Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

FRESCOS DO TECTO DA CAPELA SISTINA


SEXTA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2009


FRESCOS DO TECTO DA CAPELA SISTINA






Mandada construir pelo Papa Sixto IV em 1457, a Capela Sistina transformou-se no atelier de Miguel Ângelo entre 1508 e 1512. Em apenas quatro anos, o mestre da Renascença criou uma das mais notáveis obras de arte de sempre, apesar de preferir a escultura à pintura e não dominar a técnica do fresco. Contrariado, Miguel Ângelo (1475-1564) acabou por cobrir mil metros quadrados da capela, pintando cerca de 300 figuras no tecto e paredes laterais. O programa temático, dedicado à vinda de Cristo e ao princípio e fim dos tempos, mistura a "beleza pagã com o misticismo cristão", defende o historiador de arte Gilles Néret. A Tentação, O Pecado Original, O Dilúvio, Adão e Eva no Paraíso, A Criação de Adão e O Juízo Final (terminado apenas em 1541) são algumas das cenas mais importantes. Entre as figuras isoladas como os profetas ou as sibilas, destaque para os ignudi, que Néret diz representarem "irmãos espirituais ou amantes do artista", que "parecem expostos às paixões terrenas como está o seu criador". O Papa Júlio II ordenou a Miguel Ângelo que pintasse a Capela Sistina porque admirava as suas qualidades artísticas e por ter sido, em parte, manipulado pelos inimigos do mestre. Júlio II e Miguel Ângelo estavam afastados desde que o Papa voltara atrás na sua intenção de entregar ao artista a construção do seu túmulo. Industriado pelos inimigos de Miguel Ângelo, liderados por Donato Bramante, o Papa encomenda-lhe a decoração da capela. Bramante esperava que o escultor recusasse a honra, voltando a zangar-se com o Papa, ou que aceitasse e, por não dominar a técnica do fresco, criasse uma obra menor. Mas Miguel Ângelo, que chegou a pensar em voltar a fugir de Roma e muitas vezes recomendou ao Papa que convidasse Rafael, outro dos mestres do Renascimento italiano, não fez nem uma coisa nem outra. Rejeitando os especialistas em fresco que o Papa mandara vir de Florença para o ajudarem, Miguel Ângelo dedicou-se a uma criação solitária, que haveria de consumir as suas energias durante quatro anos. Por diversas vezes pensou em desistir - uma delas quando O Dilúvio começou a criar bolor. O esforço do artista acabaria por resultar numa das mais surpreendentes, polémicas e aclamadas obras da história da arte. O Concílio de Trento (1545-1563) ordenou que se cobrissem parte das figuras com panejamentos. Nos séculos XVII e XVIII, os corpos voltaram a ser escondidos


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Descoberto auto-retrato de Michelangelo


d.r. Pormenor do fresco em que aparece Michelangelo
Pormenor do fresco em que aparece Michelangelo

Em fresco na Capela Paulina do Vaticano


O restauro da Capela Paulina, na Cidade do Vaticano, permitiu descobrir um auto-retrato de Michelangelo, que se incluiu no seu fresco 'A Crucificação de São Pedro'.

Enquanto pintava o mural, realizado entre 1542 e 1549, Michelangelo pintou-se, segundo Maurizio de Luca, que chefia o departamento de restauros do Vaticano, no canto superior do fresco, como um homem a cavalo com um turbante azul na cabeça.

Segundo de Luca, a semelhança entre essa figura e os retratos do artista italiano já conhecidos é evidente. Além disso, Michelangelo utilizava regularmente turbantes quando pintava

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in Correio da Manhã - 02 Julho 2009 - 15h31

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DR
Miguel Ângelo é retratado no fresco com um turbante azul como um dos cavaleiros romanos que acompanham a crucificação



















Arte
Vaticano: descoberto fresco com auto-retrato de Miguel Ângelo
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Um novo auto-retrato do génio renascentista Miguel Ângelo (Michelangelo Buonarotti) foi descoberto na recém-restaurada Capela Paulina, no Vaticano, noticiou hoje o jornal "La Repubblica".
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Segundo o chefe dos restauradores dos Museus Vaticanos, Maurizio De Luca, num dos dois frescos da capela, o da Crucificação de São Pedro, aparece um "autoritário" Miguel Ângelo com um turbante azul como um dos cavaleiros romanos que acompanham a crucificação, à esquerda da cena.
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Da mesma opinião é o director dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, que vê no homem do turbante azul Miguel Ângelo, "embora mais jovem, uma vez que naquela altura [da realização do fresco] tinha 70 anos".
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Ao parecer dos peritos dos Museus Vaticanos juntou-se o de outros estudiosos de arte do génio renascentista, entre os quais o seu biógrafo e restaurador Antonio Forcellino, que considera ter sido levada a cabo uma "restauração maravilhosa, que devolveu o esplendor original à Capela Paulina".
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Sobre o auto-retrato, Forcellino observou que o mesmo "faz parte da tradição de Miguel Ângelo" e que, "neste caso, aparece de modo evidente o ânimo atormentado do artista".
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Quanto ao turbante com que aparece coberto, lembrou que o pintor "costumava proteger-se do pó com um turbante branco quando trabalhava" e que o facto de se mostrar montado a cavalo é normal, uma vez que "gostava de cavalgar".
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Para a perita Cristina Acidini, do Pólo Museológico Romano, o rosto de Miguel Ângelo é muito parecido com o do seu famoso retrato pintado por Daniele da Volterra em 1541 e a "sua expressão é de sofrimento, triste, tensa, como se compreendesse a injustiça que estava a ser cometida" ao crucificar-se São Pedro de cabeça para baixo.
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Ao cabo de sete anos de trabalho, a monumental Capela Paulina recuperou o seu esplendor, concluída que está a restauração da decoração pictórica e plástica do recinto, que alberga os últimos dois frescos de Miguel Ângelo: a "Conversão de Saulo" e a "Crucificação de São Pedro".
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A construção da Capela Paulina, lugar de culto reservado ao Papa e à família pontifícia, foi encomendada pelo Papa Paulo III (1534-1549) a Antonio de Sangallo, que a começou em 1537.

Encarregado dos frescos sobre a "Conversão de Saulo", que começou a pintar em 1542, e sobre a "Crucificação de São Pedro", iniciado três anos mais tarde, Miguel Ângelo concluiu o conjunto em 1550.
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Os trabalhos de restauração custaram três milhões de euros e permitiram devolver a luminosidade às cores escolhidas pelo genial pintor toscano.
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in Público -
02.07.2009 - 14h35 Lusa
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(Crédito: Reprodução/The Independent)

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in Veja.com.Br.
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sábado, 22 de março de 2008

Maternidade na Escultura e n'outras expressões artísticas

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Dentro da pedra já existe uma obra de arte. Eu apenas tiro o excesso de mármore.
[Miguel Ângelo]

Miguel Ângelo (1475-1564)

Pietá - 1501 - Mármore

Escultor, pintor, arquitecto e poeta, Miguel Ângelo foi um dos grandes vultos da arte do século XVI.

A “Piéta”, primeira obra-prima de Miguel Ângelo, é uma das expressões mais admiráveis dos ideais cristãos de amor e piedade, é uma obra única e inspiradora com uma impressionante beleza e expressividade.

Pietá – 1501 / Mármore

Auguste Renoir (1841-1919)

Mulher amamentando o filho - 1916

A escultura em bronze criada por Renoir, já no fim da vida, reafirma o gosto do artista pelas formas femininas opulentas e pelo retratar da vida.

Mulher amamentando o filho – 1916

António Teixeira Lopes (1866-1942)

A viúva - 1893 - mármore

O escultor transmite o drama de uma jovem mãe a quem a vida parece já não ter sentido. De olhar ausente e apagado, inclina-se num abandono de corpo para dar o seio ao filho faminto e sôfrego, alheio ao sofrimento da mãe.

O motivo retirado do quotidiano é acompanho de uma humanidade notável, despido de retórica, o escultor coloca nele uma exacta serenidade e espiritualidade em harmonia com a correcção e pureza da forma.

A viúva - 1893 - Mármore

Vasco Pereira da Conceição (n.1914)

Maternidade - 1952 - cerâmica 30 cm

A figuração geometrizada revelou-se cedo nas cerâmicas e depois nas esculturas dos neo-realistas, o que mostra a libertação formal trazida pela realização de artes decorativas.

Esta bela escultura, de formas arredondadas, transmite bem a protecção e o aconchego do colo materno.

Maternidade - 1952 - Cerâmica, 30 cm

Fernando Botero (n. 1932)

Maternidade - 1989 - Bronze

Para Fernando Botero, a forma é uma exaltação da realidade, do volume, é sensualidade. A função do artista é exaltar a vida através da sensualidade e comunicá-la através da ideia do volume

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Maternidade - 1989 - Bronze

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PINTURA] [DESENHO] [FOTOGRAFIA] [PUBLICIDADE] [LITERATURA]


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in

alegna.no.sapo.pt/Recanto_da_Alegna_Ficheiros/ESCULTURA

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