Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Hergé Genootschap viert 100ste ‘Kuifje’




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An initiative coming from Holland (Dutch fans); The association of Hergé fans just published a book .about the different translations of the Tintin albums with potentially the magic number of 100 different languages in 2011. For information, there is a project to have the Tintin adventures translated into Yiddish (originated in the Ashkenazi culture). Hergé Genootschap viert 100ste ‘Kuifje’-vertaling met boek 
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/ Kuifje in 100 talen een reporter op reis.
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Por:Tintin

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terça-feira, 16 de março de 2010

'Tintim no País dos Sovietes' rende 28 mil euros em leilão

 
 
Banda Desenhada

'Tintim no País dos Sovietes' rende 28 mil euros em leilão

por AFP07 Março 2010
O 
Museu Hergé, em Louvain-la-Neuve, nos arredores de Bruxelas, abriu a 
público em 2009
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Fotografia © Jacques Brinon - AP
O Museu Hergé, em Louvain-la-Neuve, nos arredores de Bruxelas, abriu a público em 2009
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Uma edição de 1930 de  "Tintim no País dos Sovietes" foi vendida hoje por 28.800 euros. O exemplar a preto e branco da obra de Hergé foi leiloado em Bruxelas pelo leiloeiro Arnaud de Partz.
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O valor estimado para o exemplar de "Tintim no País dos Sovietes" vendido hoje era de 12 a 15 mil euros, mas a obra a preto e branco de Hergé, datada de 1930, acabou por ser arrematada por 28.800 euros a um comprador cuja identidade não foi divulgada.
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A edição original de um outro livro, "O Ceptro de Ottokar", também a preto e branco e datada de 1939, foi comprada por 15.600 euros.
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O leilão, organizado pela casa Banque Dessinée, especializada em banda desenhada, levou a público um catálogo com cerca de 700 lotes. Além de Hergé, foram vendidas obras de Morris, Jacobs, Uderzo, Dany e Franquin.
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Uma edição original de "Arizona", com a personagem Lucky Luke, de 1951, foi comprada por 13.300, quando se estimava que valesse entre 1.100 e 1.300 euros. Ao todo, o leilão rendeu cerca de 280 mil euros.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Histórias em quadrinhos ainda vivem de referências europeias



Desde a origem das histórias em quadrinhos, na Alemanha e na Suíça, a Europa é referência no gênero. "Juca e Chico", "As Aventuras de Tintim" e "Asterix" são algumas das histórias criadas nesse continente.

Cultura | 21.03.2009 
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No mundo das histórias em quadrinhos, a Europa pode até parecer ter perdido sua importância ao lado dos Estados Unidos e do Japão, considerados os gigantes do gênero. Porém, a história das bandas desenhadas – como também são chamadas – teve início no Velho Mundo e muitos dos personagens mais famosos foram criados no continente.

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Um dos primeiros registros de histórias em quadrinho se deu na Suíça, em 1837, com o Histoire de Monsieur Vieux-Bois (Histórias do Sr. Pau Velho), de Rudolphe Töpffer, um dos precursores do gênero. Na Alemanha, o pintor, desenhista e poeta Wilhelm Busch também foi um dos pioneiros com os personagens Juca e Chico.

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Os quadrinhos na Alemanha
Juca e Chico: pioneiros dos quadrinhos

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Juca e Chico: pioneiros dos quadrinhos

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Conhecido na Alemanha como o “avô das histórias em quadrinho”, Busch se destacava por sua irreverência, seu humor negro e pelos seus personagens, os anti-heróis Juca e Chico. Nas histórias, traduzidas para o português por Olavo Bilac, os dois meninos sempre aprontam alguma travessura para depois serem tragicamente punidos pelos adultos.

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Mas embora a Alemanha tenha sido um dos lugares de origem da história em quadrinhos, a tradição dos comics não se perpetuou. “A aceitação cultural dos quadrinhos na Alemanha foi menor que na Espanha ou na França”, afirmou o professor Dietrich Grünewald, especialista no assunto.

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Segundo ele, o motivo não está na má qualidade das tiras, mas no reduzido interesse popular pelas bandas desenhadas. Ainda assim, ele ressalta que o interesse científico, educacional e histórico dos desenhos alemães prevalece, razão pela qual eles não caíram em esquecimento.

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Bélgica: tradição em bandas desenhadas
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A tradição gráfica em francês tem grande parte de sua origem na Bélgica. As tiras começaram as ser publicadas em jornais no início do século 20. Em 1929, o belga Georges Prosper Remi publicou pela primeira vez As Aventuras de Tintim, um dos clássicos das histórias em quadrinhos que mais tarde tornou-se desenho animado.
Tintim: um dos maiores sucessos dos quadrinhos belgas

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Tintim: um dos maiores sucessos dos quadrinhos belgas

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Os famosos Smurfs também têm origem belga. Criados em 1958 pelo desenhista Pierre Culliford, o Peyo, as pequenas criaturas azuis viviam em casas-cogumelo no meio de uma floresta e eram liderados pelo Papai Smurf, o mais sábio da aldeia.

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A fama dos Smurfs no país é tão grande que, em 2008, o governo belga lançou 25 mil exemplares de uma moeda de 5 euros com a figura de um Smurf. Fabricadas para comemorar o 50º aniversário dos bichinhos azuis, elas custavam 25 euros.

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Além do Tintim e dos Smurfs, a Bélgica ainda é o país de origem de dois quadrinhos mundialmente conhecidos: o Gaston Lagaffe e o Spirou e Fantasio. As duas histórias fizeram parte da edição de quadrinhos Journal de Spirou, lançada por Jean Depuis na Bélgica, em 1938.

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No ano do lançamento, Depuis pediu a Robert Velter que desenhasse o personagem que dava nome à revista. Spirou era um jovem aventureiro que trabalhava em um hotel e sempre estava na companhia de um esquilo, o Spip.
O francês Asterix ainda atrai milhares de leitores

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: O francês Asterix ainda atrai milhares de leitores

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Em 1943, Velter passou o personagem para o desenhista Joseph Gillain, o Jijé, e no ano seguinte, Spirou ganhou o seu companheiro inseparável, Fantasio, um repórter fotógrafo que trabalhava no jornal Moustique.

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Com o tempo, a tira foi desenhada por vários cartunistas: Andre Franquin (1946-1968), Jean-Claude Fournier (1969-1979), Nic & Cauvin (1980-1983) e Phillipe Vandevelde e Jean-Richard Geurts (1981-1998). Desde 2004, Morvan e Munuera são os novos desenhistas de Spirou e Fantasio, ainda em publicação na Bélgica.
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Gaston Lagaffe, também de Andre Franquin, começou a ser publicado em 1957 na revista de Depuis. O personagem era um sujeito preguiçoso que fazia de tudo para não trabalhar e impedir o trabalho dos outros. Protetor da natureza e dos animais, Lagaffe vivia em um pequeno apartamento, cujo escritório servia de casa para um peixe vermelho, alguns ratos, um gato e uma gaivota.
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Os personagens franceses
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Na França, os desenhistas René Goschinny e Albert Uderzo se consagraram com as histórias de Asterix. Personagem principal dos quadrinhos, Asterix vive junto com seus amigos numa pequena aldeia na Armórica, no norte da antiga Gália, resistente ao domínio romano.
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As tiras de Asterix fazem várias alusões ao século 20. Os godos são militaristas que remetem aos alemães no século 19 e 20. Os ingleses são retratados como bretões, personagens educados que conduzem do lado esquerdo da estrada, tomam cerveja quente e água quente com leite. Ao conhecerem Asterix, os bretões finalmente adquirem o hábito do chá.
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A Hispânia é um lugar cheio de pessoas de sangue quente e turistas; os lusitanos são pequenos e educados, pois Uderzo dizia que todos portugueses que havia conhecido eram assim. Os próprios franceses também eram abordados com humor: os normandos comem tudo com creme e os corsos são preguiçosos e têm queijos ruins.
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Autoras: Lydia Aranda Barandiain / Júlia Neves
Revisão: Simone Lopes

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sábado, 21 de março de 2009

Histórias em quadrinhos ainda vivem de referências europeias

Cultura | 21.03.2009

Histórias em quadrinhos ainda vivem de referências europeias

Desde a origem das histórias em quadrinhos, na Alemanha e na Suíça, a Europa é referência no gênero. "Juca e Chico", "As Aventuras de Tintim" e "Asterix" são algumas das histórias criadas nesse continente.

No mundo das histórias em quadrinhos, a Europa pode até parecer ter perdido sua importância ao lado dos Estados Unidos e do Japão, considerados os gigantes do gênero. Porém, a história das bandas desenhadas – como também são chamadas – teve início no Velho Mundo e muitos dos personagens mais famosos foram criados no continente.



Um dos primeiros registros de histórias em quadrinho se deu na Suíça, em 1837, com o Histoire de Monsieur Vieux-Bois (Histórias do Sr. Pau Velho), de Rudolphe Töpffer, um dos precursores do gênero. Na Alemanha, o pintor, desenhista e poeta Wilhelm Busch também foi um dos pioneiros com os personagens Juca e Chico.



Os quadrinhos na Alemanha
Juca e Chico: pioneiros dos quadrinhos

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Juca e Chico: pioneiros dos quadrinhos



Conhecido na Alemanha como o “avô das histórias em quadrinho”, Busch se destacava por sua irreverência, seu humor negro e pelos seus personagens, os anti-heróis Juca e Chico. Nas histórias, traduzidas para o português por Olavo Bilac, os dois meninos sempre aprontam alguma travessura para depois serem tragicamente punidos pelos adultos.



Mas embora a Alemanha tenha sido um dos lugares de origem da história em quadrinhos, a tradição dos comics não se perpetuou. “A aceitação cultural dos quadrinhos na Alemanha foi menor que na Espanha ou na França”, afirmou o professor Dietrich Grünewald, especialista no assunto.



Segundo ele, o motivo não está na má qualidade das tiras, mas no reduzido interesse popular pelas bandas desenhadas. Ainda assim, ele ressalta que o interesse científico, educacional e histórico dos desenhos alemães prevalece, razão pela qual eles não caíram em esquecimento.



Bélgica: tradição em bandas desenhadas


A tradição gráfica em francês tem grande parte de sua origem na Bélgica. As tiras começaram as ser publicadas em jornais no início do século 20. Em 1929, o belga Georges Prosper Remi publicou pela primeira vez As Aventuras de Tintim, um dos clássicos das histórias em quadrinhos que mais tarde tornou-se desenho animado.
Tintim: um dos maiores sucessos dos quadrinhos belgas

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Tintim: um dos maiores sucessos dos quadrinhos belgas



Os famosos Smurfs também têm origem belga. Criados em 1958 pelo desenhista Pierre Culliford, o Peyo, as pequenas criaturas azuis viviam em casas-cogumelo no meio de uma floresta e eram liderados pelo Papai Smurf, o mais sábio da aldeia.



A fama dos Smurfs no país é tão grande que, em 2008, o governo belga lançou 25 mil exemplares de uma moeda de 5 euros com a figura de um Smurf. Fabricadas para comemorar o 50º aniversário dos bichinhos azuis, elas custavam 25 euros.

Além do Tintim e dos Smurfs, a Bélgica ainda é o país de origem de dois quadrinhos mundialmente conhecidos: o Gaston Lagaffe e o Spirou e Fantasio. As duas histórias fizeram parte da edição de quadrinhos Journal de Spirou, lançada por Jean Depuis na Bélgica, em 1938.



No ano do lançamento, Depuis pediu a Robert Velter que desenhasse o personagem que dava nome à revista. Spirou era um jovem aventureiro que trabalhava em um hotel e sempre estava na companhia de um esquilo, o Spip.
O francês Asterix ainda atrai milhares de leitores

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: O francês Asterix ainda atrai milhares de leitores



Em 1943, Velter passou o personagem para o desenhista Joseph Gillain, o Jijé, e no ano seguinte, Spirou ganhou o seu companheiro inseparável, Fantasio, um repórter fotógrafo que trabalhava no jornal Moustique.



Com o tempo, a tira foi desenhada por vários cartunistas: Andre Franquin (1946-1968), Jean-Claude Fournier (1969-1979), Nic & Cauvin (1980-1983) e Phillipe Vandevelde e Jean-Richard Geurts (1981-1998). Desde 2004, Morvan e Munuera são os novos desenhistas de Spirou e Fantasio, ainda em publicação na Bélgica.


Gaston Lagaffe, também de Andre Franquin, começou a ser publicado em 1957 na revista de Depuis. O personagem era um sujeito preguiçoso que fazia de tudo para não trabalhar e impedir o trabalho dos outros. Protetor da natureza e dos animais, Lagaffe vivia em um pequeno apartamento, cujo escritório servia de casa para um peixe vermelho, alguns ratos, um gato e uma gaivota.


Os personagens franceses


Na França, os desenhistas René Goschinny e Albert Uderzo se consagraram com as histórias de Asterix. Personagem principal dos quadrinhos, Asterix vive junto com seus amigos numa pequena aldeia na Armórica, no norte da antiga Gália, resistente ao domínio romano.


As tiras de Asterix fazem várias alusões ao século 20. Os godos são militaristas que remetem aos alemães no século 19 e 20. Os ingleses são retratados como bretões, personagens educados que conduzem do lado esquerdo da estrada, tomam cerveja quente e água quente com leite. Ao conhecerem Asterix, os bretões finalmente adquirem o hábito do chá.


A Hispânia é um lugar cheio de pessoas de sangue quente e turistas; os lusitanos são pequenos e educados, pois Uderzo dizia que todos portugueses que havia conhecido eram assim. Os próprios franceses também eram abordados com humor: os normandos comem tudo com creme e os corsos são preguiçosos e têm queijos ruins.


Autoras: Lydia Aranda Barandiain / Júlia Neves
Revisão: Simone de Mello
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in Deutsche Welle 2999.03.21
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