias/Jornal de Negócios 

27 Dezembro 2009 - 00h30

Tema da Semana

Metro circula há 50 anos

O Metropolitano de Lisboa assinala terça-feira meio século com a distribuição de pequenos presentes aos clientes.
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Cristo Rei ilumina Bento XVI

Nas celebrações do meio século do Cristo Rei, o reitor do santuário, padre Sezinando Alberto, expressa o desejo de que a nova iluminação seja (...)


Crise reduz luzes de Natal

A crise levou a um corte no orçamento das capitais de distrito para a iluminação de Natal. Feitas as contas a 16 destas cidades, há uma redução de (...)


Que futuro para o Planeta?

O futuro ambiental do planeta Terra estará em discussão em Lisboa, numa cimeira que decorrerá de 20 a 22 no Parque das Nações. A Planet Earth Lisbon (...)


Dois dias para observar aves

A Reserva Natural do Estuário do Sado é um dos locais de eleição para a observação de aves. Na sua área existe uma grande diversidade de habitats, (...)


Júpiter redescoberto

Quatrocentos anos após as primeiras observações de astros por Galileu Galilei, milhares de astrónomos vão redescobrir Júpiter e os seus satélites. (...)


À procura dos avieiros

Em defesa da cultura avieira do Tejo, realiza-se no sábado um ‘cruzeiro' entre Lisboa e Valada (Cartaxo), para alertar para os perigos que correm as (...)


250 milhões em português

As estimativas apontam para que existam no Mundo cerca de 250 milhões de pessoas a comunicar em português. Esta quarta-feira, Bragança é a cidade (...)


Equinócio anuncia o frio

O equinócio de Setembro, que ocorre na próxima terça-feira às 22h19, anuncia que terminou o Verão e que o Outono vai arrancar. A importância deste (...)


Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono

Portugal e o continente europeu não têm razões para se preocuparem com a camada de ozono que (...)

E

9% não sabe ler

Estima-se que existam em Portugal cerca 658 mil pessoas, com mais de 15 anos, que não sabem ler nem escrever. Os números, relativos a 2005, são do (...)

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Climate change: Taking responsibility, aiding the vulnerable




EDITORIAL

>Archive - Daily Online

Author: PWW Editorial Board
People's Weekly World Newspaper, 07/15/09 11:43



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As negotiations continue on worldwide goals and timetables to cut emissions of greenhouse gases, it is increasingly clear that industrially developed countries must take responsibility for the great bulk of the pollution that has caused global warming to date.
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Developing countries said as much at last week’s G8 summit, when they called on the industrial powers to accept more stringent interim limits on the way to the agreed-upon 80 percent reduction in emissions by the year 2050.
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In an opinion piece published in Accra, Ghana’s Public Agenda, United Nations Secretary-General Ban Ki-moon put it plainly: The G8 leaders “have a special obligation to lead, given past commitments, the size of their economies, their disproportionate contributions of greenhouse gas emissions, and their responsibilities as donor countries.”
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Ban called on the G8 and other major greenhouse gas emitters to “intensify their work” to reach an agreement at the UN climate change conference in Copenhagen next December that will be “fair, scientifically rigorous, and comprehensive.”
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Urging the developed countries to “make the first step” by agreeing to the developing countries’ demand to cut emissions by as much as 40 percent below 1990 levels by 2020, he also urged developing countries to “move substantially beyond business as usual” to cut their emissions. “But,” he added, “they should not have to choose between reducing poverty or reducing emissions. Both are vital.”
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Ban emphasized that an effective agreement must include aid for poor developing countries to “help build climate-resilient economies, transfer green technologies and expand access to clean energy.” He also urged the G8 to honor “long-standing but unfilled pledges” to help poor countries achieve the UN Millennium Development Goals for social and economic development, including eradication of hunger.
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The urgency of the UN secretary-general’s call was underscored last week by Grenada’s UN ambassador, Dessima Williams, who chairs the Alliance of Small Island States.
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“For the smallest and most vulnerable among us, climate change is already here, causing damage,” Williams told the French news agency AFP. “It is a cruel irony that without adequate global commitments, the countries contributing least to global warming will be the ones most affected by its consequences.”

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MUDANÇA CLIMÁTICA: é campo fértil para biopirataria


15-Jul-2009
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Companhias biotecnológicas costumam patentear cultivos geneticamente modificados para suportar a pressão da mudança climática, sem se importarem com o fato de prejudicar os agricultores tradicionais que, em muitas ocasiões, haviam desenvolvido antes tais inovações.
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“As características resistentes ao clima que os gigantes da biotecnologia estão patenteando evoluíram através de séculos” pelas mãos de várias gerações de agricultores, disse à IPS a ambientalista Vandana Shiva, radicada em Nova Délhi.
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Ao perceber uma mera oportunidade de negócios na mudança climática, as companhias que desenvolvem transgênicos acumulam “um desastre após outro”, disse Shiva. “Com esta nova forma de biopirataria, a indústria da biotecnologia se mostra como a salvadora, e leva governos e público a crerem que, se não for por elas, não haverá sementes resistentes” à mudança climática, acrescentou. Ao reivindicar como próprios “todos os cultivos e todas as características” resistentes à mudança climática com suas patentes, “a indústria fecha outras opções futuras de adaptação” ao aquecimento do planeta, disse Shiva.
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A ambientalista citou quatro empresas (a alemã Basf Bayer, a suíça Syngenta e as norte-americanas Monsanto e DuPont) como líderes no jogo de monopolizar os genes que permitem aos cultivos suportar efeitos da mudança climática, como inundações, secas, invasão de água salgada, calor e radiações ultravioletas mais fortes. Em 2001, a organização Navdanya, da qual Shiva é ativista, desafiou com sucesso a propriedade de atributos que a corporação norte-americana RiceTec reclamava para sua variedade de arroz basmati, aromático e de grão longo. Após ficar demonstrado que essa variedade continha material genético desenvolvido antes pelos agricultores, o Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos não aceitou a solicitação da companhia.
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De modo semelhante, Navdanya, junto com Greenpeace Internacional e a organização de camponeses indianos Bharat Krishak Samaj, conseguiu a revogação em 2004 das patentes obtidas para a variedade indiana de trigo Nap Hal pela Monsanto, a maior corporação mundial de sementes. Um anúncio dessa empresa diz: “Nove milhões de pessoas para alimentar. Um clima que muda. O que fazer?” depois afirma que os transgênicos são a resposta, embora países em desenvolvimento os rejeitem em favor de uma agricultura tradicional, baseada no armazenamento de sementes depois das colheitas, e não em sua compra.
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Navdanya divulgou no mês passado uma lista de centenas de cultivos resistentes ao clima desenvolvidos por comunidades em vários Estados indianos, mas cujas patentes foram tramitadas por empresas de biotecnologia. A divulgação do informe intitulado “Biopirataria de cultivos resistentes ao clima” responde à exclusão das inovações dos agricultores tradicionais dos planos governamentais de ação em matéria de mudança climática, mas que inclui a biotecnologia. Os governos do Sul se pronunciaram por não ceder aos países do Norte a patente de tecnologias amigáveis com o meio ambiente, como ficou manifesto nas negociações sobre mudança climática dos dias 11 e 12 de junho em Bonn, afirmou Shiva.
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China e o Grupo dos 77, que reúne 130 países em desenvolvimento, propuseram “dar todos os passos necessários para excluir obrigatoriamente a expedição de patentes para tecnologias amigáveis com o clima” em poder de 24 nações industriais e “que podem ser usadas para adaptação à mudança climática ou sua minimização”. Esta proposta do G-77 é uma de várias apresentadas por países em desenvolvimento para vencer as barreiras que as patentes representam para a transferência de tecnologias necessárias para a adaptação à mudança climática e sua mitigação.
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A Bolívia, por exemplo, propõe “revogar nas nações em desenvolvimento todas as patentes existentes sobre tecnologias essenciais/urgentes e ambientalmente sãs para uma adaptaçao à mudança climática”. Por outro lado, os países industriais – em particular Austrália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Suíça – insistem em regimes de propriedade intelectual fortes, e rechaça, inclusive, as exceções já acordadas no contexto da organização Mundial do Comércio.
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O não-governamental Grupo ETC, que defende os pequenos agricultores desde Ottawa, alertou no ano passado que os gigantes biotecnológicos utilizam a mudança climática para melhorar sua posição no mercado de sementes. Esta preocupação ficou evidente durante as negociações de Bonn, com a proposta de criar um comitê, um painel assessor ou organismo designado para “abordar de maneira pró-ativa as patentes e questões relacionadas de direitos de propriedade intelectual”, de modo a “garantir tanto a maior inovação quanto o maior acesso a tecnologias para a mitigação e a adaptação”.
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Nova Délhi, 07/07/2009 - IPS/Envolverde (FIN/2009)
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in Esquerda.net
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Action to save our climate is happening right now in Italy

Take climate action during the G8: http://www.greenpeace.org/g8action

Action to save our climate is happening right now in Italy:
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As you read this our activists are scaling chimneys, chaining themselves to conveyor belts and blocking coal shipments at multiple locations in Italy.
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They will be occupying coal-fired power stations during the G8 Summit beginning in Italy today and demanding that world leaders gathering for the summit make serious commitments to reducing world greenhouse gas emissions.
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You can take action with them. You can demand that world leaders take personal responsibility for averting catastrophic climate change. You turn the Earth.
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Follow our activists here: www.greenpeace.org/g8action
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Greenpeace
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Portugal próximo de clima extremo

Você está em: Homepage / Portugal / Notícia
Verões mais frescos e húmidos são cada vez mais frequentes, mas também as ondas de calor  Pedro Catarino
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Meteorologia: Alterações climáticas vão transformar o País

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* André Pereira
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Portugal está numa fase de transição climática caracterizada por uma grande instabilidade meteorológica. Meses de Inverno quentes e secos são cada vez mais frequentes, tal como os Verões são mais frescos e húmidos. Os especialistas defendem que se está perante os primeiros efeitos das alterações climáticas que vão transformar o clima em Portugal, tornando-o mais extremo.
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Habituados a um clima regular, sem grandes variações e com estações do ano bem demarcadas, os portugueses estão a ficar baralhados com fenómenos meteorológicos ‘estranhos’ para a época do ano.

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"A orla mediterrânica é muito frágil. Estas latitudes são as primeiras a serem afectadas. Estas mudanças deverão, como tudo indica, estar associadas às alterações climáticas", explicou ao CM o meteorologista Costa Alves, para quem países como Portugal, Espanha, Itália ou Grécia estão "numa fase de transição que pode desembocar numa mudança climática".

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Ondas de calor mais frequentes e mais intensas, com as naturais consequências para a saúde pública e florestas, a diminuição da quantidade registada de chuva e a menor disponibilidade de água serão as características do clima que nos espera dentro de 30 a 35 anos. "Será uma inevitabilidade se ultrapassarmos as 450 partes por milhão de gases com efeito de estufa na atmosfera. Actualmente temos 390 partes por milhão e emitimos duas partes por ano", sustentou Costa Alves, considerando natural que os portugueses achem que o País está a desenvolver um clima tropical. "É força de expressão. Temos Invernos quentes para a época, mas não são comparáveis com os do clima tropical".

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SOL E BOM TEMPO REGRESSAM ATÉ AO FINAL DA SEMANA

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Após a tempestade, vem sempre a bonança e é isso que vai acontecer em Portugal, de acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia (IM) para os próximos dias. Depois das fortes chuvadas dos últimos dias, consequência de uma massa de ar quente marítima, o sol e o bom tempo estão de regresso.

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Para hoje, o IM ainda prevê períodos de chuva fraca a Norte do Cabo Raso, na zona de Cascais, e uma ligeira subida das temperaturas máximas. Amanhã o céu deverá apresentar-se pouco nublado, mantendo-se os chuviscos a Norte do Cabo Carvoeiro (Peniche). Sol e um novo aumento das temperaturas máximas na quinta-feira abrem boas perspectivas para o fim-de-semana.

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PORMENORES

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ONDA DE CALOR

Uma onda de calor verifica-se num período de pelo menos seis dias consecutivos, nos quais se registam temperaturas máximas cinco graus acima do valor médio diário no período de referência.

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CLIMA TROPICAL

É característico das regiões entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, com temperaturas mínimas mais altas e máximas mais baixas do que em Portugal.

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MAIOR ONDA EM 2003

A onda de calor de maior duração em Portugal ocorreu em Julho/Agosto de 2003, que variou entre 16 e 17 dias nas regiões do Interior do País.

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in Correio da Manhã - 01 Julho 2009 - 18h17

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Portugal tem hoje índice muito elevado de raios UV


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Depois da chuva e do vento forte dos últimos dois dias, Portugal está sujeito esta terça-feira a um índice de raios ultravioleta (UV) muito alto, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).
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As únicas excepções são Viana do Castelo e Santa Cruz (Madeira), mas isso não significa que se ignorem os cuidados básicos de protecção.

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Entre as 11:00 e as 17:00 horas, o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

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Para hoje, o IM prevê céu pouco nublado, apresentando períodos com muita nebulosidade a norte do sistema montanhoso Sintra-Estrela, onde podem ocorrer aguaceiros fracos, em especial nas regiões do Norte. Aguarda-se ainda uma pequena subida da temperatura máxima, em especial nas regiões do interior.

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O índice ultravioleta varia entre o «Baixo» e o «Extremo», passando pelo nível «Moderado», «Alto» e «Muito Alto».

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Diário Digital / Lusa -Terça-feira, 30 de Junho de 2009 | 23:15


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segunda-feira, 15 de junho de 2009

O mercado de carbono e a mercantilização das florestas não vão reduzir as emissões de carbono



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Oscar Reyes
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Quando Sir Crispin Tickell teve a audácia de sugerir que “a comunidade de empresários deve re-analisar os fundamentos da economia” na recente Cimeira Mundial de Negócios sobre Alterações Climáticas, em Copenhaga, o seu tom de discórdia foi afundado por um coro de mais de 800 delegados louvando os mercados desregulados como um modo de combater as alterações climáticas.

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O compromisso para continuar com o sistema actual tomou uma forma quase surreal por vezes. Indra Nooyi, o chefe executivo da PepsiCo, orgulhosamente declarou: “O facto de eu ter voado para aqui durante uma hora e meia para participar num painel e depois voar de volta para os EUA é um exemplo do nosso compromisso com a sustentabilidade ambiental.”

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Ainda mais preocupante, os planos para a tecnologia baixa em carbono dão um grande destaque à expansão da energia do carvão. A retórica promocional é a da Captura e Armazenamento de Carbono (CAC), mas os próprios agentes do sector energético são directos em relação às suas falhas. “Uma das centrais que estamos a construir está pronta para a CAC mas para ser franco ninguém sabe exactamente o que isso é neste momento”, afirmou Steve Lennon, director de gestão da Eskom, da África do Sul.

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O problema subjacente é que as empresas ajustam o problema das alterações climáticas à economia neoliberal, que avalia o valor pelo custo financeiro, não pela sustentabilidade ambiental ou pela justiça social. Isto manifesta-se numa promessa para expandir massivamente os mercados de carbono. A ideia é que os governos devem dar um número limitado de licenças para poluir; a escassez dessas licenças deve encorajar o aumento do seu preço e o custo adicional resultante para a indústria e para os produtores de energia deve encorajá-los a poluir menos.

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Jos Delbeke, delegado director-geral para o ambiente na Comissão Europeia, estava em Copenhaga clamando que é assim que o Sistema Europeu de Comércio de Emissões está a funcionar. No entanto, os dados do seu próprio departamento para 2008 mostram mais créditos de carbono internacionais a circular que o nível anunciado de reduções, enquanto a pressão do lobbying resultou num sistema duplo do qual todas as empresas beneficiam.

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De um lado, a indústria pesada, como o sector metalúrgico, teve mais licenças que o necessário para reduzir as suas emissões, portanto vende-as. Delbeke partilhou um painel sobre mercados de carbono com um representante da ArcelorMittal, que sozinha ganhou um subsídio estimado de 1 bilião de euros entre 2005 e 2008 por este meio.

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Do outro lado, as empresas produtoras de energia pagam menos pelas licenças de emissão que o custo que passam para os consumidores, gerando lucros extraordinários que podem atingir 70 biliões de euros até 2012. A circulação destas licenças de emissão nada faz para incentivar o novo investimento em renováveis.

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Outras medidas para evitar as obrigações das empresas deslocam o problema do combate às alterações climáticas para os países em desenvolvimento. O acordo final da Conferência fala de um papel crucial para a protecção das florestas nos países em desenvolvimento e menciona que essas medidas devem representar metade da acção necessária para limitar as alterações climáticas até 2020.

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Estes dados são retirados directamente do Project Catalyst, uma iniciativa que junta “negociadores climáticos, oficiais de governos e executivos de negócios”, cuja apresentação (confidencial) mais directamente enfatiza a “dimensão do prémio para as empresas”. Também fala de oportunidades para as “companhias nos sectores de gestão das florestas, polpa e papel ou construção” aceder a uma “cadeia de valor de 20 a 30 biliões de euros” em países em desenvolvimento.

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Pressupostos similares encontram-se nos textos negociais sobre a Redução de Emissões da Desflorestação e Degradação de florestas (REDD), que serão discutidos na próxima cimeira de Bona. No entanto, a ideia de que a desflorestação pode ser travada pondo simplesmente um preço nas florestas é falaciosa, com as comunidades das florestas e os povos indígenas avisando que isso encorajará mais usurpações de terras pelas grandes empresas. Eles apontam para as provas de que os verdadeiros motores da desflorestação são os desenvolvimentos na construção, na mineração, na extracção de madeira e nas plantações, cujos proprietários serão recompensados pelos fundos REDD.

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Estas são as vozes que o mundo deveria ouvir quando procura combater as alterações climáticas. Mesmo os chamados “progressistas” do mundo dos negócios parecem por as margens de lucro acima das necessidades ambientais. Sem um fundamental re-examinamento, para parafrasear um conferencista, eles continuarão a estar nas traseiras de um cavalo que galopa na direcção errada.

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Oscar Reyes é um investigador na Carbon Trade Watch, um projecto do Transnational Institute, e o editor de ambiente da revista Red Pepper.

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Publicado originalmente no Guardian, a 28/05/09.

Tradução: Ricardo Coelho

in Esquerda.net

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domingo, 31 de maio de 2009

Aquecimento global já afecta 325 milhões de pessoas por ano


Clima: Koffi Annan diz que este é «o maior desafio humanitário do nosso tempo»
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Clicar na imagem para ler
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in Público 2009.05.30
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