Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Arte no Hospital de S. Francisco Xavier



Querubim Lapa - Painel  de Azulejo



Pedro Proença

Sensibilizar a sociedade para a importância da Arte na humanização dos hospitais é objetivo do projeto “Hospital das Artes” desenvolvido pelo Hospital de S. Francisco Xavier com o apoio da Fundação EDP. Um projeto que teve início em 2005 com a exposição “Arte na Urgência” que contou com 87 obras doada por alguns dos mais revelantes artistas contemporâneos portugueses. O embrião de uma Coleção de Arte que o Hospital de S. Francisco Xavier tem vindo a partilhar com todos os que frequentam aquela unidades de saúde – doentes, funcionários e visitantes - e que e que conta hoje já com 124 obras de mais de 30 artistas. O projeto “Hospital das Artes” foi apresentado publicamente em julho de 2014.

“A companhia de um quadro ao longo da eternidade das horas e dias que um doente pode permanecer no hospital é uma forma de comunicação permanente com quem o fez, uma janela para um mergulho profundo nas memórias de cada um, para uma partida em busca de novos sonhos e esperanças ou simplesmente um sorriso provocado por uma íntima e fugaz alegria”, afirma Luís Campos, médico, artista e o principal dinamizador deste projeto que leva a Arte para as paredes do Hospital.

Obras de artistas como Julião Sarmento, Pedro Calapez, Jorge Martins, Pedro Cabrita Reis, Rui Sanches, Fernanda Fragateiro, Rene Bertholo, Daniel Blaufuks ou Manuel Baptista, entre tantos outros, dão hoje cor e vida aos diferentes serviços do Hospital de S. Francisco Xavier. (in http://www.fundacaoedp.pt/noticias/fundacao-edp-equipa-areas-oncologicas-de-quatro-hospitais-publicos/257)




João Paulo Feliciano - Lisboa Museu 2003


João Vieira - 25 de Abril 2004


Julião Sarmento - Books 1 2003


René Berthold 1973


Pedro Calapez - Quatro Estações 2006


Susana Themlitez - Absentess 2006


Da esquerda para a direita e de cima para baixo

1 - Lima de Freitas - Painel  de Azulejo
2 - Teresa Cortez - Painel  de Azulejo
3. Lima de Freita - Painel  de Azulejo
4 - Teresa Cortez - Painel  de Azulejo


Querubim Lapa - Painel  de Azulejo 1977


Francisco Relógio - Painel  de Azulejo 1973


Francisco Relógio - Painel  de Azulejo 1973


Pedro Proença - Sem título


Luís Campos - da sérir Memória da Aágua 2001


Daniel Blaufuks - Flowers for Walt e Outras Histórias 1998


Fernando Fragateiro - Jardim das Ondas - 1998


Fernando Peres Rodrigues - Sem título - Ilha de Reunião 2001


Manuel Valente Alves - sem título


Manuel Botelho - sem título


Pedro Cabrita Reis - Documents Project 1992


Cristina Ataíde - Transmutações # 7, 2000


Xana - Sem título 2000


Digitalizações a partir duma brochura do Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

'O Egito sob o Olhar de Napoleão'



Agência de Notícias Brasil Árabe 


09/11/2010 - 17:08

Sob os olhos do imperador

A exposição 'O Egito sob o Olhar de Napoleão' mostra ao público brasileiro um retrato do país árabe a partir da visão dos 167 estudiosos que acompanharam o general francês em incursão militar de 1798.
Aurea Santosaurea.santos@anba.com.br
São Paulo – O Egito na visão de Napoleão Bonaparte e de 167 estudiosos franceses da mesma época pode ser visto em São Paulo até o dia 19 de dezembro, na sede do Itaú Cultural. A exposição “O Egito sob o Olhar de Napoleão” exibe 14 gravuras que fazem parte dos 22 volumes do livro “Descrição do Egito”, resultado de uma incursão militar no país árabe em 1798.

Divulgação Divulgação
Esfinge é um dos destaques da mostra
Além das gravuras originais do livro, que pertencem ao acervo do próprio Banco Itaú, estão expostas as matrizes em bronze destas figuras, cedidas pelo Museu do Louvre, e oito peças egípcias, três do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e cinco de coleção particular.

“Uma coisa que chama a atenção é a multiplicidade de possibilidades que a ‘Descrição do Egito’ oferece. Ele mostra o Egito Antigo, mas também o Egito moderno”, diz o arqueólogo Vagner Porto, curador da exposição, sobre a variedade de assuntos tratados nos volumes da obra.

Entre as gravuras expostas, Porto destaca duas em especial: a esfinge, “que representa o símbolo do Egito Antigo”; e o livro dos mortos. Esta traz a representação do julgamento pelo qual os egípcios acreditavam que os espíritos eram submetidos após a morte.

“No Egito Antigo, os mortos tinham que passar pelo tribunal do deus Osíris”, explica o curador. Ele conta que, durante o julgamento, o coração do morto era colocado em um dos lados de uma balança, enquanto no outro era colocada uma pluma. Para ser salvo, o coração precisava ser livre de maldades e pecados, não podendo pesar mais do que a pluma.

Aurea Santos/ANBA Aurea Santos/ANBA
Cobra egípcia é parte da seção de história natural
A mostra é dividida em cinco seções: Cartografia, Religião, Egito Moderno, História Natural e Arquitetura. Esta última, segundo Porto, é o destaque da exposição. “É muito importante a questão da arquitetura em todos os volumes da ‘Descrição’”, destaca o curador.

Para que os visitantes possam conhecer mais da obra, além das páginas expostas dos livros, estão à disposição 13 telas interativas nas quais o público pode ver outras gravuras presentes em “Descrição do Egito”, como se estivesse folheando um livro verdadeiro.

A viagem e a publicação do livro

Com o objetivo de deter a dominação britânica no Egito, o então general Napoleão Bonaparte viajou ao país árabe com uma força de 34 mil homens, acompanhados de 167 estudiosos, entre artistas, gravadores, escultores, impressores, arquitetos, astrônomos, geógrafos, químicos e outros especialistas, encabeçados pelo artista e barão Dominique Vivant Denon.

Aurea Santos/ANBA Aurea Santos/ANBA
Visitantes interagem com telas da exposição
Denon seguiu para o Alto Egito e fez uma série de esboços rápidos de suas ruínas. O general reconheceu a importância do registro e pediu aos cientistas que medissem e desenhassem os monumentos. Napoleão formou, assim, a bases de “Descrição do Egito”, que acabaria dirigindo a atenção do mundo para o Egito Antigo, embasando os estudos modernos de sua história.

A coleção totaliza 22 volumes, dos quais 21 estão exibidos na mostra, e mais de 900 gravuras em metal e está dividida em três partes: Antiguidade, Estado Moderno e História Natural.

Foi a publicação, no entanto, do livro “Viagem pelo Baixo e Alto Egito”, de Denon, que levou Napoleão a publicar “Descrição do Egito”, em 1809. Uma das gravuras do barão francês pode ser vista na exibição. “Denon publicou seu livro por conta própria e, graças ao sucesso, motivou a publicação do ‘Descrição do Egito’”, relata Porto.

Serviço

O Egito sob o Olhar de Napoleão
Local: Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, São Paulo
Data e horários: até 19 de dezembro, de terça a sexta, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.
Entrada gratuita

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Arquitetura da Destruição (Undergånges arkitektur) - 1989



Arquitetura da Destruição Poster


Enviado por  em 20/10/2011
Architecture of Doom Nazism.
All rights reserverd to there respective owners.

An absorbing and chilling documentary about the National Socialist aesthetic, and how attempts to create the Aryan Ideal caused the extermination of millions. Aspects covered include: Hitler's epiphany while viewing Wagner's opera 'Rienzi', the rise of the homo-erotic Grecian/Nordic ideal, the parallels drawn between the 'degenerate' art of the cubists and dadaists and the mentally ill/physically deformed, the Nazi obsession with purity and cleanliness, and, finally, the descent of the Jewish people to the level of a virus/vermin. Written by Dawn M. Barclift

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um pequeno museu de Arte Antiga no meio de um centro comercial

O Museu de Arte Antiga terá duas exposições no Colombo até final do Verão
O Museu de Arte Antiga terá duas exposições no Colombo até final do Verão  (Miguel Manso)

Exposição no Centro Comercial Colombo

30.03.2012 - 19:04 Por Lucinda Canelas


 Dezenas de obras de arte medievais estão reunidas num módulo de madeira na arena central do Centro Comercial Colombo, em Lisboa. É a primeira vez que o Museu de Arte Antiga faz algo do género. Para seduzir.

Um pequeno museu dentro de um gigante comercial. Uma caixa de madeira de paredes vermelhas com um anjo músico por guardião e 31 obras de arte medievais no interior, como se de uma montra inusitada se tratasse, entre centenas de lojas e um hipermercado. Construir Portugal. Arte da Idade Média, a exposição que foi ontem inaugurada no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, leva o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) a um público que nem sempre se desloca à Rua das Janelas Verdes para ver a mais importante das colecções públicas portuguesas.

Profetas do século XV do Mosteiro da Batalha, pedaços de tecido com caracteres árabes, uma Adoração dos Magos em alabastro, pintura flamenga de evocação religiosa, uma cruz processional feita em Granada com mais de 600 anos e um arcanjo de pedra pintada contam a história da formação do reino, num período de encontro - e confronto - de culturas na Península Ibérica, de grande transformação política, religiosa, social.

A exposição, a primeira de duas que o MNAA fará no centro comercial, integra o projecto A Arte Chegou ao Colombo, lançado no ano passado com Quatro Elementos, Quatro Artistas (Museu Colecção Berardo). Para o director do Colombo, Paulo Gomes, é uma forma de apresentar arte em espaços não tradicionais, para o director de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, uma maneira de "abrir uma janela" sobre o museu e de atrair visitantes.

"Estamos numa praça urbana por onde passam milhares de pessoas. Socialmente este é um espaço importante. Estar aqui aumenta a visibilidade do museu e a sua capacidade de sedução", disse Pimentel, lembrando que "é a primeira vez que o museu faz algo assim" e que, aos fins-de-semana, passam pelo Colombo mais de 70 mil pessoas (o MNAA teve no ano passado 129 mil visitantes).

Com esta exposição e com a que se segue, dedicada à Expansão - Desenhando o Mundo. Arte da Época dos Descobrimentos, de 5 de Julho a 30 de Setembro -, o director quer aumentar o reconhecimento nacional da colecção do museu. Por isso, explica, Pimentel e a sua equipa escolheram dois temas que falam ao imaginário de um público alargado. "A Idade Média, com as suas histórias de cavaleiros e reconquistas, e os Descobrimentos são eixos fortemente identitários.

Foi difícil seleccionar

Seleccionar as peças que hoje se podem ver no módulo desenhado por Manuela Fernandes, em vitrinas climatizadas que mantêm, garante José Alberto Seabra de Carvalho, director adjunto do museu, "todas as condições de dignidade e segurança de qualquer obra no MNAA", não foi tarefa fácil. As peças saíram todas das reservas do museu que tem um acervo com mais de 40 mil objectos, muitos deles tesouros nacionais. "A exposição permanente do MNAA não foi alterada", explica Pimentel, "mas o que temos aqui é um pequeno pólo - não quisemos trazer peças, quisemos trazer o museu."

Construir Portugal foi montada de madrugada para não perturbar as rotinas do centro, nem pôr em risco a segurança das peças. O programa expositivo começa com a cristianização do território e vai até ao final da Idade Média, com duas esculturas retiradas no séc. XIX do portal do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) a fazerem a ponte para a exposição dos Descobrimentos. "São duas peças de grande qualidade artística e que pertencem ao monumento simbólico da dinastia de Avis, intimamente ligada à Expansão. São elas que abrem a porta para o mundo que vamos mostrar a partir de Julho."

Nesta exposição merecem ainda destaque uma pintura da Virgem com o Menino - "exemplo de como este período medieval é também o da criação de uma arte transportável, sinónimo de disseminação cultural, de afirmação de uma certa elite e de um certo tipo de devoção, mais intimista" - e um quadro de S. Tomás de Aquino (oficina portuguesa, c.1530), em que aparecem representados os livros que, para evitar "riscos injustificáveis", não estão na exposição.

Para já, o Colombo não quer revelar os custos de montagem das duas exposições do MNAA. O seu director prefere chamar-lhe investimento e limita-se a dizer que envolveu nesta operação 15% do seu orçamento de marketing. O MNAA não recebe qualquer contrapartida financeira.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Golfinhos voltaram ao Tejo, agora desenhados nos pilares da ponte 25 de Abril


 


Marisa Soares
A Estradas de Portugal está a decorar as sapatas dos pilares da ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada, com imagens de golfinhos, orcas, cachalotes e aves marinhas.

Esta iniciativa, intitulada "Ponte Viva", tem como parceiro o Projecto Delfim, uma associação científica que estuda animais marinhos e se dedica, por exemplo, a acompanhar a população de golfinhos residentes no estuário do Sado.

O objectivo é "mostrar que é possível fazer o casamento entre as infra-estruturas rodoviárias, que normalmente têm um grande impacto no ambiente, e os projectos de sensibilização ambiental", disse a responsável pelo gabinete de Ambiente da EP, Ana Cristina Martins, que acompanhou os jornalistas nesta quarta-feira numa visita aos pilares da ponte.

As pinturas estão integradas nos trabalhos técnicos de conservação das sapatas da ponte, uma intervenção que se tornou necessária depois de a inspecção subaquática aos pilares, que decorreu entre Fevereiro e Abril do ano passado, ter detectado "alguma corrosão" naquelas estruturas.

"As obras de conservação das sapatas já foram feitas, esta é a última fase desse trabalho", afirmou a responsável da EP pela ponte 25 de Abril, Fernanda Santos, acrescentando que o orçamento necessário para este projecto se inclui no valor total destinado aos trabalhos de inspecção, 76.300 euros. A pintura das sapatas estava já prevista, só mudam as cores das tintas, que variam entre o cinzento claro e escuro, o preto e o branco. 

As pinturas, que estão a ser feitas por 15 trabalhadores, decorrem em função das marés. Quando há maré cheia, a água sobe dois metros e obriga a interromper os trabalhos. Quando a maré está baixa, tem de ser limpa a superfície de cimento, é aplicada uma primeira demão de tinta, e meia hora depois os pintores avançam para a segunda demão. 

Para já ainda só está concluída a pintura do pilar três, que fica junto à margem Sul do Tejo. No pilar quatro, que fica a meio da ponte, os trabalhadores ainda não concluíram as imagens dos golfinhos e das orcas. Em terra, nos pilares junto às Docas de Alcântara, em Lisboa, vão ficar também golfinhos, que acompanham os flamingos, os maçaricos e os alfaiates.

As pinturas deverão estar concluídas no final de Março. Até ao final do ano, a EP conta terminar todos os trabalhos que dizem respeito à inspecção da ponte, que voltará a acontecer daqui por cinco anos.

Notícia corrigida às 19h32: clarifica o título 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A obra mais cara do mundo está no Qatar e vale 190 milhões de euros




Cláudia Carvalho
O mundo da arte tem um novo recorde mundial. Mais de 250 milhões de dólares (190 milhões de euros) foi quanto a família real do Qatar pagou pelo quadro “Os jogadores de cartas” de Paul Cézanne.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A “A Arte da Terra”


A ARTE DA TERRA
O chão de pedra roliça logo á entrada, deixa antever a história de séculos do edificio. Um sobreiro dá as boas vindas a um espaço rodeado de manjedouras, num edificio magnificamente coberto por abóbadas com origem no sec XVI...

Eram as antigas cavalariças da Sé transformadas - desde há 4 anos – numa montra da cultura portuguesa para o mundo.
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A “A Arte da Terra” conjuga neste espaço, tradição e modernidade, e apresenta trabalhos de mais de duas centenas de artistas portugueses: artesãos, escultores, joalheiros, designers... ao som da musica e das palavras que marcam o universo musical português.

Diferentes gerações e diferentes correntes artisticas, de norte a sul de Portugal, reunem-se neste espaço unico, com trabalhos que vão do figurativo ao decorativo, da azulejaria, ao vestuário de linho ou burel, os mais significativos bordados nacionais e todo um leque de peças diversas em materiais tão diferentes, como madeira, barro, ferro, cortiça ou tecidos.

Na sua actividade regular, a “A Arte da Terra” inclui 4 a 5 exposições temáticas por ano, sendo três delas incontornáveis na sua actividade anual: Lenços dos Namorados (em fevereiro) Santo António (em junho) e Presépios (em dezembro), reunindo estas duas ultimas cerca de uma centena de artistas portugueses.

Morada: Rua Augusto Rosa, nº 40 (ao lado da Sé de Lisboa)
Horário: 3ª a Sabado das 11h ás 20h Domingos das 11h ás 18h
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PASSADO DE PEDRA É UMA CASA DE CAMPO, UM TURISMO NO ESPAÇO RURAL. PRETENDEMOS DIVULGAR A CASA, A REGIÃO, A GASTRONOMIA E O ARTESANATO PORTUGUÊS!

ÁBADO, 1 DE MAIO DE 2010

Arte da Terra



Talvez a primeira peça de artesanato que comprei a pensar no Passado de Pedra!
De há alguns anos para cá, todos os anos cumpro uma romaria familiar à Feira de Artesanato, na FIL e foi ali que comprei a primeira ovelha desta colecção.
Anos depois, após as primeiras cinco ovelhas, deixei de encontrar a “mãe” destas ovelhas na FIL e só algum tempo depois e graças à internet encontrei o singular atelier onde trabalha Maria Carvalho, a artesã responsável pelo meu rebanho.
A minha última ovelha, a 6, foi comprada no atelier, em Paradela do Rio, onde os dois artesãos fundadores do atelier Arte da Terra vivem e trabalham criando peças artesanais únicas e com uma criatividade imensa.
A pequena aldeia situa-se no concelho de Montalegre e a sua visita transporta-nos ao passado!

As peças de Maria Carvalho transmitem emoções e fazem com que não seja possível resistir-lhes. Observem a expressão das ovelhas do meu rebanho e julgo que logo irão perceber porque não consigo deixar de aumentar a minha colecção.

A artesã utiliza materiais diversos e invulgares, nomeadamente barro, pasta de barro reciclado, ferro velho, pedra, tojo, terra e bosta de vaca (imaginem!!), para executar as suas peças.

Aqui fica a morada e contactos:
Rua do Fundo da Rua, 6
5470-362 Paradela
Montalegre
Coordenadas:41º45'48.08''N 7º56'45.77''W
tel.: 276 565 100
tlm.: 968 429 033
artedaterra@mail.telepac.pt

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Obra de Leonardo Da Vinci pode estar atrás de uma parede

 Expresso

Vários historiadores assinaram uma petição para proteger uma obra de Giorgio Vasari, atrás da qual se acredita que pode estar uma pintura de Leonardo Da Vinci.
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20:44 Quarta feira, 7 de dezembro de 2011

"A Batalha de Anghiari", de Leonardo Da Vinci, começou a ser pintada em 1504
"A Batalha de Anghiari", de Leonardo Da Vinci, começou a ser pintada em 1504 


"A Batalha de Anghiari", obra inacabada que Leonardo Da Vinci começou a pintar no início do século XVI, pode estar escondida atrás de um fresco de Giorgio Vasari no Palazzo Vecchio, em Florença.
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A hipótese é defendida por uma equipa de historiadores da Universidade da Califórnia, liderada por Maurizio Seracini, que desde a semana passada está a perfurar a parede onde se encontra representada a "A Batalha de Marciano", uma obra que Giorgio Vasari pintou em 1563 aquando da remodelação do palácio.

A danificação da obra suscitou o descontentamento de um grupo de 150 historiadores, que assinaram uma petição com o objetivo de pôr fim às perfurações da parede atrás da qual se acredita que exista uma segunda parede com a obra inacabada de Leonardo Da Vinci.

A obra de Giorgio Vasari está a ser perfurada em locais já danificados, que posteriormente serão sujeitos a restauração, de forma a introduzir câmaras que permitam analisar o espaço entre as duas paredes e os segredos que este pode conter. 
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"Aquele que procura, encontra"

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Segundo Maurizio Seracini, Giorgio Vasari terá salvaguardado a parede onde pode estar o fresco de Leonardo Da Vinci, teoria que foi reforçada depois de ser descoberto na obra "A Batalha de Marciano" um soldado com uma bandeira onde pode ler-se a mensagem "Aquele que procura, encontra".


Apesar destes argumentos e da descoberta recente de um pigmento orgânico, cujos resultados da análise só estarão disponíveis daqui a dois meses, vários historiadores assinaram a petição a exigir o fim das perfurações até existirem mais evidências. De acordo com o documento, a investigação histórica sugere que Leonardo Da Vinci terá pintado "A Batalha de Anghiari" na parede oposta à de Vasari.

A petição foi dinamizada pelo historiador Tomaso Montanari e por Cecilia Frosinone, uma especialista em arte que fazia parte da equipa de Maurizio Seracini e abandonou recentemente a investigação, afirmando não poder continuar por "razões éticas". 

Milhares de fotografias das exposições de arte aprovadas por Hitler estão online





Pela primeira vez
07.12.2011 - 15:42 Por Cláudia Carvalho
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Uma das muitas imagens disponíveis online
Uma das muitas imagens disponíveis online (DR)
 São mais de 100 mil as fotografias que documentam a “Grande Exposição de Arte Alemã” (“Große Deutsche Kunstausstellung”), patrocinada pelo regime nazi e que aconteceu anualmente entre 1937 e 1944, e que estão agora disponíveis online através da iniciativa do Instituto Central de Munique para a História de Arte.

O catálogo online, agora disponível gratuitamente pela primeira vez, está categorizado por artista, género e tema, sendo também possível aceder aos dados dos proprietários das obras de arte, dando uma nova visão e perspectiva sobre o tipo de arte e trabalhos aprovados por Adolf Hitler e que definiam o gosto dos cidadãos da época e seguidores do regime nazi.


De forma a mostrar o seu ideal de arte alemã, Hitler construiu, em parceria com o arquitecto Paul Ludwig Troost, a Haus der Deutschen Kunst (hoje Haus der Kunst), A Casa da Arte Alemã, onde todos os anos acontecia a “Grande Exposição” de centenas de obras de arte aprovadas pelo ditador, depois de uma grande selecção.



“Todos os anos Hitler nomeou Heinrich Hoffmann como o examinador preliminar. Os trabalhos que ele considerasse que valiam a pena ser vistos pelo Fuehrer eram levados para as salas de exposições para depois Hitler julgar a sua importância. (...) As coisas que ele gostava eram exibidas, as que ele rejeitava eram consideradas medíocres, assim como o artista”, escreveu Otto Dietrich na biografia de Hitler sobre a exposição anual. 



Apesar de apenas as obras de arte aprovadas por Hitler terem sido expostas, a historiadora Christian Fuhrmeister, que está ligada a este projecto, explicou ao The Art Newspaper que este catalogo completo de todas as exposições que aconteceram mostra que a exposição não era apenas propagandista mas que Hitler tinha também sensibilidade para a arte.



Segundo Fuhrmeister, dos 1200 a 1800 objectos exibidos todos os anos, apenas em cerca de 50 a 60 obras é notória a propaganda e a ideologia nazi, no resto encontram-se várias paisagens, natureza-morta e diversas pinturas. 


As fotografias estiveram durante décadas arrumadas em álbuns no Instituto Central. No entanto em 2004, um grupo de investigadores juntou-se à Haus der Kunst, espaço onde aconteciam as exposições, e ao museu Deutsches Historisches, em Berlim, que detém mais de 700 obras de arte compradas por Hitler, e começaram a catalogar e a digitalizar a colecção.

Os documentos agora revelados ao público, mostram que Hitler foi ao longo dos anos o maior comprador na “Grande Exposição de Arte Alemã”, tendo gasto mais de 7 milhões de reichsmark (a moeda oficial na Alemanha de 1924 até 1948) em 1312 trabalhos.