Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 14 de agosto de 2010

Um emotivo adeus a António Dias Lourenço



Aplausos para uma vida inteira
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O imenso aplauso com que centenas de pessoas saudaram, no domingo, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, a passagem da urna com o corpo de António Dias Lourenço foi uma sentida e justa homenagem a um dos mais destacados dirigentes da história do Partido.
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Essas palmas, que duraram largos minutos, acompanhadas por vivas ao PCP e punhos cerrados, antecederam o discurso do Secretário-geral do Partido. E foi com a voz embargada pela emoção que Jerónimo de Sousa falou do «sentimento de perda» que a morte de António Dias Lourenço provoca nos comunistas portugueses. Para a seguir acrescentar que «porque ele lutou o tempo todo que tinha para lutar, também nos anima o seu exemplo. Exemplo de que vale a pena lutar sempre, sempre, enquanto cá estivermos, com aquela inabalável convicção do ideal comunista, que nós, que outros, hão-de prosseguir». «Fizeste mais que aquilo que te competia, camarada! Essa homenagem te devemos!»
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Mas para o Secretário-geral do Partido, mais do que uma despedida, o que ali levou tanta gente foi um «dizer “presente” a quem deixa gravado no percurso da luta dos trabalhadores e do povo português um sulco imperecível de dedicada e corajosa intervenção e luta pela liberdade, a democracia e o socialismo». Assim, afirmou o dirigente comunista, «evocar a vida de António Dias Lourenço é trazer para a nossa presença o percurso de luta do seu Partido de sempre, um percurso que se confunde com a heróica acção dos comunistas portugueses contra a ditadura fascista, contra a exploração e pela construção de uma vida melhor». Fazendo parte da história do Partido, Dias Lourenço é parte «daquela gesta de lutadores revolucionários» que foi protagonista do «heróico percurso de luta da classe operária, dos trabalhadores e do povo contra a tirania fascista, pela liberdade e a dignidade humana».
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Operário e funcionário clandestino

Nascido em Abril de 1915, em Vila Franca de Xira, filho de uma costureira e de um ferreiro, António Dias Lourenço lançou-se bem cedo na vida de operário, passando a trabalhar como torneiro mecânico nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico/OGMA e na Soda Póvoa. Aos 17 anos, destacou Jerónimo de Sousa, Dias Lourenço aderiu ao PCP, «iniciando desde logo, uma intensa actividade no plano social, cultural e político que manteria ao longo da sua vida». 
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No processo de reorganização do Partido dos anos 1940 e 1941, Dias Lourenço assumiu um papel activo, nomeadamente no Baixo Ribatejo. Funcionário clandestino do Partido desde 1942, passou a assumir a responsabilidade das tipografias do aparelho central de distribuição da imprensa. 
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O Secretário-geral do Partido destacou igualmente a sua intensa participação na «organização da luta da classe operária e dos trabalhadores portugueses expressa na sua participação nos organismos dirigentes das grandes greves de Julho e Agosto de 1943 e de Maio de 1944, período marcante e decisivo na história do Partido em que se consolida a natureza de classe do PCP, o seu papel de vanguarda efectiva da classe operária e dos trabalhadores, o seu papel determinante no movimento popular e antifascista». 
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Na clandestinidade, António Dias Lourenço integrou as direcções regionais de Lisboa, Ribatejo e Margem Sul, tendo sido responsável por várias organizações de Partido do Alentejo, Algarve e Beiras. Participante no III Congresso do Partido, em 1943, o primeiro clandestino, foi aí eleito para o Comité Central, do qual foi membro até 1996. Entre 1957 e 1962 integrou o Secretariado, tendo sido membro da Comissão Política em 1956 e entre 1974 e 1988. Foi responsável pelo Avante! entre 1957 e 1962, ano da sua segunda prisão, e seu director desde a publicação do primeiro número legal, em Maio de 1974, até 1991.
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De prisioneiro a deputado

Jerónimo de Sousa não se esqueceu de referir as prisões sofridas por António Dias Lourenço – que aí passou 17 anos da sua vida – nem o «porte digno» que sempre assumiu perante a violência e a tortura da PIDE. Nem a sua fuga de Peniche em 1954, uma das «mais audaciosas fugas dos cárceres fascistas», retratada no filme A Fuga, de Luís Filipe Rocha.
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A intervenção cultural de António Dias Lourenço foi também destacada pelo Secretário-geral do Partido: desde muito jovem, afirmou, participou em jornais de Vila Franca de Xira e do Ribatejo, colaborou nas revistas O Diabo e Sol Nascente e foi correspondente do jornal República; assumiu ainda um importante papel na organização dos Passeios do Tejo, nos quais participaram, entre outros, Álvaro Cunhal, Soeiro Pereira Gomes e Alves Redol, fundamentais para a dinamização do movimento neo-realista. Dias Lourenço representou, ainda, o Partido no Conselho Nacional do Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF).
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Deputado entre 1975 e 1987, fez parte da Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição da República. Para Jerónimo de Sousa, «quando alguns inscrevem nos seus objectivos a subversão dos valores de Abril e a liquidação das conquistas económica sociais contidas no texto constitucional, o melhor tributo que podemos prestar ao António Dias Lourenço é o de estarmos à altura do combate e da luta que precisamos de erguer e ampliar para manter vivos Abril e o que ele significou de esperança num futuro melhor para os trabalhadores, o povo e o País».

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António Dias Lourenço por ele próprio

Na última década, António Dias Lourenço concedeu ao Avante! três entrevistas: duas em 2001, a propósito do 80.º aniversário do PCP e do centenário do nascimento de Bento de Jesus Caraça; e outra cinco anos depois, por ocasião do cumprimento dos seus 90 anos. Em ambas, revelou traços fundamentais da sua personalidade e o seu contributo para a construção do PCP e para o derrubamento do fascismo.

Felicidade

«O que me faz mais feliz é ver toda essa gente nova que vem ao Partido, para pegar na bandeira e andar para a frente.»

«Estar neste combate é uma felicidade.»

A clandestinidade

«Em 1941, fui atirado para o Alentejo, deram-me mais o Algarve e, como era pouco, deram-me mais Gouveia e a Covilhã... De bicicleta, de bicicleta... E eu era o único “ciclista” que fazia isto tudo. Tínhamos de fazer longos percursos... O Álvaro Cunhal – que estava no Norte – às vezes vinha durante toda a noite a pedalar até Lisboa, reunia durante o dia e ia na noite seguinte outra vez para o Norte, de bicicleta. A gente conhecia Portugal com a geografia das botas

«Tivemos de criar formas de o Avante! sair, mesmo com o assalto da polícia a uma tipografia. Tínhamos sempre mais do que uma tipografia a fazer o mesmo Avante!. Algumas vezes a polícia assaltava ou impedia que uma tipografia fizesse o jornal e faziam festa: «Acabou-se, conseguimos!». Nessa altura estava o Avante! a ser distribuído porque tinha sido feito noutra tipografia.»

«Enquanto a orgânica do Partido assentava em organismos colectivos (clandestinos, com elementos que às vezes nem sabiam o nome uns dos outros), a orgânica para a distribuição da imprensa clandestina tinha de ser rigorosamente individual. Tu levas o embrulho para a organização tal, entregas a responsáveis directos que distribuíam a outras pessoas para levar para outros sítios. Tinha de se criar uma orgânica rigorosamente assente no trabalho individual paralelo à organização do próprio Partido, que funcionava em termos colectivos.»

A prisão e as torturas

«Eu já sabia que eles gostavam de ver a cara dos presos sob a tortura. E resolvi construir para a minha cara um ligeiro sorriso constante. Mesmo debaixo das dores mantive sempre um sorriso.»

«A mim não me hão-de ver a cara torturada.»

As fugas

«Vi a maré e decidi: é amanhã!» (sobre a sua fuga de Peniche, em que escapou do Segredo e se lançou ao mar, naquela que foi uma das mais audaciosas fugas das prisões fascistas).

«Já tinha a saia, a blusa, os sapatos, e duas perucas – uma loira e uma morena.» (acerca de uma fuga do hospital-prisão, vestido de mulher, que não chegou a ser tentada devido ao 25 de Abril).

«Sair da prisão devido à Revolução de Abril deu-me uma alegria incrível.»
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Avante 2010.08.12
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Um Homem - Dias Lourenço




  • Filipe Diniz


Um homem
Um homem está perante o tribunal fascista. O juiz interroga-o.
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Pergunta: «É verdade que o senhor reingressou no PC em 1954 logo após a sua fuga do Forte de Peniche?» 
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Resposta: […] «Só “reingressa” quem sai… e eu orgulho-me de haver abraçado a causa do comunismo desde os alvores da minha juventude e de manter até hoje sem interrupções a honrosa condição de comunista, qualidade que espero conservar até ao último alento da minha vida».
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Este homem fora preso pela segunda vez três anos antes. Foi de novo barbaramente torturado: espancamentos, privação do sono, 78 dias no segredo em Caxias, prolongado encerramento numa sala dotada de equipamentos de privação sensorial e indutores de alucinações. Não falou.
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Este homem, então com 47 anos, é condenado pelo tribunal fascista a uma pena de 23 anos, 8 meses e «medidas de segurança». Na prática, é condenado a prisão perpétua. 
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Este homem na prisão escreve e ilustra ao longo dos anos seguintes cartas para o seu filho, uma criança com um grave problema de saúde. Da sua cela de condenado surge um rico universo de personagens alegres e aventurosos, de encanto pelo conhecimento e pelo trabalho (cujas máquinas – tractores, tornos mecânicos, fresadoras - ilustra primorosamente), de entusiástica alegria de viver férias, acampamentos, idas à praia, passeios, corridas de automóveis. Com uma espantosa força, este homem procura, à distância, interpor toda a sua energia entre o filho e a doença cuja marcha inexorável sabe estar em curso.
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Este homem era incapaz de deixar um inimigo sem combate. Fosse ele o fascismo, fosse ele a exploração, a opressão, a ignorância e o ódio à cultura, as manobras contra Abril, fosse ele a contra-revolução nas suas diferentes facetas. Fosse o inimigo uma doença incurável. 
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Era um revolucionário. Com ele sabemos que primeiro dever do revolucionário é empenhar na luta toda a energia e todas as capacidades, mesmo nas condições mais desesperadamente adversas.
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Este homem era António Dias Lourenço. Conservou a condição de comunista até ao último alento da sua vida. Nem o poderia ter sido de outra forma.
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Avante
N.º 1915
12.Agosto.2010
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António Dias Lourenço, um camarada inesquecível - Zillah Branco

Vermelho

www.vermelho.org.br

13/08/2010

António Dias Lourenço, um camarada inesquecível

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Zillah Branco *


Choro com os camaradas do PCP a morte de Antonio Dias Lourenço. Recordo os tempos felizes que vivemos no início da Revolução dos Cravos. Conservo o calor daquele encontro, daquele momento vivido, da aprendizagem que fizemos, da solidariedade e do amor que nos uniu para sempre cimentando a confiança na luta e na humanidade. 
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Antonio Dias Lourenço, um ser humano pleno, feito da mais dura realidade. Herói em Portugal, valoroso comunista no mundo. Nasceu em 25 de Março de 1915 em Vila Franca de Xira, de pais operários. Aos 14 anos iniciou sua carreira de torneiro mecânico e começou a procurar todas as formas de participação social, cultural e política. Aos 19 anos entrou para o PCP tornando-se logo funcionário clandestino para desempenhar as tarefas necessárias em qualquer lugar de Portugal, sempre andando de bicicleta.
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Destacou-se como ativista nas grandes greves que abalaram Portugal nos anos 1942 e 1943. Estimulado pelo movimento neo-realista por dois grandes escritores portugueses – Soeiro Pereira Gomes e Alves Redol – promoveu encontros e debates sobre a literatura que retratava a vida do povo pobre e oprimido pelo fascismo de Salazar.
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Cresceu na pobreza dela extraindo a maior riqueza. Foi operário metalúrgico, militante sindical, comunista perseguido, sempre estudando e aprendendo, sobretudo observando com amor os seres humanos. Destacou-se na luta pela coragem e pela tenacidade, moldou na prisão a figura heróica do fugitivo audaz e inteligente que escapa da masmorra no Forte Militar de Caxias, para o mar aberto e frio. Das ondas procura refúgio junto a trabalhadores como ele, anônimos. É acolhido pela solidariedade eterna dos que sofrem juntos.
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Três anos depois foi novamente preso e torturado. Construiu no seu rosto um sorriso para não dar satisfação aos torturadores que nunca conseguiram arrancar-lhe qualquer informação.
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Somando as várias prisões, ficou detido 17 anos. Da sua libertação em Maio de 1974 disse sentir “uma alegria incrível”, que nunca mais perdeu até aos 95 anos quando morreu.
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Orador cativante formou milhares de seguidores. Exerceu todas as funções necessárias à luta do PCP fazendo-se dirigente do Partido, diretor do jornal “o Avante” (de 1974 a 1991, com a experiência adquirida como responsável pelo “o Avante”clandestino de 1957 a 1962), deputado na Assembléia da República de 1975 a 1987,  escritor da história profunda de Portugal publicou “Alentejo – legenda e esperança”, “um trajeto marcado pela determinação e a energia de um povo ao longo do qual se foi corporizando e adquirindo contornos precisos uma velha legenda escrita a fogo e sangue no mais fundo da alma camponesa – a terra a quem a trabalha!”, como registrou com documentação que vai desde a Baixa Idade Média até a realização da Reforma Agrária alcançada em Abril de 1975.
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Incansável, dirigia adormecido sem errar as estradas e sem causar acidentes. Caminhava sempre, adiando o descanso, sem nunca esquecer de ajudar quem encontrava.
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Era um forte, uma rocha no cumprimento das tarefas, um comunista cabal. Nesta fortaleza habitava um coração terno que se comovia com a expressão de um rosto de criança, com o afeto sincero que lia no olhar de companheiros de caminhada.
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Deixou saudade no nosso coração, de todos que de alguma maneira o amaram.
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Deixou o exemplo de um homem digno, de um comunista inteiro, de um amigo inesquecível, de um dos muitos heróis portugueses que o PCP gerou.
Adeus Dias Lourenço,


* Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.
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* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.



  • Tudo certo…

    13/08/2010 5h42 Só um pequeno detalhe: a fuga de Dias Lourenço foi no forte de Peniche. Aí sim, é que há mar. Um abraço, em vésperas da maravilhosa «Festa do Avante!».


    António Lopes
    Lisboa-Portugal - EX
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PCP - Fugas do Forte de Caxias e do Forte de Peniche


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SIPDORLPCP | 27 de março de 2008
Relato sobre a Fuga de Caxias de 1961 realizada no carro blindado de Salazar.
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SIPDORLPCP | 3 de maio de 2007
A Fuga de Peniche de Dias Lourenço, contada por Domingos Abrantes numa visita ao Forte de Peniche
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SIPDORLPCP | 28 de abril de 2007
O depoimento de Joaquim Gomes sobre a Fuga de Peniche de 1961, que devolveu à liberdade 11 dirigentes do PCP, entre os quais Àlvaro Cunhal
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MrFinezas | 7 de janeiro de 2010
Já lá vão 50 anos. Corria o dia 3 de Janeiro de 1960, 10 reclusos comunistas, Álvaro Cunhal e outros nove presos políticos, proporcionavam à PIDE um dos piores dias da Ditadura.
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abel1956 | 19 de novembro de 2007
visita ao forte de Peniche cm Dias Lourenço, prisioneiro político de Salazar
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