Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

MULHERES AFEGÃS A CADA DIA UM SALTO NO ABISMO

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* Guará Matos

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Não sei o que sentiria se eu fosse mulher afegã. Deve ser de uma agonia indescrítivel, viver numa Terra onde não se tem o menor respeito pela figura feminina.
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Eu, macho, sinto sobre mim a dor da impotência de saber que em nome de um comportamento político-religioso, a destruição da dignidade feminina é comemorada sem remorsos.
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Depois de conquistas mínimas em favor da mulher no Afeganistão, país que vive sob a sombra opressora dos Talebãs e de Xiitas, aprovou uma lei que permite que os maridos matem suas mulheres de fome, caso elas se neguem a manter relações sexuais com eles.
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A lei, dizem os observadores, foi aprovada pelo presidente afegão Hamid Karzai com o único intuito de ganhar as eleições realizadas no próximo dia 16 de Agosto, quinta-feira.
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Mas ainda tem pior. Essa lei "foi melhorada". Já que a anterior obrigava as mulheres a ter relações sexuais com seus maridos a cada quatro dias da semana e também perdoava em caso de estupro no casamento. Resumindo: Se a esposa se negasse a transar, poderia ser estuprada e o marido estuprador seria perdoado.
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Isso é vida?
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Lá como aqui, acordos que prejudicam a população são firmados com total despudor.
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No caso do Afeganistão a situação é monstruosa. Apoia-se uma vontade do radicais xiitas e ganha-se um pleito eleitoral. Mesmo que com isso descaracterize a mulher como ser humano e a coloque no nível mais baixo da existência.
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Lideres de países, grupos internacionais de direitos humanos e feministas afegãs tem protestado contra mais essa violência.
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A feministas estão correndo contra o tempo para recrutar milhares de mulheres para atuarem nas eleições, principalmente nas seções mistas. Corre-se o risco do homens não permitirem que esposas e filhas compareçam nesses locais, onde ambos os sexos votam juntos.
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É uma luta inglória contra o autoritarismo, preconceito, intransigência, arbitrariedade e truculência contra a mulher em todos os sentidos.
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Paras entender o histórico de tenta violência e opressão, recomendo o livro de Masuda Sultan "Minha Guerra Particular". Uma história real contada por alguém que através do estudo, coragem e vontade de viver com liberdade, reagiu a uma situação imposta e se tornou uma defensora aguerrida em favor da mulher afegã. Vale a pena ler.
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Imagem: GOOGLE
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Ver, de Victor Nogueira, neste mesmo Blog
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As Mulheres - Vítimas do Diabólico Islão ou também na Cristianíssima Civivização Cristã e «Ocidental» ?

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