Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Enigma - Mea culpa


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Centrixro | 12 de Fevereiro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 70 utilizadores que não gostaram deste vídeo

Enigma (projeto musical)

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Enigma
Informação geral
País  Alemanha/ Itália
Gêneros Worldbeat, New Age, música ambiente, música eletrônica, Downtempo
Período em atividade 1990 - atualmente
Gravadora(s) Virgin Schallplatten, EMI, Charisma Records
Página oficial www.enigma.de
Integrantes
Michael Cretu
Sandra Cretu
Andru Donalds
Ex-integrantes
Frank Peterson
Enigma é um projeto musical elaborado por Michael Cretu, sua esposa Sandra Cretu, David Fairstein e Frank Peterson em 1990. Michael é o compositor e o produtor; Sandra fornece frequentemente o vocal em trilhas do Enigma. O casal trabalhou também junto no projeto da carreira solo de Sandra.
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Seis álbuns com músicas inéditas, em estúdio, foram produzidos com o nome do projeto e várias outras compilações e remixes pela Virgin Records, Germany Data e Crocodile Music.

Índice

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História

Em meados de 1970, Michael Cretu já tinha a carreira em suas mãos e vários trabalhos de colaboração com diversos outros músicos. Contribuiu também para os álbums de sua esposa, Sandra Cretu. Antes do Enigma, Cretu lançou alguns álbums com seu próprio nome, mas todos não foram particularmente bem sucedidos. Ele revelou em uma entrevista que acreditou que suas idéias começaram a funcionar logo a partir desse momento.
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Foi então que Cretu traçou a criação de um novo estilo de "New Age" dance, sem nome ainda. E em dezembro de 1990, surge com o álbum de estréia do projeto: MCMXC a.D. O álbum foi o primeiro sucesso comercial de Cretu, com o single "Sadeness (Parte I)", onde eram mixados Cantos Gregorianos, batida altamente dançante e gemidos sensuais de Sandra, soando altamente peculiar aos ouvidos do público naquele tempo. Outro grande sucesso foi a sexy "Mea Culpa", remixada por vários dos melhores DJs da Europa. Antes que o álbum fosse lançado, Cretu foi cauteloso com a resposta que poderia obter, principalmente em relação a Igreja Católica e decidiu ocultar seu nome real, assinando como M.C. Curly. A contracapa do álbum conteve pouca informação sobre seus integrantes, promovendo o mistério sobre os criadores do álbum e conduzindo a especulação se o Enigma era uma pessoa ou um grupo.
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Logo em seguida, "The Cross of Changes" ("O Cruzamento das Mudanças", ou "Cruzamento das Mudanças") foi lançado e vendeu seis milhões cópias em um ano. Com o Hit "Return to Innocence". Este foi o álbum com mais faixas utilizadas em campanhas publicitárias e filmes, sendo utilizado pela última vez no filme "Matrix", em 1999. A música "The Eyes of Truth", Cretu se deixou influenciar desta vez pelos ritmos hindus, inserindo cantos de lamento, que remetiam a paisagens e orações indianas. Sempre com a sua marca registrada. Um som de ostentação e de batidas sensuais, que elevavam a mente para causas espirituais, chamando a todos para uma meditação mais profunda sobre a vida e a nossa missão terrena.
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Em 1996, lançou "Le Roi Est Mort, Vive Le Roi!" (O Rei Está Morto, Viva o Rei!). A idéia de Cretu era que este terceiro álbum fosse a síntese dos dois álbums precedentes, e conseqüentemente os elementos familiares incluídos de cantos gregorianos e música hindu está mais presente que nunca. Embora o álbum tenha sido projetado tão meticulosamente por Cretu, não conseguiu o mesmo nível do sucesso que os dois anteriores. Em conseqüência somente dois dos três singles planejados foram lançados: "Beyond the Invisible" e "T.N.T For The Brain", também remixadas por DJs para as pistas de dança, principalmente na Alemanha, país natal da banda e onde fazem mais sucesso.
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No ano 2000, "The Screen Behind The Mirror" (A tela atrás do espelho), incluiu amostras de Carmina Burana de Carl Orff em quatro faixas do álbum. Estão de volta o "Gregorian Chants Remixed" e um som mais grave, e extremamente dançante, e ainda flautas de Shakuhachi e outras assinaturas tradicionais do padrão Enigma. Somente "Gravity of Love" e "Push the Limits" foram lançadas como single. Também marca a estréia do cantor Andru Donalds no projeto do Enigma.
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Em 2001, Cretu lançou o single "Turn Around" junto com a compilação "Love Sensuality Devotion - The Greatest Hits" e "Love Sensuality Devotion - The Remixes". Uma amostra dos álbuns, está em exposição no Planetarium de Munique, afixada lá durante a cerimônia de lançamento dos álbums "LSD-Hits e LSD-Remixes".
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"Voyageur" (Viajante) de 2003, foi considerado por muitos como uma transformação total do projeto. Quase todos os elementos proeminentes da assinatura de Enigma (o étnico e/ou o Gregorian chants, as flautas famosas de Shakuhachi) não estavam mais presentes nesse álbum, que foi muito mais eletrônico e utilizou escalas diferentes, uma espécie de releitura do projeto. Soou diferente, e em consequência dessa mudança, muitos não apreciaram essa nova sonoridade e as vendas foram afetadas.
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Em 2005, a gerência do Enigma (Crocodile-Music) anuncia o lançamento do single mais esperado e mais atrasado da banda: "Hello and Welcome". O single seria originalmente lançado em outubro, porém foi adiado para 25 de novembro, e finalmente lançado na Alemanha em 10 de março de 2006. A canção é dedicada ao boxeador alemão, "Felix Sturm".
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Já em 6 julho de 2006, o projeto Enigma finalmente lança o seu sexto disco "A Posteriori" que contém uma versão nova para "Hello and Welcome". Destaque para "Eppur Si Muove" e "Goodbye Milky Way". Este álbum é talvez o mais sombrio da banda, tomando como tema a Via Láctea, e sua destruição prevista para acontecer em alguns milhões de anos. Este álbum propõem uma reflexão sobre a criação e a destruição do cosmos, vida e morte, claro e escuro, assim como o primeiro álbum, só que desta vez, sem a temática sexual, dando mais ênfase ao dançante. Este álbum é lançado no mesmo período em que a humanidade olha para o céu, se questionando sobre o status de planeta ou asteróide, do corpo celeste chamado Plutão. "A Posteriori" é uma boa trilha sonora para essa reflexão, já que o abuso de ecos nas músicas remete a uma jornada pelo espaço sideral.

Curiosidades

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No começo de cada álbum Enigma, uma vinheta de boas vindas é ouvida. Sempre o mesmo som inconfundível de "The Voice of Enigma", apresentado de formas diferentes, em cada disco.
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Muitas de suas canções são usadas em publicidade, filmes e até mesmo como ilustração de matérias jornalísticas ao redor de todo o mundo, é praticamente impossível que alguém nunca tenha ouvido ao menos um trecho de alguma de suas músicas.
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Em 1993, Cretu recebeu a proposta de compor a trilha sonora completa do filme "Sliver" (1993) mas, no momento, estava desenvolvendo o segundo álbum do Enigma e estava impossibilitado de aceitar a oferta. Porém, entrega as canções Carly's Song e Carly's Loneliness, temas para a personagem Carly interpretada pela atriz Sharon Stone.
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O projeto é também notável por apresentar para o grande público, o canto gregoriano, tornando-o uma grande sensação nos anos 90, para além de popularizar o uso da flauta de Shakuhachi.
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As canções tais como "The Voice & The Snake" e Weightless poderiam ser vistas como canções experimentais, no uso de novos recursos de estúdio, e o uso de sons invertidos, jamais usados antes em álbuns comerciais, os mais proeminentes trabalhos em que se faz uso dessa utilização são os álbuns Le Roi Est Mort, Vive Le Roi! e The Screen Behind The Mirror, este último contem uma trilha experimental breve que consiste inteiramente em vocais invertidos, estas amostras invertidas foram menos utilizadas em Voyageur.
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De um ponto de vista estatístico, cada álbum do projeto Enigma, vendeu aproximadamente metade do lançamento anterior.
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Vendeu mais de 65 milhões de albuns.
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O nível de sensualidade nas músicas do projeto, difere de álbum a álbum, profano em Principles of Lust (princípios da Luxúria), romântico em Gravity of Love (Gravidade do Amor), meigo na balada Return to Innocence (Retorno à Inocência), desse modo, Michael Cretu descreve a música do Enigma como sensual e não sexual.
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Michael Cretu é extremamente caseiro e, reside atualmente em Ibiza (Eivissa), Espanha, morava em outro local, nos montes de Ibiza onde, até recentemente, funcionaram os estúdios de A.R.T. Mudou-se para uma outra mansão, construída com a finalidade de comportar um mega estúdio de gravação avançado (com o mesmo nome do anterior), para poder trabalhar em paz.
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Michael Cretu está sob contrato com a "Virgin Records" para lançar um total de oito álbums, com o prazo de um a cada três anos. Seguindo o prazo atual, se prevê que o último álbum do Enigma será lançado em 2012.

Membros

Michael Cretu e Sandra Cretu formam o projeto desde o começo. Outros músicos que tinham trabalhado previamente ao lado de Cretu, na produção de álbums do grupo são Frank Peterson, David Fairstein, Peter Cornelius e Jens Gad.
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Os cantores que foram influentes em canções do Enigma são: "The Angel X", que forneceu os vocais para "Return to Innocence", Ruth-Ann Boyle e Andru Donalds em "The Screen Behind The Mirror" e "Voyageur". Louisa Stanley e Elisabeth Houghton emprestaram também suas vozes em "The Voice of Enigma" e "Knocking on Forbidden Doors".
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Por isso Enigma não é uma banda propriamente, mas um projeto musical, os artistas são convidados somente para participarem de determinados álbuns e não do projeto em si.

Prêmios

Discografia

Segue abaixo a discografia do projeto, sendo ele estreado por MCMXC a.D. em 1990, e tendo como último lançamento Seven Lives, Many Faces, em 2008.[5]

Álbums

Singles

  • 1990 - Sadeness (Parte I) (Virgin)
  • 1991 - Mea Culpa (Parte II) (Virgin Records)
  • 1991 - Principles Of Lust (Virgin)
  • 1991 - The Rivers Of Belief (Virgin Records)
  • 1993 - Age of Loneliness | Carly´s Song (Virgin Records)
  • 1993 - Return to Innocence (Virgin)
  • 1994 - Age of Loneliness (Virgin Records)
  • 1994 - The Eyes of Truth (Virgin Records)
  • 1994 - Out from the Deep (Virgin Records)
  • 1996 - Beyond the Invisible (Virgin)
  • 1997 - T.N.T. for the Brain (Virgin Records)
  • 1999 - Gravity of Love (Virgin Schallplatten GmbH)
  • 2000 - Push the Limits (Virgin Records)
  • 2001 - Turn Around (Virgin Schallplatten GmbH)
  • 2003 - Voyageur (Virgin Records)
  • 2003 - Following the Sun (Virgin/EMI)
  • 2004 - Boum Boum (Virgin Schallplatten GmbH)
  • 2005 - Hello and Welcome (Virgin Schallplatten GmbH)
  • 2007 - Eppur si muove (Virgin Schallplatten GmbH)
  • 2008 - La Puerta Del Cielo Seven Lives (Virgin Schallplatten GmbH)
  • 2008 - The Same Parents(Virgin Schallplatten GmbH)

Referências

Ligações externas


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Lançamento do livro "Classes, Valor e Acção Social" de João Aguiar




Divulgação do Livro

João Valente Aguiar (investigador do ISFLUP)

À venda, entre outros, nos seguintes locais:
                     Livraria Leitura/Bulhosa
                     Bertrand Livreiros
                     FNAC
                     Wook

Agradece-se divulgação.
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(sessões de lançamento anunciadas em breve)
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El canto Gregoriano



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seriglerom | 18 de Outubro de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 5 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Las mejores obras del Canto Gregoriano interpretadas por el coro de monjes benedictinos del monasterio de Santo Domingo de Silos(Burgos)
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Canto gregoriano

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Uma "partitura" para canto gregoriano
O canto gregoriano é um gênero de música vocal monofônica, monódica (só uma melodia), não acompanhada, ou acompanhada apenas pela repetição da voz principal com o organum, com o ritmo livre e não medido, utilizada pelo ritual da liturgia católica romana, a idéia central do cantochão ocidental.[1]
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As características foram herdadas dos salmos judaicos, assim como dos modos (ou escalas, mais modernamente) gregos, que no século VI foram selecionados e adaptados por Gregório Magno para serem utilizados nas celebrações religiosas da Igreja Católica.
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Somente este tipo de prática musical podia ser utilizada na liturgia ou outros ofícios católicos. Só nos finais da Idade Média é que a polifonia (harmonia obtida com mais de uma linha melódica em contraponto) começa a ser introduzida nos ofícios da cristandade de então, e a coexistir com a prática do canto gregoriano.[2]

Importância do texto


Papa Gregório I, o qual implementou o canto que leva seu nome no ritual cristão.
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Desde seu surgimento que a música cristã foi uma oração cantada, que devia realizar-se não de forma puramente material, mas com devoção ou, como dizia Paulo (Apóstolo): "cantando a Deus em vosso coração". O texto era, pois, a razão de ser do Canto Gregoriano. Na verdade, o canto do texto se baseia no princípio - segundo Santo Agostinho - de que "quem canta ora duas vezes".

OSapientiaJaymeAmatnecks.ogg

Canto gregoriano - O Sapientia - das Antífonas do Ó pelo Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda/PE/BR,
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O canto Gregoriano jamais poderá ser entendido sem o texto, o qual tem primazia sobre a melodia, e é quem dá sentido a esta. Por isso, ao interpretá-lo, os cantores devem haver compreendido bem o sentido dele. Em conseqüência, deve-se evitar qualquer impostação de voz de tipo operístico, em que se busca o destaque do intérprete.
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Deste canto procedem os modos gregorianos, que dão base à música ocidental. Deles vêm os modos maior (jônio) e menor (eólico), e outros cinco, menos conhecidos (dórico, frígio, lídio, mixolídio e lócrio).

Referências

  1. Canto gregoriano - Sitio do Vaticano
  2. Antífonas do Ó: O antigo e o novo na oração liturgica do advento. - São Paulo: Paulinas, 1997. ISBN 85-356-0021-3

Ligações externas

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Onde anda Você - Vinicius de Morais e Toquinho


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cegb777 | 20 de Março de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Onde anda Você - Vinicius de Morais
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mirrrey | 18 de Outubro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 2 utilizadores que não gostaram deste vídeo
bna cancion
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E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio da noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você
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Fonte: www.4shared.com
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http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/literatura-infantil-vinicius-de-moraes/onde-anda-voce.php
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Balada nº 1 em Sol Menor Op. 23, de Chopin. - Bolet


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gontijoengenharia | 15 de Julho de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo 
Jorge Bolet (1914 - 1990), pianista, maestro e professor cubano, nacionalizado americano, é famoso por seu grande acervo de gravações de músicas românticas, especialmente as de Franz Liszt, e as Frederic Chopin.
Neste vídeo assistimos sua suave e perfeita performance na interpretação da Balada nº 1 em Sol Menor Op. 23, de Chopin.
*Mais vídeo de arte em http://www.gontijoengenharia.com.br
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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Der Nussbaum-Schumann


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deflactor | 1 de Março de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Elisabeth Schwarzkopf sings this beautiful Lied by Robert Schumann. At piano plays Sir Gerald Moore. Sorry, not video; just audio.
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goldenageofsong | 6 de Setembro de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
with Julius Dahlke (piano).
Polydor master 648 br, rec. Berlin, 1928.
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Lula Mysz-Gmeiner - Der Nussbaum (Schumann)

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Mezzo Lula Gmeiner (1876-1848) was born into a highly musical family: Both her sister Ella and her brother Rudolf were successful concert singers, and her younger sister Luise was a respected pianist. After first lessons in her native Kronstadt (today Braşov) she studied with Gustav Walter in Vienna, moving on to Berlin in 1896 for further studies with Emilie Herzog, Etelka Gerster and (thanks to an introduction by Johannes Brahms) Lilli Lehmann. She made her debut as an oratorio singer in Berlin in November 1896, and finally gave her first solo recital in 1899, which created a sensation. The following year she married Austrian naval officer Ernst Mysz, who must have been quite an unusual character: scandalous as this might have seemed at the time, he made no attempts to put an end to the fledgeling career of his wife, but encouraged her to expand her work, which she did with remarkable success. Although she was much in demand all over Europe and North America during the next decades, she still took a sabbatical year in 1911/2 for further studies with Raimund von zur Mühlen in London. In 1920 she was made a professor at the State Univerity of Music in Berlin, where she taught for almost three decades. Two of her most famous pupils were Elisabeth Schwarzkopf and Peter Anders (who also married her daughter).
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Lied (song)

Lied

From Wikipedia, the free encyclopedia
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Lied (German pronunciation: [ˈliːt]; plural Lieder, [ˈliːdɐ]) is a German and Dutch word meaning "song"; among English speakers, however, the word is used primarily as a term for European romantic songs, also known as art songs. The term is usually used to describe songs composed to a German poem of reasonably high literary aspirations, especially during the nineteenth century, beginning with Carl Loewe, Heinrich Marschner, and Franz Schubert and culminating with Hugo Wolf. The poetry forming the basis for Lieder often centers upon pastoral themes, or themes of romantic love. Typically, Lieder are arranged for a single singer and piano. Some of the most famous examples of Lieder are Schubert's Der Tod und Das Mädchen (Death and the Maiden) and Gretchen am Spinnrade. Sometimes Lieder are gathered in a Liederkreis or "song cycle"—a series of songs (generally three or more) tied by a single narrative or theme, such as Schumann's Frauenliebe und Leben or Dichterliebe. The composers Franz Schubert and Robert Schumann are most closely associated with this genre, mainly developed in the Romantic era.

Contents


History

For German speakers the term Lied has a long history ranging from 12th century troubadour songs (Minnesang) via folk songs (Volkslieder) and church hymns (Kirchenlieder) to 20th-century workers songs (Arbeiterlieder) or protest songs (Kabarettlieder, Protestlieder).
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In Germany, the great age of song came in the 19th century. German and Austrian composers had written music for voice with keyboard before this time, but it was with the flowering of German literature in the Classical and Romantic eras that composers found high inspiration in poetry that sparked the genre known as the Lied. The beginnings of this tradition are seen in the songs of Mozart and Beethoven, but it is with Schubert that a new balance is found between words and music, a new absorption into the music of the sense of the words. Schubert wrote over 600 songs, some of them in sequences or song cycles that relate a story—adventure of the soul rather than the body. The tradition was continued by Schumann, Brahms, and Hugo Wolf, and on into the 20th century by Strauss, Mahler and Pfitzner. Austrian partisans of atonal music, Arnold Schönberg and Anton Webern, composed lieder in their own style.
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Other national traditions

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The Lied tradition is closely linked with the German language. But there are parallels elsewhere, notably in France, with the mélodies of such composers as Berlioz, Fauré, Debussy and Francis Poulenc, and in Russia, with the songs of Mussorgsky and Rachmaninoff in particular. England too had a flowering of song, more closely associated however with folk song than with the 19th-century art song, in the 20th century represented by Vaughan Williams and Benjamin Britten.
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At the end of the 19th and during the 20th century classical lieder produced in the Netherlands were usually composed in several languages; Alphons Diepenbrock and Henk Badings composed Dutch, German, English and French songs and in Latin for choirs; together with a strong influenced from French impressionism and German romanticism which made the Dutch lieder tradition the only strong cosmopolitan one in Europe.

Bibliography

  • Hallmark, Rufus (1996). German Lieder in the Nineteenth Century. New York: Schirmer. ISBN 0028708458. 
  • Parsons, James (2004). The Cambridge Companion to the Lied. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0521800277. 

External links

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cátaros: Extermínio dos puros - por Pedro Silva


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Eles afirmavam que Jesus não era filho de Deus e defendiam a igualdade entre mulheres e homens. Conheça a história dos cátaros, cristãos que foram vítimas de uma cruzada e alvo da Inquisição

por Pedro Silva
Os forasteiros chegam à pequena vila sem causar nenhum alarde. Após percorrer centenas de quilômetros a pé, seu andar tornou-se arrastado e seus calçados se deterioraram. Têm a cabeça raspada e vestem-se de forma maltrapilha, com uma longa batina de cor negra presa por uma tira fina de couro. Após uma recepção praticamente inexistente, eles começam a ser reconhecidos e respeitados pela comunidade. Em pouco tempo, se tornarão líderes religiosos capazes de fazer frente à influência da poderosa Igreja Católica.
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No fim do século 12, as cenas descritas acima se tornariam cada vez mais comuns na ampla região do Languedoc, no sul da atual França. Cidade após cidade, os cátaros iam espalhando sua fé, baseada na simplicidade e na busca da pureza (katharos, em grego, significa “puro”). A religião nascera do cristianismo, mas era marcada por profundas diferenças em relação às doutrinas do Vaticano. Acusados de heresia e até chamados de adoradores do diabo, os cátaros provocaram uma implacável reação do papado. O esforço para eliminá-los incluiu uma cruzada e foi um dos principais motivos para a criação do Tribunal do Santo Ofício – mais conhecido como Inquisição.
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No século 14, cerca de 200 anos após o catarismo ter surgido, seus últimos representantes foram varridos do mapa. Para entender a intensidade da violência promovida pela Igreja Católica contra eles, é fundamental compreender como os cátaros foram capazes de conquistar os corações e as mentes medievais. E sua brutal eliminação é um dos exemplos mais bem acabados do incrível poder do papado sobre a Europa da Idade Média.
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Bispos vistosos
O primeiro grupo cátaro conhecido apareceu na década de 1120, na cidade de Limousin. Logo eles chegaram a povoados próximos, como Albi, Toulouse e Carcassonne, sempre no Languedoc. A região, separada do resto do território francês pelas montanhas dos Pirineus, era governada pela dinastia dos Raimundos. Eram terras prósperas, fortes na agricultura e na indústria têxtil. À primeira vista, seria difícil prever que num local tão estável – e religioso – pudesse surgir uma crença que desafiasse a Igreja. Mas, àquela altura, a sociedade medieval estava passando por importantes transformações.
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A Europa vivia uma fase de aumento populacional e melhoria das condições de vida, com o desenvolvimento das cidades medievais. No ambiente urbano, aumentava o contato entre as pessoas e a busca pelo conhecimento. Uma parcela da população começou então a refletir sobre várias questões, entre elas a própria fé. Na origem da expansão do cristianismo, que ocorrera cerca de nove séculos antes, estavam valores como a pobreza, o sofrimento pessoal e a sensação de unidade com Deus. Por volta do século 11, entretanto, a situação do clero não era exatamente essa.
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Por todo lado, pululavam grandes edifícios religiosos, magnificamente ornamentados – alguns deles deram início ao estilo que ficaria conhecido como “gótico”, que caracteriza algumas das principais catedrais da Europa. Além disso, os sacerdotes cristãos (sobretudo os bispos e seus representantes locais, os padres) usavam os fartos recursos da Igreja para garantir a si mesmos uma vida tranqüila. A imagem típica do cristianismo, aquele Jesus magro, de olhar triste e agonizando na cruz, era apenas uma vaga recordação – o perfil do clero estava mais próximo do bispo rechonchudo de roupas vistosas e dedos ornados com toda a sorte de joalharia.
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Abaixo os dogmas
Diante das contradições da Igreja, a influência dos cátaros avançava rapidamente. Em 1167, alguns deles se reuniram no encontro que marcou o nascimento oficial da nova religião: o concílio de Saint-Félix-de-Caraman (hoje Saint-Félix-Lauragais, no sul da França). Compareceram cátaros não só do Languedoc, mas de áreas mais distantes como a Lombardia (na atual Itália) e a Catalunha (hoje na Espanha). Muito pouco se sabe sobre o que ocorreu na reunião. Ela provavelmente foi presidida por um homem chamado Nicetas – um cristão dissidente vindo de Constantinopla e apelidado de “papa” – e organizou as bases do catarismo.
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Para os cátaros, o livro sagrado era a Bíblia (em particular o Novo Testamento). Sua religião, entretanto, divergia muito do catolicismo. O princípio fundamental era o dualismo: segundo ele, o mundo seria composto de dois reinos opostos e coexistentes. O primeiro, comandado por Deus, seria invisível e luminoso, onde só existiria o bem. Já o segundo reino, material e visível, seria controlado pelo diabo. Em outras palavras: segundo o catarismo, o inferno ficava na Terra. E o objetivo da vida humana seria escapar do mal através da purificação dos espíritos, reencarnação após reencarnação. Se isso fosse feito, quando chegasse o Juízo Final, todos se salvariam e iriam para o reino de Deus.
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Apesar de se considerarem cristãos, os cátaros não acreditavam que Jesus fosse filho de Deus. Ele era apenas considerado um profeta importante, que havia divulgado alguns ideais que mereciam ser seguidos. Para completar a afronta ao catolicismo, os cátaros viam São João Batista como nada menos que um instrumento a serviço do diabo. Afinal, por meio do batismo, ele teria cumprido a profecia de que Jesus era o messias – coisa na qual, como vimos, o catarismo não acreditava.
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Assim como a teoria, a prática dos cátaros era bem diferente da dos católicos. Eles recusavam o ritual da hóstia sagrada (em suas cerimônias, bastante simples, havia apenas a repartição do pão). Tampouco aceitavam o papel subalterno que o papado romano reservava para as mulheres – para o catarismo, o ser humano não admitia distinção entre sexos. A elas era permitido, inclusive, celebrar ritos religiosos.
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A autoridade do papa ou de seus bispos não era reconhecida pelos cátaros. Sem uma liderança espiritual única, eles dividiam os seguidores da religião em três níveis. O mais alto deles era o dos Perfeitos, também conhecidos como “bons homens”. Para chegar a esse posto, era preciso passar por duras provas e receber o Consolamentum, o único sacramento cátaro (que, grosso modo, resumia num só o batismo, a ordenação e a extrema-unção). Os Perfeitos eram celibatários e passavam grande parte dos dias em oração e jejum.
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Abaixo dos Perfeitos estavam os Crentes, categoria que reunia a grande maioria dos cátaros. Eles comungavam das práticas de virtude e humildade, mas não estavam obrigados a qualquer tipo de abstinência. Podiam casar (embora preferissem o concubinato) e só tinham direito a receber o Consolamentum na hora da morte. O terceiro nível da sociedade cátara era composto pelos Ouvintes. Simpatizantes da religião, eles acompanhavam as palestras dos Perfeitos e se curvavam perante eles para receber a bênção.
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Na virada do século 13, o avanço dos cátaros havia se tornado a maior preocupação da Igreja. “Havia o perigo de que a contestação à ordem imposta por Roma se estendesse rapidamente a outras regiões da cristandade”, escreveu o historiador Ernest Bendriss em artigo publicado na revista espanhola História y Vida em março de 2007. A reação não tardaria.
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Armas contra a fé
“Matem-nos todos. Deus saberá reconhecer os seus!” De acordo com alguns registros, foi com essas palavras que o abade Arnoldo de Amaury incitou à aniquilação total dos cátaros que se escondiam na fortaleza de Béziers, no Languedoc, em julho de 1209. Há quem defenda a tese de que a frase nunca foi dita. De qualquer modo, ela resume bem o espírito da sangrenta Cruzada Albigense – graças à grande concentração de cátaros na cidade de Albi, eles também eram conhecidos como “albigenses”.
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Antes de recorrer às armas, entretanto, a Igreja tentou combater o catarismo no campo da fé. Há relatos de que, entre 1165 e 1198, os cátaros foram perseguidos publicamente em locais tão díspares quanto Lombers (França), Colônia (Alemanha) e Oxford (Inglaterra). Para ouvir e julgar os hereges, a Igreja montou tribunais eclesiásticos. Graças à experiência dos cátaros como oradores, entretanto, eles se defenderam brilhantemente das acusações e viram sua fé ganhar status de religião. Apesar de ter havido algumas condenações, o prestígio dos Perfeitos saiu fortalecido.
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Em 1205, Domingos de Gusmão criou a ordem dos dominicanos. Pregando uma postura moral exemplar e o retorno aos princípios originais da cristandade, eles tentavam competir com a “pureza” dos cátaros. O problema é que os sacerdotes católicos não conseguiam se aproximar da população como os Perfeitos. Quando um líder cátaro chegava a uma vila, sua primeira preocupação era encontrar emprego. Após trabalhar de dia para se manter, ele dedicava a noite ao diálogo com os locais, procurando transmitir seus conceitos religiosos. Enquanto isso, os monges católicos raramente eram vistos em contato com o povo – optavam, em geral, pela clausura.
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Diante da contínua perda de fiéis, o papa Inocêncio III decretou o confisco dos bens de todos aqueles considerados hereges. Sua vontade foi cumprida por todos os cantos da Europa. Exceto no Languedoc, onde os governantes se recusaram a agir contra os cátaros. A alternativa encontrada pelo pontífice foi montar uma verdadeira força-tarefa: ordenou que os clérigos se unissem aos pregadores dominicanos para, em conjunto, redobrar a batalha pela fé no Languedoc. Sacerdotes católicos se misturaram aos Perfeitos nas ruas, mas pouca coisa parecia mudar. Até que um crime selou o destino dos cátaros.
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Em 1208, o legado papal (figura máxima da hierarquia da Igreja na região, representante direto do pontífice) Pedro de Castelnau foi morto por alguns habitantes de Toulouse. Logo correu a notícia de que os assassinos eram, supostamente, cátaros. Inocêncio III teve, então, a deixa de que precisava. Em 10 de março, organizou uma cruzada liderada por Arnoldo de Amaury e pelo bispo Folquet de Marselha. No campo de batalha, o comando coube a Simão de Montfort, à frente de um exército com 10 mil homens.
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Além dos cátaros, o alvo da cruzada foram os principais nobres que davam proteção a eles: o conde Raimundo VI de Toulouse e o visconde Raimundo Rogério de Trencavel. O primeiro grande ataque, em Béziers, surpreendeu pela violência intensa e indiscriminada. Cátaros e católicos, Perfeitos e padres, não importa: todos foram massacrados pelos cruzados. “Os cruzados não mostravam clemência. Mulheres e crianças amontoaram-se na igreja de Santa Maria Madalena, na parte alta da cidade”, escreve o historiador canadense Stephen O’Shea em A Heresia dos Cátaros. “Deveriam ter sido à volta de mil, um cálculo baseado na capacidade da igreja. Fossem quantos fossem, a igreja estava apinhada de aterrorizados católicos e cátaros quando os cruzados derrubaram os portões e massacraram todos os que ali se encontravam”, completa. Em 1840, durante uma reforma do templo, várias ossadas foram descobertas sob o piso.
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Estima-se que, em Béziers, nada menos que 20 mil pessoas tenham sido mortas – praticamente toda a população da cidade. Depois disso, os cruzados destroçaram Carcassonne, Bram, Minerve, Termes e Lavaur, ignorando quaisquer tentativas de rendição. Como recompensa pelo extermínio dos hereges, os cruzados ganharam o perdão pelos seus pecados – e puderam repartir entre si as riquezas e terras do Languedoc. A carnificina só parou em 1229, quando foi celebrado o tratado de paz de Meaux-Paris, entre Raimundo VII de Toulouse e o rei Luís IX da França.
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A fogueira final
Inocêncio III morreu sem ter conseguido extinguir o catarismo. A tarefa coube a seu sucessor, Gregório IX, que assumira em 1227. Com a situação aparentemente controlada em termos militares, o papa teve uma idéia que seria decisiva para a história dos séculos seguintes. Em 1231, por meio da bula Excommunicamus, criou a Santa Inquisição. Não é exagero dizer que a caça aos cátaros foi uma das principais razões para a novidade. Afinal, após anos de perseguição, eles haviam mudado sua maneira de agir. Agora, os Perfeitos misturavam-se à população, sem usar a tradicional veste negra. Para facilitar a identificação dos cátaros, a Inquisição empregava métodos sofisticados – e sórdidos – de interrogatório e investigação.
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A última ação militar contra os cátaros foi o cerco a Montségur, em 1243. Naquela época, a Inquisição já havia provado sua eficácia para eliminar seletivamente os hereges. Depois das condenações nos tribunais inquisitórios, a Igreja usava o “fogo purificador”: de acordo com o discurso oficial, a morte na fogueira seria a única forma de salvar as almas dos cátaros.
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Encurralados, os cátaros eram colocados diante da seguinte escolha: negar sua fé ou enfrentar a fogueira. De uma forma ou de outra, a religião ia sendo exterminada. Em 1321, foi executado o último sacerdote cátaro conhecido, Guillaume Bélibaste, que havia se refugiado no oeste da Espanha. Cerca de um século depois, já não se ouvia mais falar de seguidores do catarismo. Terminava assim a trajetória dos contestadores que, com humildade de caráter e simplicidade de métodos, haviam conquistado o respeito do povo – da mesma forma que os primeiros cristãos haviam feito, 12 séculos antes, na Palestina.

Caçador de cátaros

Simão de Montfort acabou morto por uma guarnição feminina
Antes de ser convidado para comandar as tropas da Cruzada Albigense, Simão de Montfort, nascido por volta de 1160, já havia sujado suas mãos de sangue em nome da Igreja. Ele participara da fracassada Quarta Cruzada, entre 1202 e 1204. O movimento havia sido convocado para expulsar os muçulmanos da Terra Santa, mas acabou se desviando um bocado do objetivo. Um dos culpados foi o próprio Simão de Montfort, que no meio do caminho resolveu saquear com seus homens a cidade de Zara (hoje Zadar, na Croácia), contrariando as determinações do papa Inocêncio III para que nenhum cristão fosse atacado durante a campanha – a Quarta Cruzada, aliás, terminaria de modo ainda pior, com a pilhagem de Constantinopla, em 1204. Anos mais tarde, durante a Cruzada Albigense, Montfort reforçou sua reputação de líder inflexível e implacável. Glorificado como herói da fé católica por diversos cronistas, ele foi o responsável direto pela morte de milhares de pessoas – já que raramente dava ordens para poupar alguém. Em 1209, Montfort se tornou visconde de Béziers e Carcassonne, duas localidades que suas tropas haviam arrasado. Liderando um massacre após o outro, ele logo se transformou no senhor absoluto da região do Languedoc. Montfort lutou pela expansão de seus domínios até a morte, em 1218, durante um cerco à cidade de Toulouse. Segundo alguns relatos, ele foi atingido por uma pedra atirada por uma catapulta da guarnição feminina da resistência cátara – destino apropriado para alguém conhecido por ser “firme como uma rocha”.

Heresias sortidas

Na época dos cátaros, católicos também desafiaram a Igreja
Percebendo que a Igreja estava se desviando de seus princípios originais, o papa Gregório V promoveu uma ampla mudança na instituição. A Reforma Gregoriana, iniciada em 1075, reforçava a obrigatoriedade do celibato no clero e atacava a simonia (a venda de falsas relíquias cristãs). Enquanto o papado tentava reestruturar o catolicismo, entretanto, a confusão teológica era generalizada. Além de grupos cristãos dissidentes – entre os quais os cátaros se destacaram –, a Igreja daquela época foi obrigada a enfrentar vozes dissonantes dentro de sua própria comunidade de seguidores e sacerdotes. Em 1110, o religioso Tanchelm de Antuérpia, originário da região de Flandres (hoje na Bélgica), levou alguns fiéis católicos a idolatrá-lo cegamente – a ponto de aceitarem beber a água que ele usava para tomar banho. Crítico dos rumos da Igreja, ele se proclamou messias e acabou preso na cidade alemã de Colônia. Ficou na cadeia entre 1113 e 1114 e, no ano seguinte, após ser libertado, foi morto por um padre católico. Na mesma época, Pedro de Bruis, nascido na Provença, quis reformar a Igreja na marra. Apesar de ser padre, ele chacoalhou o sul da França promovendo ataques a igrejas e queimando crucifixos – assim como os cátaros, ele detestava a opulência dos templos católicos e desprezava o significado místico da cruz. Acusado de heresia, foi executado na fogueira em 1126.

Saiba mais

Livros
A Heresia dos Cátaros – Uma Revolução Medieval, Stephen O’Shea, ASA, 2003
Editado em Portugal, descreve os mais dramáticos episódios relacionados aos cátaros.
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Hereges de Deus – A Cruzada dos Cátaros e Albigenses, Aubrey Burl, Madras, 2003
Um relato vívido e impressionante da história cátara. O assunto principal é a sangrenta Cruzada Albigense.
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http://historia.abril.com.br/religiao/cataros-exterminio-puros-435805.shtml
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

My Song - Keith Jarrett & Jan Garbarek


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mamesibamarukomidori | 25 de Janeiro de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
My Song / Keith Jarrett Quartet 1977 ECM

Jan Garbarek (ts,ss) , Keith Jarrett (p, per) , Palle Danielsson (b)
Jon Christensen (ds)
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tango Fire


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Argentina’s hottest dance show, Tango Fire, flies back into London direct from Buenos Aires for four weeks! Featuring ten sensational dancers, one of Argentina’s finest singers and a quartet of brilliant young musicians, Quatrotango, this really is tango at its fiery best. 
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Archived Show - Ticket office:  0844 412 4322

How to find us

Peacock Theatre
Portugal Street, Holborn, WC2
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