Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Walter Avancini - Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto)


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Enviado por  em 20/03/2011
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Morte e Vida Severina foi um teleteatro musical produzido pela TV Globo em 1981, dirigido por Walter Avancini, com versos de João Cabral de Melo Neto e música de Chico Buarque.
O musical aproveita parte do elenco do filme de 1977, de Zelito Vianna.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Morte_e_Vida_Severina_(TV))
Elenco

José Dumont .... Severino
Sebastião Vasconcelos .... mestre Carpina
Elba Ramalho .... rezadeira
Tânia Alves .... camponesa que canta no funeral
Cacilda Lanuza .... cigana
Marta Overbeck .... cigana

Miguel Falcão - Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto

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Enviado por  em 12/09/2011
"Morte e Vida Severina" é um livro do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto. O livro apresenta um poema dramático, que relata a dura trajetória de um migrante nordestino em busca de uma vida mais fácil e favorável no litoral.

O Desenho Animado é uma versão da obra prima adaptada pelo cartunista Miguel Falcão em 3D preto e branco.
Este vídeo foi gravado da TV Escola, cuja proposta é que se grave e difunda os vídeos educativos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Funeral do Lavrador no Auto da Morte e Vida Severina


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.Enviado por  em 19/08/2009
Nenhuma descrição disponível.

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Enviado por  em 25/01/2009
Album "Sertão e Favelas" - Zélia Barbosa


Vida e Morte Severina de João Cabral de Melo Neto


Esta cova em que estás
Com palmos medidos
e a conta menor
que tiraste em vida !

E de bom tamanho
nem largo nem fundo
e a parte que te cabe
nesse latifúndio ...

Não é cova grande
e a cova medida
e a terra que querias
vai ser dividida

E uma cova grande
pra teu pouco defunto
mas estás mais ancho
que estavas no mundo

E uma cova grande
pra teu defunto parco
porém mais que no mundo
te sentirás largo.

E uma cova grande
pra tua carne pouco
mas a terra dada
não se abre a boca

E a parte que te cabe
nesse latifúndio
E a terra que querias
ver dividida



http://www.lyricstime.com/z-lia-barbosa-funeral-do-lavrador-lyrics.html

sábado, 21 de novembro de 2009

Funeral do Lavrador - Chico Buarque


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Ícone de canal

o
danna1975

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Funeral do lavrador

Letra e música: João Cabral de Melo Neto; Chico Buarque
In: "Brésil Sertão & Favelas"
Carlos Ilharco
Esta cova em que estás
Com palmos medidos
e a conta menor
que tiraste em vida !
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E de bom tamanho
 nem largo nem fundo
e a parte que te cabe
nesse latifúndio ...
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Não é cova grande
e a cova medida
e a terra que querias
vai ser dividida
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E uma cova grande
pra teu pouco defunto
mas estás mais ancho
que estavas no mundo
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E uma cova grande
pra teu defunto parco
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
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E uma cova grande
pra tua carne pouco
mas a terra dada
não se abre a boca
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E a parte que te cabe
nesse latifúndio
E a terra que querias
ver dividida
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Morte e Vida Severina

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhdVZO1qH1ZgER9D31lRnCTXTGRRE_nhCsXrk1OhrNGK6q4sXUXseY5XUvTFWRrxpYNG-ZjlhzXX2AvN8oYQCuEzdjRE_NApLYWaRQIidrfGzuRx2x065JeA0jYuES0LUfvXd38WX3fbE/s400/Morte&Vida_Severina.jpg
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Um clássico brasileiro, um clássico universal

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Berta Brás

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O sentimento de fragilidade que de repente nos envolve, nos desaires de uma política de aventureirismo e ausência de escrúpulos que envergonham quem - e seremos a maioria – sempre se pautou pela confiança na estabilidade ao nível das instituições, e nos poderes organizados para proteger os cidadãos – antes da viragem que trouxe o caos – levou-me a atentar numa personalidade curiosa – a do Sr. Casimiro Rodrigues – que, indiferente a comentários, com a força real da pessoa honrada e amante da sua Pátria, decidiu criar um espaço que servisse para fazer transparecer opiniões silenciadas, mau grado a democracia, ou liberalizar opiniões mais ou menos contundentes contra a impertinência das políticas do individualismo e da injustiça que são as que temos.

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Apesar do risco dos ataques maliciosos ou menos educados daqueles que não sabendo mais que debitar as patranhas de um pseudo-saber feito dos chavões de uma falsa humanidade, ou apenas ocos e grosseiros, Casimiro Rodrigues, a todos acolhe, a todos responde, a todos pretende, singelamente, orientar, na calma da sua sinceridade, no destemor da sua frontalidade.

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Lembrei-me de um texto que em tempos escrevi, sobre uma obra do seu Brasil, como um Padre-Nosso que se reza em momentos de “vidas severinas”, para lho dedicar, e ao seu Jornal, com toda a simpatia:

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Vida e Morte Severina

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«A leitura de um poema narrativo em vários quadros, de João Cabral de Melo e Neto - Vida e Morte Severina - mostrou-nos como a simplicidade, clareza, simbolismo, riqueza linguística, não isenta de vocabulário popular e terminologia específica de costumes, objectos e natureza do nordeste brasileiro, podem ser sinónimos de dimensão clássica, pela denúncia, neles contida, de sofrimento, agressão, e exploração de um povo sacrificado numa terra agreste, onde se morre de velhice antes dos trinta / de emboscada antes dos vinte, / de fome um pouco por dia / (de fraqueza e de doença / é que a morte severina / ataca em qualquer idade, / e até gente não nascida)” e cuja única saída é “a de saltar, numa noite, / fora da ponte e da vida”, depois de ter chegado ao fim da sua viagem, pelas margens do rio “Capibaribe, o melhor guia na busca do Recife, mas ele próprio, por vezes imprestável com a seca, confundindo-se com a paisagem árida.

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Poema narrativo, particularizando uma situação específica de um povo, representado por um “Severino da Maria”, nome comum a muitos mais, ele é igualmente símbolo da vida humana, no sentido do absurdo representado pela luta sem esperança, ante o irreparável da morte, mas deixando também uma mensagem de confiança com o milagre do nascimento de mais uma vida, ainda que ela venha a ser “uma vida severina”.

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As influências mal se sentem no texto, ou apresentam um pendor singelo e até popular e infantil - a Bíblia (trata-se de um auto de Natal pernambucano), histórias de fadas e de bruxas (nas cenas dos dons das ciganas e das previsões dos vizinhos, juntamente com as dádivas - da pobreza mas também da alegria solidária, quais pastores de Belém - à criança que nasceu), mas, sobretudo os jeitos, as falas e os costumes mais ou menos grotescos dos participantes populares, ao longo da viagem, e os dizeres conceituosos por vezes de uma brutalidade que remete para o negativismo do conceito.

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E tudo isso num ritmo fácil de redondilha que nos lembra “O Fidalgo Aprendiz”, de D. Francisco Manuel de Melo, na auto-apresentação inicial do criado Afonso Mendes: Sou velho, já fui mancebo / cousa que, mal que lhe pês / virá por vossas mercês; / nasci no Lagar do Sebo / faz hoje setenta e três”. Compare-se com a auto-apresentação de Severino: “O meu nome é Severino, / não tenho outro de pia. / Como há muitos Severinos, / que é santo de romaria, / deram então de me chamar / Severino da Maria: / como há muitos Severinos / com mães chamadas Maria, / fiquei sendo o da Maria / do finado Zacarias. / Mas isso ainda diz pouco: ...”

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Mas, mau grado a facilidade do ritmo poético e da linguagem aparentemente também singela, a peça vale por si, na simplicidade dos seus utensílios, sem artifícios nem rebuscamentos, e todavia uma obra-prima de extraordinária dimensão humana e universalidade de conceito.»

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In PortugalClub

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sábado, 5 de abril de 2008

Funeral de um lavrador - Chico Buarque

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newtonbenetti
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Foto Clip feito com a música Funeral de um Lavrador de Chico Buarque e fotos sobre a questão agrária no Brasil. - MORTE E VIDA SEVERINA -
Added: October 02, 2006
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Esta cova em que estás com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É a conta menor que tiraste em vida

É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É a terra que querias ver dividida

É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
estarás mais ancho que estavas no mundo

É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo te sentirás largo
Porém mais que no mundo te sentirás largo

É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.
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Música: Funeral de um lavrador
Autoria: João Cabral de Melo Neto e Chico Buarque

Interpretação: Chico Buarque de Hollanda e MPB4
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letra retirada de

paixaoeromance.com/60decada/funeral_lavrador/h_funeral_de_um_lavrador


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